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A Influência da Família na Aprendizagem Escolar

Trabalho enviado por: Carlos Ademir Hoeckel

Data: 23/04/2008


A Influência da Família na Aprendizagem Escolar

Unijuí - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.
2008

 

RESUMO

É na família que ocorrem as primeiras aprendizagens e experiências emocionais que são levadas para a vida, mostrando se verdadeiramente marcantes. É ela que oferece os ingredientes principais e a base para formação da criança. Exerce, ainda, um papel muito importante no desenvolvimento humano do ser, influenciando o lado emocional e, conseqüentemente, na sua aprendizagem.

Objetivando analisar o comportamento dos alunos matriculados nos anos iniciais do Ensino Fundamental, compreender as ações e atitudes que ocorrem no cotidiano escolar, me propus a realizar esta pesquisa. Para compreender até que ponto a família influencia na aprendizagem dos alunos procurei ampliar o meu conhecimento através de observações, entrevistas e estudos bibliográficos.

Constatei que a maioria dos alunos que possui dificuldades de aprendizagem convive em um ambiente familiar desfavorável, enquanto que os alunos que não apresentam dificuldades de aprendizagem provém de um ambiente familiar agradável, harmonioso e seguro.

Palavras-chave: Família - aprendizagem - alunos.

 

INTRODUÇÃO

A participação dos pais na vida escolar dos filhos representa um papel muito importante em relação ao seu bom desempenho em sala de aula. Também o diálogo entre a família e a escola favorece sobremaneira para a construção do conhecimento por parte do aluno, o que denota que a criança e seus genitores mantêm entre si e com a aprendizagem uma ligação muito íntima e profícua.

Não é possível deixar de lado o fato de que os professores são extrema importância no processo ensino aprendizagem e, portanto, das ações escolares, incluindo aquelas relativas ao relacionamento escola família. Numa visão construtivista, o aluno tem a sua relação com o objeto mediada pelo professor e com ele mantém vínculos positivos, que impulsionam a aprendizagem, ou negativos, que proporcionam um afastamento das situações de aprendizagem.

Envolver a família na educação escolar dos filhos pode significar, para os educadores, que eles tenham que conhecer melhor os pais dos alunos e realizar um trabalho conjunto com eles para criar, entre outras fatores, uma atmosfera que fortaleça o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças.

Quando escola e família têm uma linguagem comum e posicionamentos adotados colaborativamente no trato de aspectos da educação das crianças e da sua escolarização, é possível que os educandos consigam ter uma aprendizagem mais significativa, um percurso acadêmico mais tranqüilo e um desenvolvimento intelectual e emocional mais harmonioso, o que não pode ser desprezado. Assim, percebe-se que a influência da família precisa ser bem recebida pela escola, sem preconceitos, orientando suas falhas e aplaudindo seus acertos.

Assim sendo, consciente dessas verdades e crendo que a família exerce uma relevante influência na vida escolar dos seus filhos, propus-me a elaborar a presente monografia, tendo por base experiências e práticas realizadas em escolas desta cidade. E, para a realização do meu trabalho, pude contar tanto com a colaboração de colegas educadores como de alunos e comunidade em geral, os quais não se eximiram em prestar a sua parcela de colaboração no desenvolvimento das pesquisas, estudos bibliográficos e demais metodologias que permitiram que a presente monografia se concretizasse.

Assim, além de consultas bibliográficas a teóricos e demais leituras sobre o assunto em questão, entrevistei cinco professores e cinco alunos distribuídos entre as escolas nas quais realizei as minhas práticas. A partir das respostas coletadas pude compreender melhor a realidade desses espaços de ensino e, em extensão, da própria realidade da educação brasileira no que tange a influência da família no processo de construção do saber por parte dos alunos.

Após a análise dos dados coletados e demais estudos realizados, sintetizei o conhecimento colhido e o expus nesta monografia, a qual se apresenta dividida em três capítulos principais: no primeiro trato da influência da família e da escola no processo ensino-aprendizagem, tecendo comentários sobre a responsabilidade de cada qual no referido processo, bem como a respectiva importância de cada parte envolvida.

Por sua vez, no segundo capítulo, falo da necessidade da família e da escola unirem forças, aproximarem-se através do diálogo e de outras ações em favor da construção do conhecimento por parte dos educandos, num efetivo estabelecimento de parcerias. Por fim, no terceiro e último capítulo, abordo o papel da família, da escola e dos alunos quanto à aprendizagem destes últimos, procurando criar a conscientização sobre a necessidade de se instaurar um clima de afetividade, transparência e cristalinidade em sala de aula envolvendo todos estes elementos.

Na expectativa de prestar a minha parcela de contribuição quanto ao assunto tratado neste trabalho, procuro compartilhar o resultado de minhas pesquisas e estudos com colegas, alunos e seus familiares, deixando a sua disposição à monografia que ora tem início.

 

1 - O PAPEL DA FAMÍLIA E DA ESCOLA NA APRENDIZAGEM ESCOLAR

1.1 Afinal, educar é responsabilidade de quem?

Entendo que os conceitos e visões acerca das categorias escola, família, aluno e aprendizagem consistem numa tentativa de compreensão e interpretação do quanto à falta de participação dos pais no processo educacional constitui um fenômeno abrangente e complexo. A análise destes elementos tem a proposição de apreender e codificar o fenômeno da falta de participação da família na vida escolar dos seus filhos, bem como conhecer as influências deste fenômeno no referido processo.

Aliás, a aprendizagem não se resume necessariamente ao processo de ensino, como tantos imaginam. Não existe um processo único de “ensino aprendizagem” como muitas vezes se diz, mas dois processos distintos: o de aprendizagem, que é o desenvolvimento do aluno, e o de ensino, protagonizado pelo professor.

São dois momentos que se comunicam, mas que não se confundem: o sujeito do processo de ensino é o professor, enquanto do processo de aprendizagem é o aluno. Todavia, fica claro que o processo de ensino deve dialogar com o processo de aprendizagem. Através de minhas práticas pude perceber que um complementa o outro, e que ambos não podem se desenvolver isoladamente.

O que se observa cada vez mais, nos dias de hoje e em diferentes contextos, é que a freqüência das crianças com pouca idade em ambientes socializadores, como creches e escolas de Educação Infantil não é incomum, o que acarreta sua permanência por mais tempo fora de casa do que convivendo com os membros de sua família.

Com isso o papel socializador da família passa a ser mais difuso e a responsabilidade da educação dos filhos mais dividida, principalmente com a escola e com parentes como avós, tios e irmãos. Essas modificações na estrutura e forma de educar os filhos vai se refletir na conduta dos alunos dentro da escola assim como nas relações mantidas entre família e espaço de ensino, influenciando tanto os processos de ensino quanto os de aprendizagem.

Entendo que, para oferecer um leque diversificado de saberes, o currículo escolar necessita ser organizado com a participação dos estudantes, dos pais e da comunidade. Sendo o plano mestre adotado por uma escola, não é válido que este currículo seja um elenco de disciplinas e conteúdos linearmente organizados, mas que seja aberto, com grandes temas, possibilitando sempre a inclusão de novos eixos e conteúdos significativos.

Em torno desses temas, eixos e conteúdos é que se articularão os saberes oriundos dos diferentes enfoques da prática docente. Dessa forma, poderá ser possível às crianças “aprender a aprender” por toda a vida, porque aprenderam a buscar diferentes saberes, os quais se complementam graças às práticas e experiências do professor.

Entendo que o professor tem uma grande responsabilidade, mas o seu papel não é instruir, mas orientar: é possível influir o aluno de tal modo que este não se deixe influir, não cabe ao educador tirar dúvidas e sim trazer. Enfim, trata se de um amor exigente: ao mesmo tempo em que cabe apoiar o educando do modo mais envolvente possível, deve exigir dele o melhor desempenho viável.

Desta forma, os professores devem estar cientes de que a função da escola e da verdadeira responsabilidade profissional é o de conseguir que os alunos atinjam o maior grau de competência possível em todas as suas capacidades. Para tanto, mostra-se válido envidar esforços objetivando que estes superem suas deficiências, as quais muitas vezes carregam por motivos sociais, culturais e pessoais. Segundo a fala de uma aluna: A Não me importo que a professora exija.

Eu só não gosto quando tenho que estudar à-toa “. Com isto pode-se perceber que as crianças não temem serem desafiadas a estudar, contanto que elas consigam perceber uma finalidade neste estudo”.

Acredito que conseguir um clima de respeito mútuo, de colaboração, de compromisso com um objetivo comum é condição indispensável para que a atuação docente seja eficaz na construção da cidadania de seus alunos. E a observação da atuação dos educandos em situações o menos artificiais possíveis, em um clima de cooperação e cumplicidade, é a melhor maneira de se realizar uma avaliação formativa.

Devido a formas de pensar semelhantes a estas, pode se perceber que a transição da escola de hoje para a escola do amanhã não se dará sem traumas e conflitos: a cada dia que passa torna se mais e mais evidente que a construção da nova escola que tanto queremos exige de nós renúncias e transformações. E, para a escola que está sendo construída ser de fato nova, precisamos nos renovar também, abandonando antigas e ultrapassadas formas de pensar e de agir.

Como lembra Sacristán (2005 p. 192): “Para que a situação do aluno mude, nós temos que mudar antes”. A cada dia que passa, percebo com mais clareza que, para que essa metamorfose ocorra a contento, é necessário que todos nós, educadores, nos dispusemos a abrir nossas mentes a diferentes idéias e teorias, por vezes estranhas e incomuns, mas que nos ajudam a ver com outros olhos o mundo que nos cerca.

Ainda em função das minhas práticas pedagógicas, percebi que um dos maiores desafios que a escola de hoje enfrenta é realizar um trabalho que tenha um significado relevante tanto para o professor quanto para os alunos. Neste ponto cabe aos docentes repensarem suas propostas, reverem as rotinas, romperem com o formalismo dos conteúdos preestabelecidos, esquecerem a escola tradicional e tecnicista para construírem a nova escola.

De certa forma, a reflexão sobre sua proposta de trabalho envolve uma série de outras questões muito importantes para a construção da identidade profissional: visão de mundo, opção por um quadro de valores, posicionamento frente à realidade social conflitiva, etc, mas com a vantagem de se dar a partir do contexto bem definido de sua atuação como professor, tornando se, conseqüentemente, muito mais pertinente e realmente formativa, ciente de sua função perante o aluno.

Além da escola é a família que tem um papel preponderante na educação de seus filhos cabendo a ela dar continuidade ao processo educacional iniciado no ambiente familiar. Assim, o processo educacional que aí se dá necessita ser compreendido como complementar ao que cada um traz de história individual e coletiva. A educação não começa na escola, mas nasce antes, no seio familiar.

Quanto a este aspecto os professores que colaboraram na entrevista reconhecem que os pais são os principais responsáveis pela educação de seus filhos, porém há aqueles que deixam esta etapa apenas para a escola, sem comprometer-se de modo efetivo. E, quando questionados sobre o grau de participação dos pais dos alunos nas atividades escolares, os professores entrevistados, em sua grande maioria, informaram que é média a participação da família, podendo esta se dar de um modo bem mais amplo e sensível.

Porém, quando ocorre uma presença e participação maior dos pais na escola, este fato não pode significar uma desresponsabilização dos professores para com a aprendizagem dos alunos e do governo no que se refere à educação como um todo. Assim, entendo que os pais são capazes de envolver se com o processo escolar de seus filhos e exigir que a escola cumpra o papel que lhe cabe na educação, mas sem descaracterizar a especificidade dos papéis que cada instância deve exercer.

 

1.2 A importância dos pais na educação das crianças

Durante as entrevistas que realizei, ao serem indagados sobre facilitadores e obstaculizadores que os pais dos alunos podem representar para o processo ensino-aprendizagem dos educandos, os professores citaram fatores tais como incentivo acompanhamento e orientação em se tratando dos primeiros, e falta de diálogo e afetividade, ausência paterna ou materna e pouca participação nas atividades escolares em se tratando dos empecilhos.

Assim, percebo que os pais têm um importante papel em fortalecer a auto estima da criança, dando estímulos positivos, estabelecendo relações saudáveis, prazerosas e produtivas para que essa sensação se transforme em retorno somador para o desenvolvimento pessoal: para que a criança vá bem, ela precisa de um ambiente afetivamente equilibrado, onde receba amor autêntico capaz de satisfazer suas necessidades emocionais.

Pais que, ao contrário, não dispensam às crianças o valor que lhes é peculiar, tratando as com desprezo, julgando as preguiçosas, ruins, subestimando suas capacidades, projetam em suas atitudes uma imagem negativa. Quando à criança falta auto estima ela vive com medo de fracassar, cria um pensamento negativo e de menos valia, ansiedade, angústia, inferioridade e retraimento.

Ela se sente inibida, desanimada, insegura, desinteressada. Isso acarreta problemas no seu desenvolvimento normal e, conseqüentemente, em sua aprendizagem. E ainda conflitos oriundos da instabilidade familiar e a falta de formas eficazes para suprir as carências dos relacionamentos são fatores que influenciam nas dificuldades de aprendizagem na escola. Como me disse certa vez uma aluna: “Não consigo me concentrar, minha cabeça tá longe”.

Desta forma, entendo que a maneira como as crianças demonstram suas atitudes e reações sofrem influências e revelam situações emocionais...

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