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Título: A Proteção Social

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ASPECTOS SÓCIO LINGUÍSTICOS DA PALATIZAÇÃO

Trabalho enviado por: Erick Pinto

Data: 07/02/2018

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS
CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE PARINTINS
CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS
ERICK MARCONDES DA SILVA PINTO

Parintins-AM
Janeiro- 2017

ASPECTOS SÓCIO LINGUÍSTICOS DA PALATIZAÇÃO DE /S/, /D/ , /T/ e /L/ DO PORTUGUÊS BRASILEIRO


RESUMO


O português falado no Brasil tem traços fonéticos-fonológicos adquirido com a evolução da língua.

Nessa perspectiva, este trabalho vem abordar as variações fonéticas e fonológicas que ocorrem no português brasileiro abrangendo como percurso metodológico a análise de artigos sobre o fenômeno de palatização de acordo com cinco pesquisas já realizadas no Brasil por outros pesquisadores na área da Linguística.

De acordo com as subáreas dessa ciência que investiga as mudanças na fala, destacarei resultados que apontam ocorrências nas formas e pontuando os principais fones que estão em processo de variação.

O primeiro artigo trata da realização variável de /l/ pre vocálico em sete cidades do Estado do Pará.

No segundo artigo trata de uma pesquisa realizada em Flores da Cunha no Rio Grande do Sul.

No terceiro artigo aborda a palatização do /S/ em coda silábica em 25 capitais do Brasil e procura verificar de que forma o contexto fonológico subsequente /t+i/ infere no comportamento dos falantes.

No quarto artigo a palatalização das oclusivas dentais diante da vogal alta [i] em João Pessoa com o intuito de compreender como esse processo é realizado pela comunidade linguística.

No quinto artigo faz uma investigação da regra variável de palatização das oclusivas dentais /t/ e /d/ diante de /i/, na cidade de Feira de Santana (Bahia), em comparação com os resultados de pesquisa anterior (de mesmo tema) realizada em Matinha.

Palavra-Chave: Fonética-Fonologia-Sócio linguística-Palatização-Português.

Sumário
INTRODUÇÃO
CAPITULO I: A SÓCIO LINGUÍSTICA E OS ASPECTOS FONÉTICOS-FONOLÓGICOS
FONÉTICA
APARELHO FONADOR
SILABA
SEMIVOGAL
VOGAL
CONSOANTE
FONOLOGIA
ALOFONE
ARQUIFONEMA
SOCIOLINGUÍSTICA
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
VARIAÇÃO FONOLÓGICA
PALATIZAÇÃO
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA EM PARINTINS
CAPITULO II: A PALATIZAÇÃO NO BRASIL
IMAGENS PRELIMINARES DA REALIZAÇÃO VARIÁVEL DE /l/ PRÉ VOCÁLICO NO ESTADO DO PARÁ
PALATALIZAÇÃO DAS PLOSIVAS ALVEOLARES EM FLORES DA CUNHA (RS): VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E PRÁTICAS SOCIAIS
A PALATALIZAÇÃO DO /S/ EM CAPITAIS BRASILEIRAS, COM BASE EM DADOS DO ALiB: O CASO DE ESTILINGUE E PROSTITUTA
UM OLHAR SOBRE A PALATALIZAÇÃO DAS OCLUSIVAS DENTAIS NO VERNÁCULO PESSOENSE
O FENÔMENO PALATIZAÇÃO EM LOCALIDADES RURAL E URBANA DA REGIÃO DO PARAGUAÇU – BAHIA
O QUE HÁ EM COMUM ENTRE OS TRABALHOS
A PALATIZAÇÃO É UM FENÔMENO RECORRENTE NO PORTUGUÊS BRASILEIRO? POR QUÊ?
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS

INTRODUÇÃO


O português falado no Brasil tem características fonético-fonológicas resultantes dos contatos linguísticos corridos ao longo da história do país. Este trabalho aborda o fenômeno de palatização no PB que é realizado pelos falantes das regiões do Brasil.

O objetivo deste trabalho é fazer um levantamento bibliográfico de artigos de periódicos que estão publicados na internet que tem como tema o fenômeno de palatização no português o Brasil.

O primeiro capitulo deste trabalho aborda as subáreas da linguística que são a sociolinguística e os aspectos fonéticos-fonológicos com uma explanação sobre o assunto.

No segundo capitulo traz o levantamento de pesquisas sobre palatização no Brasil, sendo composto de cinco artigos realizados em áreas diferentes do país.

O primeiro artigo trata da realização variável de /l/ pre vocálico em sete cidades do Estado do Pará. Revelou-se que a variação está amplamente difundida em falantes de ensino superior e entre as mulheres e seu principal condicionador linguístico é o contexto seguinte.

Além disso, os resultados apontaram em caráter provisório e preliminar, alta frequência de palatização de /l/ diante dos fatores linguísticos e sociais.

O segundo artigo trata de uma pesquisa realizada em Flores da Cunha no Rio Grande do Sul e mostra que a palatização é condicionada tanto por variáveis linguísticas quanto sociais e o processo correlaciona-se ao status da vogal-gatilho da regra à qualidade da consoante-alvo, à idade dos informantes e seu local de residência.

Além dos condicionadores linguísticos e sociais do processo, objetiva-se verificar a proporção total da regra, sua tendência a progredir, regredir ou estabilizar-se no sistema da comunidade.

O terceiro artigo aborda a palatização do /S/ em coda silábica em 25 capitais do Brasil e procura verificar de que forma o contexto fonológico subsequente /t +i/ infere no comportamento, e observou-se que mesmo em contexto seguinte no processo de palatização no grupo de capitais do Brasil são caracterizadas pela predominância de alveolares como é o caso de:

Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Goiânia, São Paulo e Vitoria, a palatização do /S/ é favorecido pela presença das variantes desvozeadas palatizadas no contexto seguinte.

Notou-se a presença do contexto /t+i/, nos vocábulos estilingue e prostituta seguinte ao S favorece a palatização com maiores índices de ocorrências nas capitais.

O quarto artigo a palatalização das oclusivas dentais diante da vogal alta [i] em João Pessoa com o intuito de compreender como esse processo é realizado pela comunidade linguística em questão e qual o status que essa variante goza, permitindo o apontamento ou não de uma mudança linguística.

Constata-se que no dialeto pessoense é observada uma exceção à regra de palatalização mais utilizada nessas regiões, já que os falantes e João Pessoa tendem a inibir a palatalização diante da vogal alta.

Mas em palavras como muito e gosto, a palatalização acontece com mais frequência. Desta forma a assimilação progressiva, em que o contexto fonológico anterior exerce influência sobre o seguinte, está mais presente no dialeto pessoense do que a regressiva.

O quinto artigo faz uma investigação da regra variável de palatização das oclusivas dentais /t/ e /d/ diante de /i/, na cidade de Feira de Santana (Bahia), em comparação com os resultados de pesquisa anterior (de mesmo tema) realizada em Matinha.

O estudo propõe analisar linguisticamente a comunidade, estudando a aplicação da regra de palatização na fala feirense e investigar qual a ocorrência nos fonemas /t/ e /d/ e a propensão de um ou outro ao processo, e compará-los aos resultados obtidos no projeto anterior ―A Língua Portuguesa no Semiárido Baiano realizado com falantes do distrito de Matinha, onde se constatou tendência maior à assimilação dos segmentos palatizados por falantes do sexo feminino de faixa etária 15 – 29 anos.

CAPITULO I: A SOCIOLINGUÍSTICA E OS ASPECTOS FONÉTICOS FONOLÓGICOS


FONÉTICA


A Fonética leva em conta os aspectos dos sons das línguas, descreve como o som é produzido, ou seja, seus mecanismos de realização e produção.

Procura realizar uma descrição do aspecto fônico da fala das pessoas e do modo de como é produzido em cada língua, levando em consideração também o timbre da voz, altura, volume e duração.

Mesmo que a língua evolua, ela sempre será a parte da ciência que estuda os sons da fala, Segundo Cristófaro:

A fonética é a ciência que apresenta os métodos para a descrição, classificação e transcrição dos sons da fala, principalmente aqueles sons utilizados na linguagem humana (CRISTÓFARO, 2003, pág. 23).

A fonética divide-se em três partes, a fonética articulatória, fonética acústica e a fonética auditiva.

A fonética preocupa-se com o significante do signo linguístico, além disso, ela procura fazer uma analise fônica dos sons ou dos atos da fala que são realizados pelos falantes das línguas, estuda o aparelho fonador, os movimentos dos lábios e da língua, os pontos de articulação, a obstrução do ar, a obstrução das cordas vocais e Investiga as características físicas dos sons que permitem a sua articulação e recepção auditiva.

A unidade básica de estudo para a fonética é o fone.

A fala humana é capaz de produzir diversos fones, e um grupo composto de um fone pode ser chamado de fonemas que ela analisa e descreve esses fones como sons isolados em sua realização concreta.

O Fonema é a unidade sonora que é capaz de estabelecer diferenças entre um vocábulo e outro e o fonema é a representação sonora do som concreto que é realizado através da fala.

Além disso, os fonemas são classificados em vogais, semivogais e consoantes e utiliza-se o Alfabeto Fonético Internacional para representar esses fones nas transcrições fonéticas.

Quando realizamos a palavra aflito, por exemplo, emitimos três sílabas e seis fonemas: a-fli-to. Percebemos que numa sílaba pode haver um ou mais fonemas.

No sistema fonético do português do Brasil há, aproximadamente, 33 fonemas. É importante não confundir letra com fonema.

Fonema é som, letra é o sinal gráfico que representa o som. Ela fundamenta-se em estudar os sons da voz humana, examinando suas propriedades físicas independentemente do seu ―papel linguístico de construir as formas da língua‖. Sua unidade mínima de estudo é o som da fala, ou seja, o fone.

A Fonética se diferencia da Fonologia por considerar os sons independentes das oposições paradigmáticas e combinações sintagmáticas.

A fonética é uma ciência histórica que analisa acontecimentos, transformações e se move no tempo. Já a fonologia se coloca fora do tempo, pois o mecanismo da articulação permanece estável de acordo com a estrutura da língua em questão.

Mesmo não sendo uma concepção contemporânea, foi Saussure quem primeiro fez a distinção entre as duas ciências, através do uso de suas dicotomias (Langue/Parole, Forma/Substância). Foi com componentes do Círculo Linguístico de Praga que a Fonologia passa a adquirir seu próprio objeto de estudo.

O termo fonética pode significar tanto o estudo de qualquer som produzido pelos seres humanos, quanto o estudo da articulação, da acústica e da percepção dos sons utilizados em línguas específicas.

APARELHO FONADOR


Um órgão do organismo humano que é formado por outros órgãos é o aparelho fonador que é o principal órgão para a produção da fala. Ele é formado pelos pulmões, brônquios, traqueia, laringe, glote, faringe, úvula, fossas nasais, cavidade bucal, língua, dentes superiores e dentes inferiores, lábios superiores, lábios inferiores.

Segundo Cristófaro:

As partes do corpo humano que utilizamos na produção da fala têm como função primária outras atividades diferentes como, por exemplo, mastigar, engolir, respirar ou cheirar.

Entretanto, para produzirmos qualquer som de qualquer língua fazemos uso de uma parte específica do corpo humano que denominaremos de aparelho fonador. (CRISTÓFARO, 2003. pg; 24)

São os pulmões que fornecem energia para a produção do som, deles que vem a corrente de ar inspiratória e expiratório que passa pelos demais órgãos assim articulando o som para a sua plena produção e realização.

Os brônquios e a traqueia servem de canal condutor da corrente aérea dos pulmões para a laringe.

Segundo Callou e Leite:

Os sons utilizados no exercício da linguagem humana são vibrações com freqüências, intensidades e durações características, produzidas por uma coluna de ar em movimento, que, tendo início nos pulmões na fase expiratória do processo de respiração, percorre o chamado aparelho fonador. (CALLOU & LEITE.2009, pg; 16)

A glote é um dos órgãos essenciais da fonação, onde estão às pregas vocais e ambas ficam na laringe.

Quando a glote está aberta e as pregas vogais afastadas uma da outra, a corrente de ar aérea que vem dos pulmões passa livremente e quando completamente fechada, a glote interrompe a passagem da corrente aérea.

Com a glote fechada as pregas vocais fechadas, muito próximas e tensas, opõem resistência a corrente de ar e consequentemente vibram, produzindo o som glotal.

As pregas vocais que são músculos que provocam os efeitos sonoros da fonação, e com o estreitamento provocado no canal por onde transita a corrente aérea.

A faringe serve juntamente com a cavidade bucal de caixa de consonância que permite amplificar os sons harmônicos que são variações do som fundamental da voz.

A úvula que fica no fim do palato mole faz parte do sistema articulatório, e fica na cavidade bucal, e têm duas posições a fechada e a aberta. Quando ela está na posição fechada a corrente de ar expiratória vai para a cavidade bucal, produzindo os sons orais.

Quando ela está na posição aberta, a metade da corrente expiratória vai para as fossas nasais, que fica como uma caixa de ressonância e reforça outros sons harmônicos, produzindo os sons nasais.

A concepção de produção dos sons é analisada em três ângulos diversos: iniciando do falante, o que passa no aparelho fonador.

Os efeitos acústicos da onda sonora realizada pela corrente de ar em sua passagem pelo aparelho fonador e a percepção da onda sonora pelo ouvido do ser humano.

Os sons utilizados nas atividades de falas da linguagem humana são vibrações com frequências, intensidades e durações.

Para a produção dos sons com função distintiva, usa-se a corrente de ar forte, os sons plosivos que são resultantes da expulsão do ar dos pulmões, devido ao levantamento do diafragma pela ação dos músculos intercostais. A corrente de ar, que se inicia nos pulmões pode ser interrompida na glote ou na boca.

aparelho fonador

Disponível em: http://seven-e.com/tag/aparelho-fonador/
Acesso: 10.08.2017

SILABA


O conjunto de fonemas emitidos em uma corrente de ar expirada é o que se chama de silaba que são as unidades fonológicas que formam as palavras e pode ser como o som que a partir de uma articulação compõe de um núcleo fônico, distinguido de outros através de depressões da voz.

Em português seu núcleo é sempre uma vogal. (Cristófaro, 2009)

Sílabas são constituídas de vogais - que representamos por V - e consoantes - que representamos por C.

As silabas são apoiadas por uma vogal e são realizadas e oralizadas para atmosfera num único jato de ar, materializando na fala ao atingir a atmosfera. Segundo Cardoso:

A sílaba fonética é toda emissão da voz laríngea caracterizada pela passagem do estreitamento à abertura do canal supraglótico (acima da glote).

Esse conceito de sílaba fonética tem como base parâmetros da fonética articulatória. (CARDOSO, 2009.pg.171)

A silaba é um acréscimo da pressão do ar expelido dos pulmões pela atividade de pulsação dos músculos respiratórios que faz com que a saída do fluxo do ar não seja contínua, mas em jatos sucessivos. Uma silaba é aberta quando não há consoante no seu declive e travada quando a tem. Segundo Cristófaro:

Os movimentos de contração e relaxamento dos músculos respiratórios expelem sucessivamente pequenos jatos de ar.

Cada contração e cada jato de ar expelido dos pulmões constitui a base de uma sílaba (CRISTÓFARO,2003.pg; 76)

Quanto ao número de sílaba se classificam em monossílabo, quando tem apenas uma sílaba, dissílabo, quando tem duas sílabas, trissílabo, quando tem três sílabas e polissílabo, quando tem mais de três sílabas.

Existe a silaba tônica que é produzida com um pulso reforçado, então na produção dessas silaba tônica o jato de ar é mais forte e consequentemente são acentuadas. Em relação às silabas que são produzidas com menos forças, encontram-se as silabas átonas que não são acentuadas.

Difere as posições das silabas na palavra, por exemplo, sua posição pode ser sílaba tônica, e outras como proparoxítona, quando a sílaba tônica é antepenúltima e paroxítona quando a sílaba tônica é a penúltima e oxítona, quando a sílaba tônica é a última.

Segundo Cardoso:

A silabação é o termo que se refere à divisão de uma palavra em sílabas. No Português temos:

Monossílabo – palavra de uma sílaba. Dissílabo – palavra de duas sílabas. Trissílabo – palavra de três sílabas.

Polissílabo – palavra de mais de três sílabas. (CARDOSO, 2009. pág.; 172)

As silabas se separam, isso depende dos encontros vocálicos e dos dígrafos, quando existe, na palavra, ditongo ou tritongo, eles não se separam. Os hiatos são separados e os dígrafos na língua portuguesa podem ser separáveis e inseparáveis, ou seja, ficam em sílabas diferentes e nos ditongos crescentes, tem sempre a possibilidade de separar ou não, ou seja, considerar ditongo crescente ou hiato.

SEMIVOGAL


As vogais plenas estão em constantes mudanças nas falas das pessoas no dia a dia e as semivogais são sons que possuem características fonéticas de vogais, mas não são vogais plenas, não há obstrução da passagem do ar através da boca.

Algumas vezes, os fonemas /u/ e /i/ não constituem vogais, eles aparecem apoiados em uma vogal, formando uma sílaba. Neste caso, esses fonemas são denominados semivogais.

As semivogais, diferentemente das vogais, não desempenham o papel de núcleo silábico.

Na língua portuguesa as semivogais são [y] semivogal palatal, já que a língua se aproxima do palato duro e [w] semivogal labiovelar.

A semivogal ocorre sempre acompanhando uma vogal em ditongos e tritongos, a vogal em português é sempre o núcleo de uma sílaba, além disso, a semivogal nunca ocupa o núcleo, por isso, ela é chamada também de vogal assilábica ou semiconsoante.

Segundo Simões:

Semivogal é um fonema produzido como vogal, mas que funciona como consoante (no aclive ou no declive silábico). (SIMOES, 2006; pág. 29)

Como a vogal esta na base, o grafema [i] representa um som vocálico; no entanto, por estar fora da base, tal som desempenha papel típico das consoantes. E o som [i] representa um fonema de natureza vocálica e consonantal /y/, sendo, por isso, uma semivogal.

A denominação semiconsoante resulta do critério funcional sobreposto ao da natureza do som.

VOGAL


A expiração pura sai do organismo sem enfrentar nem um obstáculo no seu percurso até a atmosfera e se materializar no som. O som vocálico que vem dos pulmões e atinge a atmosfera transita pelos canais condutores da corrente aérea, assim transitando sem obstáculos pelo conduto respiratório.

Ela tem sua realização independente. Há alguns fenômenos relacionados à vogal que se chamam de ditongo, tritongo e hiato, que ressalta o encontro ou junção de vogais com semivogais. E vale ressaltar que não existem silabas sem vogais, portanto as vogais são indispensáveis nas palavras.

Além disso existe algumas características das vogais serem átonas ou tônicas. Isso se relaciona com a intensidade da pronúncia na hora da realização e o acento que faz com que as cordas vocais vibrem com mais ou menos força.

Segundo Cristófaro:

O sistema vocálico do português deve ser analisado em relação ao sistema acentual. Temos em português vogais tônicas (ou acentuadas) e vogais pretônicas e postônicas (ou átonas). (CRISTÓFARO,2003.pg;171)

As vogais são as primeiras palavras que uma criança começa a falar, porque, são mais fáceis por serem jatos de ar que não enfrentam obstáculos no canal condutor do aparelho fonológico.

Depois com o passar do tempo que ela vem aprender a pronunciar as consoantes, por elas, terem que enfrentar obstáculos na hora de saírem ate a...

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