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Título: Tubos e conexões

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Desenho: A Expressão do Sentimento

Trabalho enviado por: Silvana Hass

Data: 09/08/2010

CENTRO UNIVERSITÁRIO NOSSA SENHORA DO PATROCÍNIO

DESENHO INFANTIL: A EXPRESSÃO DO SENTIMENTO

RESUMO

O presente trabalho surgiu do interesse adquirido ao realizar o estágio no curso de Psicopedagogia.
Ao fazer as intervenções, observei que, a cada sessão a criança atendida expressava no desenho seus sentimentos. Perguntava-me; como pode um simples desenho ser tão revelador?
Através de várias leituras e pesquisas, constatei a riqueza e a complexidade desse mundo (desenho) mágico e encantador.
Desse modo a abordagem desse trabalho inicia-se com a história do desenho, sua importância e evolução.
Em estudo mais detalhado, descreverei o desenvolvimento progressivo do desenho infantil e sua contribuição para a Psicopedagogia, finalizando com uma síntese do teste H.T.P., revelando que através do desenho, a criança cria e recria individualmente formas expressivas, integrando percepção, imaginação, reflexão e sensibilidade.

Palavra - chave: Desenho infantil – Desenvolvimento - Psicopedagogia

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO
1-O DESENHO E SUA HISTÓRIA
1.1-A Evolução do desenho infantil
1.2-Importância do desenho infantil
2-ETAPAS EVOLUTIVAS DO DESENHO INFANTIL-VYGOTSKY E PIAGET
2.1-Etapas Evolutivas do desenho infantil-Wallon,Lowenfeld e Luquet
2.2-Desenho figurativo e a figura do boneco
3-PRÁTICA E TRATAMENTO PSICOPEDAGÓGICO
3.1-A Psicopedagogia e o uso do grafismo
4-TESTE PROJETIVO-H-T-P.
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

INTRODUÇÃO

Desde a pré-história, o homem utilizou desenhos para registrar seus sentimentos, emoções, necessidades e ações, muito antes de usar símbolos para a escrita.
Com a criança também ocorre este processo, primeiro ela desenha e só depois passa a escrever. O desenho é a forma de raciocinar sobre o papel, é exercitar a inteligência, constitui o modo de expressão próprio da criança, uma forma expressiva que possui vocabulário e sintaxe.
Através do desenho, podem-se conhecer seus pensamentos, desejos, fantasias, medos e ansiedade, sendo constituída por fases conforme o nível de desenvolvimento psíquico infantil, relacionando-se a um processo dinâmico em que a criança procura representar o que conhece e entende. Além disso, pode-se através da análise do desenho, constatar o nível de maturidade intelectual da criança.
Desse modo, para que o referencial teórico dessa pesquisa transcorresse em um grande aprendizado, houve a necessidade de um trabalho de fichamento de livros, textos, estruturação dos capítulos e análise bibliográfica, que descrevem a respeito da importância e evolução do desenho infantil, ressaltando que em cada estágio o desenho assume um caráter próprio. Estes estágios definem maneiras de desenhar que são bastante similares em todas as crianças, apesar das diferenças individuais de temperamento e sensibilidade.
Podemos dizer que o desenvolvimento do desenho é a revelação da natureza emocional e psíquica da criança. É a linguagem gráfica, onde deixa registrada suas idéias, vontades e fantasias.
Por ter um grande poder simbólico, reveladores de experiências emocionais e de ideais ligados ao desenvolvimento da personalidade, o uso do desenho para a Psicopedagogia assume um papel investigativo para levantamento de hipóteses e como meio do diagnóstico na avaliação.
Através da análise pode-se constatar como a criança percebe e compreende o mundo, havendo a expressão de aspectos afetivos e cognitivos de sua personalidade.

CAPÍTULO – 1

O DESENHO E SUA HISTÓRIA

Para entender o significado do desenho como forma de expressão, faz-se necessário familiarizarmos com a origem e o sistema de escrita.
A necessidade de registrar os acontecimentos surgiu com o homem primitivo no tempo das cavernas, quando este começou a gravar imagens na parede, utilizando figuras para representar cada objeto, constituíram progressivamente sistemas como forma de expressão, chamadas de expressão pictográfica.
A palavra pictográfica geralmente se refere á antiga escrita do Egito, mas também designa a escrita dos astecas e de outros grupos indígenas primitivos.
Com a necessidade de obterem maiores informações surgiu à escrita ideográfica que não utilizavam apenas rabiscos e figuras associados á imagem que se queria registrar, mas sim uma imagem e figura que representasse uma idéia, formando caracteres separados e representando objetos e idéias. As letras do nosso alfabeto vieram desse tipo de evolução.
Uma das escritas ideográficas mais conhecidas são os hieróglifos egípcios. Os egípcios usavam figuras pictográficas ou ideográficas para transmitir suas idéias. A palavra olho, por exemplo, era o de desenho de um olho; para choro, acrescia-se ao olho, linhas representando as lágrimas.
Tais símbolos podiam também ser usados para representar sílabas do mesmo som. Além disso, havia 24 sinais representando consoantes únicas, com as quais as palavras poderiam ser compostas, caso fosse necessário.
Existiam duas formas de escrita no antigo Egito: a Demótica, em que se utilizava um tipo de caneta sobre o papiro, tornando-a mais ágil, necessária ao registro e contas e documentos administrativos. E a Hieroglífica, mais complexa e formada por desenhos e símbolos.
O mais antigo sistema de escrita é a escrita cuneiforme. Utilizada até a era cristã por vários povos que habitavam o antigo Oriente Médio.
No inicio, a escrita era feita através de desenhos: uma imagem estilizada de um objeto significava o próprio objeto. O resultado era uma escrita complexa com pelo menos 2 mil sinais. Por isso, seu uso era bastante complicado. Com o tempo, os sinais tornaram-se mais abstratos, evoluindo, finalmente, do sistema pictográfico para a escrita ideográfica, totalmente abstrata, composta de uma série de caracteres na forma de cunhas e com um número muito menor de sinais.
Misturam-se caracteres e símbolos para letras e sílabas. Consistia em desenhar em tabletes de argila molhada, com pressões sucessivas, usando-se uma espécie de caneta com a ponta na forma de cunha – daí o nome cuneiforme, figuras e objetos.
Através desses elos entre o desenho e a escrita, podemos compreender melhor a origem gráfica da palavra desenho.

1.1 - A Evolução do Desenho Infantil

O desenvolvimento infantil é como um jogo, visto que a criança se desenvolve e se modifica conforme a faixa etária. O mesmo acontece com o desenho, vai evoluindo e se modificando com o desenvolvimento da criança.
Segundo LUQUET, (apud MERLEAU – PONTY, 1990,p.130) “o desenho é uma interna ligação do psíquico e do normal. A intenção de desenhar tal objeto não é senão o prolongamento e a manifestação de sua representação mental; o objeto representando é o que, neste momento ocupará no espírito do desenhador um lugar exclusivo ou preponderante”.

O desenho, segundo PIAGET (1972) é uma forma de representação que supõe a construção de uma imagem bem distinta da percepção, o que é desenhado não é, então, a reprodução da imagem percebida visualmente, nem a imagem mental que a criança tem do o objeto, consiste, sim, na construção gráfica que dá indícios do tipo de estruturação simbólica que a criança tem naquele momento.
De acordo com a teoria piagetiana “a atividade intelectual, partindo de uma relação de interdependência entre o organismo e o meio, ou de indiferenciação entre o sujeito e objeto, progride simultaneamente na conquista das coisas e na reflexão sobre si própria, sendo correlativos esses dois processos de direção inversa”.

A teoria piagetiana, ao analisar as relações de dependência entre o sistema do fazer e a construção de procedimentos, considera que o sistema do fazer está relacionado á acomodação, á transformação e á construção dos possíveis. O sistema do compreender depende da construção de estruturas. É ele que propicia estabelecer relações, antecipar, inferir, encontrar a razão das ações. A compreensão vincula-se á assimilação, á conservação, á coordenação e á construção dos necessários.
Assim, a criança reconstrói o objeto a conhecer para apropriar-se, para compreendê-lo, para dar significado a ele. Essa reconstrução faz-se primeiro através da ação e depois se estende para a representação.
Na visão de MARTINS; PICOSQUE; GUERRA (1998), o desenvolvimento do desenho infantil, divide-se em quatro movimentos. Fundamentar-se nesses quatro movimentos é poder fazer uma boa leitura da expressão artística da criança.
No primeiro movimento o corpo é a ação, é o movimento. Seu movimento se dá na ação, na percepção, envolvido sempre pelo sentimento. Seu pensamento em ação, sua pesquisa, é exercitada através do exercício gestual. Dos rabiscos nascem formas circulares, triangulares, quadrangulares, irregulares, as formas vão se tornando cada vez mais complexas.
No segundo movimento, dos rabiscos e das pesquisas de formas nascem as primeiras tentativas de letras, diferenciando escrita de desenho, e as primeiras figuras humanas.
São representações sobre representações. Fingir beber em uma xícara vazia representa um significado e tem uma função lúdica e comunicativa, implicando uma conversa interna, tomada possível pela interiorização de ação expressada pelas representações verbais, visuais, gestuais e sonoras.
No terceiro movimento, a criança tem a intenção de buscar semelhanças em suas representações, procurando convenções e regras com certa exigência. A busca pela representação mais realista muitas vezes traz o medo, a preocupação em fazer bem feito, levando a criança a usar a borracha. A escolha da cor também obedece á regra e a organização. As escolhas devem ter a cor da realidade, e as convenções ditam essas regras. As copas das árvores são sempre verde ou o céu sempre azul.
O quarto movimento é marcado pela adolescência e a gênese do pensamento formal, onde surgem as questões básicas do adolescente que vive a construção de sua própria identidade.
LOWENFELD (1977, p. 53) a respeito das fases do desenvolvimento infantil, afirma que “o conhecimento das mudanças, nos trabalhos que aparecem em vários níveis de desenvolvimento e das relações subjetivas entre a criança e seu meio, é necessário ao entendimento da evolução das atividades criadoras”.
Partindo da pesquisa bibliográfica sobre o desenho infantil, podemos observar que, embora a abordagem e a nomenclatura usada variem, não existem divergências profundas entre os autores no que diz respeito á expressão gráfica da criança.
O desenho infantil é composto por fases, etapas, estágios, movimentos, qualquer que seja a nomenclatura usada para definir que o desenho evolui conforme o próprio crescimento da criança, dentro do seu processo de desenvolvimento como ser humano, deve ser vivenciado pelas crianças fase a fase, senão pode haver uma lacuna no desenvolvimento que, mais tarde, precisará ser trabalhada. Devemos sempre lembrar que a criança é um ser em desenvolvimento como nós, adultos, também o somos, e viver é estar se transformando.

1.2 - Importância do Desenho Infantil

Ao desenhar, a criança conta sua história, seus pensamentos, fantasias, medos, alegrias e tristezas. Enquanto desenha interage com o meio, seu corpo inteiro se envolve na ação, traduzida em marca que a mesma produz, se transportando para o desenho, modificando e se modificando.
O valor do desenho é perceptível, está ligado ás necessidades e potencialidades, havendo uma inter-relação nos vários aspectos de seu desenvolvimento motor, afetivo e cognitivo.
A relação inusitada olho/cérebro/mão/instrumento/gesto/traço redimensiona o ato de desenhar e o jogo é acrescido de novas regras. O olho conquista novos espaços, tentando por vezes dominar os gestos. O olho comandante traz do trunfo do campo. A criança passa a perceber os limites especiais do papel: o dentro e o fora, o eu e o outro, o campo da representação e o campo da realidade. O discernimento do campo retangular do papel, onde tudo pode acontecer, inaugura a era do faz-de-conta. Inaugura-se o jogo. Desenhar é atividade lúdica, reunindo como em todo o jogo, o aspecto operacional e o imaginário. Todo o ato de brincar reúne esses dois aspectos que sadicamente se correspondem. A operacionalidade envolve o funcionamento físico, temporal, espacial, as regras: o imaginário envolve o projetar, o pensar, o idealizar, o imaginar situações. Ao desenhar, o espaço de papel se altera. (DERDYK, 1989, p.71).

O que faz com que a criança se expresse criativamente é a...

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