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Título: Tubos e conexões

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Monografia: O Desenvolvimento da Leitura e da Escrita nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental.

Trabalho enviado por: Lúcia Beatriz de Sousa

Data: 03/11/2009

Monografia: O desenvolvimento da leitura e da escrita nas séries iniciais do ensino fundamental.
Centro Universidade Claretiano
2009

 

 

 

Resumo

Este trabalho teve como objetivo analisar a língua nas suas modalidades oral e escrita nas séries iniciais do ensino fundamental. E, através dele, analisar o desenvolvimento das crianças e seu relacionamento com a linguagem escrita, através da suas características e modalidades, muito antes de seu ingresso na escola. Aprender a ler significa aprender a ler o mundo, dar significado / significado a ele. Diante deste contexto, o trabalho proposto, objetiva elencar as principais concepções que norteiam o processo de leitura e escrita.

Como marco teórico inspirou-se nos estudos de Vygotsky, Freire, Cagliari, Ferreiro, Sole, Castro, Barbosa, entre outros. Quanto aos suportes metodológicos, utilizou-se a pesquisa bibliográfica interpretando-a como a busca de significação do conteúdo teórico exposto pelos pesquisadores da área e da descoberta dos contextos em que estas se fizeram.

A escolha desse recurso “reside no fato de permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente” (GIL, 1994). Ao término deste trabalho é possível afirmar que a leitura está estritamente relacionada à escrita, mas sua aprendizagem esta tradicionalmente ligada aos atributos lingüísticos, culturais, sociais.

Palavras-Chave: Desenvolvimento, aprendizagem, conhecimento prévio e nível conceitual.

 

Sumário

Introdução.
Capítulo I.
Retrospectiva Histórica da Prática de Leitura no Contexto Escolar: Nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental

Capítulo II
2.1. O Aprender a Ler e a Escrever
2.2. Os Níveis da Escrita: Um Caminho de (RE) Descoberta.
2.3. A leitura e a escrita.
2.4 A leitura e a escola
2.5 As portas da leitura

Capítulo III
O Fator Estimulante No Processo Do Desenvolvimento Da Leitura E Escrita
3.1 Concepções de Alfabetização
3.2.Como acontece a aprendizagem da escrita (hipóteses de escrita)
3.3 Como acontece a aprendizagem da leitura

Conclusão
Referências Bibliográficas

 

Introdução.

O presente estudo é uma pesquisa exploratória, de natureza qualitativa, sendo caracterizado, segundo a natureza dos dados, como uma pesquisa bibliográfica.

Apresentação da distribuição e os objetivos dos capítulos; Dessa forma, o presente estudo foi estruturado em três capítulos, a saber:

O primeiro capítulo aponta, a retrospectiva histórica do desenvolvimento da leitura e da escrita no contexto escolar, nas séries iniciais do ensino fundamental.

O segundo capítulo esclarece, a metodologia utilizada, fazendo um relato da problemática de pesquisa, apresentando os principais questionamentos que a orientaram e descrevendo sucintamente, a forma como foi realizada a investigação e os participantes da pesquisa que foram entrevistados.

O terceiro capítulo trata da análise e discussão dos dados obtidos, discutido-os à luz da literatura e do referencial teórico utilizado.

Por fim, as considerações finais, retomam sinteticamente as principais idéias apresentadas ao longo do trabalho.

A escolha do tema da presente pesquisa ocorreu em função da crença de que a formação continuada clássica (cursos de reciclagem, palestras, treinamentos) não tem se adequado às reais necessidades dos professores. Sendo assim, a realização da formação na própria escola é um grande passo nesse sentido, não somente porque ela constitui um coletivo de formação, mas também porque a formação acontece no local de trabalho do professor, não estando separada das práticas pedagógicas de sala de aula.

 

Capitulo I.

Este capítulo nos remete aos dados históricos da leitura, conforme apanhado bibliográfico.

Retrospectiva Histórica da Prática de Leitura no Contexto Escolar: Nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental.

O surgimento dos livros didáticos nas séries iniciais nas escolas do Brasil, diz respeito à evolução dos livros no Brasil, como também o desenvolvimento com relação à leitura e os novos métodos aplicados para o avanço da aprendizagem nas escolas, possibilitando uma criança a ler. Neste capítulo encontramos considerações de FERREIRO, TEBEROSKY, FREIRE e de outros pesquisadores que estudaram o processo da leitura e escrita das crianças. Evidencia-se a função social da leitura, presente nos diversos usos da vida de cada individuo e sua grande influência no aprendizado do leitor e do escritor. Apresenta metodologias do ensino e incentiva a arte de alfabetizar com texto num processo ativo.

"Quando desejamos viajar para outro país precisamos de um passaporte, da mesma forma, o passaporte de leitor nos ajudará ir para outra terra, ou melhor, para muitas outras terras, essas terras pertencem a um mundo muito grande: o mundo dos leitores”.(CHICAGO, p.29)

Várias reformas aconteceram no ensino entre as décadas de 20 e 50, entre as quais, adotou-se o ensino multi seriado. Segundo GALVÃO (1999, p.9), os anos 50 e 70 foram marcados por multiplicidade de métodos alternativos de ensino centrado do aluno e não mais na ação do docente. A expansão da escola pública possibilitou o acesso à educação a uma grande maioria da população. Houve também um enorme avanço da produção de livros; em conseqüências, o público leitor cresceria e se diversificaria na década de 70. Cada livro passa a ter um tempo menor de utilização na escola, pois as mudanças constantes ocasionaram a necessidade de atualização contínua.

No decorrer dos anos, ampliaram-se às oportunidades de leituras Muitos recursos foram inventados para facilitar o ato de ler. Com a revolução tecnológica, estes recursos, entre os quais o lápis e o papel, que vieram modificando e revolucionando o ensino nas escolas primárias. Com os recursos disponíveis, surgem outras modificações; a forma pela qual a criança aprende a ler e a escrever.

Durante alguns anos, a leitura era utilizada apenas como suporte para as aulas de gramática e não era trabalhada no sentido de formar leitores intelectualmente autônomos, com liberdade de escolher livros para interpretar com clareza. Para isso, faz-se necessário que os alunos tenham, desde cedo, acesso a todo tipo de leitura, principalmente, de leituras infantis, que colaboram significativamente para a formação global do indivíduo. Nesse sentido, a leitura está intimamente relacionada com o sucesso da tecnologia em contexto específico para tais fins.

Nessa perspectiva, aprender a ler não tem um fim em si mesmo; não basta memorizar os símbolos da escrita e saber juntá-los, usando apenas a codificação e a decodificação. Entende-se que o conteúdo usado é também pré-texto para desenvolver funções cognitivas e operações mentais, tais como identificar, analisar, selecionar, organizar, comparar, diferenciar, representar mentalmente, levantar hipóteses, promover relações virtuais e outros que, se bem desenvolvidos, beneficiarão a criança em outras situações de raciocínio.

Para aprender a ler o não leitor deve se relacionar com os textos que leria se soubesse ler para viver o que vive. O ambiente deve comportar-se com o não leitor, com se ele já possuísse os saberes que deve adquirir”. (FOUCAMBET in: salto para o futuro. 1999 p.99).

O ato de ler deve-se iniciar nos primeiros anos e antes mesmo do ingresso da criança na escola. Pais que leram para seus filhos em voz alta, diferentes

textos com histórias infantis, textos literários, textos jornalísticos, receitas ou mesmo listas de compras ou outros, obtiveram em conseqüência crianças que fazem da atividade de leitura um prazer, apresentando maior êxito na escola, pois se desenvolvem com grande facilidade, já que tem uma maior familiaridade com os textos escritos. No entanto, observa-se que a maioria dos alunos, que chega a sala de aula são advindos de lares que não incentivam para o mundo da leitura.

Diante das evidências, há uma preocupação por parte dos educadores, principalmente, nas escolas do ensino fundamental, em incentivar a criança a ler. Devendo a sala de aula ser um berço de futuros escritores, artistas, se os educadores fizerem da literatura infantil e da leitura de outros textos um momento de lazer, onde o aluno sinta prazer em ler uma história, e não a veja como uma tarefa escolar a cumprir. Nas escolas, deve-se haver um cantinho especial para a leitura, e as crianças devem ter muitas oportunidades de folhear os livro, e lê-los individualmente e em grupos; as histórias lidas por alguns devem ser socializadas com os demais, e este é um trabalho que deve ser organizado pelo docente."A leitura, como prática social, é sempre um meio, nunca um fim.."(PCN, Língua Portuguesa, v.2, p.57).

Para que a criança aprenda com os textos a gostar de ler, é preciso também que o educador goste de ler e transforme sua sala de aula em um ambiente alfabetizador. Trabalhando as diversidades de textos, como: rótulos, parlendas, músicas, receitas, jornais e outros, permitindo que a criança compreenda as diferenças de interpretação, do significado de cada escrito, que muda conforme o gênero textual.

O processo de leitura tem sido concebido por vários educadores, durante muitos anos, como algo adquirido pela memorização. Então se ensinou durante décadas a ler e escrever seguindo uma seqüência lógica de conteúdos. Primeiro aprendiam-se as letras do alfabeto, iniciando-se pelas vogais, encontros vocálicos; depois, consoantes, famílias silábicas, formação de palavras e, frases. E, finalmente, as crianças estariam prontas para iniciarem a escrita de textos, ou seja, copiarem textos prontos e sem sentido.

Era comum solicitar que os aprendizes da escrita copiassem textos do tipo: "Eva viu a uva"; este, como outros de mesmo gênero, não tem significados, não fazem a criança pensar, não desenvolvem a criatividade, apenas tem a função de fixar as sílabas estudadas, decorando-as pela repetição constante.

Para aprender a ler, não basta conhecer os sistema de escrita, mas conhecer as características da linguagem escrita, que mudam conforme o gênero do texto. Continuar alfabetizando pelo método sintético, que parte destas letras para as palavras, ensinando ao aluno como realizar os passos seguintes, insistindo nas orientações fonológicas aos alunos pré - silábicos que não possuem nenhum esquema, sequer, para soletrar palavras silábicas, não é o melhor caminho.

"Apesar de apresentadas com dois sub-blocos, é necessário que se compreenda que leitura e escrita são práticas complementares, fortemente relacionadas, que se modificam mutuamente no processo do letramento". (PCN, Língua Portuguesa, v.2, p.52)

Manter este tipo de atividade é persistir no erro da escola tradicional, que considera o aluno uma tabula rasa e despeja sobre ele uma série de informações sem preocupar-se em como serão recebidas. Porém, esperar que as crianças atinjam operações mentais e avancem sozinhas é outro erro, pois o processo não é tão natural, os alunos precisam de informações do meio para que organizem suas hipóteses, desequilibrem-se e as reorganizem.

Ensinar a ler e a escrever continua sendo uma das tarefas mais especificamente escolares; muitas crianças fracassam já nos primeiros passos da alfabetização. Frente a essa problemática e em busca de caminhos que minimizassem, e, até mesmo, erradicassem este entrave do processo ensino-aprendizagem, através de pesquisas, ANA TEBEROSKY e EMÍLIA FERREIRO, desde 1974, travaram uma intensa pesquisa com o objetivo de mostrar que existe uma nova maneira de encarar esse problema, que atinge tanto o educando quanto o educador.

As dificuldades encontradas no processo de aquisição de leitura e de escrita são fatores que interferem na aprendizagem do aluno. As pesquisadoras ainda asseguram que a aprendizagem da leitura e da escrita, entendida como questionamento a respeito de sua natureza e de sua função se propõem a resolver problemas e tratam de solucioná-los, seguindo sua própria metodologia. Para isso deslocou-se a questão central da alfabetização do ensino para a aprendizagem. Partindo de como se deve ensinar e como, de fato, se aprende. (FERREIRO E. e TEBEROSKY, p. 72; 1985.)

As crianças aprendem a ler participando de atividades de uso da escrita junto com pessoas que dominam esse conhecimento. Aprendem a ler quando acham que podem fazer isso. É difícil uma criança aprender a ler quando se espera dela o fracasso. É difícil também a criança aprender a ler se ela não achar finalidade na leitura.

No entanto, os novos estudos a respeito da educação dizem que, quanto mais próximas às práticas pedagógicas estiverem das práticas sociais, mais as crianças verão sentido no que estudam, e escrevem, poderão estabelecer relações, desenvolverão sua imaginação e se tornarão produtoras culturais.

“O domínio da língua tem estreita relação com a possibilidade de plena participação social, pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões do mundo, produz conhecimento. Assim, um projeto educativo comprometido com a democratização social e cultural atribui à escola a função e a responsabilidade de garantir a todos os seus alunos o acesso aos saberes lingüísticos necessários para o exercício da cidadania, direito inalienáveis de todos”.

Essa responsabilidade é tanto maior quanto menos for o grau de letramento das comunidades em que vivem os alunos. Considerando os diferentes níveis de conhecimento prévio, cabe à escola promover a sua ampliação de forma que, progressivamente, durante os oito anos do ensino fundamental, cada aluno se torne capaz de interpretar diferentes textos que circulam socialmente, de assumir a palavra e, como cidadão, de produzir textos eficazes nas mais variadas situações”(PCN, Língua Portuguesa, v.2, p.23).

Partindo da teoria de FERREIRO (2000), a prática de cada professor (a) pode variar de acordo com a sua experiência e com os princípios que norteiam seu trabalho. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas, cabe ao profissional dominar uma teoria e acreditar em sua capacidade de desenvolver um bom trabalho. Para isso, é necessário que conheça diferentes maneiras de se trabalhar de forma agradável com linguagem oral e escrita, favorecendo o avanço do aluno de um nível de aprendizagem a outro.

A linguagem oral está presente no cotidiano e nas várias práticas das crianças desde seu nascimento e lhes possibilita comunicar idéias, pensamentos e intenções de diversas naturezas. O aprendizado acontece na interação entre os seres, quando estes compreendem não só o que a escrita das palavras representam, mas também de que forma ela representa a linguagem. Sobre a linguagem e a escrita das palavras, encontra-se em (PCN, Língua Portuguesa; p. 35) que, "Entre palavras e combinações de palavras, as pessoas circulam, vivem, morrem e palavras são, finalmente, mas com que significado que não sabem ao certo".

A partir das novas concepções construídas por meio de leituras práticas de sala de aula, baseando-se em seus próprios conhecimentos ou esquemas cognitivos, isto é, capacidade de formular, confirmar ou rejeitar hipóteses referentes às leituras, há várias maneiras de cativar o estudante, apresentar livros de várias qualidades, ou seja, livros que abordem temas que desperte o interesse dos mesmos, que façam sentido para ele; levar o aluno à biblioteca, solicitar que tragam livros de suas casas ou emprestados de amigos. Escolher os mais interessantes para ler, realizar um dia por semana ou momentos de leitura quando todos poderão escolher um livro para ler inclusive o professor, sem que essa atividade seja acompanhada de alguma cobrança.

Segundo FERREIRO (2002, p.10), a escrita pode ser concebida como um sistema de código e de representação. Como código, os elementos já vêm prontos e como representação, a aprendizagem se constitui em uma construção pela criança. Ao trabalhar a escrita como código, o ensino privilegia os aspectos preceptivos e motor, relação grafia e som e o significado é desconsiderado.

LURIA (2003, p.65), afirma que a criança precisa entender que a escrita, é um sistema simbólico, de representação da realidade, que não tem significado em si, mas representa um outro contexto. De acordo com BARBOSA (1990, p.30), de modo geral, os métodos tradicionais de alfabetização são caracterizados por um sistema fechado e o processo de aquisição da linguagem escrita é visto como algo exterior ao indivíduo. A partir de então, esses métodos fazem uma análise racional dos seus elementos, partindo de aspectos simples para os complexos, ou seja, primeiro aprendem-se as letras e depois as sílabas, palavras e frases.

Nessa perspectiva, a aprendizagem é percebida como o somatório desses elementos mínimos. A criança aprende através da repetição seguindo um modelo pré-estabelecido. A aprendizagem torna-se, portanto, um processo mecânico e repetitivo, não levando em conta, o contexto sócio-histórico, nem o desenvolvimento psicológico da criança. Exige-se dela adaptação ao método e não o método a ela. Assim, não leva à criança a compreensão do texto uma vez que é cobrada uma leitura mecânica cuja compreensão é negada, a partir dos exercícios de interpretação de textos, que não permitem que a criança seja sujeito de sua leitura.

Conforme BARBOSA (1990, p.7) é um equívoco ensinar a língua escrita a partir de partes menores, letras, sílabas, palavras de forma separadas, pois na vida a criança fala e interpreta, aprende a ler, ver as coisas no seu sentido completo e por inteiro e não parte, por parte. Segundo este autor (p.40), as pesquisas demonstram que perceber as coisas por inteiro é mais significativo e relevante para as crianças. Elas entendem com mais...

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