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Título: Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber

Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber, aplicadas na Empresa Bradesco S/A. São Paulo 2009 Sumário 1Introdução 2Frederick Winslow Taylor4 2.1Princípios de Taylor 3Henry Ford 4Jules Henri Fayol 4.1Princípios Básicos 4.2Funções Administrativas 5Maximillian Carl Emil Weber 5.1Analise da Obra 5.2Princípios…


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Letramento e Alfabetização – O Que Pensam os Teóricos Alfabetizadores

Trabalho enviado por: Marlene Aparecida Viana Abreu

Data: 02/04/2006

LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO: O QUE PENSAM OS TEÓRICOS E ALFABETIZADORES?


Agradecimentos

Após uma longa jornada de estudos, finalizamos mais uma etapa de nossas vidas. Foi uma época na qual pudemos dividir alegrias e tristezas e aprendemos a respeitar as amizades e os valores importantes para a vida.

Tudo isso agradecemos: aos colegas, por nos ajudar a superar todos os obstáculos, aos educadores, por terem nos transmitido todo seu conhecimento, aos nossos familiares, que nos incentivaram durante todos estes anos dando apoio e mostrando confiança na nossa capacidade, e especialmente a Deus que nos abençôo e nos abençoa em todos os nossos planos a fim de alcançarmos nossos objetivos.


Introdução

Somos professoras alfabetizadoras já há vários anos, e a implicação sobre o que estamos vendo no final do Ciclo de Alfabetização: alunos que não lêem corretamente, e alunos que lêem corretamente mas não interpretam o que leram; nos levou à esta pesquisa sobre o tema.

Este tema letramento e alfabetização nos apresenta uma discussão em torno do que pensam os teóricos e alfabetizadores.

Neste trabalho temos uma visibilidade maior sobre o que os educadores desenvolvem em sala de aula, tomando como foco de discussão os procedimentos de ensino por meio dos quais intervém no processo de aprendizagem dos alunos.

Nesta proposta os autores e pensadores procuram analisar e articular concepções e práticas escolares de alfabetização e letramento. Construindo um conjunto amplo de decisões vinculadas aos métodos, à organização dos tempos escolares e de um ambiente de letramento. Abordando também a definição de capacidades a serem atingidas, a escolha de materiais e de procedimentos de ensino, as formas de avaliar, e o uso do contexto para dar mais ênfase a organização do ensino.

Portanto, é preciso deixar claro que a aprendizagem do sistema de alfabetização e letramento é apenas uma das facetas do processo de aprendizagem.

Para responder as questões, procuramos entender o significado do termo alfabetização e letramento, bem como a idéia de alfabetização na perspectiva do letramento. Para tal pesquisamos algumas concepções teóricas que se destacam no estudo da aquisição da linguagem escrita e da leitura, estudamos suas idéias e destacamos trechos específicos do tema deste estudo: a concepção dos teóricos sobre a alfabetização e sobre o letramento.


Capítulo I. O que é alfabetização?

Significa conhecer o sistema lingüístico e sua relação com palavras, frases e textos. Diz-se que uma pessoa é alfabetizada quando ela reconstitui o código lingüístico e consegue entender as regras gerais de funcionamento desse código.

A construção do conhecimento sobre a língua escrita é um processo ativo, porém quando se fala na criança como sujeito deste processo, não se está querendo dizer que ela aprenderá a ler sozinha, sem ajuda alguma. Mas sim, que a maioria das crianças já entra na escola com algumas hipóteses sobre leitura/escrita; e, também, que não receberão e memorizarão informações que automaticamente farão com que leiam e escrevam.

Há um processamento destas informações, a partir da própria atividade de cada um, face ao novo objeto de conhecimento, além do que, essencialmente, a criança procura sentido no que lê. Por isso, é, importante que sejam proporcionadas oportunidades do uso da escrita de forma significativa, de tal modo, que o alfabetizando possa explorar os vários usos do material gráfico.

O leitor se formará a partir das próprias concepções que a criança tem a respeito do que são e para que servem a leitura e a escrita, facilitadas ou não pelo modo como a escola as insere no domínio deste novo conhecimento.

No dicionário, a palavra alfabetização significa a "ação de alfabetizar, de propagar o ensino da leitura" (FERREIRA, 1986:.82), " e alfabetizar aparece como prática de "ensinar a ler" (FERREIRA, 1986,:82 ).

Essas definições, até bem pouco tempo, eram consideradas suficientes, porém recentemente estudos demonstram que elas são muito restritas.

Segundo SOARES, o dicionário comete uma omissão curiosa: nele, alfabetizar aparece apenas como o ato de "ensinar a ler", não se fazendo referência ao termo "escrever". Para a autora, a alfabetização: "é a ação de ensinar / aprender a ler e a escrever" (1998:47), ou seja, é tornar o indivíduo apto a ler e a escrever.

A autora considera que um sujeito alfabetizado não é aquele que é capaz apenas de codificar e decodificar símbolos, e sim aquele que, ao aprender a ler e a escrever, incorpora as práticas e funções sociais que a leitura e a escrita demandam.

FERREIRO (1992) e BRASLAVSKY (1993) acreditam que a alfabetização é a apropriação de um objeto conceitual, de um sistema de representação, é a aquisição da escrita enquanto aprendizagem de habilidades para fazer uso do lecto-escrita. Porém consideram esse conceito restrito e têm buscado ampliá-lo, concebendo a alfabetização como ato de ensinar leitura e escrita inserido, no currículo, como conteúdo de natureza significativa.

Para TEBEROSKI e TOLCHINSKY (1996), ser alfabetizado pode ser entendido sob três perspectivas ou concepções. Na primeira, alfabetizados são aquelas pessoas que possuem habilidades básicas para se adaptar à vida moderna. Nessa perspectiva, a escrita é concebida como instrumento que os sujeitos sabem manusear para poder exercer suas atividades do dia-a-dia. Aqueles que não possuem tais habilidades são conhecidos como analfabetos funcionais, mesmo sabendo decodificar o código lingüístico.

A segunda perspectiva vê na utilização da escrita uma aquisição de poder político,econômico e mental.

A terceira considera que o essencial para um sujeito se considerar alfabetizado é a aquisição das formas de expressão contidas nos diferentes suportes e a valorização da estética, desenvolvendo suas habilidades de expressar sentimentos, provocar ambigüidades e fazer uso da imaginação ao redigir um texto.

NASPOLONI (1996), concorda com TEBEROSK e TOLCHINSKY (1990), ao considerar a alfabetização como instrumento de poder. Para ela, o sujeito alfabetizado encontra-se mais preparado para viver com a sociedade, é alguém com mais poder, status", informação consciência e com maiores possibilidades de acesso ao mercado de trabalho.

TFOUNI (1997), vê a alfabetização como um processo de aquisição individual de habilidades requeridas para a leitura e a escrita, ou como um processo de representação de objetos de naturezas diferentes. Já KLEMAN diz que é

...um processo de aquisição de códigos (alfabético, numérico), processo geralmente concebido em termos de uma competência individual necessária para o sucesso e a promoção na escola. (1995:20)

Todos os teóricos pesquisados concordam que a alfabetização compreende o domínio sistemático das habilidades de ler e escrever, ou seja, habilidades de codificação (representação escrita de fonemas e grafemas) e decodificação (representação oral de grafemas em fonemas), mas também questionam a amplitude deste conceito, que se mostra meramente mecânico e excludente, pois deixa de fora as práticas sociais de leitura e escrita.

A alfabetização é um processo que se inicia , muito antes do ingresso do sujeito na escola , nas leituras que ele faz do mundo que o rodeia e da interação que estabelece com ele.

1.1.Afinal, o que é alfabetizar?

" ... Não se trata, de modo algum, de dizer que as crianças se alfabetizam sozinhas. Trata-se, isto sim, de compreender o processo que elas estão vivendo, a cada momento, para poder intervir mais eficazmente, ajudando para que o diálogo entre professor e aluno não seja destruído. A partir do conhecimento de uma série de fatos que estão vinculados à evolução psicológica, é preciso pensar em outros termos na intervenção pedagógica e em todas as coisas que estão em redor desta intervenção".

" ... As crianças que estão crescendo em ambiente onde a língua escrita se lê e se escreve...

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