Zé Moleza | TCC, monografias e trabalhos feitos. Pesquise já!

Você está em Trabalhos Acadêmicos > Humanas > Administração

Favoritos Seus trabalhos favoritos: 0

Publicidade

Trabalho em Destaque

Título: Expressionismos: Visão da Realidade: O poder expressionista da fotografia estética e em movimento

TIDIR – Expressionismos: Visões da Realidade: O poder expressionista da fotografia estática e em movimento Belo Horizonte 2009 Proposta Partiremos de duas proposições, sendo a primeira a de que, desde o início do cinema, a intensidade de imagens que diferenciam…

Capital Intelectual

Trabalho enviado por: Alexandre Salgado Ribeiro

Data: 22/04/2003

Capital Intelectual

Uma Nova Vantagem Competitiva das Empresas


Introdução

A informação e o conhecimento são as armas termonucleares competitivas de nossa era. O conhecimento é mais valioso e poderoso do que os recursos naturais, grandes indústrias ou polpudas contas bancárias. Em todos os setores, as empresas bem-sucedidas são as que têm as melhores informações ou as que as controlam de forma mais eficaz - não necessariamente as empresas mais fortes. A Wal-Mart, a Microsoft e a Toyota não se tornaram grandes empresas por serem mais ricas do que a Sears, a IBM e a General Motors - ao contrário. Mas tinham algo muito mais valioso do que ativos físicos ou financeiros. Tinham Capital Intelectual.

O capital intelectual é a soma do conhecimento de todos em uma empresa, o que lhe proporciona vantagem competitiva. Ao contrário dos ativos, com os quais empresários e contadores estão familiarizados - propriedades, fábricas, equipamento, dinheiro - , o capital intelectual é intangível. É o conhecimento da força de trabalho: treinamento e a intuição de uma equipe de químicos, por exemplo, que descobre uma nova droga de milhões de dólares ou o know-how de trabalhadores que apresentam milhares de formas diferentes para melhorar a eficácia de uma indústria.

Em uma frase: capital intelectual constitui a matéria intelectual - conhecimento, informação, propriedade intelectual, experiência - que pode ser utilizada para gerar riqueza. É a capacidade mental coletiva. É difícil identificá-lo e mais difícil ainda distribuí-lo de forma eficaz. Porém, uma vez que o descobrimos e o exploramos, somos vitoriosos.

A economia de hoje é fundamentalmente diversa da de ontem. Crescemos na Era Industrial. Ela se foi, suplantada pela Era da Informação. Estamos deixando para trás um mundo econômico cujas principais fontes de riqueza eram físicas. A terra, os recursos naturais como o petróleo, o minério e a energia, e o trabalho humano e mecânico eram os ingredientes a partir dos quais se gerava riqueza. As organizações de negócio dessa era eram planejadas para atrair o capital financeiro a fim de desenvolver e gerenciar essas fontes de riqueza.

Nessa nova era, a riqueza é o produto do conhecimento. O conhecimento e a informação. Compramos e vendemos conhecimento. Hoje, os ativos capitais necessários à criação de riqueza são os ativos baseados no conhecimento.
Eruditos e consultores falam de uma nova economia e denominam a mudança de "mudança de paradigma". As empresas que seguem essas tendências denominam-se " As empresas voltadas para o aprendizado", um termo da moda que designa uma cultura empresarial que celebra a melhoria contínua.

Vivemos em uma época de mudanças econômicas radicais e decisivas. A empresa gigantesca, que surgiu no início do século XX e dominou a vida econômica desde então, embora não tenha acabado, perdeu seu domínio. No lugar desses gigantescos animais hesitantes, estão empresas como a subsidiária norte-americana da Nokia, uma empresa finlandesa de produtos eletrônicos, com um faturamento anual de aproximadamente de US$ 160 milhões - e apenas cinco funcionários. Ou a Nike, fabricante de calçados que não fabrica calçados - seu trabalho consiste em pesquisa e desenvolvimento, projeto, marketing e distribuição, todos os serviços que fazem uso intensivo do conhecimento.

A idéia de uma nova economia baseada no conhecimento está surgindo. As empresas estão aprendendo como gerenciar o conhecimento e alavancar o capital intelectual. Não são os ativos fixos que dão vantagem às empresas, e sim, a inteligência com a qual as máquinas são utilizadas, por exemplo. Gerenciar o conhecimento significa coletar e interpretar dados financeiros e consolidar novas tecnologias. A gerência de ativos intelectuais se tornou a tarefa mais importante dos negócios, porque o conhecimento tornou-se o fator mais importante da produção.

O poder da força muscular, o poder das máquinas e até o poder da eletricidade estão sendo constantemente substituídos pelo poder do cérebro. Peter Drucker afirma que a quantidade de trabalho necessária para produzir uma unidade adicional de produção industrial vem caindo 1% ao ano desde 1900, à medida que as máquinas realizam trabalhos antes executados pela força muscular. Após a Segunda Guerra Mundial, a quantidade de matéria prima necessária a cada aumento do PIB da indústria começou a cair quase na mesma proporção. Alguns anos mais tarde - por volta de 1950 - a quantidade de energia necessária aos fabricantes começou a cair novamente 1% ao ano, para qualquer unidade de produção adicional. A inteligência tomou o lugar da matéria e da energia. Segundo Drucker, desde a virada do século, o número de trabalhadores instruídos nas folhas de pagamento das empresas aumentou na mesma proporção anual de 1%. Ainda nos referimos aos Estados Unidos , Japão e Europa Ocidental como "o mundo industrializado", uma denominação incorreta. Os setores agrícolas, de construção, industrial e de mineração empregam menos de um em cada quatro norte-americanos e até essas pessoas trabalham principalmente com a cabeça e não com as costas e as mãos. São todos trabalhadores baseados no conhecimento, que trabalham para empresas voltadas para o conhecimento.

Já se foi a época em que recursos naturais - terra, minerais, pescados - eram a fonte mais importante da riqueza nacional e o ativo mais importante das empresas. Depois disso, foi o capital - dinheiro e bens de capital como máquinas e fábricas - que assumiu a supremacia. Hoje, isso tudo abre espaço para a capacidade mental, para o "capital intelectual".



Capítulo 1

A Economia do Conhecimento

Pense em uma lata de cerveja. Ela é um artefato de uma nova economia baseada no conhecimento, um indício de como o conhecimento tornou-se o componente mais importante da atividade de negócios.

Há três décadas, essa lata provavelmente seria feita de aço. Os fabricantes de alumínio sempre quiseram substituir o aço. Embora o alumínio seja o elemento metálico mais comum na crosta terrestre, seu refinamento era extremamente dispendioso. No século XIX, o custo do alumínio era tão alto que o rei Christian X da Dinamarca mandou fazer uma coroa de alumínio, e o imperador Napoleão III, notável consumista, encomendou baixelas do metal, que utilizava para convidados dignos de um serviço mais sofisticado do que suas baixelas de ouro. Mesmo com energia barata, o alumínio continua sendo mais caro do que o aço. No entanto, é mais fácil trabalhar com o alumínio do que com o aço. E foi aí que o setor encontrou sua oportunidade: a vantagem de preço do aço só poderia ser superada se o setor fosse capaz de explorar a maleabilidade do alumínio para fabricar uma lata que utilizasse menos metal do que as latas de aço exigiam. Hoje, quase não existem latas de bebida de aço nos Estados Unidos.

Essa primeira lata de alumínio representou um triunfo do know-how sobre a natureza. Pesando metade da lata de aço, a lata de alumínio substituiu matéria-prima por conhecimento - anos de pesquisa. A lata contém menos material e mais ciência. A cerveja pode ser gostosa, mas a lata é aproximadamente 25% conhecimento. E, para baratear ainda mais a produção, duas em cada três latas são recicladas.

Imagine a lata. Você pode amassá-la com uma mão. Entretanto, quando está cheia, essa mesma lata é suficientemente forte para ser empilhada a quase dois metros do chão de um supermercado, colocada na carroceria de um caminhão de entregas, chacoalhar de um lado para outro em estradas esburacadas, ser derrubada pelos corredores, levada a quase zero graus em um congelador ou agüentar o sol escaldante. O que a mantém firme? Não é o metal - o fato de podermos amassá-lo mostra isso. Não, o que mantém a lata rígida, forte o suficiente para agüentar uma enorme pressão é o gás em seu interior: bolhas de dióxido de carbono em uma cerveja ou refrigerante, um pouco de nitrogênio em uma lata de suco de tomate. Menos metal - menos energia. A economia da Era do Conhecimento é a economia do intangível, cujas fontes fundamentais de riqueza são o conhecimento e a comunicação, e não os recursos naturais ou o trabalho físico.

Agora, considere o principal produto manufaturado deste século: o microchip. O valor de todos os chips produzidos atualmente excede o valor do aço produzido. O que os torna tão valiosos? Com certeza não é o componente físico. Os chips são feitos principalmente de silício, ou seja, de areia, e em pouca quantidade. O valor está, sobretudo, no projeto do chip e no projeto das complexas máquinas que o produzem. Está no conteúdo intelectual, não físico. A indústria está se desmaterializando.

A hora de um sócio de uma empresa de advocacia de Nova Yorque não custa US$ 400 porque seus ativos físicos - sua mesa de trabalho, o busto de Oliver Wendell Holmes - são caros; você paga pela sua capacidade mental. As indústrias que transportam informações estão crescendo mais rápido do que as que transportam mercadorias: o tráfego internacional de telefone vem aumentando cerca de 16% ao ano, o de dados aproximadamente 30% ao ano e o tráfego na Internet aumenta com maior rapidez ainda.

Até o dinheiro se desmaterializou. Hoje, negocia-se cerca de US$ 1,3 trilhão por dia e esse dinheiro nunca assume uma forma tangível.

Para os estrategistas militares, a informação está assumindo o papel que as fábricas desempenharam durante um século. As Forças Armadas investem muito mais em treinamento e...

Para ver o trabalho na íntegra escolha uma das opções abaixo

Ou faça login



Crie seu cadastro




Publicidade