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Título: Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber

Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber, aplicadas na Empresa Bradesco S/A. São Paulo 2009 Sumário 1Introdução 2Frederick Winslow Taylor4 2.1Princípios de Taylor 3Henry Ford 4Jules Henri Fayol 4.1Princípios Básicos 4.2Funções Administrativas 5Maximillian Carl Emil Weber 5.1Analise da Obra 5.2Princípios…


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Custeio Baseado em Atividades

Trabalho enviado por: Paloma Donizeti Oliveira de Caires

Data: 15/06/2004

Custeio Baseado em Atividades (ABC)

Taboão da Serra

2003


Resumo

O presente estudo objetiva servir como fonte de consulta para estudantes e tem como principal objetivo demonstrar a simplicidade, a praticidade e a eficiência da Contabilidade de Custos como ferramenta gerencial para tomada de decisões.

Deverá também ser o objetivo deste, esclarecer as vantagens do ABC e explanar suas finalidades, sendo uma delas, proporcionar aos administradores informação sobre custo do produto, para análise de lucratividade e outras decisões.

Diante disto, mostrar que os objetivos servem de alerta para os projetistas de sistemas ABC, pois uma de suas principais vantagens, a precisão, pode ser comprometida por decisões de agrupamentos baseados no senso comum, sem o uso de testes que podem quantificar as distorções.


Introdução

Nas últimas décadas, mais precisamente a partir de 1975, com o surgimento da globalização, as empresas têm-se empenhado na busca constante da "excelência empresarial". Com essa globalização, um dos maiores problemas enfrentados pelas empresas multinacionais na área de custos e análise é o da apropriação dos custos indiretos de fabricação por produto, devido a dimensão desses custos e à falta de técnicas adequadas para sua administração. Esses custos indiretos cresceram significativamente com as novas tecnologias de produção e com a substituição da mão-de-obra pela robotização.

O problema na apuração do custo indireto de fabricação por produto deriva dos sistemas tradicionais de apuração de custos, com alocações baseadas no volume de produção, o qual não apropria adequadamente os custos indiretos de fabricação aos produtos, para fins de análise de custos em ambientes de produção diversificada.

O ambiente internacional em seus diversos aspectos vem se modificando e tornando-se mais competitivo e exigente. As empresas estão passando por processos de mudanças profundas, e como não poderia deixar de acontecer esses processos de mudança tem impactado a economia, através de uma competição global mais intensa, desregulamentação de mercados, inovação de produtos, diversidade de produtos, ciclo de vida dos produtos mais curtos, sistemas de manufatura automatizados, tornar mais produtivo o sistema de fabricação, produzir uma pequena quantidade de uma grande variedade de tipos de produtos, fluidizar a produção .

No início da década de noventa, todos os profissionais argentinos envolvidos com a geração de informações utilizáveis na tomada de decisões em nível empresarial sentiram-se atraídos pela numerosa quantidade de artigos publicados sobre a existência de um novo método de custeio baseado em atividades, denominado originalmente Activity-Based-Cost (ABC). Os diretores das empresas, em especial aqueles envolvidos com tomada de decisões de caráter estratégico e operacional, pediam mais informações sobre este sistema, que, a priori, se apresentou como uma solução dos problemas que as empresas tinham em matéria de determinação e utilização de custos.


1. Abordagem Inicial

Importância do Custeio Baseado em Atividades

O Custeio Baseado em Atividades, conhecido como ABC, é uma metodologia de custeio que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos.

O ABC pode ser aplicado, também, aos custos diretos, principalmente à mão-de-obra direta, e é recomendável que o seja, mas não haverá, neste caso, diferenças significativas em relação aos chamados "sistemas tradicionais". A diferença fundamental está no tratamento dados aos custos indiretos.

Com o avanço tecnológico e a crescente complexidade dos sistemas de produção, em muitas industrias os custos indiretos vêm aumentando continuamente, tanto em valores absolutos quanto em termos relativos, comparativamente aos custos diretos.

Outro fenômeno importante a exigir melhor alocação dos custos indiretos é a grande diversidade de produtos e modelos fabricados na mesma planta que vem ocorrendo nos últimos tempos, principalmente em alguns setores industriais.

Daí a importância de um tratamento adequado na alocação dos CIF aos produtos, pois os mesmos graus de arbitrariedade e de subjetividade eventualmente tolerados no passado podem provocar hoje enormes distorções. Essas dependerão dos dois fatores citados: proporção de custos indiretos no total e diversificação das linhas dos produtos.

O Custeio Baseado em Atividades, restringe-se a uma limitação do conceito de atividade no contexto de cada departamento. É uma visão exclusivamente funcional e de custeio de produtos conhecida como "primeira geração do ABC".

A utilidade do Custeio Baseado em Atividades (ABC) não se limita ao custeio de produtos. É acima de tudo, uma poderosa ferramenta a ser utilizada na gestão de custos.

Identificação das Atividades Relevantes

Uma atividade é uma combinação de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros para se produzirem bens ou serviços. É composta por um conjunto de tarefas necessárias ao seu desempenho. As atividades são necessárias para a concretização de um processo, que é uma cadeia de atividades correlatas, inter-relacionadas. Em um departamento são executadas atividades homogêneas. Assim o primeiro passo, para o Custeio ABC, é identificar as atividades relevantes dentro de cada departamento. Neste ponto pode ocorrer de a empresa já possuir uma estrutura contábil que faça apropriação de custos por Centros de Custos, por Centros de Trabalho, por Centros de Atividades, o que irá possibilitar adaptações importantes.

Pode acontecer inclusive de cada centro de custos desenvolver uma atividade e, assim, o trabalho já fica bastante facilitado.

Atribuição de Custos às Atividades

O custo de uma atividade compreende todos os sacrifícios de recursos necessários para desempenhá-la. Deve incluir salários com os respectivos encargos sociais, materiais, depreciação, energia, uso de instalações etc.

Muitas vezes, é possível agrupar vários itens de custos em um só para refletir a natureza do gasto pelo seu total, como por exemplo:

  • salários + encargos + benefícios = custo de remuneração
  • aluguel + imposto predial + água + luz = custo de uso das instalações
  • telefone + fax + correio = custo de comunicações
  • passagens + locomoção + hotel + refeições = custos de viagens

Outras vezes, pode ser recomendável desmembrar uma conta em várias subcontas para melhor evidenciar os recursos utilizados por diversas atividades.

A conta de mão-de-obra Indireta, por exemplo, pode ter que ser aberta para separar as quantias gastas nas diferentes finalidades.

A primeira fonte de dados para custear as atividades é a razão geral da empresa. Geralmente, é necessário, também, solicitar estudos da área de engenharia e realizar entrevistas com os responsáveis pelos departamentos ou processos e até com quem executa a atividade.

Dependendo do grau de precisão que se deseje, as atividades podem ser divididas em tarefas e estas em operações. Já em conjunto de atividades homogêneas...

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