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Título: Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber

Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber, aplicadas na Empresa Bradesco S/A. São Paulo 2009 Sumário 1Introdução 2Frederick Winslow Taylor4 2.1Princípios de Taylor 3Henry Ford 4Jules Henri Fayol 4.1Princípios Básicos 4.2Funções Administrativas 5Maximillian Carl Emil Weber 5.1Analise da Obra 5.2Princípios…


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O Discurso e o Poder

Trabalho enviado por: Felipe Alves de Moura

Data: 25/03/2005

Ensaio sobre a Sociologia da Retórica Jurídica


I – Introdução.

Com os avanços verificados nas duas últimas décadas a teoria Marxista do direito são basicamente subprodutos de trabalho teórico sobre o estado que constituiu o centro de reflexão, os modos de dominação e de controle social nas sociedades contemporânea. A sociologia do direito e a antropologia do direito, em graus diferentes e por razoes distintas, porém refletindo uma adesão implícita aos horizontes problemáticos definido pela filosofia do direito e dogmática jurídica. Na análise da estrutura e da função do direito na sociedade, houve um esquecimento sistemático do estado causando um desvirtuamento fundamental.

Concretamente o desvirtuamento consiste em suprir a questão da produção jurídica não estatal, como também negligenciar o estudo das áreas em que o jurídico assume maior especificidade em relação ao político, como por exemplo, a área do discurso jurídico. Ainda hoje, a teoria sociológica do direito, tanto dentro como forma do marxismo, como também o estudo do discurso e da argumentação jurídicas continua a ser um dos temas em que é mais absoluto o divórcio entre a sociologia e a antropologia do direito, por outro lado, e a filosofia do direito, por outro.

A sociologia positiva do direito considera-o pouco controlável pelos métodos da razão técnica que constitui a base da sua cientificidade, enquanto a sociologia marxista tende a ver nele um objeto teórico de extração idealista não compreensível nos seus próprios termos e apenas explicável à luz da crítica da ideologia.

A sociologia da retórica jurídica deverá partir da concepção tópico-retórica e do seu duplo significado científico e socio-político para tentar responder a três questões principais. Em primeiro lugar, a questão da extensão do espaço retórico ou di campo de argumentação, o que pressupõe a conversão da caracterização filosófica do discurso jurídico numa variável sociológica. Em segundo lugar, a questão da constituição interna do espaço retórico, o que pressupõe por um lado, estabelecer distinções até agora mais ou menos supridas e por outro lado, contestar algumas das distinções em que tem assentado a evidencia ingênua da autonomia do espaço retórico frente a outros espaços vazios. Em terceiro lugar, a questão da sociologia do conhecimento, isto é, a questão das condições sociais do regresso da retórica em geral e da retórica jurídica em especial.


II. O discurso jurídico em Pasárgada.

A Retórica da decisão.

No discurso jurídico de Pasárgada as decisões não resultam da aplicação única de normas ou leis gerais a casos concretos. O objetivo desse discurso é chegar a uma decisão que seja aceita por todos.

Os topoi principais do discurso jurídico pasargadiano são: o topos do equilíbrio, da justiça, o topos da cooperação e o topos do bom vizinho. São usados pelo presidente, pelas partes e pelos demais participantes na discussão do caso, não são usados indiscriminadamente, o primeiro deles tende a dominar nos conflitos entre vizinhos, o terceiro tende a dominar nos conflitos que opõem o interesse individual de algum morador aos interesses da comunidade no seu todo, já o segundo tem curso em qualquer dos tipos de conflitos mencionados. O discurso retórico, e sobretudo o discurso jurídico, sendo simultaneamente dialógico e antitético, é também degressivo e lateralizado.

Na forma de mediação, ainda que uma das partes possa ser mais vencedora do que outra, o resultado nunca é de soma – zero, ao contrário da forma de adjudicação onde tem um vencedor e um vencido. Podemos dizer que a mediação é de algum modo, o termo médio entre a adjudicação e a negociação. Os topoi e as referências à legalidade do asfalto, são os que fundamentam a retórica do discurso jurídico de Pasárgada.

O que caracteriza o discurso retórico em oposição ao lógico-sistemático, é a possibilidade do acidente total, do regresso ao zero. Um discurso jurídico dominado pelo uso de topoi é necessariamente aberto e permeável às influências de discursos afins.

A retórica do objeto.

A partir da retórica da decisão, terá uma melhor compreensão da retórica do objeto. O objeto do conflito não é fixado de uma só vez no início do processo, a apresentação pelas partes é apenas um ponto de partida.

A intervenção do presidente pode ser orientada por duas ordens de fatores que são: extrínsecos e intrínsecos

O direito de Pasárgada não elimina totalmente a separação, típica do direito oficial, entre objeto real e objeto processado. Qualquer discurso é um tecido composto de linhas visíveis e invisíveis. O discurso jurídico de Pasárgada, detém uma importante dimensão implícita. De tudo se conclui que, visto de uma perspectiva retórica, o objeto do processo é o processo do objeto.

A retórica das formas e do processo.

A estrutura operacional dos sistemas jurídicos estatais contemporâneos assenta em distribuições, mais ou menos rígida, entre forma e conteúdo, processo e substancia. Os formalismos processuais são usados como argumentos. Longe de constituírem o limite externo do discurso jurídico. São recursos da economia retórica do discurso.

Entre essas questões podem referir-se as que dizem respeito do princípio do caso julgado e aos prazos de prescrição. Ao contrário do que sucede nos sistemas jurídicos estatais das sociedades complexas.

A retórica da linguagem e do silêncio.

O discurso retórico é um discurso verbal, um discurso da fala. O espaço retórico pode ser medido tanto segundo âmbito da temática coberta como segundo o âmbito do auditório relevante, apesar das duas medidas só parcialmente serem distintas. A circulação retórica entre participantes não profissionalizados pressupõe uma linguagem comum, vulgar, não profissional. Não significa que não se pode usar uma linguagem técnica que, semelhante às formas e processo, foi copiada seletiva e inovadoramente da linguagem técnica do direito estatal. A linguagem...

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