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Título: Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber

Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber, aplicadas na Empresa Bradesco S/A. São Paulo 2009 Sumário 1Introdução 2Frederick Winslow Taylor4 2.1Princípios de Taylor 3Henry Ford 4Jules Henri Fayol 4.1Princípios Básicos 4.2Funções Administrativas 5Maximillian Carl Emil Weber 5.1Analise da Obra 5.2Princípios…


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Planos de Aula

Trabalho enviado por: Kelly Cristina Borghesan

Data: 22/04/2003

Planos de Aula


1. INTRODUÇÃO

O presente Projeto de prática de ensino apresenta-se voltado para a reflexão – articulando teoria e prática. Assim, não se distancia das orientações para a realização das ações e torna imprescindível o uso dos conteúdos necessários para a compreensão do fazer.

O primeiro passo para a elaboração desse trabalho que finda a prática de estágio do ano letivo de 2002, foi a análise de alguns temas existentes, influenciando-se pelas idéias de autores cuja proposta traz um compromisso com a criação e a produção da cultura e do conhecimento.

Dirigido àqueles que observaram, planejaram e atuaram como educadores, buscando vivenciar na prática os mais diversos acontecimentos relacionados com sua vida cotidiana, tornando possível um aprimoramento reflexivo sobre estes.

Num segundo momento, efetuaram-se visitas, observações e relatos em contextos onde acontece educação, busca inserí-los, numa dimensão maior, permitindo o acesso do observador a conceitos teóricos e práticos necessários à compreensão e ao aperfeiçoamento desta etapa da educação básica.

As observações efetuadas foram registradas e, sistematizadas irão compor o projeto de estágio. Neste constam os objetivos, os procedimentos, os conteúdos, enfim, como tudo irá se processar.

O projeto de regência de classe caracterizou-se por ser um trabalho claro, objetivo e preciso que, por sua vez, exigiu a seleção, a leitura e a análise do tema a que se pretendeu.

Este, tem a pretensão de um importante componente a ser introduzido nos ensinamentos que visam as graduações docentes/pedagógicas. Espera-se que, tal, venha realmente contribuir para o aperfeiçoamento do processo de trabalho do qual tanto necessita o pedagogo, profissional e cidadão, aquele que interfere e interage com o aluno, conscientemente, utilizando-se do fato como ferramenta para direcionar sua prática, este é o profissional a ser formado.

 

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Poderiam ser citadas muitas contribuições que existem e fazem menção ao tema que pesquisamos, porém deslocamos o foco de atenção para autores como: GRAMSCI (1984), DEMO (2000), KISHIMOTO (1998), BONAMIGO (1991), SACRISTÁN (2000), este último com sua obra "Compreender e transformar o ensino", foi parafraseado no decorrer da fundamentação teórica, visto que trabalhamos suas idéias no curso de Pedagogia e ser um ótimo referencial que norteou a metodologia adotada no estágio supervisionado.

Autores, estes que, enfatizaram que não basta reproduzir o real, mas é preciso tentar reconstruí-lo, o que só é possível quando existe uma orientação, uma proposta teórico-metodológica a ser seguida.

Para compreender o processo de culturação ou socialização requer atender a um agrupamento de influências que atuam de forma conjunta e sistemática no ambiente social da sala de aula. Faz-se necessário a análise individual de classes e escolas, de como nasce e se desenvolve a estrutura das atividades e relações sociais, o currículo acadêmico explícito e oculto, transmissores dos interesses sociais mais ou menos confessáveis. Em resumo, é necessário entender o sistema complexo de comunicação estabelecida na sala de aula, responsável pelos significados que se criam, se transmite e transforma nas trocas educativas.

A cultura (conjunto de significados e condutas compartilhadas) se constrói, reproduz e transforma o caminho dos acontecimentos e fluxos caracterizadores da vida comunitária ao longo dos tempos. Os grupos e indivíduos da nova geração aprendem, reproduzem e transformam a cultura que compõe costumes, objetos e formas de vida, representações mentais grupal, narrações históricas, especulações filosóficas, expressões artísticas e sabedoria popular.

No momento em que o aluno se introduz na cultura escolar e na sala de aula, acaba por adquirir os conceitos necessários para se desempenhar satisfatoriamente entre as demandas dessa comunidade e dessa cultura. A cultura vivenciada, trabalhada na escola, pode e deve se configurar como uma realização concreta da cultura social comunitária onde são experimentados consciente e abertamente os problemas, conflitos, os interesses, propostas e alternativas da própria comunidade. Mas, ao contrário, também, pode construir-se como um confinamento artificial onde se distorce e simplifica os problemas, anulando-os da aplicação no cotidiano. Ocorrendo isso, a escola se forma como um espaço separado, com uma função muito privada, que recebe as influências da cultura social, mas não as analisa abertamente e nem ocorre o exame público e sistemático de suas origens e conseqüências. A cultura popular nesse contexto, dificilmente adquire a significação prática que a aprendizagem relevante requer.

Aprender a cultura é viver a cultura, é assimilar os conceitos utilizando-os no contexto complexo onde tem vida, no espaço de interações sociais e de produção da realidade onde se apresentam os problemas reais da vida cotidiana.

Utiliza-se enfim a cultura popular, a fim de ensinar o aluno a pensar e atuar, onde ele aprende a democracia vivendo e construindo sua própria comunidade democrática de aprendizagem e de vida. Sendo assim, o aluno tira proveito desse contexto para transformar seus hábitos, o próprio pensamento, construindo a realidade e ao mesmo tempo elaborando a cultura.

Os conteúdos refletem uma visão do aluno, da cultura e da função social da educação, projetando as relações entre educação e sociedade. O que se ensina através dos conteúdos defende-se nos valores que a escola quer num contexto social histórico concreto.

"O início da elaboração crítica é a consciência daquilo que somos realmente, isto é, um ‘conhece-te a ti mesmo’ como produto histórico até hoje desenvolvido, que deixou em ti uma infinidade de traços recebidos sem benefício no inventário". (GRAMSCI, 1984, p. 12)

A relação com a história, tanto na teoria quanto na prática, aparece na reflexão de Gramsci como pilar para a construção da passagem do senso comum para a concepção criticamente coerente do mundo. Relação demonstrada através de um inventário que nos mostre nossa posição/cultura em determinado contexto histórico.

O conceito de homem sócio-histórico, sob este prisma, mostra-se através de um processo de relações ativas onde a individualidade de cada um é apenas mais uma peça no grande quebra-cabeça humano, sobressaindo-se as relações com a natureza e com os demais. Um conceito que reflete a perspectiva dos que decidem o que ensinar e dos que ensinam, o que se pretende transmitir ou que outros assimilem, o que na realidade é muito diferente dos conteúdos reais implícitos nos resultados que os alunos obtém.

Nos programas de ensino, os conteúdos, as questões devem ser refletidas para que estes realmente tenham significado ou sejam representativos para a vida de cada um. Os conteúdos devem significar algo, ter bases sólidas e concretas. A implantação de conteúdos deve estar impregnada na formação dos caracteres sociais e morais implantando um modelo de homem. Devem ser também dinâmicos para acompanhar a evolução dos tempos, tentando acompanhar as novas descobertas para poder informar o aluno através de teorias comprovadas pelas ciências.

A construção de um currículo deve-se dar em função de critérios psicopedagógicos considerando qual o tipo de indivíduo e de sociedade que se quer. O currículo deve atender as necessidades sociais, regulando não apenas os conteúdos que se lecionam, mas também os distribui socialmente. Os fatos educativos são práticas de caráter históricos e abertos, que têm um significado pessoal e social sujeito a valorizações que não podem ser reduzidas nem mascaradas com explicações científicas.

Na seleção de conteúdos que formam os currículos é importante lembrar que a escola pode exercer a contra-hegemonia, que é a atividade reflexiva e crítica. GÓMEZ citado por SACRISTÁN (2000), enfatiza:

"Ocorre que a escola, se vê diante de demandas contraditórias em termos de socialização: de um lado precisa estimular a crítica, a autonomia e a participação e, de outro, a disciplina e a submissão ao trabalho" (2000, p. 20).

O currículo é o objeto de muitas práticas e que se expressa e se concretiza nelas, que se molda numa multidão de contextos, sendo afetado por forças sociais, por marcos organizativos, pelos sistemas de produção de materiais didáticos, pelo ambiente da aula, pela prática pedagógica cotidiana, pelas avaliações, sendo todo ele um processo social.

As discussões sobre currículo no Brasil, surgiram com os pioneiros da educação aproximadamente em 1968. Dentre eles Anísio Teixeira foi quem iniciou as discussões que apontavam para: a necessidade de alfabetizar trabalhadores e a importância de se organizar o currículo escolar em harmonia com as demandas da sociedade. Ele defendia um currículo centrado na criança que segundo ele "é a origem e o centro de toda a atividade escolar".

O currículo corresponde a objetivos do sistema educacional, do indivíduo, ao ser um currículo de socialização completa da personalidade e uma preparação para entender e participar na sociedade. Requer, uma perspectiva ampla do que é conhecimento valioso, que ultrapassa o sentido restrito que as disciplinas escolares têm; organização administrativa da escola, adequada à realização de objetivos educacionais e de acordo com os interesses da população, deve prever mecanismo que estimulem a participação de todos no processo de decisão; organização da escola.

O currículo é um importante elemento constitutivo da organização escolar, implica necessariamente, a interação entre sujeitos que têm um mesmo objetivo e a opção por um referencial teórico que o sustente; programas de ensino; práticas pedagógicas, as relações de trabalho, no interior da escola, deverão estar relacionadas nas atitudes de solidariedade, de reciprocidade e de participação coletiva, em contraposição à organização regida pelos princípios da divisão do trabalho, da fragmentação e do controle hierárquico, sistema de avaliação, que deve ser um ato dinâmico que qualifica e oferece subsídios e direciona as ações dos educadores e dos educando.

O currículo é entendido como a totalidade de experiências e aprendizagens oferecidas pela escola e exigirá o cumprimento das metas e objetivos em função das mudanças sociais, econômicas e políticas. "... porque se trata de, sujeitos históricos capazes de história própria;..." (DEMO, 2000, p. 112); esse é um dos fatores mais importantes para a educação, a capacidade que o homem possui de criar sua própria história, reconstruindo situações, não só do ponto de vista biológico, mas também político. É uma relação dialética entre natureza, ação e política.

É muito difícil imaginar quais os melhores caminhos a seguir, ou mesmo decidir sobre a conveniência de decidir por esse ou aquele tema disciplinar, principalmente em se tratando de um estágio e, tendo em vista as necessidades ou dificuldades que surgirão. Sem contar que ainda não estamos seguros quanto aos valores, atitudes e comportamentos que deveriam ser estimulados para permitir aos alunos que convivam harmoniosamente com pessoas e hábitos diferentes, provindas das mais variadas raças e culturas, com idéias, crenças e valores as mais variadas.

Ciências da Educação, embora tenham contribuído para elucidar muitas das questões relacionadas com o ensino e a aprendizagem, não foram suficientemente trabalhadas a ponto de fornecerem os elementos necessários ao estabelecimento de uma nova Didática, voltada para o tratamento das questões da atualidade. Estamos longe de entender os professores como meros executores de práticas pensadas e decididas por outros, vítimas de modas e linguagens que os colocam alheios aos desafios mais gritantes que têm diante de si. Confiamos em que o pensamento pode ajudá-los a clarificar as situações em que trabalham e as dimensões dos dilemas ante os quais, implícita ou explicitamente, têm que dar soluções. Mas. Por outro lado, duvidamos que a prática do ensino, dentro das instituições escolares, possa ser uma atividade que se solucione com diretrizes procedentes das várias ciências que dizem iluminar os fenômenos educativos. (SACRISTÁN, 2000, p.13)

Enquanto o mundo exterior se mostra cada vez mais opressor e exigente com as pessoas, a escola – instituição especialmente credenciada para realizar a transmissão e a renovação da cultura – vai ficando defasada, incapaz de acompanhar a evolução, redefinindo as suas funções de forma a responder às novas exigências sociais. Enrijecida, a escola, não haveria razões para que os seus responsáveis assumissem sozinhos os desafios da mudança, contrariamente às suas próprias condições enquanto organização.

Para poder dar conta da missão tão importante e complexa, a escola precisa de colaboradores capazes de reinterpretar os seus papéis e ampliar a sua formação, colocando-a a serviço dos ideais de uma educação democrática. Apegando-se à essa consideração é que se pensou nas atividades a serem desenvolvidas no projeto de estágio, buscando ressignificar não só para os alunos, bem como para a educação/escola de modo geral, conteúdos considerados relevantes.

A natureza e o mundo construído pelo homem oferecem um riquíssimo material para a construção do conhecimento. Principalmente nas séries iniciais, a observação, a comparação e as relações existentes entre homem e ambiente, oferecem à criança a oportunidade de, através de sua expressão, seja verbal ou corporal, manifestar o resultado de sua aprendizagem. Esta é uma forma bem eficaz de avaliação, considerando se a criança apropriou-se das propostas ou não.

Uma das preocupações no momento da inclusão das atividades a serem desenvolvidas com os alunos do ensino fundamental, foi o resultado que se obteria com as mesmas. Coletando dados, fazendo experimentos, buscando respostas as suas indagações, trocando idéias com o grupo e com pessoas que fazem parte de sua vida social, além de aprender novos conceitos e assimilar novas informações, a criança estará percorrendo um caminho que a levará ao conhecimento, iniciando descoberta dos fenômenos, sejam eles, quais forem, alicerçando-se para a construção de conhecimentos.

Apegado a isto, VYGOTSKY concebe a criança como um ser atento, que cria hipóteses sobre seu ambiente. Ele tem sua atenção voltada para o ambiente social. Entende que a construção do conhecimento parte do social para o individual, aonde a criança, desde o nascimento, através da interação com o adulto, vai criando uma visão sobre o mundo. É na interação que estabelece com outros membros da sua cultura (mãe, pai, irmão, colegas e professores...) e com os meios de comunicação em geral, que as crianças vão construindo suas próprias significações.

A linguagem não é vista somente como um meio de transmissão de conhecimentos de maneira verbal, mas sim, como simbolismos que unem os seres, que sentem a necessidade de se comunicar, para desta maneira, dar um sentido a sua existência.

"A linguagem incorporada à atividade prática da criança transforma essa atividade e a organiza em linhas inteiramente novas, produzindo novas relações com o ambiente, além de nova organização do próprio comportamento" (VYGOTSKY citado por KISHIMOTO, 1998, P.131).

O processo de construção do conhecimento é de suma importância, neste sentido a zona de desenvolvimento proximal traz uma série de implicações para a prática pedagógica, onde o papel do professor muda, ele não se constitui mais como o centro, ele é o mediador, trabalhando na zona de desenvolvimento proximal que é a ponte entre o que o aluno traz como conhecimento seu e o que o aluno desenvolve com o apoio de outros.

Mais uma vez para VYGOTSKY, a linguagem desempenha um papel primordial para consolidar este processo de conhecimento; bem como o jogo simbólico que utiliza o signo para representar o significado conferido pela criança ao brincar. É a necessidade de experimentar papéis, funções sociais, de agir como adulto.

A criança brinca e essa...

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