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ENSINO DE CIÊNCIAS: UMA ABORDAGEM SOBRE ECOLOGIA

Trabalho enviado por: Diogo de Oliveira Brod

Data: 12/07/2017

CENTRO UNIVERSITÁRIO PARA O DESENVOLVIMENTO DO ALTO VALE DO ITAJAÍ - UNIDAVI

CAMPUS RIO DO SUL

RIO DO SUL, SC
2017

ENSINO DE CIÊNCIAS: UMA ABORDAGEM SOBRE ECOLOGIA

RESUMO

O ensino de Ciências tem sua importância assegurada, uma vez que visa conduzir o aluno a uma interação com a ciência e a tecnologia, sem perder de vista seu cotidiano sociocultural.

Esta perspectiva, presente nos documentos oficiais e na literatura sobre o assunto parte do pressuposto segundo o qual a ciência é uma produção humana, por isso inscrita num contexto histórico, social e cultural. Neste sentido, o processo de ensino e aprendizagem de Ciências deve levar em conta também os conhecimentos prévios do aluno e do professor, enquanto sujeitos inscritos histórica, social e culturalmente. Significa dizer que o professor constitui, portanto, um dos elementos implicados no processo de ensino e aprendizagem de Ciências, e sobre o qual recai grande responsabilidade: a de oportunizar aos alunos o acesso ao conhecimento científico, tornando-o significativo aos mesmos.

Esta responsabilidade exige a superação de alguns desafios, como a complexidade inerente ao conhecimento científico e as metodologias e didáticas utilizadas por educadores em seu ensino, muitas vezes retrógradas e incoerentes com a atual realidade. Um dos meios utilizados com a finalidade de dotar o professor de Ciências com os recursos necessários à superação de tais desafios é o estágio supervisionado, exigência dos cursos de licenciatura. O estágio supervisionado é o primeiro contato que o estudante tem com o seu futuro campo de atuação, sendo fundamental na formação do futuro educador. Neste sentido, o presente relatório de estágio o presente relatório de estágio – inscrito no escopo do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí, para a disciplina de Estágio Supervisionado I, sob a orientação do professor Doutor Marcos Vinícius Hendges – objetiva relatar as experiências vivenciadas pelo acadêmico durante o período de estágio realizado junto à turma do 6º Ano 02 da Escola de Educação Básica Doutor Hermann Blumenau, no município de Trombudo Central/SC. O estágio, supervisionado pela professora titular da disciplina de Ciências, a Sra. Darlin Olívia França Schmidt, formada em Ciências Biológicas, objetivou aprimorar a prática do futuro profissional de Ciências Biológicas e buscar novas maneiras de aplicar as aulas para que as mesmas se tornem mais dinâmicas e despertem o interesse do aluno pela disciplina pelo tema abordado e consequente pela disciplina.

Palavras-chave: Ensino de Ciências. Estágio supervisionado. Cadeias alimentares.

ABSTRACT

The teaching of science has its importance assured, since it aims to lead the student to an interaction with science and technology, without losing sight of their sociocultural daily life.

This perspective, which is present in official documents and in the literature on the subject, is based on the assumption that science is a human production, and that it is inscribed in a historical, social and cultural context. In this sense, the process of teaching and learning of Sciences must also take into account the previous knowledge of the student and the teacher, as subjects registered historically, socially and culturally. It means that the teacher is therefore one of the elements involved in the process of teaching and learning of science, and on which it has great responsibility: to give students access to scientific knowledge, making it meaningful to them.

This responsibility demands the overcoming of some challenges, such as the inherent complexity of scientific knowledge and the methodologies and didactics used by educators in their teaching, often retrograde and inconsistent with the current reality. One of the means used for the purpose of equipping the science teacher with the necessary resources to overcome such challenges is the supervised internship, which is required for undergraduate courses. The supervised internship is the first contact that the student has with his future field of action, being fundamental in the formation of the future educator. In this sense, the present internship report is the present internship report - enrolled in the scope of the Licentiate in Biological Sciences course by the University for the Development of the High Valley of Itajaí, for the subject of Supervised Internship I, under the guidance of Professor Marcos Marcos Vinícius Hendges - aims to report the experiences lived by the academic during the internship period of the 6th Year 02 of the Basic Education School Doctor Hermann Blumenau, in the municipality of Trombudo Central / SC. The trainee, supervised by the professor of Sciences, Ms. Darlin Olívia França Schmidt, graduated in Biological Sciences, aimed to improve the practice of the future professional of Biological Sciences and to look for new way to apply the classes so that they become more Dynamic and awaken the student's interest in the discipline by the topic addressed and consequent by the discipline.

Keywords: Science Teaching. Supervised internship. Food chains.

SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 O ENSINO DE CIÊNCIAS
2.1.1 O ensino de Ciências no Ensino Fundamental no Brasil
2.1.2 A formação docente
2.1 O ENSINO DE CIÊNCIAS
2.2.1 Conceito
2.2.2 Níveis tróficos
2.2.2.1 Produtores
2.2.2.2 Consumidores
2.2.2.3 Decompositores
2.2.3 Equilíbrio na cadeia
3 DESCRIÇÃO DO ESTÁGIO
3.1 ESCOLA
3.2 PROFESSORA
3.3 AULAS ASSISTIDAS
3.4 AULAS MINISTRADAS
4 CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS
APÊNDICE: PLANOS DE AULA

1 INTRODUÇÃO

A importância do ensino de Ciências é inequívoca. Sua importância é reconhecida nos documentos oficiais, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Lei 9.394/96. Conforme este documento, a importância do ensino de Ciências encontra-se vinculado ao propósito de conduzir o aluno a uma interação com a ciência e a tecnologia, sempre alinhada com seu cotidiano sociocultural. Esta preocupação, aliás, parte do pressuposto elementar de que a ciência é uma produção humana, realizada por seres humanos inscritos num contexto histórico, social e cultural.

A mesma perspectiva é sub sumida nos Parâmetro Curriculares nacionais (PCN), onde se prima que o ensino e a aprendizagem, para serem significativos, exigem a consideração aos conhecimentos prévios do aluno, do professor, enquanto sujeitos inscritos histórica, social e culturalmente. Depreende-se daí que o professor constitui um dos elementos implicados no processo de ensino e aprendizagem de Ciências, e sobre o qual recai grande responsabilidade: a de oportunizar aos alunos o acesso ao conhecimento científico, tornando-o significativo aos mesmos.

Com efeito, o ensino de Ciências envolve muitos desafios, que vão desde a complexidade inerente ao conhecimento científico, até as metodologias e didáticas utilizadas por educadores em seu ensino. Muitos desses desafios são históricos e acompanham a disciplina de Ciências desde sua origem. Tendo em vista sua superação, busca-se dotar os profissionais que atuarão no ensino de Ciências dos recursos didáticos e metodológicos, bem como dos conhecimentos pertinentes à área, para que os mesmos possam desenvolver seu trabalho com êxito. Ora, um dos meios utilizados com esta finalidade é o estágio supervisionado, exigência dos cursos de licenciatura.

O estágio supervisionado é o primeiro contato que o estudante tem com o seu futuro campo de atuação, sendo fundamental na formação do futuro educador. Esse momento proporciona a oportunidade de vivenciar as experiências e desenvolver as teorias vistas ao longo da graduação. Também é possível dar o enfoque para desenvolver propostas que qualifiquem sua metodologia de ensino possibilitando assim uma reflexão sobre a função do educador.

Visto sob esta perspectiva, o estágio pode conduzir o acadêmico à identificação de novas e variadas estratégias para solucionar problemas que, talvez, nem imagina possuir em sua área profissional. Ajuda a desenvolver mais o raciocínio, a capacidade de espírito crítico e além da liberdade no uso de sua criatividade. É por isso que esse processo de teorias e práticas no estágio supervisionado é composto de observações, planejamentos e por fim, a prática, ou seja, a vivência que faz o licenciando compreender o universo educacional. Tendo em vista isto, enquanto acadêmico de Ciências Biológicas, procurou-se desenvolver o estágio supervisionado numa escola da rede pública estadual de santa Catarina.

O presente relatório foi desenvolvido no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí, campus de Rio do Sul, para a disciplina de Estágio Supervisionado I sob a orientação do professor Doutor Marcos Vinícius Hendges. Seu objetivo consiste em relatar as experiências vivenciadas pelo acadêmico durante o período de estágio realizado junto à turma do 6º Ano 02 da Escola de Educação Básica Doutor Hermann Blumenau, no município de Trombudo Central/SC, além de aprimorar a prática do futuro profissional de Ciências Biológicas e buscar novas maneiras de aplicar as aulas para que as mesmas se tornem mais dinâmicas e despertem o interesse do aluno pela disciplina pelo tema abordado e consequente pela disciplina.

O estágio foi supervisionado pela professora titular da disciplina de Ciências, a Sra. Darlin Olívia França Schmidt, formada em Ciências Biológicas no ano de 2012, mas que atua frente à disciplina desde 2008. No que tange à temática abordada, esta foi definida é conjunto com a gestão escolar e a supramencionada professora da disciplina. Assim, deliberou-se por abordar o tema das cadeias alimentares. A exposição dos temas foi precedida pela elaboração dos respectivos planos de aulas (em Anexo), abrangendo 10 aulas regidas.

Antes de dar continuidade e, assim passar ao primeiro momento, cumpre destacar que o presente relatório encontra-se organizado como segue: primeiramente, procede-se à exposição do referencial teórico. Neste são discutidos os debates surgidos em torno do ensino de Ciências bem como a temática abordada nas regências, qual seja: as cadeias alimentares.

Posteriormente, passa-se à exposição das atividades desenvolvidas durante o período de estágio: a observação das aulas e as aulas regidas pelo estagiário. Por fim, na conclusão, são tecidos alguns comentários finalizadores, apresentando as impressões do acadêmico sobre as atividades desenvolvidas.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 O ENSINO DE CIÊNCIAS

É inegável que a ciência ocupa lugar de destaque na sociedade contemporânea.

Em grande medida, tal centralidade advém dos inúmeros benefícios por ela conferidos, dentre os quais, as inúmeras tecnologias e os diferentes impactos que elas geram em nossas vidas.

Afinal, seriam impensadas nossas vidas sem energia, sem automóveis e aviões, sem a medicina, sem os celulares, computadores, entre outros.

Não obstante a ciência sempre ocupou lugar de destaque na sociedade moderna, é inegável também que ela transformou o modo como o ser humano percebe e atua no mundo.

Em muitos aspectos, o conhecimento científico colide com crenças fundadas na experiência cotidiana, no senso comum, ou religiosas. Por se mostrar tão contrária e incompreensível ao não cientista, gera-se um abismo entre a ciência o homem comum, que prefere agarrar-se às suas crenças infundadas, mas que fazem sentido.

O abismo que separa ciência e senso comum torna-se ainda mais importante quando se trata do ensino de ciências. Neste contexto, a grande questão é: como superar as crenças pré-científicas das crianças e adolescentes em detrimento dos conhecimentos científicos? Ou ainda: como alfabetizar cientificamente, para emprestar a expressão de Krasilchik e Marandino (2007), os alunos? A resposta a estas indagações passa pela superação de vários desafios colocados atualmente acerca do ensino de Ciências.

Conforme relatam Pozo e Crespo (2009), verifica-se entre os educadores a presença de um debate sobre o desinteresse dos alunos, sobremaneira dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, quanto ao aprendizado de Ciências. Para os autores supracitados, apesar dos esforços hercúleos dos educadores, esta percepção evidencia a presença de uma “crise da educação científica” (POZO; CRESPO, 2009, p. 15).

Muitos educadores argumentam que esta crise encontra sua gênese nas constantes reformas educacionais implementadas no currículo de Ciências. No entanto, é possível afirmar que sua origem é mais antiga. Talvez uma das razões do desapego e resistência dos alunos pela disciplina de Ciências remonte à metáfora bíblica apresentada no Gênesis, no qual Adão e Eva teriam descumprido as advertências divinas e teriam experimentado do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. A ciência é o conhecimento científico são apresentados como frutos amargos, pelos quais os seres humanos foram expulsos do Paraíso. Isto explicaria a resistência dos alunos, “[...] talvez por medo do pecado e de suas dores eternas, a comer da frondosa árvore da ciência, que com tanto esforço seus professores, tentadoramente, oferecem.” (POZO; CRESPO, 2009, p. 15).

Com efeito, seja em decorrência do medo do pecado ou por razões mais mundanas – como as aulas e assuntos desinteressantes, didáticas desestimulantes, entre outros –, fato é que o ensino de Ciências enfrenta vários desafios na atualidade, sendo um deles a incapacidade de se fazer os alunos aprenderem a ciência que lhes e ensinada.

Um dos fatores que atua diretamente no desinteresse pela ciência, conforme se ressaltou anteriormente, são dificuldades conceituais, uma vez que os conceitos científicos apresentados pelos professores – como o de massa, tempo, energia, por exemplo – se mostram incompreensíveis aos alunos. Além disso, os alunos apresentam dificuldades quanto ao uso de estratégias de raciocínio e solução de problemas que são próprios do conhecimento científico, com a generalização, ou mesmo a elaboração de um gráfico a partir de dados (KRASILCHIK; MARANDINO, 2007; POZO; CRESPO, 2009).

A falta de sentido do conhecimento científico para o aluno, aliada a sua incapacidade de utilização e aplicabilidade, acaba reforçando nos alunos o desinteresse e a desmotivação de estudar Ciências. Ainda conforme Pozo e Crespo (2009, p. 18).

Além dessa falta de interesse, os alunos tendem a assumir atitudes inadequadas com respeito ao trabalho científico, assumindo posições passivas, esperando respostas em vez de dá-las, e muito menos são capazes de fazer eles mesmos as perguntas; também tendem a conceber os experimentos como “demonstrações” e não como pesquisas; a assumir que o trabalho intelectual é um trabalho individual e não de cooperação e busca conjunta; a considerar a ciência como um conhecimento neutro, desligado de suas repercussões sociais; a assumir a superioridade do conhecimento científico com respeito a outras formas de saber culturalmente mais “primitivas”, etc.

Esta imagem distorcida ciência não representa o que realmente é a ciência e o que realmente fazem os cientistas. Entretanto, tal imagem é constantemente disseminada pelos meios de comunicação de massa e nas salas de aula de Ciências. Esta distorção possui reflexos nas atitudes dos alunos frente o ensino de Ciências, especialmente o desinteresse e a falta de motivação, e, consequentemente, em sua queda de aprendizagem.

Estes reflexos são bastantes perceptíveis nas salas de aula do Ensino Fundamental, especialmente nos Anos Finais, facilmente evidenciados pelos desajustes verificados entre os objetivos dos professores e os objetivos dos alunos, bem como na reprodução de práticas de ensino e aprendizagem antiquadas, totalmente destoantes dos interesses dos alunos e notoriamente inadequadas para os tempos atuais.

2.1.1 O ensino de Ciências no Ensino Fundamental no Brasil

A obrigatoriedade do ensino de Ciências no Ensino Fundamental é bastante recente no Brasil e sua prática tem seguido diferentes propostas educacionais, as quais se sucedem na história como elaborações teóricas e se expressam, de...

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