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Tese de Mestrado: Contribuições da neurociência para a Formação de Professores

Trabalho enviado por: Fatima M. C. Noronha

Data: 07/05/2010

Tese de Mestrado: Contribuições da neurociência para a Formação de Professores

Universidade Americana
2008

 

 

 

RESUMO

O presente artigo tem como objetivo analisar as contribuições da Neurociência para a formação de professores, sugerindo aos educadores um aprofundamento a esse respeito, para que se obtenham melhores resultados no processo de ensino-aprendizagem, especialmente, na educação básica. O trabalho resulta de um estudo realizado a partir de uma pesquisa bibliográfica focalizando alguns autores pertinentes a este tema, dentre os quais se citam Assmann (2001), Bear, Connors, Paradiso (2002), Demo (2001), Fernàndez (1991), Johnson & Myklebust (1983), Markova (2000), Morim (2007; 2002), Smith (1999), Soares (2003), Sternberg & Grigorenko (2003) e Vygotsky (1991).

Concluiu-se que o conhecimento da Neurociência possibilita uma avaliação global das capacidades da criança, bem como das dificuldades encontradas por ela, quanto ao seu desempenho no dia-a-dia, permitindo elaborar e organizar, de forma concreta, os dados diagnósticos, os quais, junto aos demais instrumentos empregados na avaliação, auxiliam a elaboração de um diagnóstico mais completo sobre as dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos estudantes.

Palavras-chave:  Formação de professores. Neurociências. Ensino-aprendizagem

 

ABSTRACT

The present article has how objective to analyse the contributions of the Neurociência for the teachers' formation, suggesting to the educators an aprofundamento in this respect, so that better results are obtained in the process of teaching-apprenticeship, specially, in the basic education. The work results from a study carried out from a bibliographical inquiry focusing some relevant authors to this subject, among whom there are quoted Assmann (2001), Bear, Connors, Paradiso (2002), Demo (2001), Fernàndez (1991), Johnson and Myklebust (1983), Markova (2000), Morim (2007; 2002), Smith (1999), Soares (2003), Sternberg and Grigorenko (2003) and Vygotsky (1991).

It was concluded that the knowledge of the Neurociência makes possible a global evaluation of the capacities of the child, as well as of the difficulties found by her, as for his performance in day by day, allowing to prepare and to organize, in the concrete form, the diagnostic data, which, near too many instruments employed in the evaluation, help the preparation of the one more complete diagnosis on the difficulties of apprenticeship presented by the students.

Key words: Teachers' formation. Neurociências. Teaching-apprenticeship

 

1. INTRODUÇÃO

A educação é uma arte em permanente construção. Tem seu primeiro degrau no olhar sobre a criança de 0 a 6 anos, em creches e pré-escolas, que cresce em importância à medida que a formação desses sujeitos, antes majoritariamente a cargo das famílias, é cada vez mais institucionalizada em creches e pré-escolas.

Contudo, a educação é o feixe central da interdisciplinaridade que engloba aspectos antropológicos, filosóficos, biológicos e psicológicos da espécie humana. Transpondo essa colocação para o foco desta pesquisa, pode-se dizer que o cérebro desempenha o papel deste feixe na formação do intelecto humano, através de conexões neurais que são a polarização dos opostos em busca de caminhos para o aprendizado.

Por entender a importância do cérebro no processo de aprendizagem, consideram-se, aqui, as contribuições da Neurociência para a formação de professores, com o objetivo de oferecer aos educadores um aprofundamento a esse respeito, para que se obtenham melhores resultados no processo de ensino-aprendizagem, especialmente, na educação básica.

A metodologia utilizada caracteriza-se como uma abordagem exploratória do tema alicerçada em pesquisa bibliográfica em autores pertinentes, dentre os quais foram citados Assmann (2001), Bear, Connors, Paradiso (2002), Demo (2001), Fernàndez (1991), Johnson & Myklebust (1983), Markova (2000), Morim (2007; 2002), Smith (1999), Soares (2003), Sternberg & Grigorenko (2003) e Vygotsky (1991). Assim, descrevem-se a função e as finalidades da Neurociência; a relação entre o cérebro e a aprendizagem e as disfunções cerebrais verbais e não verbais.

 

1.1 FUNÇÃO E AS FINALIDADES DA NEUROCIÊNCIAS

A Neurociência é e será um poderoso auxiliar na compreensão do que é comum a todos os cérebros e poderá nos próximos anos dar respostas confiáveis a importantes questões sobre a aprendizagem humana, pode-se através do conhecimento de novas descobertas da Neurociência, utilizá-la na nossa prática educativa. A imaginação, os sentidos, o humor, a emoção, o medo, o sono, a memória são alguns dos temas abordados e relacionados com o aprendizado e a motivação. A aproximação entre as neurociências e a pedagogia é uma contribuição valiosa para o professor alfabetizador. Por enquanto os conhecimentos das Neurociências oferecem mais perguntas do que respostas, mas cremos que a Pedagogia Neurocientífica esta sendo gerada para responder e sugerir caminhos para a educação do futuro.

Ao ignorar as peculiaridades da infância e as bases necessárias ao seu adequado desenvolvimento, a educação infantil brasileira caminha entre acertos e experimentações. É alvo fácil de propostas novidadeiras, por vezes apoiadas em uma visão pseudocientífica, carente de sustentação mais sólida. A bola da vez são as neurociências, mais precisamente as ciências cognitivas, que se propõem a promover uma compreensão maior dos processos de ensino-aprendizagem.

Enquanto pesquisadores de todo o mundo reforçam a tese de que os primeiros anos são fundamentais para a constituição cerebral, há quem aponte para os perigos desse determinismo científico e de uma visão que induza à hiperestimulação infantil.

O futuro da neurociência é brilhante. O perigo é que se está no pé da montanha e muitas pessoas pensam que já completamos a escalada. É uma grande montanha e vai levar um século [para que a escalemos]. Não se trata, contudo, de negar a contribuição das neurociências para a esfera pedagógica. A própria história da pedagogia como disciplina acadêmica construiu seus alicerces a partir do diá­logo com diferentes saberes. Traz em sua natureza contribuições que vão da filosofia rousseauniana à Escola Nova da psicologia experimental; da psicogênese descrita por Piaget  (1983); aos estudos antropológicos e, no caso da pedagogia infantil e, também, à visão recente da sociologia da infância, difundida na década de 1990, com quase um século de atraso.

A questão não é condenar as neurociências. O importante é saber se serão encontradas nelas as contribuições para o que parece central: conhecer o papel da educação infantil. Seu agir educativo deve moldar-se a partir das referências do ensino fundamental ou buscar caminhos para construir sua própria identidade? Enfatizar o que a criança já é ou valorizar o que lhe falta?

Há conflitos de sobra que precisam ser resolvidos e proposições que parecem transcender a esfera pedagógica e caminhar para um debate que é também ideológico. Afinal, quais são os mitos e as verdades extraídos das recentes descobertas das neurociências e o que de tudo isso interessa à educação, em particular à educação infantil?

Por...

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