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Catulo – O Poeta do Amor

Trabalho enviado por: Renata Pinheiro Margonar

Data: 04/12/2006

Caio Valério Catulo


Odi et amo. Quare id faciam, fortasse requiris
Nescio, sed fieri sentio et excrucior.

Odeio e amo. Talvez perguntes por que faço isso.
Não sei, mas sinto que acontece e me torturo


Introdução

Há obras que independem do tempo e das situações em que foram escritas. Os temas universais se perpetuam através de décadas e séculos por causarem identificações em quem lê e essa é uma das grandes maravilhas da literatura.

As obras de autores gregos e romanos ressoam até hoje em nossos ouvidos e mentes, sendo na literatura, matemática, filosofia, direito ou qualquer outro aspecto pensado pelos grandes mestres. O objetivo desse trabalho é o estudo e análise de um desses nomes: Caio Valério Catulo.

Para a realização deste, realizamos várias pesquisas na biblioteca da faculdade e à internet. Falaremos sobre sua vida, apesar da falta de documentos comprovatórios, suas obras e uma pequena análise de um de seus poemas, já que seria inviável trabalharmos sua mais de uma centena de escritos.

Como aventado, o objetivo desse trabalho é fornecer uma visão geral do tema e contribuir para o enriquecimento cultural de quem não gosta apenas de conseguir os objetivos propostos, mas de ir além e conhecer poesia.


Catulo

Pouco se sabe sobre a vida de Caio Valério Catulo. Sua biografia foi escrita por Suetónio em De Veris Illustribus, mas essa obra se perdeu no tempo e não chegou até nós. O que conhecemos sobre quem foi esse homem veio, na maior parte, através das notas em seus poemas ou nos de outros autores contemporâneos a ele. Algumas dessas notas nos revelam que ele nasceu em Verona, cidade perto de Gália, já que é sempre chamado de Veronese; sendo assim é, sem dúvidas, italiano.

Estima-se que tenha vivido de 87(ou 82) a 54(ou 52)a.C., em Roma, ou seja, na era de César, Cícero e Lucrécio, sendo que por ser de família nobre, seu pai sempre recebia o primeiro quando esse passava por Verona . Ainda jovem, segue para Roma acompanhado de seu amigo Caio Mérmio, que havia sido nomeado governador e teve nesta sua única ligação como a política. Essa mudança, porém, foi muito importante para ele, pois o levou a conhecer muita gente importante da alta sociedade intelectual. Sua obra "Cancioneiro de Lésbia" é dedicada a um dos amigos dessa época, Cornélio Nepos. Cria também vários desafetos, entre eles Julio César, a quem escreveu versos violentos e outros personagens que faziam parte de seu cotidiano.

Fez uma viagem ao Oriente, onde aproveitou para visitar o tumulo de seu irmão mais velho que havia falecido alguns anos antes e cuja tristeza de Catulo ficou bem expressa em um de seus poemas.

Quando à sua obra, ele é famoso por ser o maior entre os poetas alexandrinos, ou poetae noui (poetas novos). Cícero lhes dá esse apelido em tom de deboche e ganha em troca vários poemas difamando-o, visto também que Lésbia (o grande amor da vida de Catulo) sendo amante de ambos, o troca pelo poeta. Esta, por sua vez, é o tema principal dos poemas do autor, cuja obra é a única que chegou até nós dentre os que participaram desse movimento.

Apesar da vida agitada que levava junto à alta sociedade, o amor por essa aristocrata é o fato mais importante de sua vida. O relacionamento deles é conturbado e, mesmo humilhado, aceita até a infidelidade dela. Com sua morte, aproximadamente aos 30 anos, ele entra para historia como o poeta do amor.


LÉSBIA

É impossível falar a obra de Catulo sem falarmos de Lésbia. No entanto, devemos separar a persona literária da pessoa histórica, a começar pelo nome: a verdadeira mulher por trás da musa se chama Clóde. O pseudônimo pelo qual é conhecida se deve à admiração de Catulo pela Poetisa Safo de Lesbos e, além disso, ambos os nomes tem o mesmo número de letras, atendendo aos padrões alexandrinos de se criar um nome à musa.

Segundo o autor João Ângelo Oliva Neto, Lésbia nomeia a persona da mulher amada e dá voz, não a uma pessoa, mas a um grupo. Por mais que se perca muito do romantismo das poesias com essa afirmação, devemos lembrar que é muito importante para o poeta romano ter voz coletiva.

O trecho abaixo é do poeta Ovídio:

Sic sua lasciuo cantata est saepe Catullo

Femina cui falsum Lesbia nomen erat.

Assim foi freqüentemente celebrada em versos pelo lascivo Catulo

A mulher cujo pseudônimo era Lésbia.

A mulher histórica mostra Clóde, irmã de Clódio Pucro, filha de Appius Claudius Pucher e...

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