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Monografia: A Importância da Música na Educação

Trabalho enviado por: Eliezer de Jesus Vieira

Data: 25/09/2009

Monografia: A Importância da Música na Educação

Faculdades integradas módulo
2004

 

 

 

Resumo

Música é a linguagem que organiza expressivamente o som, (matéria prima da música), com o silêncio, seu posto complementar. Música: arte e ciência de combinar os sons de forma agradável, ou ainda, música é a arte de manifestar os afetos da alma e os quadros da natureza mediante o som. Precisaríamos talvez inventar outras palavras para definir a emoção que causa a música em nosso ser. Acreditamos que sua linguagem e a sua importância no desenvolvimento harmonioso do ser humano, em razão do seu potencial na conscientização da interdependência entre corpo e mente, razão e sensibilidade, ciência e estética, e no processo de socialização do aluno, ela busca entender as razões desse silenciamento.

Palavra-chave: Educação. Alfabetização. Criança.

 

Sumário

Introdução
1. Histórico da Música na Humanidade
1.1 A Influência da Música na Religião
2. A Mudança da Educação Musical no Brasil
2.1 A influência de Grandes Músicos Brasileiros
3. A Importância e os Benefícios da Música em Sala de Aula
3.1 A Influência da Música no Meio Social das Crianças
Conclusão
Referências Bibliográficas

 

Introdução

A música, tema escolhido aborda o desenvolvimento tecnológico da humanidade, fatos históricos dela modificadas pelas preferências músicas de cada sociedade. Possibilitando que a proposta de ensino deve considerar essas diversidades, que o aluno traz para a sala de aula, como a sua música e contextualizando-a, e vem oferecer um material riquíssimo para o trabalho didático do professor.

A música, normalmente resgata a sensibilidade do educando que muitas vezes estava esquecida. O aproveitamento da música em sala de aula poderá ser mais um instrumento utilização e oportunizando todos os alunos, principalmente àquele com problemas de aprendizagem, para que venham aprender com mais facilidade.

A música torna o ato de aprender mais agradável, visto trazer à lembrança muito mais rápida aquilo que é de nosso interesse. Faz parte da vida humana, até mesmo antes de seu nascimento; há músicas que marcam fatos históricos e de nosso cotidiano para sempre, na formação de cidadãos é necessário que todos tenham a oportunidade de participar ativamente como ouvintes, intérpretes, compositores e improvisadores, dentro e fora da sala de aula.

Música, um mistério, que não importa a época em que foi criada, mas sim o sentimento que transmite a cada um de nós.

A música é e sempre será, um belo instrumento para o desenvolvimento, a integração, a formação moral e intelectual com toda a sensibilidade a emoção de todo ser humano.

 

1. Histórico da Música na Humanidade

A palavra música vem do grego mousiké e designava, juntamente com a poesia e a dança, a “arte das musas”. O ritmo, denominador comum das três artes, fundia-as numa só. Como nas demais civilizações antigas, os gregos atribuíam aos deuses sua música, definida como uma criação e expressão integral do espírito, um meio de alcançar a perfeição.

A música vem desempenhando, ao longo da história, um importante papel no desenvolvimento do ser humano, seja no aspecto religioso, seja no moral e no social, contribuindo para a aquisição de hábitos e valores indispensáveis aos exercícios de cidadania.

A paixão dos gregos pela música fez com que, desde os primórdios da civilização, ela se tornasse para eles uma arte, uma maneira de pensar e de ser. Desde a infância eles aprendiam o canto como algo capaz de educar e civilizar. O músico era visto por eles como o guardião de uma ciência e de uma técnica, e seu saber e seu talento precisavam ser desenvolvidos pelo estudo e pelo exercício. O reconhecimento do valor formativo da música fez com que surgissem, naquele país, as primeiras preocupações com a pedagogia da música. Assim, a música requer uma instrução que ultrapassa o caráter puramente estético. Torna-se uma disciplina escolar, um objeto de mestria, proporciona a medida dos valores éticos, torna-se uma “sabedoria”.

A mousiké passou a abranger tudo o que concernia ao cultivo da inteligência, assim como gymnastiké resumia tudo quanto se referisse ao desenvolvimento físico. Receber uma educação musical não significava, portanto, aprender a tocar piano, violino ou fagote, mas estudar a fundo todas as artes liberais, a escrita, a matemática, o desenho, a declamação, a física e a geometria, saber cantar num coro e tocar perfeitamente pelo menos um instrumento.

A música é uma arte. A arte de preencher uma determinada quantidade de tempo com sons organizados de forma a “raptar” a atenção de quem a escuta.

Uma criança, ao nascer, encontrar-se de imediato envolvida pela “paisagem sonora” em que vive sua família e a comunidade a que pertence. A “paisagem sonora” – soundscape, expressão criada pelo compositor canadense Murray Shaffer – é este vasto ambiente musical em que estamos imersos compostos dos mais diversos elementos (PENNA, 1994, pp. 16-17).

A música ocidental também teve os seus antecedentes na Grécia clássica, que passou por um processo que fez com que encontrasse em Roma o contato direto com os restantes povos da Europa. No caso da música, as referências que nos chegaram são quase exclusivamente teóricas, pois os testemunhos musicais são mínimos e pouco relevantes. Os dados sobre os seus sistemas de organizar os sons e as suas distintas aplicações chegaram até nós, mostrando claramente a extraordinária importância que se concedia à música, tanto como ciência da acústica, como sendo parte integrante de todas as suas atividades.

Os primeiros testemunhos aparecem na obra de Homero. Na "Ilíada" e na "Odisséia" mencionam-se os hinos a Apolo, os coros femininos que choraram a morte de Hector e a utilização, pelos poetas, músicos, intérpretes, de instrumentos como a Lira, instrumento de corda, e outros.

Juntamente com as referências de Homero, contava-se com as dos grandes dramaturgos, tais como Esquilo ou Sófocles, entre outros, e com as dos filósofos, desde Platão a Pitágoras, este último descobridor dos fundamentos matemáticos dos intervalos musicais.

Em resumo, as evidências que apóiam a interpretação da capacidade musical como uma “inteligência” chega de várias fontes. Mesmo que a capacidade musical não seja tipicamente considerada uma capacidade intelectual, como a matemática, ela se qualifica a partir de nossos critérios. Por definição, ela merece ser considerada; e, tendo em vista os dados, sua inclusão está empiricamente justificada.

Muito dos cânticos que atualmente são entoados nas igrejas católicas de diferentes cidades brasileiras são composições que têm origem na Idade Média – no canto gregoriano. Desta maneira, a música da Idade Média também compõe nossa “paisagem sonora” contemporânea.

Com o canto do Hallel (oração em hebreu) na Ceia Sagrada, surge outra fonte de influência nas que viriam a ser as primeiras músicas cristãs, igualmente homófonas [1] , que acompanham a declamação ou o canto de odes, salmos e hinos.

Paralelamente à evolução desta música religiosa, deu-se também a evolução da música profana, utilizada no teatro e em todo o gênero de festa, o que, levou juntamente com outras peculiaridades de cada uma delas nas distintas povoações, a repetidos abusos que provocaram as censuras dos Sacerdotes da Igreja. Às críticas de São João Crisóstomo ou de Santo Agostinho, nos séculos IV e V, acrescentaram-se posições extremas pelas quais se condenava toda e qualquer utilização da música para a oração. No entanto, tendências concretas se foram impondo e assentando em Milão, Roma, Paris e, no que se refere à Espanha, em Sevilha, Toledo, Saragoça e Palência. São os séculos de desenvolvimento dos diversos cantos, de entre os quais apresentavam as suas diferenças o canto romano antigo, o ambrosiano, com base em Milão; o moçárabe, surgido em Toledo, e o galicano, do Império franco, estabelecido com Pepino o Breve e Carlos Magno.

Como conseqüência de tão variadas liturgias, surgiu o perigo de se romper à unidade da Igreja e a necessidade de fixar um canto unificado para todo o seu âmbito. A origem desta tendência unificadora surge com São Gregório, o Magno, que ocupou o pontificado desde 560 até 604.

A unificação da liturgia concebida por São Gregório acabou por ser conhecida como "canto gregoriano", nome pelo qual continua a ser conhecida, embora sucessivas investigações tenham alterado pouco a pouco a interpretação dos neumas [2] ou meios de notação musical usados do século IX ao XII, bem como a sua avaliação rítmica, áreas em que as discrepâncias entre os investigadores se mantêm praticamente até aos nossos dias.

Ao regulamentar o canto litúrgico cristão, mantém-se o princípio da homofonia[3], ao qual se acrescenta a ausência de acompanhamento instrumental. É destas características que vem o nome de canto chão, do latim “cantus planus”, utilizado pela primeira vez como sinônimo de canto gregoriano por Jerónimo de Moravia, por volta de 1250. O termo emprega-se, porém, à margem das exigências do canto gregoriano, para o canto religioso dos séculos XVII e XVIII.

Entretanto, mantinha-se a homofonia e o ritmo era confiado ao tratamento silábico, introduziram-se as mudanças na ruptura deste segundo tratamento, com as quais a nota podia corresponder a uma sílaba ou a um conjunto de sílabas, surgindo a vocalização.

Foram-se acumulando este e outros "desvios" com o decorrer dos séculos até ao "Motu Próprio” [4] do Papa Pio X, no princípio deste século, que implicou uma revisão e reconsideração de todo o corpo gregoriano, libertando-o de todas as impurezas acumuladas pelo tempo.

Por volta do século IX apareceu, pela primeira vez, a pauta musical. O monge italiano Guido d'Arezzo (995 - 1050) sugeriu o uso de uma pauta de quatro linhas. O sistema é usado até hoje no canto gregoriano. A utilização do sistema silábico de dar às notas deve-se também ao monge Guido d'Arezzo e encontra-se num hino ao padroeiro dos músicos, São João Batista:

Ut queant laxit
Ressonare fibris
Mira gestorum
Famuli tuorum
Solvi polluti
Labii reatum
Sancte loannes

Com o passar do tempo o Ut foi substituído pelo Do. A música medieval até 1450.

A música era encarada com receio pelo filósofo, era efeito sedutor. Para que a música pudesse cumprir o importante papel que dela era esperado na formação da juventude não bastava que ela ficasse aos cuidados do Estado. Seria preciso ainda uma atenção especial aos mestres da música, considerados mestres especiais, responsáveis pelo desenvolvimento dessa disciplina.

Nesse processo, alguns cuidados faziam-se indispensáveis. Em primeiro lugar, a música não deveria ser praticada de modo desinteressando, mas de forma que tornasse mais suave e atraente o ensino, muitas vezes árido, da matemática, da história e de outras disciplinas.

Sua seleção deveria ser adequada à idade dos discípulos, iniciando-se pelas canções berceuses [5] , passando depois para os hinos guerreiros e religiosos. Para os jovens entre 14 e 16 anos, Platão aconselhou a prática de apenas dois gêneros de música: a música violenta e adequada à guerra, e a tranqüila, propícia à prece e à concentração. Depois dos 16 anos, até o resto da vida, os indivíduos continuariam a freqüentar apenas os cantos corais e os jogos comunais.

A Idade Média Católica demonstrou grande interesse pela música incluindo-a nos cultos cristãos, pois acreditava que ela fosse capaz de exercer forte influência sobre os homens. A Igreja encorajou o estudo e o ensino da música como uma disciplina teórica inserida no domínio das ciências matemáticas, por isso ela se situa ao lado das disciplinas aritmética, geometria e astronomia.

A música nessa época recuperou sua natureza de linguagem expressiva de sentimentos humanos. Foi à fase de expressão, sem finalidade performática, restabelecendo-se a dialética da música, pautada no ideal grego, como ciência e como arte. Ocorre o renascimento da melodia e com ela as primeiras manifestações polifônicas[6], ou seja, surgem às primeiras tentativas para cantar a duas ou mais vozes, simultaneamente, em livre união com o contraponto e a harmonia.

Nesse clima de efervescência cultural, protestos no mundo católico vieram perturbar a vida religiosa. A música religiosa ganha novo impulso com a Reforma Protestante.

Liderada por Martinho Lutero, a Reforma Protestante tem raízes intelectuais no humanismo. Ao conferir ao homem a responsabilidade pela sua fé, e ao ver na leitura da Bíblia a fonte dessa fé, o protestantismo defende a necessidade de colocar todos os fiéis em condições de salvar sua alma mediante sua leitura. Nesse sentido, Lutero apela para as autoridades públicas, insistindo na necessidade de criação de escolas. A educação preconizada por Lutero visava, basicamente, à catequese do povo. Em virtude de sua importância nos cultos religiosos, a música ocupa lugar de...

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