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A ESCOLHA DO LIVRO DIDÁTICO PARA O PROCESSO DE ENSINO

Trabalho enviado por: Zé Moleza

Data: 10/01/2017

CONGREGAÇÃO SANTA DOROTÉIA DO RECIFE
FACULDADE FRASSINETTI DO RECIFE-FAFIRE
ESPECIALIZAÇÃO EM LINGUÍSTICA APLICADA AO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA

RECIFE
2010

A ESCOLHA DO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA E SUA IMPLICAÇÃO PARA O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

RESUMO

Este trabalho visa discutir acerca do trabalho do docente que envolve o material didático aquele o qual é escrito e impresso que tem por finalidade auxiliar ao docente com informações teórico-metodológico. Um fator importante que direcionou esta pesquisa foi apreender as opiniões de docentes acerca da escolha do material didático, das estratégias de ensino que utilizam quando adotam esses livros e da avaliação que fazem da proposta da escrita expressas em materiais didáticos. Assim tem-se como objetivo investigar os fatores internos e externos de sala de aula que impedem a aplicação das propostas do ensino expressa em manuais de Língua Portuguesa destinados aos discentes dos 6º anos do Ensino Fundamental II.

Palavras-chaves: Ensino da Língua Portuguesa, Estratégias de Ensino, Material Didático.

RESUMO

Este Trabajo visa discutir acerca del trabajo del docente que envuelve el material didáctico aquel cuál es escrito e impreso que ten por finalidad auxiliar al docente con las informaciones teórico-metodológicas. Un factor importante que direccionó esta pesquisa fue aprehender las opiniones de los docentes acerca de la escoja del material didáctico, de las estrategias de enseno que utilizan cuando adoptan esos libros e da evaluación que hacen de la propuesta de la escrita expresas en materiales didácticos. Así su principal objetivo es investigar a los factores internos y externos de las clases que impiden a la aplicación de las propuestas del enseno expresa en manuales de Lengua Portuguesa destinados a los alumnos del 6º anos do Enseno Fundamental II.

Palabras-llaves: Enseno da Lengua Portuguesa, Estrategias de Enseno, Material Didáctico

LISTA DE SIGLAS
LD - Livro Didático
LDLP - Livro Didático de Língua Portuguesa
LP - Língua Portuguesa
MEC- Ministério da Educação e Cultura
PCNLP - Parâmetros curriculares Nacionais de Língua Portuguesa
PNLD - Programa Nacional do Livro Didático
USAUID - United States Agency for Internacional Development

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
1. O LIVRO DIDÁTICO NO BRASIL HISTÓRIA E UTILIZAÇÃO
2. A ESCOLHA DO L. D: POLITÍCAS E PAPEL DO PROFESSOR
3. A VISÃO DO DISCENTE SOBRE O L.D.L.P DO 6° ANO
4. AVALIAÇÃO DO L.D
4.1 Avaliação do Livro I
4.2 Avaliação do Livro II
4.3 Avaliação do livro III
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS
ANEXO

INTRODUÇÃO

O devido trabalho tem como objetivo a análise do Livro Didático de Língua Portuguesa destinado aos alunos do 6º ano do Ensino Fundamental II, tendo em vista em que muitos docentes o utilizam de forma única no processo de ensino aprendizagem, com isso vem sofrendo acusações variadas ao material didático que é utilizado para o Ensino da Língua Portuguesa.

Alguns professores o taxam de pouca criatividade e discentes fazem suas queixas sobre o seu uso, pois muitos desses discentes tratam alguns conteúdos do livro didático de língua portuguesa com desdém.

A escolha do material didático é de suma importância para o docente quanto para o discente porque estes dois grupos são os mais afetados pelo seu uso. O L.D ocupa um lugar de destaque na definição das políticas públicas na área de educação, exercendo na escola, uma função relevante, seja ela como delimitador de propostas pedagógicas a serem trabalhadas em sala de aula ou como material de apoio ao  das atividades de ensino e aprendizagem. E infelizmente como suporte único disponível para os docentes.

É necessária a contestação da existência do livro didático e fazer uma análise de como ele se encontra hoje e o que pode ser feito para melhorá-lo é fundamental para o processo de Ensino Aprendizagem.

O livro didático nos últimos anos tem assumido uma postura de destaque dentro da prática do ensino brasileiro, todavia o que seria apenas um mero instrumento de trabalho entre docentes vem se tornando uma arma, pois este acaba por muitas vezes determinando conteúdos e condicionando estratégias de ensino, assim de forma decisiva como o que se ensina e como se ensina, fazendo muitas vezes com que o professor fique “preso” unicamente ao seu uso. Por esse motivo vem sendo necessário o estudo do L.D, ou seja, uma análise desse conteúdo e como ele vem sendo utilizado pelos docentes de Língua Portuguesa.

Assim esse estudo tem como base a observância acusações de docentes, discentes e pais ao material didático utilizado para o ensino. Os docentes por muitas vezes o acham pouco criativo, pais e discentes fazem suas queixas de seu uso pouco racional, pois acreditam que o seu conteúdo em sua maioria não está de acordo com a realidade do discente, que é tido como o sujeito paciente do seu uso.

É verdade que o material didático de língua portuguesa acaba tendo um mau êxito por somente se resumir a um livro sendo composto por textos e exercícios ou a um livro de textos e outros de outras atividades. Em muitos livros são encontrados textos enormes e cansativos para o docente trabalhar em sala de aula e para os discentes fazerem a sua interpretação, também não se encontram recursos suficientes de audiovisuais. Quaisquer outras estratégias advêm do docente, que deve criá-las, confeccioná-las, mesmo que seja por meio do processo do erro o qual torna a aula mais interessante e foge um pouco do manual do professor em que já vem com a aula pronta e acabada, que em sua maioria não valoriza aprendizagem através do erro, ou seja, não considera o conhecimento prévio do discente, desconsiderando a aprendizagem significativa, que em sua maioria é de fundamental para a aprendizagem do discente.

É válido ressaltar a importância da escolha do L.D, em analisá-lo, missão ainda principiante na atualidade. Além disso, a escolha feita pelos docentes na maioria dos casos, não tem embasamento científico, a escolha é feita muitas vezes através de folhetos enviados pelas editoras, em que as informações são encontradas de forma resumida.

Faz-se necessário que tomemos cuidado com o seu uso contínuo, pois este material poderá ser visto como única fonte de ajuda ao docente, e assim poder comprometer a aprendizagem do discente, assim o livro didático tem assumido uma importância fundamental no apoio didático ao professor, enquanto o docente vê o livro didático como recurso único e fundamental para ser usado em sua aula, torna-se responsabilidade do professor fazer com que mesmo aquele livro didático que ele o considera “fraco” se torne um instrumento positivo em suas aulas e por fim o LD não deve ser o único meio de preparação para as suas aulas.

A finalidade deste trabalho é verificar como alguns docentes fazem a escolha do LD, observar como docentes e discentes opinam sobre o uso do LD, especificar os prós e os contras sobre a utilização do LD.

Neste contexto este trabalho monográfico visa analisar a importância da análise do L.D. L. P. destinado a alunos do 6º ano e foi dividido em quatro capítulos. No primeiro capítulo encontramos O livro Didático no Brasil: História e Utilização, onde tem por objetivo mostrar como foi o início de seu uso nas escolas. No segundo capítulo A Escolha do L.D: Políticas e o Papel do Professor temos como referência Fazer com que os docentes de L.P saibam administrar tantos os pontos positivos, quanto os pontos negativos do L. D escolhidos por eles, Incentivar os docentes sobre a importância do L. D. No terceiro capítulo, A Visão do Discente do L. D. L. P do 6º ano, tem como objetivo saber como o discentes veem o L.D, o que eles acham que pode ser melhorado nas aulas de L. P quanto ao uso do L. D. NO quarto capítulo iremos ter A Avaliação do L.D que tem por objetivo originar o interesse para a análise do material didático o qual é empregado em sala de aula, avaliar o livro através dos critérios utilizados pelo PNLD para análise do L. D.

1. O LIVRO DIDÁTICO NO BRASIL: HISTÓRIA E UTILIZAÇÃO

A definição do LD, na concepção de Stray, é um produto cultural composto, híbrido, que se encontra no “cruzamento da cultura, da pedagogia, da produção editorial e da sociedade” (1993, p.77-78). No que consideramos de universo escolar o LD coexiste com diversos outros instrumentos como quadros, mapas, enciclopédias, audiovisuais, softwares didáticos, CD-ROM, Internet, dentre outros, contudo continua ocupando um papel central.

Sua origem é encontrada na cultura escolar, mesmo antes da invenção da imprensa no final do século XV. Na época em que os livros eram objetos raros, os estudantes universitários europeus eram criadores de seus cadernos de textos. Ao surgir à imprensa, os livros tornaram-se os primeiros produtos feitos em série. (GATTI JÚNIOR, 2004, p.36).

Para que os livros didáticos, dicionários, obras literárias e livros chegassem às escolas brasileiras iniciou em 1929, com a criação de um órgão específico para legislar sobre políticas do livro didático, o Instituto Nacional do Livro (INL), que tinha como objetivo contribuir para a legitimação do livro didático nacional e auxiliar no aumento de sua produção, porém demorou algum tempo para seguir adiante, apenas em 1934, durante o governo do presidente Getúlio Vargas, o INL teve que atribuir como editar obras literárias para a formação cultural  da população, elaborar uma enciclopédia e um dicionário nacionais e expandir o número de bibliotecas públicas. (Klis & Rodrigues, 2004)
Somente em 1938 o LD veio entrar na pauta do governo quando foi instituída por meio do Decreto-Lei nº 1.006, de 30/12/38 a Comissão Nacional do Livro Didático (CNLD) a qual estabelecia a primeira política de legislação para tratar da produção, controle e da circulação dessas obras. Esta comissão possuía mais a função de controle político ideológico do que propriamente uma função didática, em 1945 consolidou a legislação sobre as condições de produção, importação e utilização do livro didático, restringindo ao professor a escolha do livro a ser utilizado pelos alunos conforme definido no art. 5º do Decreto-Lei nº 8.460, de 26/12/45. (Klis & Rodrigues, 2004)

O Ensino da Língua Portuguesa passou muito tempo sendo efetivado por meio de cartilha, livro de leituras, gramáticas. Era que nessa época existiam apenas as coletâneas responsáveis pela seleção dos textos literários em prosa e verso de autoria portuguesa e brasileira que eram apresentados aos discentes, seguidos de alguns comentários breves, notas explicativas e ás vezes algum comentário breve sobre o texto.

De acordo com Silva (1998) o livro didático começa a ser utilizado com frequência no país a partir da segunda metade da década de 60, através da assinatura do acordo MEC – USAUID em 1966, numa época em que são editados em uma quantidade consideravelmente grande para que se pudesse atender a demanda de um novo contexto escolar surgido na época.

Ao se observar a trajetória histórica do livro didático, começamos a perceber a sua importância que foi conquistada ao longo de sua carreira.

Com o passar dos anos, muitos autores começaram a se dedicar ao estudo deste, com a finalidade de analisar a sua eficiência ou ineficiência tanto para o docente quanto para o discente que são os dois mais afetados por esse sujeito ativo que é o Livro Didático.

Assim, com o avanço da industrialização e da comunicação de massa no terceiro mundo, a língua portuguesa começou a ser vista como um “instrumento de comunicação e expressão”, conforme a lei de diretrizes e bases da educação – 5692/71, contudo, diante das novas metas de ensino e dos novos perfis de discentes e de docentes, o ensino do Português ficou minúsculo, de modo que as gramáticas começaram a ceder lugar a um novo tipo de material didático de apoio ao docente. (WITZEL, 2002)

Partindo da análise de que as crianças de escola pública, que em sua maioria possuem uma origem humilde, e da escola particular que são originárias de classe média e média alta, aprendem conceitos via livro didático, conclui–se que este, em geral, ultrapassa ideologias que são culturalmente impostas às quais se propagam de maneira a implantar valores e preconceitos, (FARIA1984).

Alguns autores criticam o apoio que vem anexado ao L.D como suporte para a prática do docente outros veem como suporte que pode auxiliar o professor em suas aulas, Alain Choppin (apud BATISTA & ROJO, 2005, p.15) faz uma distinção entre quatro tipos de livros escolares, conforme a função que eles tenham no processo de ensino e aprendizagem são elas: Os manuais ou livros didáticos; Os paradidáticos ou para escolares; Os livros que são considerados de referência; As edições escolares de clássicos, sendo estes considerados como livros didáticos.

O manual que conhecemos hoje tem como propósito estruturar e facilitar o trabalho do professor, apresentando não somente os conteúdos, mas também as atividades didáticas e organizando-se, de acordo com a divisão do tempo escolar, em séries / volumes e meses ou bimestres /
unidades. (BATISTA 2003, p. 43)

Esta citação nos remete ao que será citado um pouco mais a frente, pois, aqui realmente o autor citado acima afirma que alguns professores transferem suas responsabilidades tanto aos autores quanto as editoras de livro didático de Língua Portuguesa, que tem um papel decisivo no processo da didática dos objetos de ensino, bem como na construção de determinados conceitos e capacidades a serem ensinadas.

Neves (2002), em uma pesquisa mais recente chegou a contestar de maneira mais convergente a opinião de Faria que o livro didático chega a apresentar problemas como confusão de critérios, inadequação de nível, invenção de regras, preocupação excessivas com as definições, sobrecarga da teorização, impropriedade de definições, também se encontra uma artificialidade de exemplos, falsidade de noções, gratuidade de ilustrações, texto muitas vezes é mal aproveitado, entre outros problemas encontrados em que não há a necessidade de citá-los.

Mesmo com todos esses problemas citados pela a autora, a mesma diz que não podemos caracterizá-lo como o único culpado. De acordo com a autora, o docente está à procura no livro didático de buscar soluções para o que ele não sabe, assim transfere responsabilidades que pertencem unicamente ao próprio docente, com a desculpa de que o L.D não serve. Tendo em vista que como docente e discente não aprendem sozinhos, substitui essa falta em seu conhecimento ao autor do livro, pois muitos docentes economizam tempo no preparo das aulas e segue fielmente o guia do livro deixando-o que se torne sua “bíblia”, porque em muitos casos temos professores sobrecarregados de horas /aulas.

Por outro lado, o modelo de manual didático que foi constituído no país pelos anos de 1960 e 1970, Obras produzidas com o objetivo de auxiliar no ensino de uma determinada disciplina, por meio da...

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