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O Capital, Karl Marx – capítulo 13 – A Máquina e a Indústria Moderna

Trabalho enviado por: José dos Anjos Soares Júnior

Data: 22/04/2003

Cap XIII: A Maquinaria e a Indústria Moderna


Referência bibliográfica: KARL, Marx. O Capital. Crítica da Economia Política. Cap XIII

Começando então pela apresentação de um quadro comparativo entre a manufatura e a grande indústria, é fácil entender por que esta última se apresenta como base mais adequada ao processo de valorização do capital. Para isso, recorrer-se-á aos manuscritos de Marx de 1861- 1863, onde ele preparou o material que redundou na criação da Para a Crítica da Economia Política. Nesses manuscritos ele destaca os seguintes aspectos que diferenciam a manufatura da grande indústria:

(1) "Na manufatura os trabalhos se distribuem em conformidade com a escala hierárquica das capacidades e das forças, segundo o que exija o emprego dos instrumentos de trabalho e o maior e menor grau de virtuosismo necessário. Na manufatura, as capacidades particulares físicas e mentais dos indivíduos são exploradas coerentemente nesse sentido, desenvolvidas para dar vida a um mecanismo coletivo de homens;"

(2) "Ao contrário disso, na fábrica o esqueleto do mecanismo coletivo consta de diferentes máquinas. Cada uma das quais cumpre particulares e diferentes processos produtivos que se sucedem um ao outro e são necessários em todo o processo de produção. Neste caso, não há uma força de trabalho particularmente escalonada, que utiliza, como o virtuoso, um particular instrumento de trabalho; senão que, pelo contrário, um instrumento de trabalho necessita de serventes especiais e constantemente atentos a seu trabalho. No primeiro caso, o trabalhador se serve de um particular instrumento de trabalho; no segundo, ao contrário, particulares grupos de trabalhadores estão a serviço de máquinas diferentes que desenvolvem processos particulares;"

(3) Por isso, acrescenta Marx, "a escala hierarquia de capacidades, que em menor ou maior medida caracteriza a manufatura, não tem mais razão de ser;"

(4) Sendo assim, prossegue Marx, o que caracteriza a produção na grande indústria "é a nivelação geral das operações, de modo que o deslocamento dos trabalhos de uma máquina a outra pode verificar-se em tempo muito breve e sem um adestramento especial;"

(5) "Na manufatura, a divisão do trabalho exige o fato de que certos trabalhos necessários só podem ser realizados e, em conseqüência, nesse caso deve verificar-se, não somente uma distribuição, senão também uma efetiva divisão do trabalho entre grupos especialista;"

(6) Na fábrica, "pelo contrário, se especializam precisamente as máquinas e o trabalho coletivo; ainda que as máquinas executem também operações sucessivas de um processo comum único, exigem igualmente a distribuição de grupos de trabalhadores/.../. Trata-se, portanto, de uma distribuição de trabalhadores entre máquinas especializadas,[e não] de uma divisão de trabalho entre trabalhadores especializados.[Na manufatura] se especializa a força de trabalho que emprega instrumento particulares de trabalho: [na indústria] se especializam as máquinas, que são ajudadas por certos grupos de trabalhadores."

Vê-se, assim, que a manufatura e a grande indústria se apresentam como formas, de um certo modo antitético, de produção capitalista. Com efeito, a primeira funda-se numa forma de divisão subjetiva do trabalho, enquanto que a segunda é a negação do princípio subjetivista do processo de trabalho. Essa dessubjetivação do processo de trabalho dota o modo capitalista de produção de uma base material adequada à reprodução e valorização do capital, na medida em que agora os meios de produção que empregam o trabalhador e não o contrário, como ocorria na manufatura. A grande indústria torna-se assim uma realidade de tecnicamente tangível, na qual tem lugar o fato de que "não é mais o trabalhador que emprega os meios de produção, mas os meios de produção que empregam o trabalhador".

Por conta de tudo isso, assiste-se a uma verdadeira revolução no processo de trabalho: os instrumentos simples de trabalho, com os quais operava o trabalhador da manufatura, transformam-se em máquinas. Essa transformação põe o leitor diante da necessidade de agora precisar o conceito de máquina, o que demanda que se passe ao segundo ponto que fora adiantado no inicio da análise.

Marx abre o capitulo sobre maquinaria e grande indústria precisando, de inicio, que a máquina, "igual a qualquer outro desenvolvimento da força produtiva do trabalho, ela se destina a baratear mercadorias e a encurtar a parte da jornada de trabalho que o trabalhador precisa para si mesmo, a fim de encompridar a outra parte da sua jornada de trabalho que ele dá de graça para o capitalista. Ela é meio de produção de mais-valia."

Sendo a máquina um meio de produzir mais-valia, sua origem deve ser buscada na ferramenta manual de trabalho da manufatura. É o que adverte Marx numa nota de pé de página ao esclarecer que "do ponto de vista da divisão manufatureira, tecer não era trabalho simples, porém muito mais trabalho artesanal complicado, e assim o tear mecânico é uma máquina que executa operações muito variada. É sobretudo falsa a concepção de que a maquinaria assume originalmente operações que a divisão do trabalho tinha simplificado. Fiar e tecer foram, durante o período manufatureiro, diversificados em novas espécies, e suas ferramentas foram melhoradas e diversificadas, mas o próprio processo de trabalho não foi de modo algum dividido, permanecendo artesanal. Não é do trabalho, mas do meio de trabalho, que a máquina se origina.

Se a maquinaria é resultado de um revolucionamento no instrumento de trabalho da manufatura, o que aqui cabe investigar é o...

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