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A Concepção de Criança na Ótica dos Educadores

Trabalho enviado por: Marluce

Data: 01/04/2007

A CONCEPÇÃO DE CRIANÇA NA ÓTICA DOS EDUCADORES


RESUMO

O propósito desse trabalho consiste em investigar a concepção de criança, na ótica dos educadores da Escola Municipal Professor Mateus Viana, em Caicó/RN. Para a realização desse estudo utilizou-se como técnica de pesquisa a abordagem qualitativa, desenvolvida através de uma pesquisa de campo. Como suporte metodológico, utilizou-se o questionário, contendo 05 questões abertas (subjetivas), aplicado in loco, onde foram interrogados 06 educadores, sendo 04 professores do Ensino Infantil, 01 diretora e 01 supervisora, buscando aprofundar o estudo a cerca da temática em questão. Através de observações, visitas in loco, da análise dos discursos emitidos pelos educadores, bem como do vasto acervo literário, é que foi possível a elaboração deste trabalho, destinado tanto às crianças de um modo em geral, quanto aos profissionais de educação infantil. As informações obtidas através dos relatos, bem como, das observações, permitiram perceber que a visão que os professores de educação infantil têm sobre criança é fragmentada e/ou conservadora, pois muitos não estão preocupados com a formação integral da criança, sim com o “cuidar”. Um dado interessante que nos chamou a atenção é que, apesar de as crianças estudarem no pré-escolar, sua rotina assemelha-se a uma instituição de cunho assistencialista (creche) diferindo apenas no horário de atendimento, posto que na creche é integral.


INTRODUÇÃO

A forma como a infância foi sendo concebida ao longo dos séculos, até os dias atuais, é fruto de diversas críticas, debates e, conseqüentemente, de estudos que vêm sendo aprofundados constantemente.

A infância é hoje tematizada em várias áreas do conhecimento, e é motivo de discussão em diversos segmentos da sociedade civil. Mas, isso só foi possível, graça às modificações ocorridas na sociedade na forma de se conceber a criança.

A criança, atualmente, vive um momento fecundo se comparamos a forma como essa era concebida no início dos séculos. Contudo, isso não significa dizer que tal mudança represente sempre progresso, pois, apesar dos avanços em termos de inclusão da criança na sociedade, observa-se que muita coisa ainda precisa ser feita para que os direitos reservados a esse ser, desde a Constituição Federal de 1988, tornem-se fato.

Apesar dos avanços e das conquistas adquiridas (como no caso do Estatuto da Criança e do Adolescente e da nova LDB), a maioria das crianças no Brasil, ainda vive em um meio bastante adverso, onde são excluídas socialmente, violentadas, maltratadas física e psicologicamente, sem contar que muitas estão fora da escola, pois não têm acesso aos bancos escolares, (falta de vagas nas escolas), seja porque têm, que parar de estudar para ajudar no sustento da família (trabalho infantil). O certo, é que a situação de grande parte das crianças brasileiras é bastante caótica.

Debruçando o olhar mais especificamente para a educação infantil, objeto deste estudo, verifica-se que, apesar do espaço social concebido a esta etapa, como sendo o primeiro segmento do ensino básico, a educação oferecida à criança de zero a seis anos não se encontra em comum acordo com o que dispõe a nova LDB (lei n: 9394/96), pois é possível encontrar com grande facilidade escolas em péssimas condições físicas, propostas pedagógicas ultrapassadas, sem falar, na falta de profissionais qualificados para atender a essas crianças ativas, curiosas, carentes de conhecimento, presentes no contexto atual.

É com essa preocupação que se buscou investigar as concepções de criança sob o prisma dos educadores, mais especificamente, dos professores da educação infantil, da Escola Municipal Professor Mateus Viana, em Caicó/RN, escolhida como cenário e fonte de pesquisa deste estudo. O mesmo foi realizado através de pesquisa bibliografia, visitas in loco e aplicação de questionário. Este foi desenvolvido de janeiro a outubro de 2002.

O universo da pesquisa constou de 06 educadores: 04 professores do ensino infantil, 01 diretora e 01 supervisora. A pretensão de investigar a concepção da diretora e da supervisora da escola deve-se ao fato de considerá-las como educadores, pois, a partir do momento que o sujeito passa a interagir, participar e intervir na formação do indivíduo, ele é um educador.

A escolha dessa temática surge da inquietação e desconhecimento da pesquisadora na forma como a criança é vista atualmente. Por conseguinte, a escolha dessa escola ocorreu em virtude de residi no mesmo bairro, de conhecer a clientela, manter contato a priore e, principalmente, por querer conhecer mais a fundo a realidade da escola em questão.

Assim sendo, buscou-se desenvolver esse estudo em três capítulos, para que se tenha uma visão mais acurada no objeto de investigação. Por essa razão convida-se o leitor a prossegui conosco pelo seguinte percurso.

No primeiro capitulo, faz-se um breve resgate histórico da concepção de criança, destacando-se os caminhos pelos quais estas foram sendo concebidas e tratadas ao longo dos séculos, até os dias atuais, buscando e compreendendo a criança na condição social de ser histórico e cultural, cabendo se salientar que a analise das modificações votadas ao conceito de criança infância é feito à luz das mudanças ocorridas na forma de organização da sociedade.

Seguindo o percurso histórico, enfatiza-se a criança no Brasil, focalizando a forma como ela foi sendo concebida e tratada na sociedade brasileira. Na ocasião, enfoca-se a criança na contemporaneidade brasileira, destacando as conquistas e os percalços enfrentando por ela em nosso país. Ainda neste capitulo, abordam-se as tendências pedagógicas e suas influências nas concepções de crianças, mostrando como a mesma é concebida nas principais tendências e/ou abordagens.

No segundo capítulo, pretende-se historiar o quadro de atendimento à criança na educação infantil, buscando as origens das iniciativas destinadas à criança de 0 a 6 anos. Nele encontra-se, também, a significação dos conceitos creche, pré-escola e educação infantil.

No terceiro capítulo, e último desta obra, destaca-se a caracterização da escola - objeto deste estudo - em seguida, apresentam-se os dados coletados seguidos de suas respectivas analises, quando serão confortados com as teorias vigentes acerca do tema exposto.

Por fim, destacam-se as considerações finais, onde se faz um apanhado das principais questões que se destacaram ao longo desta obra, no caso deste estudo, a concepção de infância.

Espera-se que este trabalho venha contribuir para uma reflexão (entre educadores, estudantes, leigos e interessados) acerca do ser criança, por conseguinte, na prática pedagógica dos educadores, enquanto agente de transformação e transmissão de conhecimento.

O tema criança é inesgotável, “polêmico” e cheio de “controvérsias”, pois a concepção de criança não se apresenta de forma homogênea em uma dada sociedade, por essa razão não foi possível esgotá-lo nesse estudo, permitindo que muitos aspectos venham a ser explorados/investigados em posteriores pesquisa. Há muito que se aprende com a criança em sua relação de concretude com o mundo. E os educadores, o que pensam sobre isso?


CAPÍTULO I


CRIANÇA: HISTÓRIA E CONCEITO


O propósito deste capítulo consiste em mostrar um breve histórico do conceito de criança, focalizando-se o caminho pelo qual esta foi sendo concebida e tratada, ao longo dos séculos, até os dias atuais, tendo como ponto de referência às idéias de Philippe Ariès. Destaca-se também, a criança no Brasil, quando serão enfatizadas as transformações ocorridas, por esta, dentro de uma perspectiva histórica e cultural.

Logo após, enfoca-se a criança na contemporaneidade brasileira, ou seja, como ela vem sendo tratada e/ou concebida no contexto atual.

Por fim, abordam-se as tendências pedagógicas e suas influências nas concepções de criança.

Nossa pretensão, portanto, não é estudar a criança como um problema em si, mas, sobretudo, entendê-la no seu contexto histórico, político, econômico e cultural.


1.1 História cultural da criança.


A retrospectiva histórica e cultural do conceito de criança revela que esta foi concebida e tratada de diferentes formas, dependendo da classe social a qual pertencia e do grupo étnico do qual fazia parte, em diferentes momentos e lugares da história da humanidade.

Nos séculos XII e XIII, não se afirmava, na iconografia1da época, a representação positiva da idéia de “ser criança”. Até mesmo as estátuas eram ornamentadas com o corpo de adulto. Somente as iconografias profanas reservavam inscrições sobres às “idades da vida” destacando a criança. (NUNES e SILVA, 2000).

De acordo com ARIÈS (1978), foi somente no século XIII que surgiram os ícones de simbolização peculiar de alguns tipos de crianças um pouco mais próximo do sentido moderno: o primeiro tipo de representação era religioso, onde as crianças eram concebidas como um anjo com aparência de um rapaz. “O segundo seria o modelo e o ancestral de todas as crianças da história da Arte:o menino Jesus ou Nossa Senhora menina. O terceiro apareceu na fase gótica: a criança nua, porém, sempre representada como assexuada”.

Até o fim do século XIII, não existiam crianças caracterizadas por uma expressão particular, e sim homens de tamanho reduzido. As crianças eram vestidas tais quais os adultos. (id)

Percebe-se que houve uma lenta mudança entre o século XII e XIV acerca do ser criança, ou seja, há pouca diferença na forma como a sociedade concebe a criança na passagem desse século (XII), como pode ser observado, no percurso da história.

NUNES e SILVA, (op cit) comentando ARIÉS, informam que, no século XIV, a iconografia acerca do ser criança se estabeleceu e fixou seus traços essenciais, que permaneceram quase inalterados até o século XVIII.

Estes também acrescentam que no século XV as crianças ainda andavam misturadas com os adultos e, com eles, participavam de festas, trabalhos e reuniões, sempre correndo e dando saltos no ambiente supostamente reservado aos negócios do adulto. Nessa fase da história, os limites entre infância e adolescência eram incertos e mal percebidos.

Um século depois (XVI), pouca mudança houve na concepção de criança. Nessa época, o sentimento de infância era de que a criança era uma coisa “engraçadinha”, uma espécie de ser “exótico” e angelical. Tal sentimento não deixava perceber a criança como um processo, ou seja, como sujeito de sua própria história. (id)

Ainda comentando o século XVI, ARIÈS (op cit) revela que, ao analisar a iconografia, os diários, túmulos, documento e vocabulário desse século, percebeu que neles a criança é muito pouco representada e, quando é, aparece como um adulto em escala menor. Antes dessa época, a criança não era diferenciada do adulto e participava igualmente de várias manifestações sociais.

Mas, é somente no final do século XVI e início do XVII que surge uma radical mudança na pedagogia familiar e social. A criança havia conseguido um lugar junto aos seus pais. Lugar este que, até então, não poderia ter ocupado, uma vez que o costume mandava que a criança fosse confiada a estranhos. A criança, nessa época, tornou-se um elemento indispensável à vida quotidiana, além do que a vida familiar se estendeu a quase toda a sociedade. (NUNES e SILVA, 2000).

Corroborando esse pensamento, SCORSATO (1998) destaca que é apenas no início do século XVII que os adultos modificam sua concepção de infância e concede uma visão nova à criança, o que significa ainda que se lhe reconheça um lugar privilegiado na família e que se faça dela o seu centro. Havia, nesse século,uma manifestação de medo da infância expressa através da filosofia e da teologia. A criança aqui aparecia como símbolo da força do mal, do pecado original, o que evidenciava o ponto de vista da natureza humana corrompida.

A partir do século XVII, sob a influência dos reformadores moralistas, pouco a pouco se admitia que a criança não era preparada para a vida, cabendo aos pais a responsabilidade pela formação moral e espiritual dos filhos, gerando o aparecimento de novos sentimentos nas relações familiares. Os pais passaram a enviar seus filhos à escola onde recebiam a sólida formação proclamada pelo pensamento moralista da época. (ARIÈS apud MIRANDA, 1983)

Observa-se que nesse século a criança começa a adquirir mais espaço na família e, conseqüentemente, na sociedade. Assim, NUNES e SILVA (op cit) revelam que, no final do século XVII, já se observa o começo de uma separação entre o mundo da criança e o mundo do adulto. Essa separação, segundo eles, é irreversível, pois cresce até o fim do século XIX.

Contudo, KRAMER (In KRAMER e LEITE 1996) registra que a idéia de infância aparece com a sociedade capitalista, urbano-industrial, na medida em que mudam a inserção e o papel social da criança na comunidade. Se, na sociedade feudal, a criança exercia um papel produtivo direto “de adulto”, na sociedade burguesa ela passa a ser alguém que precisa ser cuidada, escolarizada e preparada para uma atuação futura. Esse conceito de infância é determinado historicamente pela modificação nas formas de organização da sociedade.

De acordo com PINHEIRO (1998), anteriormente à sociedade industrial, a duração da infância se limitava à tenra idade em que ela necessita dos cuidados físicos para sua sobrevivência, ou seja, tão logo seu desenvolvimento físico fosse assegurado - aproximadamente aos sete anos -. Para ilustrar sua fala, a autora cita ARIÈS (ibid, p. 43) quando comenta que a criança passava a conviver diretamente com adultos, compartilhando do trabalho e dos jogos a todo o momento, uma vez que a socialização acontecia no convívio com a sociedade, não sendo determinada nem controlada pela unidade familiar.

KRAMER (op cit) mais uma vez se fundamenta em ARIÈS para informar que o sentimento moderno de infância corresponde a duas atitudes contraditórias dos adultos. Uma considera a criança como um ser ingênuo, inocente e puro e é traduzida por aquilo que ele chamou de “paparicação”; reservada a criancinhas em seus primeiros anos de vida. A segunda atitude, surge simultaneamente à primeira, mas se contrapõe a ela, tomando a criança como um ser imperfeito e incompleto, que necessita da “moralidade e da educação feita pelo adulto”.

Já para PINHEIRO (op cit), a idéia moderna de infância foi determinada socialmente pela organização social capitalista, defendida pelos interesses de uma classe ascendente, a burguesia. Entretanto, a idéia de infância que se desenvolveu e chegou até nossos dias não exprime seu fundamento histórico. Ao contrário, trata-se de um conceito interno, universal e natural, sendo dissimulada a dimensão social da relação criança com o adulto e a sociedade.

AMARILHA (199_) coloca que - do ponto de vista histórico -, a infância surge a partir do século XVIII. Até então, não se encontrava um corpus de conhecimentos, nem tampouco um conceito formulado para esse período de desenvolvimento humano entre as várias ciências. Nesse sentido, as crianças participavam da vida da sociedade com cuidados especiais às suas necessidades.


1.2. Conceito de criança


Compilando a literatura existente, percebe-se que a palavra infância foi concebida e tratada de diferentes maneiras em distintos momentos da história da humanidade.

Até o século XVII, a criança tinha pouca importância para a sociedade, por conseguinte para a família. De acordo com ARIÈS (ibid, p. 19), nesse século, a criança ainda era vista como um ser frágil, indefeso, e a expressão usada para designá-la era “petit enfant” que significava “criança pequena” ou “criancinha”.

AMARILHA (ibid) também comenta que não havia uma preocupação maior com essa fase da vida, pois o período era marcado pelo alto índice de mortalidade. Sendo seres tão transitórios, não valia a pena dedicar-lhes sentimentos mais profundos e duradouros. As crianças eram deixadas para serem criadas por serventes, amas-secas, até que pudessem ter certa autonomia para o convívio com os adultos e chegasse a lhes ocupar o lugar.

De acordo com o dicionário Latino-Português de 1962, a palavra infância advinda do latim infantia significava “incapacidade de falar, nudez”. Esse conceito deriva do fato de se considerar que até os 7 anos a criança era incapaz de falar, por conseguinte “incapaz de pensar”, “incapaz de expressar”, gerando-se daí uma atitude condescendente do ponto de vista intelectual que revela a condição subalterna a que eram submetidas às crianças.

LAJOLO (In FREITAS 2000) revela que a constante necessidade de recorte e afirmação, de busca de precisão cada vez maior do conceito de infância fê-la buscar o dicionário Aurélio, que navega rente à psicologia em seu verbete relativo à infância, quando diz que esta significa: período de vida que vai do nascimento à adolescência, no qual o crescimento se faz, concomitantemente, em todos os domínios e, que, seguindo os caracteres anatômicos, fisiológicos e psíquicos, divide-se em três estágios: primeira infância, de zero a três anos; segunda infância, de três a sete anos; e terceira infância, de sete anos até a puberdade.

Contudo, SCORSATO (id) nos mostra que, no século XVIII, a criança era vista como um brinquedo. A palavra usada para designá-la era Poupart, que significa boneca.

Para reforçar tal visão, a autora cita BANDINTE (apud SCORSATO,1998) quando relata que: “... Poupart é considerado com muita freqüência pelos pais como um brinquedo divertido do qual se gosta pelo prazer que proporciona, e não pelo seu bem. É uma espécie de pequeno ser sem personalidade, um jogo nas mãos do adulto... mas quando tem idade e se torna sério, não nos interessa mais. À familiaridade excessiva sucede uma severidade exagerada, ou uma indiferença gélida”.

No outro extremo, situam-se as idéias de ROUSSEAU quando cita que a criança é um ser com características próprias, não sendo admissível que continuasse sendo encarada como um adulto em miniatura. A infância, para esse filosofo, constituía uma fase da vida e não uma simples preparação para a vida. A criança, segundo ele, teria que se comportar como ela é e não como os adultos gostariam que ela fosse. ROUSSSEAU foi o primeiro a considerar a criança enquanto tal, com sentimentos, desejos e idéias próprias, diferentes dos adultos. (ROUSSEAU apud PINHEIRO, 1998).

No século XIX, a criança passa a ter novo significado. Surge assim um novo termo para designá-la. Esta passa a ser chamada de “baby”, termo usado para crianças de poucos meses de nascimento. NUNES E SILVA (ibid, 27)

PEREIRA e SOUZA (apud KRAMER e LEITE) acrescentam que, desde o final desse século (XIX), percebe-se uma tendência crescente de separar o mundo das crianças do mundo dos adultos. A educação das crianças, que acontecia diretamente ligada à vida nas reuniões de trabalho e lazer, foi substituída pela aprendizagem escolar. Começa, então, um longo processo de enclausuramento de crianças, mas também dos adultos, que se estende até os dias atuais, que vai desde a escolarização dos modos mais sofisticados e sutis de confinamento espacial.


1. 3. Focalizando a Criança no Brasil


Numa breve incursão pela história da criança no Brasil. Observa-se que a “preocupação” com esta, data somente do final do século XIX.

De acordo com NUNES e SILVA (op cit), o Brasil só reconhece a criança no final do século XIX. Relegada aos escravos, desde o período colonial, e mantida longe da cultura social, a criança brasileira tem uma história marcada pelo silêncio e pela violência real e simbólica.

Os autores também citam que os jesuítas foram os primeiros a criarem um espaço institucional, bem definido, para o tratamento das crianças brasileiras que eram em sua maioria, formadas pelos filhos dos índios. Para os Jesuítas, a infância era o momento oportuno para a assimilação das regras de disciplina e da fé. Os jesuítas trouxeram da Europa a idéia da infância santa inspirada na iconografia da infância do menino Jesus. Por isso,...

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