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BULLYING NO AMBIENTE ESCOLAR

Trabalho enviado por: VERA LUCIA DAMACENA LEANDRO

Data: 09/08/2010

BULLYING NO AMBIENTE ESCOLAR

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CRIXÁS

RESUMO

Este trabalho refere-se ao desenvolvimento da violência dentro das escolas em forma de bullying. Sendo o mesmo um problema mundial, encontrado em qualquer escola, não se restringindo a um tipo específico de instituição. As atitudes de bullying trazem consequencias negativas para os autores, vítimas e testemunhas, afetando sua formação psicológica, emocional e sócio-educacional. O bullying ocorre em todas as dependências das escolas, como dentro das salas de aulas, no pátio, nos banheiros, corredores e no Brasil com maior frequência na sala de aula. A família e a escola têm o papel fundamental em prevenir o bullying. Ambas devem agir com atitudes pontuadas no amor, no diálogo, na justiça e na solidariedade. No Brasil, já foi registrados algumas tragédias em escolas, tendo o bullying como causa principal, por esse motivo, vem sendo desenvolvidos projetos de organizações não governamentais anti-bullying em várias instituições escolares.

Palavras-chave: Bullying, agressor, vítima, escola, família.

LISTA DE ABREVIATURA

ABRAPIA – Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência
CEMEOBES – Centro Multidiscipliminar de Estudos e Orientação sobre o bullying

SUMÁRIO

Índice
INTRODUÇÃO

CAPÍTULO l
1. Bullying: Abordagens Históricas - Segundo FANTE 2005
1.1 Bullying direto e indireto
1.2 Protagonistas do bulliyng
1.3 Autor do bullying
1.4 Vítimas do bullying
1.5 As testemunhas do bullying
1.6 Bullying entre professor e aluno
1.7 Identificação dos envolvidos
1.8 Onde ocorre o bullying no ambiente escolar

CAPÍTULO II
2. As consequências do bullying
2.1 Papel da família
2.2 Papel da escola
2.3 Como a escola deve denunciar os casos de bullying?
2.4 Programas de redução do bullying no Brasil

CAPÍTULO III
3. Pesquisando condutas de bullying nas escolas de Crixás-Go

CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

INTRODUÇÃO

O tema escolhido é de suma importância nos dias atuais, mediante se questiona ao problema sobre as brincadeiras de forma intencional e repetitivas que ocorre nas escolas, intimidando as vítimas, trazendo consequências, desastrosas, no aprendizado do aluno nas escolas. O trabalho se tem como objetivo geral discutir as situações de violências oriundas do bullying na tentativa de reduzir sua continuidade no ambiente escolar. E se justifica, por ser o bullying um problema mundial, como uma brincadeira própria do amadurecimento da criança, porém, com interpretação equivocada, a prática vem se alastrando cada vez mais no ambiente escolar, trazendo como conseqüência o desrespeito, o preconceito pelo próximo, causando uma extrema dificuldade na aprendizagem do aluno.
Portanto, a pesquisa possibilita a escola conhecimento científico e prático, que possa prevenir e diminuir as condutas de bullying no ambiente escolar. Ao contrário da violência, incentivar a solidariedade, o respeito, o diálogo e a valorização das diferenças culturais.
Entende-se que o bullying é uma ferramenta grosseira de desconstrução, e precisa ser combatido. No trabalho de pesquisa foi utilizado uma pesquisa bibliográfica e uma pesquisa de campo de caráter quantitativo. Para o desenvolvimento desse trabalho foram pesquisados alguns autores como Cleo Fante, Gabriel Chalita, Pedra e o site da ABRAPIA.
No primeiro capítulo, foi feito uma abordagem histórica sobre o bullying, conceituando-o como todos os atos de violência física ou psicológica intencional e repetitiva, e como ele se apresenta.

No segundo capítulo foi feito uma reflexão sobre as conseqüências referentes ao bullying, que são inúmeras e variadas, afetando todos os envolvidos e em todos os níveis de idade. Abordamos também o papel da família e o papel da escola frente ao bullying, como a escola deve denunciar os casos de bullying e o os programas de redução do anti-bullying no Brasil.
No terceiro capítulo foi feita uma análise sobre o resultado da pesquisa de campo, das condutas de bullying, realizada nas escolas de Crixás.

CAPÍTULO l

BULLYING: ABORDAGEM HISTÓRICA - Segundo Fante 2005

A palavra bullying é de origem inglesa, adotada em muitos países para definir o desejo consciente de maltratar e inibir uma ou outra pessoa e colocá-la sob tensão. Termo usado para conceituar todos os atos de violência física ou psicológica intencional e repetitiva, que se manifesta sem nenhum motivo aparente, praticados por uma pessoa ou grupo de pessoas, contra outro(s), com o objetivo de intimidar ou agredir o indivíduo incapaz de se defender, causando nas vítimas muito sofrimento, levando-as ao isolamento social e em alguns casos à agressividade.
As brincadeiras acontecem naturalmente entre as crianças, são saudáveis, todos participam, se divertem e são incluídas. As brincadeiras passam a ser bullying quando há exclusão, sentimentos negativos e violência.
De acordo com Fante (2005), alguns pesquisadores considera no mínimo três ataques contra a mesma vítima durante o ano para ser classificado como bullying.
Bullying é um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas que ocorrem sem motivação evidente, adotado por um ou mais alunos contra outro(s), causando dor, angústia e sofrimento. Insultos, intimidações, apelidos cruéis, gozações que magoam profundamente, acusações injustas, atuação de grupos que hostilizam, ridicularizam e infernizam a vida de outros alunos levando-os à exclusão, além de danos físicos, morais e materiais, são algumas das manifestações do comportamento bullying. (FANTE, 2005, p.28 e 29)

No Brasil não existe uma tradução para a palavra bullying. Entretanto a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção a Infância e a Adolescência (ABRAPIA) relaciona algumas expressões que podem ser definidas como bullying, como o ato de zoar, provocar, isolar, excluir, gozar, apelidar, discriminar, agredir, ignorar, chutar, ameaçar, amedrontar, quebrar material, ferir, perseguir, intimidar, ofender e sacanear o próximo. Esses atos podem causar dor silenciosa na maioria das vítimas, levando-as ao distanciamento da escola.
Conforme o pensamento de Chalita (2008), o bullying é um conceito muito bem definido, não escolhe classe social ou econômica, escola pública ou particular, área urbana ou rural, ele está presente em grupos de crianças e de jovens, em escolas de países e culturas diferentes. Isso nos mostra que o bullying está sendo considerado motivo de agressividade nas escolas, trazendo consequências negativas para todos os protagonistas do bullying, afetando a formação psicológica, emocional e sócio-educacional do aluno.
Entendendo que o bullying é um problema mundial, encontrado em qualquer escola, não se restringindo a um tipo específico de instituição escolar.
Segundo Fante (2005, p.45), foi Dan Olweus, quem desenvolveu os primeiros critérios para detectar o problema de forma específica, podendo diferenciar as interpretações como os atos de gozações ou relações de brincadeiras entre iguais, próprias do processo de amadurecimento do indivíduo.

No passado nada se sabe concretamente sobre o bullying antes da década de 1970. Foi somente com pesquisas realizadas em 1972 e 1973, na Escadinávia, que as famílias perceberam a seriedade dos problemas decorrentes da violência escolar. A inquietação alastrou-se pela Noruega e Suécia e, posteriormente, por toda a Europa. (CHALITA 2008, p.100)

O primeiro país a preocupar com o bullying escolar foi a Suécia, na década de 1970, quando ocorreram várias agressividades no ambiente escolar.
A escola juntamente com a sociedade tentou investigar e solucionar métodos preventivos para a resolução do problema.
Na Noruega, o bullying foi motivo de preocupação e inquietação nos meios de comunicação e entre professores e pais, sem que as autoridades educacionais se comprometessem de forma judicial.
No final de 1.982, o bullying passou a ser motivo de preocupação e atenção nas entidades escolares, quando o jornal noticiava o suicídio de três alunos, com idade de 10 a 14 anos, no Norte da Noruega, sendo que a principal causa foi identificada por maus tratos que eram recebidos por seus companheiros de escola. Isso fez com que o Ministro da Educação da Noruega, realizasse uma campanha nacional contra os problemas da violência entre alunos no ambiente escolar.
O professor e pesquisador da Universidade de Bergen, Dan Olwues, durante época, investigou nas escolas as agressões cometidas entre agressores e suas vítimas, para diferenciar o problema de forma específica, avaliando a natureza e ocorrência dessas agressões.
Inicialmente Dan Olweus, pesquisou 84 mil estudantes, trezentos a quatrocentos professores e mil pais, incluindo vários períodos de ensino. Para a realização dessa pesquisa Dan Olweus desenvolveu um questionário padrão, com 25 questões, ao término constatou que a cada sete alunos, um estava envolvido em casos de bullying.
Com essa situação foi possível realizar um programa de intervenção proposto por Dan Olweus, juntamente com o governo norueguês e que veio a reduzir 50% dos casos de bullying. Esse programa envolveu professores a alunos, com o objetivo de conscientizar e prevenir o bullying no ambiente escolar. Esse fato incentivou outros países, como o Reino Unido, Canadá e Portugal, a promoverem campanhas de intervenção.
De acordo com as pesquisas de Fante (2005), o bullying vem aumentando entre alunos das escolas americanas. Os pesquisadores americanos classificam bullying como um conflito global e se vier a persistir essa tendência, será enorme a quantidade de jovens que se tornarão adultos abusadores e delinqüentes.
Ainda com base no pensamento da autora não existe diferença entre o bullying praticado no Brasil e nos Estados Unidos, ou em qualquer outro lugar do mundo, o que varia são os índices encontrados em cada país.
Baseado nos dados da ABRAPIA, nos diversos países pode-se afirmar que o bullying está presente em todas as escolas. No Brasil, o bullying aparece em uma quantidade pequena, comparada a países como os Estados Unidos, Espanha e onde o assunto é expandido com intensidade devido a graves consequências do bullying dentro do ambiente escolar.
No Brasil, o bullying ainda é pouco comentado e estudado, motivo pelo qual não existem indicadores que nos forneçam uma visão global para que possamos compará-lo aos demais países. (FANTE 2005, p.46)

Conforme citação acima é possível dizer que, o Brasil em relação à Europa, no que se refere aos estudos e tratamento desse comportamento, está com pelo menos 15 anos de atraso. Isso nos mostra que nas escolas brasileiras o bullying apresenta índices inferiores aos países europeus.
Gabriel Chalita (2008), em suas pesquisas constatou que a professora Marta Canfielde e seus colaboradores realizaram umas das primeiras investigações registradas sobre o bullying no Brasil, isso ocorreu no ano de 1997. Observou o comportamento agressivo em crianças de quatro Escolas Públicas em Santa Maria-RS. Para a realização dessas pesquisas, a professora Marta Canfielde adaptou e aplicou o questionário de Dan Olweus.
Posteriormente foram realizados estudos por várias escolas brasileiras, (Rio de Janeiro e São José do Rio Preto-SP) no período de 2000 à 2003. Com o trabalho realizado nessas escolas foi possível iniciar o mapeamento da violência escolar no Brasil, com o objetivo de prevenir as violências que ocorrem...

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