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Adictos – Dependência Química

Trabalho enviado por: Joyce

Data: 22/12/2004

Adictos

Outubro/2004


Introdução

A dependência química é uma doença na qual, infelizmente, você só descobre que tem quando ela já está bem avançada. Ou seja, ela já tomou conta do seu organismo, do seu cérebro e já atrapalhou todo seu convívio com a família, trabalho e "sociedade".

O primeiro problema é a dependência psicológica, que é simplesmente a necessidade da droga para obter o máximo da sensação desejada, isto é, você acha que só ficará bem quando estiver se drogando.

Então vem a famosa dependência química, que é a perda do controle sobre o uso da droga (lícita ou ilícita) em razão da necessidade física e/ou psicológica de consumi-la. Caracteriza-se dependência química a necessidade incontrolável de continuar fazendo uso de uma substância, apesar de todos os problemas que você sabe que te causa.

Seguido da dependência química vem a dependência física, que denuncia a adaptação do organismo ao uso crônico da droga. Quando não se pode consumi-la por qualquer razão, você fica com uma sensação de desconforto, ansiedade e até mesmo dor. Esses sintomas denunciam a instalação da dependência física. Nessa fase a droga passa a envolvê-lo e você é capaz de fazer qualquer coisa para obtê-la.


1.0 O que é droga?

Todas as drogas têm em comum a capacidade de alterar o estado mental do usuário, seja proporcionando uma sensação de prazer e conforto ou reduzindo a timidez e aumentando a sociabilidade de quem a usa. Em geral, todas também causam dependência química e psicológica, transformando o usuário ocasional em viciado, que acaba dependendo do consumo da droga para manter suas atividades normais.

O álcool, o tabaco e a maconha são exemplos mais comuns de drogas obtidas diretamente de plantas. A cocaína e o crack, por exemplo, são adquiridos de uma pasta refinada a partir das folhas de coca, vegetal encontrado originalmente na América do Sul. Outras sustâncias, como ecstasy e o LSD, são produzidas diretamente em laboratório.

Nem todas as drogas são proibidas por lei. Álcool e tabaco, apesar das crescentes restrições que vêm sofrendo na maior parte dos países, são vendidos e consumidos normalmente no Brasil. A legalidade destas drogas elimina os riscos adicionais que correm os usuários de outras drogas: a ausência de segurança.

Como a maior parte das drogas é clandestina e obtida por meios ilegais, é difícil ao usuário ter certeza da qualidade do produto. Por conta disso, além dos problemas normais já causados pela substância pura, muitas vezes ocorrem complicações de saúde por causa do consumo de substâncias tóxicas junto com a droga.


2.0 Drogas :Breve Histórico

A palavra adicto provém do latim e significa escravo, sendo originariamente utilizada nos tempos da República Romana para designar a condição daquele que perdera seus direitos de cidadania e passara voluntariamente a ocupar uma condição inferior para saldar dívidas ou por não poder arcar com os deveres de sua liberdade).

Quando nos referimos às drogas, entendemos que existem não somente drogas ilícitas como por exemplo a maconha, o haxixe, a cocaína, o crack, o ecstasy, o ópio, a heroína, o LSD-25, etc., bem como drogas lícitas como por exemplo a cafeína (café, chocolate, chá), a nicotina (tabaco), o álcool, os fármacos (princípio ativo dos medicamentos vendidos nas farmácias e drogarias), etc. A dependência, por sua vez, se dá como um processo que pode se apresentar em duas variantes, a dependência física/orgânica e a dependência psíquica/emocional.

Desde os primórdios da história da humanidade vamos encontrar referências às drogas. Durante muito tempo o uso dessas substâncias teve um valor, uma função e objetivos específicos e claros, diferentes dos que possuem atualmente. Muitas vezes, as drogas foram usadas para fins medicinais, em outras fazem parte de rituais sagrados ou, ainda, estiveram inseridas em outros aspectos da cultura de um povo. Nas sociedades modernas, que vieram a se tornar globalizadas, o uso das drogas mudou completamente. Segundo o professor e psicanalista Richard Bucher, o consumo de drogas "é um fato, não mais (ou pouco) vinculado a um uso medicinal ou a ritos religiosos, mas a uma procura de prazer que corre o risco de se tornar desenfreada". Tais efeitos viriam satisfazer a busca da felicidade e da transcendência, como também amenizar a angústia existencial, características inerentes ao ser humano, lacunas que...

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