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A Feira da Sulanca de Caruaru

Trabalho enviado por: Shisneyda Furtado

Data: 16/08/2006

A FEIRA DA SULANCA DE CARUARU

Caruaru,

07 de junho de 2006


Origem

Para uma corrente, Sulanca vem da união de helanca (malha vinda do Sul do País) e sul; outros lhe dão como origem, uma designação depreciativa dada ao produto no início: algo como sucata. Esta hipótese tem mais fundamento,  porque é coerente com o princípio da confecção: coberta ou roupa feita pelo povo com pedaços de retalhos.  Esse produto mal acabado, de carregação mesmo, como era caracterizado em sua origem, era resultante de uma sociedade então muito pobre, que buscava sobreviver com seus próprios meios. Assim, é provável que a primeira sílaba (su) da palavra sulanca, tenha advindo de sucata, assim como o restante (lanca), de helanca. Por essa versão, a sulanca, originariamente, estaria para a confecção usual, assim como a sucata está para o equipamento normal.

A sulanca passou de simples cobertas e roupas populares para confecção de qualidade,  que hoje nada fica a dever a outros produtos convencionais do gênero no mercado. A atividade explodiu, passando a caracterizar o comércio e, principalmente a fabricação de confecções. Sulanca significa hoje, por extensão, toda utilização de tecidos, confecções e até mesmo a comercialização de produtos afins na região.

 Destaca-se pela informalidade dominante, por suas vendas no atacado e por apresentar preços mais reduzidos tanto em grosso quanto no varejo. O negócio deu tão certo que outras regiões deste e de outros estados o copiaram com êxito. Pelo menos no Nordeste,  ela está presente hoje, praticamente, em toda parte.

A feira nasceu pequena junto com a capela de Nossa Senhora da Conceição, em 1781. No início só funcionava aos sábados para atender os viajantes que se dirigiam ao Sertão e, obrigatoriamente, teriam que passar pelo local. As ricas pastagens atraíam o comércio de bois na região, rica em plantações, por conta do solo de terra vermelha. O surgimento da cidade, há 142 anos, fez com que a feira ganhasse fama com a diversificação dos produtos oferecidos, contribuindo para que Caruaru se tornasse o principal centro de integração do comércio e cultura do Agreste pernambucano.

A Feira da Sulanca de Caruaru está instalada no Parque 18 de Maio, numa área de aproximadamente 40 mil m². A feira existe a mais de 221 anos, desde o ano de 1780, originada na formação da cidade, tornando-se um centro convergente que atrai as populações, não só da sede, mas das cidades vizinhas e estados fronteiriços, para venda ou troca de mercadorias.


Estrutura

A Feira é gigantesca: são várias barracas, a perder de vista e uma infinidade de mercadorias. Está integrada ao ambiente da tradicional Feira de Caruaru, que comercializa legumes, carnes, verduras, frutas, flores, potes, ferragens, roupas, calçados, ervas medicinais e comidas típicas. Com o passar dos anos o local foi se modernizando, tornando-se mais organizado, facilitando a vida dos feirantes. Em contrapartida, a modernização modificou toda a estrutura e contribuiu para que a feira perdesse suas características originais, a exemplo de alguns de seus personagens típicos.

Funcionando, como foi citado anteriormente, no Parque 18 de Maio, toda terça-feira, a partir das 5 h, é dia de feira da sulanca, onde são comercializadas roupas e outras confecções a preços bem populares.

Atualmente, a Feira da Sulanca enfrenta problemas sérios de infra-estrutura, com esgotamento do espaço físico disponível para novos comerciantes, falta de segurança, além da coleta de lixo e serviço de limpeza deficientes.   Junto a isso, há poluição visual com a desordenação das barracas, as instalações elétricas são precárias e o estacionamento não suporta a demanda de veículos.

Dados da Secretaria de Serviços Urbanos, indicam a existência de 15 mil barracas na tradicional Feira de Caruaru, distribuídas também pela Sulanca - que surgiu com poucas barracas de confecções e hoje conta com 11 mil delas.

Dados da Secretaria de Serviços Urbanos, revelam números significativos relativos à movimentação semanal da Feira da Sulanca de Caruaru:

  • 10.000 (dez mil) bancos de madeira
  • 22 ruas ocupadas
  • 8000 (oito mil) feirantes com alvará
  • 5300 feirantes do sexo masculino
  • 2700 feirantes do sexo feminino
  • 2000 vendedores em lona
  • 300 vendedores ambulantes
  • 1200 lojas comerciais
  • 170 bares e lanchonetes
  • 40 hotéis e dormitórios
  • 2000 carros particulares
  • 100 vans, peruas e microônibus
  • 85 ônibus de turistas
  • 500 bicicletas
  • 40 carroças de burro
  • 10 pontos de moto-táxi
  • 1000 moto-táxis
  • 3 pontos de táxi
  • 3 pontos de ônibus
  • 120 proprietários de bancas
  • 300 colocadores de bancos
  • 660 carregadores de frete
  • 50 funcionários da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo.


Economia

Com o campo aberto em face da saída dos pioneiros, destacou-se por volta de 1963 o então motorista de caminhão Fernando Silvestre da Silva (Noronha), já falecido, que investiu "30 mil contos de réis" para controlar no lugar a revenda de tecidos. Para não correr o risco...

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