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Título: Tubos e conexões

Tubos e conexões Unoesc 2009 Sumário Introdução 1 Tubulações 2.1 Tubos de PVC 2.2 Tubos de Aço Carbono 2.4 Tubos de Cobre 2.5 Tudo de Polietileno (PE) 2.6 Tubos e Conexões de Ferro Fundido 2.7 Tubos de Concreto. 2.8 Tubos…


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Beta Lactâmicos

Trabalho enviado por: Geisa Louzada Chaves de Jesus

Data: 22/04/2003

Beta Lactâmicos

Dedicamos este trabalho aos pacientes.

Que o bom uso das informações aqui contidas possa salvar muitas vidas.

Agradecimentos

Ao Prof. Dr. Alvino J. Guerra, pela habilidade com que orientou nosso trabalho.

Aos Professores de Farmacologia, que nos deram a base necessária para a execução deste trabalho.

A todos aqueles que direta ou indiretamente possibilitaram a realização deste.

"Para conhecer as coisas, é preciso conhecer-lhes as minúcias, e como estas são infinitas, nossos conhecimentos são sempre superficiais."

La Rochefoucauld


Introdução:

Os antibióticos B-Lactâmicos são antibióticos úteis e prescritos com freqüência que compartilham uma estrutura e um mecanismo de ação comuns – a inibição da síntese da parede celular bacteriana formada por peptidioglicanos. As classes importantes de penicilinas incluem as penicilinas G e V, altamente ativas contra cocos Gram-positivos sensíveis; as penicilinas resistentes à penicilinase, como a nafcilina, que são ativas contra o Staphylococcus aureus, produtor de penicilinase; a ampicilina e outros agentes com um espectro ampliado para Gram-negativos; e as penicilinas de espectro expandido, com atividade contra a Pseudomonas aeruginosa, como a ticarcilina e a piperacilina.

Os antibióticos do grupo das cefalosporinas são classificados por geração e os agentes de primeira geração têm atividade contra Gram-positivos e uma atividade modesta contra Gram-negativos; os agentes de Segunda geração têm uma atividade um pouco melhor contra Gram-negativos e incluem alguns agentes com atividade antianaeróbia; a terceira geração tem menos atividades contra organismos Gram-positivos, porém muito mais atividade contra as Enterobacteriaceae, com um subgrupo ativo contra Pseudomonas aeruginosa; e a Quarta geração tem um espectro semelhante ao da terceira, porém maior estabilidade à hidrólise por B-lactamases.

Os inibidores de B-lactamase, como o clavulanato, são usados para ampliar o espectro das penicilinas contra organismos produtores de B-lactamases. Os antibióticos carbapenêmicos são os que têm o espectro antimicrobiano mais amplo entre todos os antibióticos, enquanto os monobactâmicos têm um espectro para Gram-negativos que se assemelha ao dos aminoglicosídeos.

A resistência bacteriana aos agentes B-Lactâmicos continua a aumentar a uma velocidade surpreendente. Os mecanismos de resistência incluem não só a produção de B-lactamases, como também alterações nas proteínas de ligação à penicilina e redução do ingresso e da saída ativa do antibiótico nas bactérias.


Penicilinas:

As penicilinas constituem um dos grupos mais importantes de antibióticos. Apesar de terem sido produzidos numerosos outros agentes antimicrobianos desde que passamos a dispor da primeira penicilina, as penicilinas continuam a ser antibióticos importantes, e amplamente utilizados, sendo produzidos ainda novos derivados a partir do núcleo básico da penicilina. Muitas delas têm vantagens exclusivas, forma que os membros desse grupo de antibióticos atualmente são as drogas de escolha para um grande número de doenças infecciosas.

Histórico. A história da brilhante pesquisa que conduziu à descoberta e desenvolvimento da penicilina foi registrada pelos principais participantes (Fleming, 1946; Florey, 1946,1949; Abraham,1949; Chain,1954). Em 1928, ao estudar variantes de estafilococos no laboratório d St. Mary’s Hospital em Londres, Alexander Fleming observou que um bolor com que contaminara uma de suas culturas tinha feito com que as bactérias na vizinhança incorressem em lise. O caldo no qual o fungo tinha crescido inibia acentuadamente muitos microrganismos. Como o bolor pertencia ao gênero Peniclium, Fleming denominou a substância antibacteriana Penicilina. O procedimento de fermentação profunda para a biossíntese da penicilina marcou o avanço crucial na produção do antibiótico em larga escala. De uma produção total de algumas centenas de milhões de unidades por mês em seus primórdios, a quantidade manufaturada elevou-se para mais de 200 trilhões de unidades (quase 150 toneladas) já em 1950. A primeira penicilina comercializada custava vários dólares por 100.000 unidades: atualmente, a mesma dose custa apenas alguns centavos.

Química. A estrutura básica das penicilinas consiste de um anel de tiazolidina conectado a um anel B-Lactâmico, que se liga a uma cadeia lateral. O próprio núcleo da penicilina é a principal exigência estrutural para a atividade biológica; a transformação metabólica ou uma alteração química dessa porção da molécula causa a perda de toda a atividade bacteriana significativa. A cadeia lateral determina muitas das características antibacterianas e farmacológicas de um tipo específico de penicilina. É possível produzir diversas penicilinas naturais, dependendo da composição química do meio de fermentação utilizado para cultivar o Penicilium. A penicilina G (benzilpenicilina) é a que tem maior atividade antimicrobiana entre essas e é a única penicilina natural utilizada na clínica.

Penicilinas semi-sintéticas. A descoberta de que o ácido 6-aminopenicilânico podia ser obtido de culturas de P. chrysogenum depletados de precursores de cadeias laterais conduziu ao desenvolvimento das penicilinas semi-sintéticas. É possível acrescentar cadeias laterais que alteram a sensibilidade dos compostos resultantes às enzimas de inativação (B-Lactamases) e que modificam a atividade antibacteriana e as propriedades farmacológicas do fármaco. O ácido 6- aminopenicilânico atualmente é produzido em grandes quantidades com o auxílio de uma amidase do P. chrysogenum. Esta enzima rompe a ligação peptídica através da qual a cadeia lateral da penicilina se une ao ácido 6- aminopenicilânico.

Sistema de unidades de penicilina. A unidade internacional de penicilina é a atividade específica da penicilina contida em 0,6 ug/ml de sal sódico cristalino de penicilina G. Um miligrama de penicilina G sódica pura, portanto, eqüivale a 1.667 unidades; 1,0 mg de penicilina G potássica pura representa 1.595 unidades. A dosagem e a potência antibacteriana das penicilinas semi-sintéticas são expressas em termos de peso.

Mecanismos de ação das penicilinas e das cefalosporinas. As paredes celulares das bactérias são essenciais para seu crescimento e desenvolvimento normais. O peptidioglicano é um componente heteropolimérico da parede celular que fornece uma rígida estabilidade mecânica por meio de uma estrutura em treliça com um alto índice de ligações cruzadas. Nos microorganismos Gram-positivos a parede celular tem uma espessura de 50 a 100 moléculas, mas nas bactérias Gram-negativas, essa parede tem uma espessura de apenas 1 ou 2 moléculas. O peptidioglicano é composto de cadeias de glicano, que são filamentos lineares de dois aminoaçúcares alternantes (N-acetilglucosamina e ácido N-acetilmurâmico) pelos quais passam ligações cruzadas de cadeias peptídicas.

A biossíntese do peptidioglicano envolve cerca de 30 enzimas bacterianas, as penicilinas agem, de uma forma geral, inibindo está síntese, através de sua ligação com uma proteína da superfície bacteriana denominada PBP (penicilin binding proteins : proteínas de ligação das penicilinas).

Mecanismos de resistência bacteriana às penicilinas e cefalosporinas. Apesar da maioria das bactérias conter PBPs, os antibióticos B-Lactâmicos são incapazes de exterminar e até mesmo de inibir todas as bactérias, existem diversos mecanismos de resistência bacteriana: Os microrganismos podem ser intrinsecamente resistentes em virtude de diferenças estruturais nas PBPs que são alvos destes fármacos. Além disso, é possível que uma cepa sensível adquira resistência desse tipo pelo desenvolvimento de PBPs de alto peso molecular com uma menor afinidade pelo antibiótico. Como os antibióticos B-Lactâmicos inibem muitas PBPs diferentes em uma única bactéria, é necessário que a afinidade pelos antibióticos B-Lactâmicos de várias PBPs diminua para que o organismo se torne resistente. PBPs alteradas, com uma menor afinidade pelos B-Lactâmicos, são obtidas por uma recombinação homóloga entre os genes de PBP de diferentes espécies bacterianas. Outros casos de resistência são causados pela incapacidade do agente para penetrar no local de ação. Nas bactérias Gram-positivas, o polímero do peptidioglicano fica muito próximo à superfície celular, facilitando a penetração e a ação dos B-Lactâmicos; o mesmo não ocorre com as Gram-negativas, cuja superfície celular é mais complexa e a membrana interna é recoberta por uma membrana mais externa, lipopolissacarídica e por uma cápsula. A membrana externa funciona, para alguns antibióticos, como uma barreira impenetrável. Entretanto, alguns antibióticos hidrofílicos pequenos (como algumas penicilinas de maior espectro como a ampicilna e amoxacilina, e a maioria das cefalosporinas) difundem-se através de canais aquosos na membrana externa formados por proteínas chamadas porinas, que variam segundo sua permeabilidade de bactéria para bactéria.

As bactérias são capazes de destruir os antibióticos B-Lactâmicos por meio de enzimas denominadas B-Lactamases. Essas enzimas diferem nas diferentes bactérias, mas são específicas para o mesmo substrato e conservam mecanismo de ação semelhante. Essas enzimas são codificadas nos cromossomos bacterianos podendo ser transferidos através de plasmídios durante a conjugação.

Outros fatores que influenciam a atividade B-Lactâmica. A densidade da população bacteriana e a idade em que ocorre uma infecção influenciam a atividade destes antibióticos; bem como a velocidade de multiplicação das bactérias, a presença de proteínas ou de outros componentes do pus, tensão de oxigênio reduzida, apresentação bacteriana dentro de células viáveis do hospedeiro, etc.

Classificação das penicilinas. As penicilinas podem ser melhor classificadas e estudadas quando se leva em conta o seu espectro de atividade antimicrobiana. Desta forma temos:

1. Penicilina G e Penicilina V. A penicilina G (benzilpenicilina) e seu congênere próximo, a penicilina V (o derivado fenoximetílico) são muito ativas contra cepas sensíveis de cocos Gram-positivos, mas são facilmente hidrolisadas pela penicilinase (B-Lactamase). Assim, são ineficazes contra a maioria das cepas de Staphylococcus aureus. Entretanto, a penicilina G é 5 a 10 vezes mais ativa contra espécies de Neisseria sensíveis à penicilina e a determinados anaeróbios (como o clostridium), além da maioria dos estreptococos, das corynebacterium, o Treponema palidum, a Borrelia burgdorferi, a Listeria monocytogenes e algumas espécies de Leptospira. Porém, não é eficaz contra amebas, plasmóides, riquétsias, fungos ou vírus.

Absorção. Depende da via de administração e do tipo de penicilina utilizado.

Cerca de um terço da dose de penicilina G administrada por via oral é absorvida na via intestinal em condições favoráveis, isto é influenciado pelo pH do suco gástrico, que quando abaixo de 2, destrói rapidamente o antibiótico; isso não ocorre, por exemplo, na velhice ou nas neoplasias, pois estas elevam o pH gástrico. Nestas situações, a absorção é rápida e as concentrações sangüíneas máximas são atingidas em 30 ou 60 minutos. Devemos porém, ficar atentos à ingestão de alimentos, pois estes interferem com a absorção entérica de todas as penicilinas, devendo ser administrada a penicilina G 30 minutos antes ou 2 horas após qualquer refeição.

A única virtude da penicilina V em relação à G é o fato dela ser melhor absorvida pelo trato gastrointestinal devido à sua maior estabilidade em meios ácidos. Portanto, em doses orais equivalentes, a penicilina V gera concentrações plasmáticas 2 a 5 vezes maiores do que as fornecidas pela penicilina G. No entanto, sua distribuição pelo corpo e excreção pelos rins é feita de forma idêntica à da penicilina G.

Após uma injeção intramuscular de penicilina G, são atingidos níveis máximos de concentração sangüínea em 15 a 30 minutos; todavia, este valor cai rapidamente devido à meia-vida curta do medicamento, que é de 30 minutos. Por isso, foram exploradas formas de prolongamento da permanência deste antibiótico no corpo, e consequentemente, da redução do número de injeções. Isto foi conseguido pela apresentação na forma de dois compostos: a penicilina G procaína e a penicilina G benzatina, que liberam lentamente a penicilina G da área na qual foram injetados, e promovem concentrações relativamente baixas, porém persistentes deste antibiótico no sangue.

Distribuição. A penicilina G distribui-se amplamente por todo o corpo, mas as concentrações nos diversos líquidos e tecidos são diferentes. Cerca de 60% da penicilina G no plasma se liga reversivelmente à albumina; quantidades significativas aparecem no fígado, na bile, nos rins, no sêmen, no líquido articular, na linfa e no intestino. Cabe aqui lembrar que a penicilina G não penetra no líquor com facilidade quando as meninges estão normais. Entretanto, quando as meninges estão inflamadas, a penicilina penetra com mais facilidade. Apesar de as concentrações atingidas variarem e serem imprevisíveis, elas costumam situar-se na faixa de 5% do valor plasmático e têm eficácia terapêutica contra microrganismos sensíveis.

Excreção. A penicilina G e os outros ácidos orgânicos são rapidamente secretados do líquor para a corrente sangüínea por um processo de transporte ativo, que pode estar prejudicado em pacientes com uremia.

Sob condições normais, a penicilina G é, também, rapidamente eliminada do corpo, principalmente pelos rins e, parcialmente, pela bile e outras vias.

Cerca de 60 a 90% de uma dose intramuscular de penicilina G em solução aquosa são eliminados na urina, principalmente na primeira hora após a injeção. Sendo que aproximadamente 10% do fármaco são eliminados por filtração glomerular e 90% por secreção tubular. A depuração renal aproxima-se do fluxo plasmático renal total; e a capacidade máxima de secreção tubular para a penicilina no adulto normal do sexo masculino é de cerca de 3 milhões de unidades (1,8g) por hora. Devemos lembrar que estes valores de depuração são consideravelmente menores em recém-nascidos e lactentes, em virtude do desenvolvimento incompleto da função renal.

Ainda cabe a nós ressaltar que a anúria aumenta a meia-vida da penicilina G de um valor normal de 0,5 hora para cerca de 10 horas. Quando a...

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