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Título: Tubos e conexões

Tubos e conexões Unoesc 2009 Sumário Introdução 1 Tubulações 2.1 Tubos de PVC 2.2 Tubos de Aço Carbono 2.4 Tubos de Cobre 2.5 Tudo de Polietileno (PE) 2.6 Tubos e Conexões de Ferro Fundido 2.7 Tubos de Concreto. 2.8 Tubos…


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Ciência da Religião

Trabalho enviado por: Adão Custódio Romano

Data: 05/12/2008

Ciência da Religião

Faculdade João Calvino
2007

 

 

 

Resumo

Desde a pré-história, o homem se vale da religiosidade para explicar o mundo à sua volta e o universo além de seu alcance. Ao longo dos séculos, reverenciou um ou mais deuses, instituiu livros sagrados, definiu doutrinas, concedeu mitos e edificou templos para realizar seus cultos. Em várias nações. Ainda hoje, condiciona a vida cultural e social de muitos povos: suas celebrações, seus códigos de conduta, suas instituições sociais e até sua organização política. Poder conhecer as diferentes crenças e o papel da religião em cada cultura é fundamental para compreender a história da humanidade, vencer medos e preconceitos e estabelecer uma convivência tolerante e pacífica na sociedade. É essa a contribuição que o “Panorama histórico-filosófico das principais crenças mundiais”, pretende oferecer nesta pesquisa.



Sumário

Introdução
I - Judaismo, Catolicismo Romano, Ortodoxo e protestantismo
1.1 - Judaísmo
1.1.1 - Doutrina
1.1.2 - Bíblia
1.1.2.1 - Pentateuco
1.1.2.2 - Profetas Anteriores
1.1.2.3 - Os Profetas Posteriores
1.1.3 - Moral
1.1.4 - Filosofia e Crença do Judaísmo
1.1.4.1 - Escrituras
1.1.4.2 - Deus
1.1.4.3 - Jesus
1.1.4.4 - Espírito Santo
1.1.4.5 - Salvação
1.1.4.6 - Morte
1.1.5 - Ritos e Festas
1.1.6 - Significados de Alguns Termos Ligados ao Judaísmo
1.2 - Catolicismo Romano e OrtodoxoO
1.2.1 - A História do Catolicismo Romano
1.2.1.1 - Horrores da Inquisição
1.2.1.2 - Os Concílios
1.2.1.3 - Os Patriarcados
1.2.1.4 - As festas
1.2.1.5 - Dogmas ou Cerimônias da Igreja Católica
1.2.1.6 - Significados de alguns Termos Ligados ao Catolicismo Romano e Ortodoxo
1.3 - Protestantismo
1.3.1 - História do Protestantismo
1.3.1.1- A Recente Invenção da Imprensa.
1.3.1.2- A Reforma Religiosa e Política na Inglaterra
1.3.2- Ramificações e Divisões do Protestantismo
1.3.2.1 - Igreja Luterana:
1.3.2.2 - Igreja Anglicana:
1.3.2.3 - Igreja Presbiteriana:
1.3.2.4 - Igreja Metodista:
1.3.2.5 - Igreja Batista:
1.3.3 - O Protestantismo no Brasil
1.3.4 - Principais Termos Ligados ao Protestantismo.
II - Islamismo, Budismo e Animismo
2.1 - Islamismo
2.1.1 - Crenças
2.1.1.1 - Deus
2.1.1.2 - Os Anjos
2.1.1.3 - Os Livros Sagrados
2.1.1.4 - Os Profetas
2.1.1.5 - O dia do Julgamento Final
2.1.1.6 - A predestinação
2.1.2 - Os cinco pilares do islão
2.1.2.1 - A recitação do credo
2.1.2.2 - A oração
2.1.2.3 - A Contribuição de Purificação
2.1.2.4 - O Jejum no Mês do Ramadã
2.1.2.5 - A Peregrinação
2.2 - O Alcorão
2.2.1 - Autoridade Religiosa
2.3 - Ramos do Islão
2.3.1 - Movimentos recentes
2.3.2 - Misticismo islâmico
2.3.3 - Festas muçulmanas
2.3.4 - Lugares sagrados
2.3.5 - A Lei Islâmica
2.3.6 - O Islão no Mundo Contemporâneo
2.3.7 - Perspectiva Islâmica de Outras Religiões
2.3.8 - Termos Ligados ao Islamismo
2.2 - Budismo
2.2.1 - Escolas
2.2.2 - Origens
2.2.3 - Principais doutrinas
2.2.3.1 - As Quatro Nobres Verdades
2.2.3.2 - O Nobre Caminho Óctuplo
2.2.4 - Cosmologia
2.2.5 - Escrituras
2.2.6 - Difusão do Budismo
2.2.6.1 - Sri Lanka e Sudeste da Ásia
2.2.6.2 - China
2.2.6.3 - Coréia e Japão
2.2.6.4 - Tibete
2.2.6.5 - Termos Ligados ao Budismo
2.3 - Animismo
2.3.1 - História e Filosofia do Animismo
2.3.2 - Regras do Animismo
2.3.3 - Uso do Termo no Espiritismo
III - Hinduísmo e Espiritismo
3.1 - Hinduísmo
3.1.1 - O Caminho eterno
3.1.2 - Yoga Dharma
3.1.3 - Os quatro objetivos na vida
3.1.4 - Os quatro estágios da vida humana
3.1.5 - Origens Históricas e Aspectos Sociais
3.1.6 - Distribuição Geográfica Atual
3.1.7 - Filosofia Hindu: As seis escolas Védicas de pensamento
3.1.7.1 - Purva Mimamsa
3.1.7.2 - Yoga
3.1.7.3 - As Três Escolas de Vedanta
3.1.7.4 - Puro Monismo: Advaita Vedanta
3.1.7.5 - Monismo Qualificado: Vishistadvaita Vedanta
3.1.7.6 - Dualismo: Dvaita Vedanta
3.1.7.7 - As Escolas Bhakti
3.1.7.8 - Tantrismo
3.1.8 - Temas e simbolismos importantes no Hinduismo
3.1.8.1 - Formas de Adoração
3.1.8.2 - Mantra
3.1.9 - Escrituras Sagradas do Hinduísmo
3.1.9.1 - Vedas
3.1.9.2 - Upanishads
3.1.9.3 - Puranas
3.1.9.4 - As Leis de Manu
3.1.9.5 - Bhagavad Gita
3.1.9.6 - O Ramayana e o Mahabharata
3.1.10 - Termos Ligados ao Hinduismo.
3.2 - Espiritismo
3.2.1 - História
3.2.2 - Referências à Alma na História da Sociedade
3.2.3 - Diversos usos do termo Espiritismo
3.2.3.1 - Espiritismo Kardecista
3.2.3.2 - Cultos Afro-Brasileiros
3.2.3.3 - Racionalismo Cristão
3.2.3.4 - Espiritismo Ramatisiano
3.2.4 - Doutrina Espírita e Cristianismo
3.2.5 - O Conceito da Bíblia
3.2.5.1 - O diálogo com as religiões cristãs
3.2.6 - Fenômenos Espíritas e a Ciência
3.2.6.1 - Cirurgia espiritual
3.2.6.2 - Técnicas Posteriores Desenvolvidas: Apometria
3.2.7 - Orixás e Sincretismo
3.2.8 - Termos Ligados às Religiões Afro-Brasileiras e Espiritismo.
Considerações Finais
Referências Bibliográficas



Introdução

Ao abordar o tema: Panorama Histórico-Filosófico das Principais Crenças Mundiais, o termo religião não tem por objetivo o conhecimento ou aprofundamento do estudo de uma ou algumas religiões, mas o estudo sob o aspecto meramente filosófico do termo. Em outras palavras, pesquisaremos os traços comuns das religiões de um modo geral.

Vamos, portanto, tentar mostrar e não decifrar, os mistérios que encobrem o pensamento e a vivência humana de todos os povos, de todas as culturas, em todos os lugares, em todos os tempos da história da humanidade.

Pretendemos mostrar a preocupação com o misterioso, com o simbolismo e com a existência de um ou mais seres superiores, perfeitos e todo-poderosos que transcendem os limites e a impotência dos seres humanos.

Esta preocupação é com todos os povos. Analisar o como e o porquê destas dúvidas é o objetivo do Panorama Histórico-Filosófico das Principais Crenças Mundiais.

O sagrado e o profano

Na experiência de vida de cada ser humano, o homem chega à conclusão de que seu poder, seu saber e sua força têm limites, os quais não conseguem superar. Tais limites sugerem a existência de uma força sobrenatural que habita num ser superior que pode ser uma planta, um animal ou uma coisa inanimada, como o vento, o trovão, o raio ou fogo (exemplos do Hinduísmo e do Espiritismo etc.).

O sagrado é a visão simbólica da diferença entre o ser impotente para o ser superior, do poder de um ser superior sobre os outros seres. Como este ser superior não é atingível, a sua superioridade é encoberta pelo mistério, pelo desejado, pelo temido e pelo distante.

Num objeto sagrado a sua sacralidade estabelece e cria uma ruptura entre o saber limitado e o onisciente, entre o impotente e o todo-poderoso. O sagrado opera no homem um encantamento, uma magia, criando vínculo de simpatia ou de antipatia, de atração ou de repulsão, de confiança ou de medo, e distanciamento. Nesta pesquisa é observado que todas as culturas possuem vocábulos para exprimir o sagrado como força sobrenatural e dominadora do mundo. Poderá ser “mana” para os polinésios; “orenda” para as tribos norte-americanas; tunpa e aiges para os índios sul-americanos e, assim outros termos para as tribos africanas ou de outros grupos humanos. Nossa grande filósofa, Marilena Chauí, no seu livro, “Convite à Filosofia”, assim descreve o sagrado:

Quando excepcional boa ou má; benéfica ou maléfica; protetora ou ameaçadora que um ser possui e que separa e distingue de todos os outros, embora, em muitas culturas, todos os seres possuem algo de sagrado, pelo que se diferenciam uns dos outros.



I - Judaismo, Catolicismo Romano, Ortodoxo e protestantismo

 

1.1 - Judaísmo

Progenitor do Cristianismo permanece como a mais antiga religião monoteísta do mundo. Sua história estende-se até os primórdios dos tempos, quando Deus estabeleceu sua Aliança (berith) com Abraão.

Como o Cristianismo, o Judaísmo faz uma alegação de particularidade e de universalidade. Num mundo de paganismo e politeísmo, o criador revelou-se como o único Deus verdadeiro, acima de todo o panteão de divindades competidoras; nesta revelação, chamou um homem em particular (Israel), que por sua vez recebia uma área geográfica particular (a Palestina), a qual constituiria a “Terra Prometida”.

A partir desta particularidade, Deus revelou uma mensagem na história que se destinava a tornar-se aplicável universalmente a todas as nações e todos os povos. A Aliança de Deus com Abraão (Gn 12.1-3) foi estabelecida e renovada. Israel foi escolhido para ser o recipiente padrão desta grande revelação, tanto pelo exemplo para as nações pagãs como pela obediência aos preceitos da Aliança divina, revelados através da Tora Sagrada, ou da Lei. Segundo o professor José Francisco da Silva Concesso:

O Judaísmo é uma religião que não tem fundador. É a religião de um povo; o povo hebreu morando na Palestina ou na Diáspora, espalhado pelo mundo. O judaísmo, portando, está intimamente ligado à história do povo hebreu. Esta história remonta há 2.500 anos antes de Cristo. Só o chinês e os hindus têm uma história tão antiga. (2005, p. 20).

 

1.1.1 - Doutrina

Deus se revelou a seu povo através de alguns intermediários: os patriarcas e os profetas, que pelos quais Deus se manifestava através da palavra. A palavra (verbo) era a comunicação como o povo. No princípio era o verbo (a palavra), a palavra era Deus e Deus era a Palavra. Assim inicia o Evangelho de João.

Os patriarcas eram chefes de família dos quais descende o povo judeu. A Bíblia menciona estes principais: Sete, Enoque, Matusalém, Lamec, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José e outros.

Os profetas eram aqueles que falavam (pro-fere) em nome de Deus revelando aos homens o que estava oculto nos desígnios de Deus. Os quatro grandes profetas são chamados também de profetas maiores: Isaias, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Os profetas menores eram: Oséias, Amós, Habacuque, Zacarias e Malaquias.

O nome de Deus era impronunciável, por isso, durante séculos o homem não o pronunciava. São atributos de Deus segundo a doutrina judaica:

a) Ele é único; não existe outro nenhum como Ele (Isaias 45.22);
b) É o Criador de todas as coisas. (Salmo 42.5);
c) Ele se revela progressivamente encorajando, repreendendo e ameaçando. (Isaias 1.19, 20);
d) Ele é o que dá a vida. (Jo 3.4);
e) Ele é o Deus da Justiça. (99.4);
f) Ele é o que libertou o seu povo do Egito. (Salmo 136.10, 11).

A história das revelações de Deus a seu povo é a história de confiança recíproca.

 

1.1.2 - Bíblia

A palavra Bíblia é, no grego, o plural de Biblion que significa livro. Portanto, Bíblia significa livros ou para usar uma expressão da nossa língua moderna, poderíamos traduzir-la como coleção de livros. A Bíblia é uma coleção de livros inspirados por Deus a alguns escritores que, em épocas diferentes, foram revelando a palavra de Deus ao mesmo tempo em que transmitiam o momento cultural numa época e num lugar. Os gêneros literários são marcados de acordo com o estilo de cada autor ou escritor. A Bíblia judaica compreende trinta e nove livros (Velho Testamento) divididos em quatro grupos de forma cronológica:

 

1.1.2.1 - Pentateuco

O próprio nome já indica a composição de cinco livros e compõem a Tora, a Lei de Moisés: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. O Gênesis contém a narração da criação do mundo, a história dos patriarcas. Estas duas partes revelam os planos de Deus para a sua criação: o amor e o pecado, aliança através da circuncisão.

O Êxodo é composto de narrativas leis. A primeira lei lembra saída do Egito comemorada com a Páscoa que significa passagem (Ex. 12.1-11). A segunda relata a caminha para o Sinai com o Decálogo que, como o próprio nome indica, continha os Dez Mandamentos. A terceira narra o episódio do bezerro de ouro com as Tábuas da Aliança. O conteúdo deste livro visa demonstrar a libertação do povo da escravidão e da idolatria. Deus é o salvador misericordioso daqueles que foram fiéis à sua lei.

O Levítico é um compêndio de ritos e instituições. Ordena tudo o que se refere a estes ritos.

O livro dos Números mistura a narrativa das migrações do povo, leis e tradições.

O Deuteronômio é um código de leis e discursos que revelam a penetração da mensagem de Moisés: Deus único e invisível e pai. Por esta razão e com muita propriedade afiram George. A. Mather, Larry A. Nichols e Alvim J. Schmidt:

O judaísmo realmente começou com o chamado de Abraão, por volta de 2.000 a.C. O livro de Gênesis registra a jornada deste patriarca para Canaã, o estabelecimento da aliança divina de Iahweh, para torná-lo pai de muitas nações. (Gn. 12.1-9) (1993, p. 242).

 

1.1.2.2 - Profetas Anteriores

Esta coleção compreende os livros de Josué, Juízes, Samuel e dos Reis. O livro de Josué relata a conquista da terra prometida e a divisão do país em várias tribos. Sobretudo, mostra que Deus cumpriu as suas promessas. O livro dos Juízes fala dos acontecimentos depois da morte de Moisés. E um período turbulento devido as uma desordem social, mas Deus continua a guiar o seu povo com favores e castigos. Os livros de Samuel e os livros dos Reis narra à história da instauração dos reinos de Davi e seus sucessores, de Salomão e Zedequias etc.

 

1.1.2.3 - Os Profetas Posteriores

Logicamente, são os que cronologicamente vêm depois. São eles: Isaias, o que consola e encoraja os exilados da Babilônia e anunciando-lhes a libertação e a vitória sobre os inimigos, lembra-lhes a promessa da salvação, o retorno a Jerusalém e o julgamento dos ímpios. Mostra ao povo um novo céu e uma nova terra. Jeremias que sendo maltratado e atirado na prisão, prega contra a corrupção universal. Ezequiel deportado anuncia a vinda de um novo Davi, pastor das ovelhas de Israel. Prega a conversão e a responsabilidade. Diz que Deus deseja, não a morte do ímpio, mas que se converta. Dizia sempre: Convertei-vos. Entre os doze profetas menores, os mais conhecidos são Oséias, Amós e Miquéias. Além destes, temos escritos diversos que são caracterizados como livros poéticos: Jó, Salmos, Provérbios. Os cinco livros poéticos: Cantares, Rute, Ester, Lamentações, Eclesiastes. Ainda Daniel, Esdras, Neemias e os livros de Crônicas.

 

1.1.3 - Moral

O fundamento de toda a moral judaica está contido no decálogo das taboas de Moisés, de modo geral. Mas, a partir do Pentateuco, são acrescentadas prescrições concernentes à vida cotidiana como: levantar-se, deitar-se, casamento, luto e purificações num total de 603 prescrições. Neste contexto Davi anuncia onze virtudes: retidão, justiça, verdade, abominação da maledicência, da maldade, da injúria, desprezo pelo ímpio, estima pelo justo, respeito aos juramentos, empréstimo sem juros e a incorruptibilidade. A moral judaica está sustentada na trilogia: estudo da lei, observância dos mandamentos e a prática da justiça com o próximo. A estas três virtudes correspondem os três pecados capitais: idolatria, libertinagens e homicídios. Diante do exposto, podemos agora dar um conceito do judaísmo: o judaísmo é uma religião da Tora, isto é, a religião de uma lei dada por Moisés a Israel, seu povo. George A. Mather, Larry A. Nichols e Alvim J. Schmidt afirma que:

A Tora (lei) teve uma função religiosa crucial, ao delinear o relacionamento entre Iahweh e Israel, entre cada israelita e seu próximo. Como tal, não tem precedente e serve como um dos fundamentos do judaísmo até nossos dias. (1993, p. 251).



1.1.4 - Filosofia e Crença do Judaísmo

 

1.1.4.1 - Escrituras

O Tanach (Antigo Testamento), especialmente a Toráh, o Pentateuco, (primeiros cinco livros do Antigo Testamento). O Talmude (explicação da Tanach). As Escrituras dos sábios, tais como: Maimonides, Rashi etc.

 

1.1.4.2 - Deus

Deus é Espírito. Para os judeus ortodoxos, Deus é pessoal, Todo-poderoso, eterno, misericordioso. Para outros judeus, Deus é impessoal, incognoscível e definido de muitas maneiras. Os judeus não crer da doutrina da trindade.

 

1.1.4.3 - Jesus

Jesus é visto como um falso Messias extremista ou como um bom rabi (mestre), que foi martirizado. Muitos judeus desconsideram (exceto os judeus messiânicos) não crêem que Ele foi o Messias, o Filho de Deus que ressuscitou dentro os mortos. Os judeus ortodoxos crêem que o Messias vai restaurar o reino judaico e governará finalmente o mundo.

 

1.1.4.4 - Espírito Santo

Alguns judeus crêem que o Espírito Santo é um outro nome para a atividade de Deus na terra. Outros dizem que é o amor de Deus.

 

1.1.4.5 - Salvação

Alguns judeus crêem que a oração, o arrependimento e a obediência à Lei são necessários para a salvação. Outros crêem que a salvação seja o aperfeiçoamento da sociedade.



1.1.4.6 - Morte

Os judeus crêem que haverá ressurreição física. Os obedientes viverão para sempre com Deus e os injustos sofrerão. Alguns judeus crêem em vida consciente após a morte.

 

1.1.5 - Ritos e Festas

Os ritos e festas estão intimamente ligados à história do povo judeu. Nos tempos mais antigos, o edifício religioso era o templo de Jerusalém. Vimos o templo de Salomão construído pelo rei por ordem de Deus (971 a.C.) no Monte Moriá. A construção durou sete anos mobilizando 170 mil operários e 3.300 oficiais. Há sobre o templo uma série de prescrições pormenorizadas para a construção. A prática de sacrifícios é a maneira mais arcaica de todas as religiões para demonstrar a fé. Como Deus é o Senhor de todas as coisas tudo lhe pertence. O sacrifício é o reconhecimento da dívida do homem para com Deus. Na origem do sacrifico na religião judaica, temos a imolação de Isaque por Abraão.

A Bíblia nos fala com freqüência dos sacrifícios de animais, especialmente carneiros, mas também de novilhas, cabras, rolinhas e pombas. O sacrifício não é apenas o resgate da criatura junto de Deus, mas também apelo ao testemunho de Deus. Na época do templo havia dois tipos de sacrifícios: Holocaustos, em circunstâncias solene como grande perdão com a finalidade precisa que consiste no sacrifício de um animal que depois é consumido. Oblação é uma oferenda de um alimento que podia ser um bolo ou animal. Os restos pertenciam aos sacerdotes. A circuncisão era o sinal da aliança com Iahweh. Significa também o que o circunciso pertence a Deus e faz do seu povo. A circuncisão remonta o tempo de Abraão tendo sido codificada pela Lei de Moisés que dizia: Todos os vossos machos sejam circuncidado. Fareis circuncidar a carne dos vossos prepúcios e este será o sinal da minha aliança que estará marcada na vossa carne com uma aliança perpétua. O incircunciso cuja carne não foi cortada, será eliminado da minha parentela.
Ele violou minha aliança.

No livro Dicionário de Religiões e Crenças e Ocultismo, George A. Mather, Larry A. Nichols e Alvim J. Schmidt diz que:

Arão oferecia sangue de animais; Jesus ofereceu o seu próprio. Arão oferecia sacrifícios pelos seus próprios pecados; Jesus não tinha pecados; portanto, era capaz de oferecer a si próprio como expiação pelos pecados de todos. (Hb 4.15) (1993, p. 251).

Há lei escrita e a oral foi transmitida de geração em geração. Os estudos sobre a lei escrita estão centrados nos seguintes livros: Mexna redigido em hebraico. É o ensinamento que compreende seis sessões com três tratados e mais de cem capítulos. Talmude contém ensinamentos dados pelos rabinos palestinos e babilônios. Divide-se em duas partes: regras que permitem santificar durante toda a vida e uma espécie de comentários e sentenças.

No judaísmo a oração é tão importante quanto a Torah. Consiste na recitação da Torah e, portanto, na adesão da lei de Iahweh. Três orações marcam as três horas principais do dia: oração da manhã, de Shabrit, no começo da aurora; Meio dia ou minha; crepúsculo ou Arbit.

Nos sábados, além destas orações, acrescentam passagens da Torah e hinos. São recitados coletivamente quando houver mais de dez homens e de 13 anos. O rabino não é um sacerdote, mas um mestre, um doutor da lei que hoje tem a função de ensinar a religião e de representá-la junto às comunidades e autoridades civis. O sacerdote é Koben.

A observância do sábado em comemoração do descanso de Iahweh, remonta a Moisés. Corresponde ao quarto mandamento da lei e deveria ser respeitado até pelos animais e a terra suspendendo até o cultivo. Essa prática era chamada descanso sabático. O descanso sabático começa na sexta-feira ao cair da tarde e prossegue até vinte e quatro horas seguintes.

As práticas alimentares visavam distinguir o povo de Deus dos animais. Era mais uma forma de pagar a dívida da criatura com o seu criador. Eis aqui algumas destas prescrições judaicas: o animal não deve ser anestesiado, mas sacrificado com lâmina afiada. Carne, só de animais de pés fendidos (bovinos, caprinos, ovinos), peixes de escamas e nadadeiras e de outros animais como camelos, arraia, enguias. Todo aquele que comer qualquer sangue deve ser eliminado do seu povo. É proibido também comer carne com leite. Do pão é permitido comer o pão ázimo (sem fermento). São proibidas também bebidas fermentadas.

Tudo o que põe em contato com a morte lembra corrupção e é considerada impura. O que for impuro deverá ser purificado através de rituais de purificação como: oblações, banhos, lavações, mênstruos, corrimentos, partos, sacrifícios de animais, aspersões lavando-se veste e mãos. a Bíblia Apologética traduzida em Português por João Ferreira de Almeida, Edição Corrigida e Revisada, editada pelo Instituto Cristão de Pesquisas na página 1465, diz que os judeus:

Reúnem-se nas sinagogas no sábado. Praticam a circuncisão. Vários dias santos e festivos, incluindo a Páscoa, Sukota, Janucá, Roshaná, Yom Kippur, Purim. Jerusalém é considerada a cidade santa. (1994, p. 1465).

 

1.1.6 - Significados de Alguns Termos Ligados ao Judaísmo

Almanon ou Bima: Estrado onde ficava a arca da Torah, onde as eram feitas às leituras da mesma e as orações.

Arbit: Era o nome que se davam as orações realizadas no crepúsculo.

Circuncisão: Era o sinal da aliança com Iahweh. Significa também que o circunciso pertencia a Deus e faz parte do povo de Deus.

Hannuca: É o nome da festa das luzes. Comemora-se o dia da libertação de Jerusalém sob Antíoco Epifanes, em dezembro de 164 antes de Cristo.

Koben: Título que dava a pessoa do rabino que tinha a função de ensinar a religião e de representá-la junto às autoridades e comunidades.

Mexna: Um dos livros de estudos onde estão concentrada a lei escrita, redigida em hebraico.

Minha: Nome que se dava o período das orações feitas ao meio-dia.

Pão Ázimo: Pão sem fermento. O tipo de pão que era permitido comer.

Pessah ou Páscoa: Páscoa é a comemoração da passagem dos egípcios quando foi poupado o povo hebreu da escravidão e da morte no Egito. Celebrada mais ou menos pelo dia 15 de abril porque a data é flexível de acordo com a posição da lua.

Profeta: (Pro-fere), Eram aqueles que falavam em nome de Deus revelando aos homens o que estava oculto nos desígnios de Deus.

Purim: Uma festa que comemora, em março, a libertação o povo hebreu do rei da Pérsia. É dia do Jejum.

Rabino: Um mestre e doutor da Lei que tem a função de Ensinar ao povo nos templos e nas sinagogas.

Rash Rasband: São comemorações que destinadas a recordar os acontecimentos passados da história do povo de Israel e que também marca o começo do ano.

Sábado: Comemoração do descanso de Iahweh.

Shabrit: Onde as pessoas se reúnem em assembléia para estudar a lei, discutirem assuntos comunitários e tomarem decisões.

Talmude: Livro que contém ensinamentos dados pelos rabinos palestinos e babilônios. Nele contém regras que permite santificar durante toda a vida e uma espécie de comentários e sentenças.

Talilb: Turbante que durante as cerimônias os homens usavam, para cobrir a cabeça até o ombro, mantendo-se de pé na nave.

Yon Kippur: É o dia do perdão. O sábado dos sábados que encerra o período penitencial.

 

1.2 - Catolicismo Romano e Ortodoxo

Há mais de 2000 anos na Palestina, um homem de origem humilde começou a difundir uma mensagem de amor e perdão. Sua pregação era acompanhada de sinais e milagres que aumentavam sua popularidade, mas provocavam a ira das autoridades políticas e religiosas.

Segundo os ensinamentos da fé católica e Protestante Jesus foi perseguido e crucificado por aqueles que temiam seus ensinamentos, depois de três dias subiu aos céus, no fenômeno da ressurreição. Era o advento de uma nova era em que a fé propagada pelo homem-Deus iria triunfar.

Com quase três bilhões de fiéis, o catolicismo predomina em três continentes e perde para outras crenças apenas na África e na Ásia. Apesar de mundialmente majoritária, convive com várias vertentes com seu interior. Ao longo de sua evolução, esta religião se ramificou, dando origem ao catolicismo romano, ao catolicismo ortodoxo e ao protestantismo. Nas próximas páginas vamos conhecer a história, as semelhanças e as divergências entre católicos romanos e ortodoxos, cristãos que caminham juntos até meados do século XI, mas desde então seguem separados por suas diferenças.

 

1.2.1 - A História do Catolicismo Romano

Depois do Pentecostes, a festa religiosa que comemora a descida do Espírito Santo, outros discípulos foram integrados ao grupo de inicial. Até a tomada de Jerusalém por Tito, no ano de 70, os cristãos seguiam a liturgia dos templos judaicos. Com a destruição do templo acontecendo a ruptura entre cristãos e judeus, os cristãos construíram seus próprios templos.

A história da igreja foi dividida em vários períodos: O primeiro período é considerado antes de Constantino, entre 60 e 331. Neste período a igreja se expande, se estrutura e sofre perseguições. Os cristãos eram perseguidos pelos romanos por causa da recusa em adorar os seus deuses e se negarem a seguir os seus cultos e outras práticas. Como muita propriedade na apostila de História da Igreja usada da EETAD, relata Raimundo F. de Oliveira:

No verão do ano 64, Nero com o fim de reedificar Roma, fez lançar fogo a um bairro da cidade, acusando após os cristãos como responsáveis por tão grosseiro crime. (1988, p. 28).

No segundo período, entre 313-565, aconteceram a separação da igreja do estado romano, tendo o papa como chefe religioso e o imperador como chefe da sociedade. Nesta fase da história da igreja, aparecem as primeiras heresias como: arianismo, macedonismo, nestorianismo e monofisismo.

Na fase medieval começa o desmembramento do império romano e a divisão da igreja de Roma (ocidental) e a igreja ocidental, em Constantinopla. A igreja no ocidente vai crescendo rapidamente em número e poder. Neste período, grandes pensadores, como Agostinho, realizaram sínteses das concepções aristotélicas com a teologia cristã.

Nos tempos modernos a partir da Renascença, a igreja se torna secularizada e se separa do estado. O mundo sofre grandes modificações nos aspectos econômicos, políticos, sociais e culturais tornando a religião um assunto privado.

O concílio de Trento (1545) marcou um endurecimento das posições da igreja que não queria aceitar estas influências reafirmando suas posições dogmáticas de combate ao ateísmo, laicismo e modernismo. Havia uma preocupação de fortalecimento da autoridade.

Somente em 1962, com o Concílio Vaticano II, no pontificado de João XXIII, a igreja se reconheceu povo de Deus, procurando respeitar a diversidade cultural dos vários povos e realizando profundas modificações nos seus ritos e cerimônias. A Língua Latina, antes era obrigatória em todo mundo, tornou-se facultativa dando liberdade e cada povo de se manifestar em língua vernácula. A música e os instrumentos musicais poderiam ser usados de acordo com os costumes e cultura de cada povo. Segundo Gilberto Cotrim no seu livro de “História e Consciência do Mundo”.

De 1096 a 1270, a cristandade européia organizou oito cruzadas, tendo como bandeira promover Guerra Santa contra os infiéis muçulmanos (1994, p. 159).

 

1.2.1.1 - Horrores da Inquisição

Entre os séculos V e XV, a Igreja Católica exerceu um poder imenso. Proprietária de terras e de riquezas monopolizou a cultura e a educação, coroou e destituiu reis e tentou impor seus ensinamentos a toda a humanidade.

Durante a baixa Idade Média, o poder político e a opulência da Igreja Romana, a venda de indulgência e a corrupção do clero passavam a ser questionados. Aqueles que discordavam dos procedimentos e da doutrina Católica foram denominados hereges, excomungados ou submetidos ao Tribunal do Santo Ofício. Que em 1232 deu início à Inquisição, julgando supostos crimes contra fé.

Durante os processos as confissões dos acusados eram obtidas sob tortura e as penas varavam entre o confisco dos bens até a morte na fogueira. A Inquisição queimou livros, condenou os avanços científicos e foi impiedosa com judeus, cristão-novos, muçulmanos, entre outros “infiéis”, fazendo milhares de vítimas, especialmente na Itália, em Portugal e na Espanha.

Em muitos casos, principalmente a partir do século XVI, o Tribunal do Santo Ofício não apenas vitimou os acusados de crime religioso, mas foi usado de forma política para garantir a submissão de vários povos e enriquecer soberanos. O Tribunal só foi extinto em 1859. Tácito da Gama Leite Filho descreve que:

A Inquisição prosseguiu. Com intensidade diferente, nos diversos países. Na França, ela se dirigiu contra os valdenses, cátaros e templários. Na Espanha, sua atividade foi a pior de todas: 40 anos, quatro mil pessoas foram queimadas só em Sevilha. Na Holanda, precedeu contra os beguínos e begardos. Na Alemanha e Inglaterra não se fez notar. (1993, p. 36).

 

1.2.1.2 - Os Concílios

As grandes questões doutrinárias, morais e disciplinares da Igreja Católica são tratadas e definidas nos concílios – assembléias gerais de bispos, arcebispos e cardeais da Igreja, convocadas pelo papa. O primeiro concílio ocorre em Nicéia, em 325. Até sétimo concílio, em 787, os cristãos do oriente e do ocidente comungaram do mesmo pensamento. Com a divisão do cristianismo, em 1054, a celebração de concílios ditos ecumênicos tornou-se impossível. Os católicos romanos realizaram mais de 15 concílios, e os ortodoxos aceitam apenas as decisões dos sete primeiros concílios. O último concílio, o Vaticano II, realizado sob os pontificados de João XXII e Paulo VI, entre 1962 e 1965, renovou a Igreja, substituiu a celebração da liturgia em latim pelo idioma de cada comunidade e deferiu um papel mais participativo para fé católica na sociedade, voltando sua atenção para os problemas sociais e econômicos.

As encíclicas papais do período falam em justiça social, liberdade de combate à pobreza, influenciando o nascimento da teologia da libertação-corrente católica progressiva que, sobretudo, na América Latina, teve importante atuação na luta das camadas populares por democracia, distribuição de renda e emprego, entre outros temas terrenos. Com a ascensão do papa João Paulo II, em 1978, os católicos romanos voltaram a trilhar um caminho mais espiritual e menos ligado às questões sociais.

 

1.2.1.3 - Os Patriarcados

Desde as primeiras décadas de sua formação, a Igreja Católica possuía sedes episcopais com poder superior ao das demais sedes da Igreja. Elas eram comandadas por um patriarca, situavam-se nas principais cidades do Império Romano e foram o ponto de partida para a evangelização. Havia cinco patriarcados: Roma, Alexandria, Antioquia, Jerusalém e Constantinopla. Os patriarcados ou bispos titulares dessas cidades estendiam sua jurisdição sobre um enorme território e comandavam o clero e os fiéis.

Roma era a sede do Império e possuía primazia sobre os demais patriarcados por ter sediado a comunidade que segundo a tradição católica foi fundada pelo apóstolo Pedro, o primeiro chefe da Igreja.

Separada da Igreja Romana desde meados do século XI, atualmente a Igreja Católica Ortodoxa possui vários patriarcados, unidos pela doutrina e tradição: Constantinopla, Alexandria, Antioquia, Jerusalém, Rússia, Sérvia, Bulgária, Romênia e Gerórgia, além de várias igrejas autônomas, como a do Chipre e da Grécia. Por tradição, o patriarca de Constantinopla possui primado de honra sobre os outros, mas as grandes decisões são tomadas pelos concílios locais ou ecumênicos.

Os católicos ortodoxos somam 350 milhões de fiéis em todo o mundo. Sua presença é maior na Rússia, no Oriente Próximo, nos Bálcãs e demais países da ex-URSS. O ramo da Igreja Católica Ortodoxa mais numerosa no Brasil é o antioquino. Segundo Tácito da Gama Leite Filho:

 

A Igreja Ortodoxa incentivava a vida monástica e os bogomilos impressionavam os campesinos oprimidos com suas pregações, pois se assemelhavam os bons monges. (1993, p. 22).

1.2.1.4 - As festas

As mais importantes festas da Igreja Católica estão ligadas à vida de Jesus. Os católicos romanos celebram o Natal, ou nascimento de Jesus, em 25 de dezembro. Os ortodoxos celebram a Epifania, manifestação de Jesus a todos os povos, em 6 de janeiro. Esta festa lembra a visita dos Reis magos ao pequeno Cristo, em Belém.

Nos países cristãos estas e outras datas religiosas são feriados nacionais. As festas cristãs são tão influentes que já determinaram até mudanças no calendário do mundo ocidental. Em 1582, o papa Gregório XIII suprimiu 10 dias do mês de outubro para adequar à data de celebração da Páscoa ou Ressurreição, a mais importante cerimônia religiosa dos cristãos. Naquele ano, o mundo foi dormir no dia 4 e acordou no dia 15. A reforma deu origem ao calendário gregoriano, usado pelos ocidentais até hoje.

 

1.2.1.5 - Dogmas ou Cerimônias da Igreja Católica

Na apostila de Heresiologia, editada pela EETAD nas páginas 6, 7 e 8 que trata do processo dos Dogmas e Cerimônias da Igreja Católica Romana, Raimundo F. de Oliveira assim descreve:

No período de 33-196 da história, a Igreja não aceita nenhuma doutrina antibíblica. No ano de 197, Zeferino bispo de Roma, começa um movimento herético contra a divindade de Cristo. No ano 217, Calixto se torna bispo de Roma, pondo-se à frente da propaganda herética e levando a Igreja de Roma para mais longe do caminho de Cristo. No ano 270, origem da vida monástica no Egito, por Santo Antonio. No ano 370, iniciou-se o culto dos santos professado por Basílio de Cesaréia e Gregório Nazianzeno. Primeiros indícios do turíbulo, parâmetros e altares nas igrejas; usos esses introduzidos pela influência dos pagãos que ingressavam na Igreja. No ano 400, instituiu-se a oração pelos mortos e sinal da cruz feito no ar. No ano 431, Maria é proclamada “Mãe de Deus”. No ano 593, a doutrina do Purgatório começa a ser ensinada. No ano 600, o Latim passa a ser usado como língua oficial nas celebrações litúrgicas. No ano 608, iniciou-se o papado.

Em 609, o culto à Virgem Maria e a invocação dos mortos são definitivamente estabelecido por lei na Igreja Católica. No ano 758, a Confissão auricular é introduzida na Igreja por religiosos do Oriente. Em 787, iniciou-se o culto da imagens e das relíquias. Em 819, a festa da Assunção de Maria é observada pela primeira vez. Em 880, Canonização dos santos. No ano 998, estabeleceu o Dia de Finados e iniciou-se a observação da quaresma. No ano 1000 estabeleceu o Cânon da missa. Em 1074, proibiu-se o casamento dos sacerdotes. Em 1075, os sacerdotes casados devem divorciar-se compulsoriamente de suas respectivas esposas. No ano 1095, Indulgências Plenárias. Em 1100, introduziu-se na Igreja o pagamento da missa e o culto aos anjos. Em 1115, a confissão auricular é transformada em artigo de fé. Em 1125, entre os cônegos de Lião parecem as primeiras idéias da imaculada Conceição da Maria. No ano 1160, estabeleceu os Sete Sacramentos. Em 1186, o Concílio de Verona estabeleceu a “Santa” Inquisição.

No ano 1190, venda de indulgências. Em 1200, estabeleceu-se o uso do rosário, por São Domingos, chefe da Inquisição. Em 1215, a transubstanciação é transformada em artigo de fé. (Transubstanciação é a doutrina que afirma que a hóstia e o vinho se transformam no corpo real de Cristo). Em 1220, adoração à hóstia. Em 1226, introduz-se a elevação da hóstia. Em 1229, proíbe-se aos leigos a leitura da Bíblia. No ano 1264, Festa do Sagrado Coração. Em 1303, a Igreja Católica Apostólica Romana é proclamada como sendo a única verdadeira, e somente nela o homem pode encontrar salvação. Em 1311, instituiu-se a Procissão do Santíssimo Sacramento e oração da Ave-Maria. Em 1414, definição da comunhão só com um elemento, a hóstia. O uso do cálice fica restrito ao sacerdote. Em 1415,...

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