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Variação Linguística – Preconceito Linguístico

Trabalho enviado por: Eliane Doege Finardi

Data: 07/08/2005

Preconceito Lingüístico


Marcos Bagno começa por dizer que "trata da língua é tratar de um tema político". Explica: "Só existe língua se houver seres humanos que a falem. O homem é um animal político (Aristóteles), portanto, a lingüística é uma atividade científica essencialmente politizada. E é exatamente isso, politizar a lingüística, o que vem fazendo e escritor Marcos Bagno, um militante, a seu modo, das causas sociais".

Ao partir do princípio de que a língua é viva, o autor conclui que tudo aquilo que se contrapõe a esta condição está morto. Por isso, a gramática e os gramáticos tradicionais são considerados por ele como "uma grande poça de água parada, um charco, um brejo, um igapó, à margem da língua". A língua é como um rio que se renova, enquanto a água do igapó, a gramática normativa, envelhece, não gera vida nova ser que venham as inundações. Com estas imagens Marcos Bagno constrói a diferença entre a dinâmica da língua/rio e o apego às normas/igapó da língua culta que são guardadas, preservadas, e divulgadas de maneira conservadora, preconceituosa e prejudicial à vida social.

Para analisar como se constrói o preconceito lingüístico, Bagno relaciona oito mitos que revelam o comportamento preconceituoso de certos segmentos letrados da sociedade frente às variantes no uso da língua, e as relações desse comportamento com a manutenção do poder das elites e opressão das classes sociais menos favorecidas, normalmente por meio da pseudopadronização imposta pela norma culta.


Mito nº 1

"A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente".

Mito prejudicial à educação, por não reconhecer que o português falado no Brasil é bem diversificado, a escola tenta impor sua norma lingüística como se ela fosse de fato comum a todos os brasileiros. As diferenças de status social em nosso país, explicam a existência do verdadeiro abismo lingüístico entre os falantes das variedades não-padrão do português brasileiro que compõe a maior parte da população e os falantes da suposta variedade culta, em geral não muito bem definida, que é a língua ensinada na escola. Os meios oficiais insistem em utilizar uma língua padrão, gerando uma espécie de incomunicabilidade entre poderes (constituídos ou não) e o povo. A educação parece ser o ponto mais atingido por esse panorama, apesar de que, desde 1998, os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNS, reconhecem a diversidade lingüística.

A Língua Portuguesa deve ser vista como ela realmente é, uma língua de alto grau de diversidade causado pela grandeza de nosso Brasil, fazendo com que ela se modifique em cada região, e "Esse caráter individual da fala é responsável pela diversidade e da língua...",ou seja, o fato de que em grande parte do Brasil a língua predominante ser a Portuguesa, não quer dizer que ela tenha uma unidade, pois a idade, o grau de escolarização, a situação socioeconômica e outros fatores resultarão na fala de um indivíduo que é conseqüência desse emanharado de coisas.

Desse modo esse mito de que a língua é homonogênea deve ser quebrado, afinal nem todos tem acesso à norma culta e os que chegam até ela se deparam com algo desconhecido, pois assim é ensinado para o aluno, como um outro idioma/e esse preconceito irá gerar outros os quais veremos a seguir.

Mito nº2

"Brasileiro não sabe português/ Só em Portugal se fala bem português".

Para o autor, a afirmação acima demonstra complexo de inferioridade, sentimentos de dependência de um país mais antigo e civilizado.

Para Bagno, como crítica aos que cultuam línguas e costumes estrangeiros como sendo superiores aos nossos, a língua falada e escrita vai bem, produzindo uma literatura reconhecida mundialmente pelo grande prestígio que tem, especialmente por causa da música popular brasileira.

O brasileiro sabe português sim. O que acontece é que o nosso português é diferente do português falado em Portugal. A língua falada no Brasil, do ponto de vista lingüístico já tem regras de funcionamento, que cada vez mais se diferencia da gramática da língua falada em Portugal. Na língua falada, as diferenças entre o português de Portugal e o português falado no Brasil são tão grandes que muitas vezes surgem dificuldades de compreensão. O único nível que ainda é possível numa compreensão quase totais entre brasileiros e portugueses é o da língua escrita formal, porque a ortografia é praticamente a mesma, com poucas diferenças.

Conclui-se que nenhum dos dois é mais certo ou mais errado, mais bonito ou mais feio: são apenas diferenças um do outro e atendem às necessidades lingüísticas das comunidades que os usam, necessidades lingüísticas que também são diferentes.

"È espantoso que a figura do gramático e intolerante tenha voltado à cena neste fim de se século, sob a roupagem enganosamente moderna da televisão, do computador". (p.34)

Apesar de sua diversidade, a língua Portuguesa não deixa de ser nossa língua, porém cada individuo em seu meio/região, adapta-se à sua maneira de comunicação. Cada região tem suas qualidades e seus vícios de linguagem.

No que respeito ao ensino de português no Brasil, o grande problema é que esse ensino até hoje, continua com os olhos voltados para a norma lingüística de Portugal.

Mito nº 3

"Português é muito difícil"

Bagno disse, neste capítulo que essa afirmação preconceituosa é prima-irmã da idéia que ele derrubou, a de que o "brasileiro não sabe português"

A língua que falamos segue uma regra que veio da Gramática Normativa de Portugal.

Mas nós brasileiros vivemos uma realidade diferente da deles, isso faz com que o nosso português seja diferente e essas normas não fazem parte de nossa vida, virando assim um monte de imposições a serem decoradas.

No dia em que nossa língua se concentrar no uso real, vivo e verdadeiro da língua portuguesa no Brasil, é bem provável que ninguém continue a repetir essas bobagens. Todo falante nativo de uma língua, sabe essa língua, pois saber a língua, no sentido cientifico do verbo saber, significa conhecer intuitivamente e empregar com naturalidade as regras básicas de funcionamento dela. A regência verbal é caso típico de como o ensino tradicional da língua no Brasil não leva em conta o uso brasileiro do português. Por mais que o aluno escreva o verbo assistir de forma transitiva indireta, na hora de se expressar passará para a forma transitiva direta "ainda não assisti o filme do Zorro".

Tudo isso por causa da cobrança indevida, por parte do ensino tradicional, de uma norma gramatical que não corresponde à realidade da língua falada no Brasil.

Este mito gera um preconceito, porque o português falado é diferente do português escrito de forma culta. O falado está relacionando ao nível social, À região e ao nível intelectual.

E o escrito é baseado na gramática normativa.

As regras aprendidas nas escolas não correspondem à língua que realmente falamos e escrevemos no Brasil, causando uma grande dificuldade atribuída á língua.

Porém, isto ocorre devido à diferença existente entre a língua ensinada e a língua usada.

No momento em que o ensino de português se concentrar no uso real, vivo e verdadeiro da língua portuguesa, é bem possível que ninguém mais continue a repetir que o português é difícil.

Mito nº 4

"As pessoas sem instrução falam tudo errado".

Esse mito além de trazer um preconceito lingüístico, vem acompanhado de um social, de que as pessoas de menor aquisição não sabem falar o português, não importa o quão letrado ele é, mas o fato de ser pobre vai fazer com que as pessoas olhem como se ele de nada soubesse.

E tem mais, podemos observar um outro preconceito, o regional e este está sempre sendo alimentado pela mídia que desmoraliza uma certa região, como acontece com os interiores do Nordeste.

Qualquer manifestação lingüística que escape do triângulo escola-gramática-dicionário é considerada, levando em conta o...

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