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Título: Tubos e conexões

Tubos e conexões Unoesc 2009 Sumário Introdução 1 Tubulações 2.1 Tubos de PVC 2.2 Tubos de Aço Carbono 2.4 Tubos de Cobre 2.5 Tudo de Polietileno (PE) 2.6 Tubos e Conexões de Ferro Fundido 2.7 Tubos de Concreto. 2.8 Tubos…

Estudo de Caso de Paciente Pós-Mastectomia

Trabalho enviado por: Leandro

Data: 13/06/2005

Estudo de Caso de Paciente Pós-Mastectomia


RESUMO

O câncer de mama é a neoplasia de maior ocorrência entre as mulheres. Para que haja um controle dessa doença é imprescindível que as mulheres, principalmente acima dos quarenta anos, realizem com freqüência o auto-exame das mamas e exames diagnósticos anualmente. Quanto mais cedo for detectado o câncer de mama, melhor será o prognóstico e maiores as chances de cura através de um tratamento conservador e não mutilante. O pós-cirúrgico é vivenciado de várias formas pelas pacientes, de acordo com a importância que cada uma dá à sua imagem corporal. Muitas mulheres necessitam associar um tratamento psicológico juntamente com o tratamento fisioterapêutico. A fisioterapia desempenha um papel de fundamental importância por proporcionar uma reabilitação física plena as pacientes. Devido ao fato de que a paciente está sobrecarregada pelas conseqüências físicas e psicológicas do pós-operatório, é fundamental que o fisioterapeuta elimine o surgimento de problemas articulares e facilite uma integração do lado operado ao resto do corpo. Apesar de o fisioterapeuta não ser um psicólogo, ele possui um papel significativo na melhora da paciente nos mais diversos níveis, incluindo o corporal, estético e o psicológico.


1. INTRODUÇÃO

O câncer de mama é a neoplasia mais temida pela população feminina, ocupando o segundo lugar em ocorrência de cânceres nas mulheres entre 40 e 60 anos de idade. (Carvalho, 2001).

É importante ressaltar que o câncer de mama é a principal causa de morte por neoplasia maligna entre as mulheres brasileiras, e a segunda causa de mortes em geral. (Guirro e Guirro, 2002).

O diagnóstico precoce e urgente é fundamental, quanto mais cedo for detectado melhor será o prognóstico de cura e menos agressivos serão os procedimentos cirúrgicos. (Carvalho, 2001).

O controle da doença abrange a prevenção (auto-exame da mamas), a mamografia, o diagnóstico médico precoce e campanhas nacionais de prevenção do câncer de mama. (Guirro e Guirro, 2002).

Nos últimos 20 anos, as técnicas de tratamento do câncer de mama sofreram mudanças significativas, as cirurgias são menos radicais e a terapêutica complementar – radioterapia, quimioterapia e hormonoterapia – procuram estabelecer relação adequada e equilibrada entre dosagem e efeitos secundários, assim como dosagem e eficácia de tratamento.

Paralelamente a evolução do tratamento médico, tornou-se indispensável uma abordagem multidisciplinar das pacientes. Deve-se visar não somente a recuperação do câncer, mas também a reabilitação global nos aspectos físico, psicológico, social e profissional.

A reabilitação física, através de tratamento fisioterapêutico, desempenha um importante papel nesta nova etapa da vida da paciente operada, promovendo a recuperação funcional da cintura escapular e membro superior e prevenindo seqüelas como retração e aderência cicatricial. (Camargo e Marx, 2000).

Este trabalho tem como objetivos o esclarecimento das alterações ocorridas na mama com o surgimento do câncer, e principalmente, a formulação de objetivos e condutas para o tratamento de uma paciente no pós-operatório de mastectomia. Objetiva também, a nós acadêmicos, o aprendizado e a obtenção de conhecimentos relacionados à nossa futura área de atuação.


2. METODOLOGIA

Para realização deste trabalho foram utilizados recursos como, livros, ficha médica da paciente, ficha de avaliação postural, questionário SF-36, escala de depressão geriátrica, escalas de atividades básicas de vida diária (Katz e Lawton), escala análoga visual da dor, fotos, entrevistas e acompanhamento do atendimento fisioterapêutico da paciente.


3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.1. ANATOMIA DA MAMA

A glândula mamária é um acessório do sistema reprodutor, já que secreta o leite para a alimentação da criança. Atinge seu típico e perfeito desenvolvimento nas mulheres na proximidade do parto, mas se apresenta sob forma rudimentar em lactentes, crianças e homens. (Gray e Goss, 1988).

A mama feminina apresenta normalmente um formato circular, e estende-se transversalmente desde a margem lateral do esterno até a linha axilar média e, verticalmente da segunda à sexta costela.

Uma pequena parte da glândula mamária pode estender-se ao longo da borda ínfero-lateral do músculo peitoral maior até a axila, formando então o processo axilar da mama. Algumas mulheres descobrem este processo, principalmente quando este se encontra aumentado durante o ciclo menstrual, e preocupam-se pelo fato de que possa ser um inchaço ou linfonodos aumentados. (Moore e Dalley, 2001).

A papila da mama ou mamilo salienta-se como um pequeno corpo cilíndrico ou cônico, um pouco abaixo de cada mama e aproximadamente ao nível do quarto espaço intercostal. Apresenta em sua ponta de 15 a 20 minúsculos orifícios, que são as aberturas dos canais lactíferos. A pele do mamilo apresenta-se pigmentada, enrugada e áspera. (Gray e Goss, 1988).

As glândulas mamárias localizam-se no tecido subcutâneo, as quais cobrem os músculos peitoral maior e menor, e seu tamanho será determinado pela quantidade de gordura que circunda o tecido glandular. (Moore e Dalley, 2001).

A aréola é áspera devido à presença de inúmeras grandes glândulas sebáceas que produzem pequenas elevações em sua superfície. Estas glândulas areolares secretam material lipóide que lubrifica e protege a mama durante a amamentação. (Gray e Goss, 1988).

De acordo com o que Moore e Dalley relataram em 2001, entre a mama e a fáscia peitoral existe um espaço ou plano potencial de tecido conectivo frouxo, o espaço retromamário. Este plano, contendo uma pequena quantidade de gordura, permite à mama um certo grau de movimento na fáscia peitoral.

A glândula mamária está firmemente fixada na derme da pele suprajacente por ligamentos subcutâneos, os ligamentos suspensores da mama. Estas condensações fibrosas de estroma de tecido conectivo, especialmente bem desenvolvido na parte superior da glândula, ajudam a sustentar os lóbulos da glândula.

As mamas aumentam seu tamanho durante a puberdade, devido ao desenvolvimento glandular e da deposição de gordura. As aréolas e as papilas mamárias também aumentam. O tamanho e o formato das mamas são determinados por fatores genéticos, raciais e alimentares.

Os ductos lactíferos dão origem a brotamentos que formam de 15 a 20 lóbulos de tecido glandular, que constituem a glândula. Cada lóbulo da mama é drenado por um ducto lactífero que em geral se abre, independentemente, na papila mamária. Os ductos convergem para a papila mamária como os raios de uma roda de bicicleta. Cada ducto possui uma porção dilatada, o seio lactífero, no qual acumula-se uma pequena gotícula de leite na mãe que amamenta.

Para a localização e descrição anatômicas dos tumores, a superfície da mama é dividida em quatro quadrantes. Por exemplo, um registro médico pode mencionar: "Massa dura irregular foi sentida no quadrante interno superior da mama na posição de duas horas, aproximadamente 2,5 cm da margem da aréola". (Moore e Dalley, 2001)

Os seguintes assuntos sobre o suprimento arterial, drenagem linfática e sobre a inervação da mama serão abordados de acordo com Moore e Dalley (2001).

O suprimento arterial da mama é derivado das artérias torácica lateral e toracoacromial e artérias intercostais posteriores. A drenagem venosa da mama é principalmente para a veia axilar, mas há alguma drenagem para a veia torácica interna.

A drenagem linfática da mama é importante em virtude de seu papel na metástase de células cancerígenas. A linfa segue da papila mamária, aréola e dos lóbulos da glândula para o plexo linfático subareolar e depois a maior parte da linfa vai para os linfonodos axilares e o restante para os linfonodos peitorais anteriores, interpeitorais, deltopeitorais, supraclaviculares, paraesternais, frênicos inferiores ou até mesmo para a mama oposta.

A inervação da mama origina-se dos ramos cutâneos anteriores e laterais do 4º ao 6º nervos intercostais. Os ramos primários ventrais de T1 a T11 são chamados de nervos intercostais porque correm dentro dos espaços intercostais. Os ramos dos nervos intercostais passam através da fáscia profunda que cobre o músculo peitoral maior para alcançar a pele, incluindo a mama no tecido subcutâneo que cobre este músculo.

3.2. ANATOMIA PATOLÓGICA DO CÂNCER DE MAMA

De acordo com Bevilacqua et al. (1998), faremos uma breve descrição do processo neoplásico, da multiplicação incontrolada das células malignas e sobre o ciclo metastático da neoplasia.

Embora o processo neoplásico ainda não esteja completamente explicado, este se inicia por dano ao ácido desoxirribonucléico (DNA). Após o dano as células adquirem um genoma anômalo, multiplicam-se e se agregam formando um foco tumoral primitivo, este aumento da população celular neoplásica dá origem ao tumor primitivo.

As células malignas multiplicam-se incontroladamente e mostram morfologias variáveis desde indiferenciação até diferenciação relativa. Assim, quanto mais diferenciado o tumor, menos mitoses apresentará e vice-versa. Estas células neoplásicas não apresentam um tempo de vida predeterminado, podendo viver indefinidamente. Não apresentam capacidade de adesão, destacando-se facilmente, assim facilitando metástases.

O ciclo metastático inicia-se com o deslocamento de células neoplásicas do tumor primitivo, penetrando nos vasos sanguíneos e linfáticos e então se aderindo a outros tecidos iniciando a proliferação de células neoplásicas, as quais liberam o fator de angiogênese tumoral que produz uma neovascularização assegurando a nutrição do tumor metastático.

As unidades anatômicas da mama feminina são formadas por pequenos, médios e grandes ductos. Os tumores podem crescer a partir de qualquer uma dessas estruturas, porém o carcinoma mamário origina-se mais freqüentemente num grande ducto. (Henney e DeVita, 1988).

O câncer mamário é localizado preferencialmente no quadrante súpero-lateral da mama (45% dos casos), região central ou subareolar (25% dos casos), no quadrante súpero-medial (15% dos casos) e no quadrante ínfero-medial (apenas 5% dos casos). (Giuliano, 1996).

Em 70 a 75% dos casos, não existe qualquer estrutura histológica definida, e esses carcinomas ductoinfiltrantes são denominados inespecíficos. Apesar de suas reduzidas dimensões, quando primários, esses carcinomas enviam amiúde metástases aos linfonodos axilares, e apresentam um prognóstico pior dentre todos os tipos de câncer mamário. (Henney e DeVita, 1988).

A lesão é firme à palpação, sendo característica a reação fibrótica no interior do tumor.

As metástases para locais distantes ocorrem de modo precoce, e essa disseminação metastática não obedece a qualquer padrão previsível. Os locais mais freqüentes das metástases são os linfonodos da axila, do fígado, dos ossos, da pele e dos pulmões; ao passo que os linfonodos menos freqüentemente acometidos são os das supra-renais, rim, ovários, baço e tireóide. (Henney e DeVita, 1988).

3.3. TIPOS DE CÂNCER DE MAMA

3.3.1. DOENÇA DE PAGET

É uma lesão papilar semelhante ao eczema descrita por James Paget que está associada a uma neoplasia maligna subjacente de mama. A erosão resulta da invasão da papila e aréola por células malignas, chamadas de células de Paget, as quais são caracteristicamente grandes e possuem núcleos irregulares. Essas células são provavelmente extensões para os grandes ductos do complexo aréolo-papilar de um carcinoma subjacente. Freqüentemente observa-se uma descarga papilar que é uma combinação de soro e sangue dos ductos envolvidos. (Giuliano, 1996).

A pele do mamilo e da aréola encontra-se com freqüência fissurada, ulcerada e com porejamento. Observa-se também hiperemia inflamatória adjacente e edema, e, esporadicamente, ulceração total do mamilo. (Hobbins et al., 1996).

O prognóstico para pacientes com Doença de Paget depende da neoplasia maligna subjacente. Tradicionalmente, o tratamento quase sempre foi a mastectomia total e dissecação dos linfonodos, embora esteja sendo realizada radioterapia com ressecção do tumor e do complexo aréolo-papilar. (Giuliano, 1996).

3.3.2. CARCINOMA...

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