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Título: Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber

Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber, aplicadas na Empresa Bradesco S/A. São Paulo 2009 Sumário 1Introdução 2Frederick Winslow Taylor4 2.1Princípios de Taylor 3Henry Ford 4Jules Henri Fayol 4.1Princípios Básicos 4.2Funções Administrativas 5Maximillian Carl Emil Weber 5.1Analise da Obra 5.2Princípios…


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Condicionamento Clássico e Operante

Trabalho enviado por: Adriana Lescowitsh Rabello

Data: 22/04/2003

 Condicionamento Classico e Operante 


I) INTRODUÇÃO

Segundo Skinner (1982) "a espécie humana, como as demais espécies, é um produto da seleção natural. Cada um de seus membros é um organismo extremamente complexo, um sistema vivo, o objeto da Anatomia e da Fisiologia".

O comportamento, qualificado por Skinner como uma característica primordial dos seres vivos, foi estudado de modo isolado, assim como a respiração, a digestão, a circulação.

Os seres vivos em sua natureza obedecem a comportamentos inatos (considerados como sendo instintos). Como exemplo podemos observar o recém-nascido que age segundo seus comportamentos inatos, bem como chorar, mamar, respirar, urinar e defecar.

Estes comportamentos inatos (instintos) estão diretamente relacionados à sobrevivência do animal, isto é, há certos comportamentos que fazem parte da programação genética do organismo, como exemplo podemos citar a tendência agressiva que tem um animal quando ferido ou ameaçado, e também o fato de algumas espécies defenderem seu território.

Para explicar melhor estes comportamentos (agressividade, defesa), Darwin formulou a "Teoria da Seleção Natural", onde defendia que havia uma incerteza de sobrevivência em relação a certos tipos de comportamento, o que denominava de "contingências de sobrevivência" (variam de acordo com a ação causal à qual está exposta); como demonstração de ação causal podemos citar a seleção natural.

Skinner (1982) afirmou que

"É mais fácil imaginar contingências de sobrevivência se o comportamento tornar mais provável que os indivíduos sobrevivam e se reproduzam e se as contingências prevalecerem por longos períodos de tempo. As condições internas do corpo têm comumente satisfeito essas duas exigências e algumas características do meio exterior, tais como os ciclos de dia e noite, ou as estações do ano, ou da temperatura ou o campo gravitacional, são de longa duração".

O comportamento em si está relacionado a algumas condições, tais como estimulação externa ou interna, a idade, ou, o nível de privação. Esta relação entre o agente externo (estímulo) e o comportamento (resposta) é denominada de reflexo.

O reflexo está diretamente ligado a partes específicas do cérebro, podendo de tal modo, ser verificado comportamentos de mesma natureza reflexa em espécies diferentes. Este reflexo foi primeiramente identificado com eventos neurais hipotéticos, denominando-se então de "arco reflexo". Portanto, alguns comportamentos podem ser previstos, haja vista que são respostas reflexas a estímulos dados, como exemplo, pode-se citar a dilatação da pupila quando esta é exposta a um feixe de luz. Mais tarde, o reflexo tornou-se mais importante, quando de sua análise foi feita a demonstração da possibilidade de criar novas relações entre estímulos e respostas.

O pioneiro nestes experimentos foi o fisiólogo russo I. P. Pavlov, que há princípio estava interessado no processo de digestão, estudando as condições nas quais os sucos digestivos são secretados. Concluiu que várias substâncias químicas colocadas na boca, ou no estômago, resultam na "ação reflexa" das glândulas digestivas. No entanto, observou-se a ocorrência de uma secreção de saliva antes que o alimento fosse colocado na boca. A este fato, Pavlov denominou de "secreção psíquica".

A primeira medida tomada por Pavlov foi controlar as condições de maneira que as "secreções psíquicas" diminuíssem ao máximo, criando uma sala onde o contato cão-experimentador fosse quase inexistente.

Então, estando o cão inteiramente isolado, apenas recebendo estímulos controláveis e o alimento em uma ordem, quantidade e tempo pré-determinados (ex.: som –estímulo neutro- + alimento –estímulo efetivo- à saliva –resposta não condicionada-), Pavlov demonstrou que o cão era capaz de produzir a secreção salivar enquanto lhe era apresentado apenas o som (denominado agora como estímulo condicionado), sem que houvesse o alimento.

Enfim, Pavlov comprova que um estímulo neutro pode ser transformado para obter respostas que genuinamente para obtê-las utilizava-se outro estímulo (o estímulo efetivo). Para que isto ocorra, o estímulo neutro deve ser apresentado, e em seguida, deve ser "reforçado" pelo estímulo efetivo.

Pavlov também fez o experimento "ao contrário", isto é, fez o processo inverso onde o estímulo condicionado perde seu poder de evocar a resposta quando deixa de ser reforçado, e, denominou este processo de "extinção".

Sabemos, então, que os reflexos estão diretamente relacionados à fisiologia interna do organismo e que podem ser condicionados. Há dois tipos de condicionamentos, o condicionamento clássico e o condicionamento operante ou instrumental.

O condicionamento clássico, de um modo geral, está ligado a um reflexo, que pode ser observado antes do condicionamento. Está apoiado num relacionamento estímulo-resposta.

Um exemplo tradicional de condicionamento clássico é o experimento feito por Pavlov, no qual o estímulo não-condicionado (ENC) se manifesta sempre junto com um estímulo neutro (EN), sendo que este não faz surgir uma resposta como a da resposta não condicionada (RNC). O segundo estímulo se transformará num estímulo condicionado (EC). Então, após a apresentação do estímulo não-condicionado e do estímulo condicionado, aproximadamente o mesmo número de vezes, o estímulo condicionado irá, por conta própria evocar a resposta não-condicionada; essa resposta, por sua vez será denominada de resposta condicionada.

O condicionamento clássico pode envolver respostas que não estão sob o controle voluntário, no entanto, estas respostas podem ser influenciadas mediante condicionamento, visto que os processos internos de nosso corpo são afetados por nossas experiências, podendo ser causada uma disfunção pela situação de estímulo em que os achamos.

Para que se torne efetivo o condicionamento, é necessário que se faça um planejamento do intervalo de tempo entre os estímulos, pois a apresentação simultânea dos dois não é o melhor meio de se condicionar.

A extinção do condicionamento clássico ocorre na medida em que o EC que se apresenta na ausência do ENC, fazendo com que a RC se apresente com menor freqüência, e após algumas tentativas chegando à extinção. Porém, sendo o animal mantido em seu alojamento, uma única sessão de tentativas de extinção não eliminará por completo a RC, ou seja, esta poderá reaparecer espontaneamente caso se apresente novamente o EC.

O condicionamento clássico também pode ser dado de forma parcial, isto é, considerando as tentativas de não reforço, onde o EC é apresentado sozinho, ao acaso. Desse modo, o condicionamento ocorria lentamente, na mesma proporção que se considerava essas tentativas de não reforço, mais lentamente se dava à aprendizagem.

L. R. Peterson (1981), assim como outros cientistas, questionou a importância do condicionamento clássico para a compreensão da aprendizagem afirmando que

"do ponto de vista prático, é uma técnica de influenciar as tendências emocionais... O conhecimento dos princípios de condicionamento pode também nos sensibilizar para com os meios pelos quais nosso próprio comportamento está sendo influenciado.

De um ponto de vista teórico, o condicionamento clássico é um arranjo de laboratório no qual as variáveis ligadas à aprendizagem podem ser medidas com precisão, permitindo aos experimentadores descobrir leis basicamente ligadas à aprendizagem".

O outro tipo de condicionamento é o Condicionamento Instrumental ou Operante, o qual se baseia no princípio de que o comportamento é influenciado por suas conseqüências, sendo fortalecido por estas, que por sua vez, são denominadas de "reforço". Segundo Skinner, entende-se por reforço tudo aquilo que aumenta a probabilidade de re-ocorrência de uma resposta.

Portanto, quando um animal faminto apresenta comportamento que "produz" comida, este comportamento é reforçado por esta conseqüência e, então, sua probabilidade de ocorrência é maior.

O reforço no comportamento operante é capaz de modelar um repertório comportamental, aumentando a eficiência do comportamento, e o mantendo fortalecido por muito tempo, mesmo que já se tenha perdido o interesse. No sistema skinneriano tem-se o reforço positivo (atingir a meta ou receber uma recompensa), e o reforço negativo (retirada de algo desagradável) e a punição (redução de certo comportamento por meios de eventos contingentes).

Há um fenômeno, resultado de uma combinação do condicionamento operante com a seleção natural, denominado "imprintação", no qual se tem como exemplo um patinho recém-saído do ovo que se move na direção de sua mãe e segue-a enquanto ela se desloca. No entanto, quando nenhum pato está presente, este patinho, recém-saído do ovo, se comportará da mesma maneira em relação a qualquer outro objeto que se mova, ou seja, se colocarmos uma caixa de sapato se movendo no momento em que o patinho sai do ovo, este irá seguir a caixa como se fosse sua mãe.

Para que o comportamento operante ocorra, é necessária a estimulação de seu organismo pelas conseqüências de seu comportamento, dependendo também da espécie (considerando os limites biológicos de cada uma), do total e da validade dos reforços.

O controle do comportamento está diretamente proporcional ao reforço, este, diz respeito à recompensa ou a outra conseqüência que advém após a ocorrência de uma resposta específica; e, a freqüência desta resposta que resulta do reforço depende do grau de privação no momento em que a resposta foi observada.

Caso ocorra a demora do aparecimento da resposta a ser reforçada, pode-se utilizar uma técnica chamada "modelagem", ou seja, respostas que se assemelham àquela desejada são reforçadas, e o critério de reforço gradualmente é deslocado para a resposta desejada.

No caso de querer condicionar o animal a seqüências...

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