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A Obesidade Clínica

Trabalho enviado por: Juliana Pimenta Ruas El Aoaur

Data: 08/07/2005

A Obesidade


O que é obesidade?

Obesidade significa excesso de gordura no organismo.

A medida exata de gordura é de muito difícil obtenção, mas alguns índices podem avaliar de uma maneira relativamente correta a quantidade de gordura do corpo.

O índice mais utilizado é chamado Índice de Massa Corporal (IMC), que se obtém dividindo o peso do indivíduo (em Kg) pela altura ao quadrado (ou altura x altura) em metros. Obtém-se assim um número seguido de Kg/m2 que deve ser interpretado da seguinte maneira:

  • menor que 18 Kg/m2 = subnutrido
  • de 18 a 26 Kg/m2 = normal
  • de 26 a 30 Kg/m2 = pesado
  • acima de 30 Kg/m2 = obeso

Indivíduos com valores de IMC superiores a 40 Kg/m2 são chamados de obesos mórbidos (devido à grande morbidez, isto é, doenças graves relacionadas com este grau de obesidade).


Quais são as causas da obesidade?

A obesidade é causada por um desbalanço, entre as calorias que são consumidas sob a forma de alimentos e as calorias que são gastas pelo indivíduo para o organismo funcionar, mesmo em repouso, realizar atividades física e digerir os alimentos consumidos.

O excesso de calorias (resultante de um balanço positivo entre o que é consumido e o que é gasto) é depositado no organismo. Boa parte desse depósito se faz sob a forma de gordura e quanto mais se deposita mais obeso é o indivíduo.

Dessa maneira, a pessoa pode ser obesa porque:

  • come exageradamente e/ou
  • gasta poucas calorias e/ou
  • tem mais facilidade de produzir gordura quando o balanço calórico é positivo e/ou
  • "queima" gorduras com menor facilidade.


Quais são os fatores de risco da doença?

São propensos à obesidade aqueles indivíduos que apresentam uma tendência genética a ser obesos - e isto é bastante freqüente - ou quando, mesmo sem tendência genética, exageram na quantidade de alimentos ingeridos (particularmente os alimentos gordurosos) ou levam uma vida muita sedentária.


Quais os tipos de obesidade?

Os indivíduos obesos apresentam-se com maior quantidade de tecido gorduroso pelo organismo e essa deposição de gordura é variável de pessoa para pessoa.

A grosso modo, existem dois tipos básicos de distribuição de gordura:

  • na região subcutânea (abaixo da pele), particularmente da cintura para baixo, é chamada de obesidade ginóide (porque acomete mais as mulheres) ou obesidade em pêra (pela forma) ou obesidade subcutânea; e
  • no abdômen, profundamente entre as vísceras, é chamada de obesidade andróide (porque acomete mais os homens) ou obesidade em maçã (pela forma) ou obesidade visceral.

Naturalmente há grandes variações entre estes dois tipos de distribuição de gordura pelo corpo e há indivíduos com os dois tipos de obesidade.


Quais as conseqüências da obesidade se não houver tratamento?

Se o indivíduo com obesidade não se tratar, ele tende a engordar cada vez mais.

Como obesidade é fator de risco indiscutível para várias doenças - só para citar exemplos: diabetes mellitus, hipertensão arterial, alteração nos níveis de triglicérides e colesterol, infarto do miocárdio, derrame cerebral, tromboses, problemas ortopédicos e dermatológicos etc. - a manutenção da obesidade ou o seu agravamento, faz com que o indivíduo se torne cada vez mais suscetível a doenças graves e morte precoce.

Obesidade é hoje considerada doença crônica com prognóstico de qualidade de vida comprometida por vezes seriamente e, portanto, deve ser tratada.


Quais as chances dos filhos de indivíduos obesos apresentarem a doença?

A obesidade tende a se agregar nas famílias. A chance de obesidade nos filhos é de 80% quando ambos os pais são obesos, cerca de 50% quando um dos pais é obeso, e cerca de 10% quando nenhum dos pais é obeso.

Essa tendência à obesidade em família é explicável por dois fatores: genético (hoje em dia bem reconhecido) e ambiental, que em muitos casos predomina, e que significa maus hábitos de vida, particularmente alimentação inadequada e atividade física discreta.


Quais as formas clínicas de obesidade?

Existem vários tipos de obesidade, com várias causas e vários quadros clínicos. Podemos encontrar desde indivíduos obesos sem nenhuma alteração clínica (isto é, sem pressão alta, sem distúrbios em triglicérides ou colesterol, sem diabetes, sem problemas ortopédicos) até indivíduos com quadro clínico bastante grave.

A abordagem terapêutica deve levar em conta o tipo de obesidade e sua gravidade.


A obesidade atinge com maior freqüência algum grupo específico de pessoas?

O número de obesos vem crescendo de uma maneira espantosa. A prevalência da obesidade vária de país para país mas, com pouquíssima exceções, em todas as regiões onde há possibilidade de obter comida com facilidade, há um nítido aumento na prevalência da obesidade.

No Brasil, 40% dos adultos apresentam excesso de peso (IMC maior que 25Kg/m2) e hoje quase não há diferença entre os indivíduos que vivem na cidade ou os que vivem no campo.

A prevalência de obesidade é maior nas classes sociais mais favorecidas e é nela que se observa o maior aumento no número de casos. Se analisarmos só indivíduos com IMC maior que 30 Kg/m2 observamos predomínio de obesidade nas mulheres (cerca de 15%). Nos homens a porcentagem está em torno de 8%.


Obesidade

Crianças peso-pesado

Mamães, cuidado: gordura não é bom sinal. Aquelas dobrinhas a mais podem comprometer a saúde de seu filho ainda muito cedo

Criança gorducha, adulto com problemas. Essa equação tem sido discutida com freqüência pelos especialistas, preocupados com os rumos da obesidade infantil no Brasil. Crianças e jovens chegam cada vez mais cedo aos consultórios dos nutricionistas e pediatras, em busca de soluções para problemas considerados de adultos: pressão, colesterol e triglicerídios altos, indicativos de risco para problemas cardíacos, diabete, derrame e hipertensão, a médio e longo prazos. Essas crianças ainda são sérias candidatas a apresentar, à medida que crescem, problemas ortopédicos e posturais, dermatológicos, respiratórios, estéticos, comportamentais e emocionais.

Os números

A obesidade infantil já é considerada, no mundo todo, caso de saúde pública. No Brasil, estima-se que 15 milhões de crianças e jovens, ou seja, 25% da população infanto-juvenil (mesmo porcentual dos Estados Unidos), pesa mais do que o ideal. E mais: 1,5 milhão já é considerado obeso. Números alarmantes, se levarmos em conta o que apontam as pesquisas norte-americanas: uma criança gordinha tem 40% mais de chances de se tornar um adulto obeso - porcentual que pula para 90% se essa mesma criança continuar brigando com a balança durante a adolescência.

Os estudos realizados nos Estados Unidos são referendados por outros, da Organização Mundial de Saúde (OMS), que apontam: 35% dos adultos obesos foram crianças ou adolescentes gordos e a causa disso é que as células de gordura adquiridas na infância podem perder volume, mas nunca diminuir de quantidade. Em outras palavras: elas estão sempre lá, prontas a "engordar" à primeira derrapada.

As causas

Estão relacionadas com o estilo de vida moderno: sedentarismo e maus hábitos alimentares. As crianças de hoje não têm tanta oportunidade, como antigamente, de brincar de pega-pega, correr atrás de balão, subir em árvore, atividades que consomem energia. Principalmente nos grandes centros urbanos, onde vivem em apartamentos, são levadas de carro pelos pais para lá e para cá e passam a maior parte do tempo livre na frente da televisão ou do computador. E, claro, com uma latinha de refrigerante e um pacote de bolachas ou batatas fritas sempre à mão. Há também o fator hereditário. Basta a...

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