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A RECUPERAÇÃO DA VEGETAÇÃO CILIAR DO RIACHO SANTO ONOFRE

Trabalho enviado por: AGNELO ARAUJO DIAS ALVES

Data: 14/03/2016

UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA
CAMPUS DE FLORESTAL

FLORESTAL – MINAS GERAIS
2014

SUBSÍDIOS PARA RECUPERAÇÃO DA VEGETAÇÃO CILIAR DO RIACHO SANTO ONOFRE - MUNICÍPIO DE PARATINGA/BA

RESUMO

Esse trabalho é o resultado de uma pesquisa bibliográfica exploratória sobre a recuperação da vegetação ciliar com o objetivo de coletar e organizar um conjunto de informações e técnicas básicas e essenciais para subsidiar ações visando a recuperação da vegetação ciliar do riacho Santo Onofre, no município de Paratinga/BA.

O clima no município de Paratinga é semi-árido, com verões quentes e chuvosos e invernos secos, caracterizado pelo balanço hídrico negativo, ocasionado dificuldades para desenvolvimento de atividades agropecuárias e tendo como vegetação típica a Caatinga. Os solos predominantes no município de Paratinga pertencem a classe Latossolo Vermelho–Amarelo distróficos e Neossolos Litólicos, além dos Aluviais e Neossolos Flúvicos, que ocorrem ao longo da rede de drenagem principal.

A vegetação predominante na bacia hidrográfica do riacho Santo Onofre é de Caatinga, com presença de matas ciliares (de galeria) em locais mais úmidos e próximos dos corpos hídricos. Verifica-se alto grau de antropismo nas áreas mais baixas de fundo de vale, nas áreas mais planas e próximas aos cursos d'água, onde se desenvolvem mais intensamente atividades agropecuárias. As principais metodologias recomendadas para restauração da vegetação ciliar são a regeneração natural; o enriquecimento; o adensamento e o plantio em área total.

A escolha da(s) metodologia(s) a ser(em) adotada(s) na restauração da cobertura vegetal degradada depende do diagnóstico prévio da condição ambiental da área a ser recuperada. Em função do grau de degradação atual da vegetação ciliar do riacho Santo Onofre, a metodologia para recuperação mais recomendada seria plantio em área total, utilizando-se espécies arbóreas e arbustivas de ocorrência regional, combinadas em arranjo espacial de acordo com suas características ecológicas de cada espécie, de maneira que as espécies de rápido crescimento e sombreadoras (pioneiras e secundárias iniciais) sejam espacialmente distribuídas na área em combinação com espécies secundárias tardias e clímax, na proporção de 50% de cada grupo, em linhas alternadas de plantio, com cerca de 20 a 25 espécies de preenchimento e de 50 a 80 de diversidade.

Palavras-chave: Riacho do Santo Onofre. Vegetação Ciliar. Área de Preservação Permanente.

SUMÁRIO
1.0 INTRODUÇÃO
2.0-OBJETIVOS
2.1-GERAL
2.2-ESPECÍFICOS
3.0 METODOLOGIA
4.O-CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO
4.1 LOCALIZAÇÃO E BIOMA
4.2. CLIMA
4.3- COBERTURA VEGETAL
4.4 RIACHO SANTO ONOFRE
4.5 PEDOLOGIA
4.6 VEGETAÇÃO CILIAR DO RIACHO SANTO ONOFRE
5.-RECUPERAÇÃO DE ECOSSISTEMAS DEGRADADOS
5.1 A SUCESSÃO SECUNDÁRIA E A RESTAURAÇÃO DE ECOSSISTEMAS DEGRADADOS
5.2 TÉCNICAS ADOTADAS NA RECOMPOSIÇÃO DA VEGETAÇÃO CILIAR
5.2.1 REGENERAÇÃO NATURAL
5.2.2 ENRIQUECIMENTO
5.2.3 ADENSAMENTO
5.2.4 PLANTIO EM ÁREA TOTAL
5.2.5 ESCOLHA DO MÉTODO DE RECUPERAÇÃO DA COBERTURA VEGETAL
5.3 ESCOLHA DAS ESPÉCIES
5.4 COLETA DE SEMENTES
5.5 OBTENÇÃO DE MUDAS
5.6 MANUTENÇÃO DA ÁREA
5.7 MONITORAMENTO DA RESTAURAÇÃO
6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 INTRODUÇÃO

Mata ciliar, ripária ou ripícola, de acordo com Galvão (2000), é aquela que margeia os corpos de água, como rios, riachos e lagoas, tendo comumente porte arbóreo ou arbustivo, em ambientes não perturbados. Portanto, a vegetação ciliar tem função similar à dos cílios na proteção dos olhos, ou seja, a proteção dos corpos hídricos e do solo, evitando a erosão e o assoreamento (DAVIDE et al., 2000).

A vegetação ciliar é de suma importância na manutenção da qualidade e quantidade da água, pela sua capacidade de proteção do solo contra os processos erosivos e aumento na capacidade de infiltração de água no perfil, estabilização das margens dos rios através da grande malha de raízes que dá estabilidade aos barrancos e atuação da serrapilheira retendo e absorvendo o escoamento superficial, evitando o assoreamento dos leitos dos rios e das nascentes (MARTINS, 2007).

A vegetação ciliar serve ainda de habitat para a fauna silvestre proporcionando ambiente com água, alimento e abrigo para um grande número de espécies de pássaros e pequenos animais, além de funcionarem como corredores de fauna entre fragmentos florestais; habitat aquático proporcionando sombreamento nos cursos d’água, abrigo, alimento e condição para reprodução e sobrevivência de insetos, anfíbios, crustáceos e pequenos peixes (RODRIGUES e LEITÃO FILHO, 2001).

Devido a sua relevância ambiental, as margens dos corpos hídricos são legalmente protegidas, constituindo-se em Áreas de Preservação Permanente (APP) “cobertas ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade e a fertilidade do solo, a biodiversidade, assim como, de proteger a fauna e a flora e assegurar o bem-estar das populações humanas, definindo faixas marginais de qualquer curso d’água natural, perene e intermitente, excluídos os efêmeros, desde a borda da calha do leito regular, em largura mínima de 30 m, para os cursos d’água de menos de 10 m de largura; 50 m, para os cursos d’água que tenham de 10 a 50 m de largura; 100 m, para os cursos d’água que tenham de 50 a 200 m de largura; 200 m, para os cursos d’água que tenham de
200 a 600 m de largura e 500 m, para os cursos d’água que tenham largura superior a 600 m (Lei Federal 12.651/2012).

A vegetação ciliar não escapa da destruição e foi alvo de todo tipo de degradação antrópica. Basta considerar que a maioria das cidades formou-se às margens dos rios, eliminando todo o tipo de vegetação ciliar, e muitas sofrem hoje com constantes inundações,
poluição, doenças e modificações da paisagem, efeitos negativos dessas ações devastadoras e estes mesmos erros foram cometidos na zona rural (FERREIRA e DIAS, 2004).

Esta situação de degradação da vegetação ciliar ocorreu às margens do riacho Santo Onofre, município de Paratinga, estado da Bahia, em decorrência do uso antrópico das suas margens ao longo dos anos. O riacho Santo Onofre é de grande importância econômica para o município, na geração de emprego e renda, que nas últimas décadas, vem apresentando grau de degradação acelerado. A escassez da água tem sido uma preocupação da população ribeirinha do riacho Santo Onofre, uma vez que fica comprometida a pesca, o consumo animal e humano e a extinção algumas árvores e aves climáticas locais, erosão dos solos, eutrofização e assoreamento dos cursos d’água. Em relação às atividades agropecuárias, são de grande importância na região, mas também são causadoras das principais conseqüências negativas para o ambiente.

Diante desta situação, surgiu a proposta de elaboração do presente trabalho, na busca de informações técnicas que possam subsidiar ações para a recuperação da vegetação ciliar do riacho Santo Onofre, possibilitando condições ambientais que permitam atender à diversidade de interesses da população através do restabelecimento das funções ecológicas e serviços ambientais dos ecossistemas terrestre e aquático.

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

Coletar, organizar e sumarizar informações técnicas básicas que possam subsidiar ações visando a recuperação da vegetação ciliar do riacho Santo Onofre, contribuindo para a qualidade ambiental e o desenvolvimento sustentável das comunidades situadas às suas margens no município de Paratinga/BA.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Pesquisar, organizar e sumarizar informações básicas sobre as condições biopedoclimáticas predominantes na região e no município de Paratinga/BA.

Pesquisar, organizar e sumarizar as técnicas atualmente recomendadas no Brasil para recuperação da vegetação ciliar que possam ser adotadas nas margens do riacho Santo Onofre.

3 METODOLOGIA

O presente trabalho envolve pesquisa bibliográfica exploratória, tendo como temas norteadores as técnicas para recuperação da vegetação ciliar atualmente recomendadas no Brasil, bem como a caracterização da condição biopedoclimática da região e do município de Paratinga/BA. A pesquisa focou basicamente na leitura e análise de livros, periódicos científicos, mapas e imagens, disponíveis de forma impressa ou digital.

A fonte de pesquisa básica foi a internet e o site Google Acadêmico, utilizando-se palavras-chave, como mata ciliar, área de preservação permanente, Paratinga, Bahia - vegetação, clima, solo etc.

Na investigação buscou-se a caracterização da flora de ocorrência regional e no município de Paratinga/BA, bem como as classes de solos, o clima e a condição de relevo.

Noutra vertente, a pesquisa concentrou-se na busca, identificação e no detalhamento das metodologias atualmente recomendadas e utilizadas para restauração da cobertura vegetal ciliar no Brasil.

A partir da pesquisa e leitura do material selecionado, as informações foram devidamente compiladas, analisadas e organizadas, de forma a produzir um documento conciso, sumarizando informações atualizadas que possam ser aplicadas na elaboração de programas e projetos visando a recuperação de vegetação ciliar do riacho Santo Onofre em Paratinga/BA.

4 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO

4.1 LOCALIZAÇÃO E BIOMA

A área objeto deste estudo está localizada no município de Paratinga, região oeste do estado da Bahia (Figura 1), distante 710 km da capital, com área 2.956,387 km². A sede do município está localizada nas coordenadas 12° 41’ 27`` latitude sul 43° 11’ 02`` longitude oeste e altitude média de 420m. A população é de 30.230 habitantes, sendo 37% na zona urbana e 63% na zona rural, com densidade 10,2 hab./km², segundo dados do censo 2010 (IBGE, 2014).

recuperação de vegetação1
Figura 1: Localização geográfica do município de Paratinga/BA
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bahia_Municip_Paratinga.svg. Acesso em 20 mar. 2014

4.2 CLIMA

O clima no município de Paratinga é semi-árido, com verões quentes e chuvosos e invernos secos. A temperatura média anual atinge 25,8ºC, enquanto a média máxima alcança 33,5ºC e a média das mínimas 18,0ºC. A precipitação média anual é 720mm, concentrada nos meses de novembro a março (INEMET - Cód. ANA 01243005).

A irregularidade das chuvas torna a estação seca com aproximadamente seis meses no município (Figura 2), ocasionando umidade relativa do ar muito baixa e propiciando altos níveis de evaporação (Figura 3). Portanto, do ponto de vista climático, a região é semi- árida, caracterizada pelo balanço hídrico negativo, ocasionando dificuldades para
desenvolvimento de atividades agropecuárias, peculiares do Sertão Nordestino.

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