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Bioquímica

Trabalho enviado por: José Luis Flor Silva

Data: 22/04/2003

Bioquímica


1 - AMINOÁCIDOS, PEPTÍDIOS, PROTEÍNAS:

1.1 Histamina:

A histamina foi incriminada como tendo participação em vários processos fisiológicos e farmacológicos. Foi proposta para o tratamento de numerosas síndromes clínicas, desempenha papel fisiológico na indução do trabalho de parto, na atividade secretora das glândulas gástricas e do pâncreas, na mediação química da percepção da dor cutânea, na hiperemia funcional etc. A histamina também foi proposta como o agente nocivo fundamental em vários fenômenos alérgicos, choques anafiláticos, toxemias das queimaduras e da gravidez, úlcera péptica e certos tipos de cefalalgia.

HISTÓRICO

Sintetizada pela primeira vez em 1907 por Windaus e Vogt, os quais prepararam o composto a partir do ácido imidalepropônico.

ESTRUTURA QUIMICA

A histamina é a beta- imidazoletamina, produto da descarboxilação do aminoácido. Constitui um excelente exemplo do fato de que a descarboxilação de um aminoácido amixíde resulta num composto de intensa atividade farmacodinâmica. As alterações na estrutura da histamina acarretam uma perda pronunciada da atividade farmacológica. Uma característica interessante de certos congêneres da histamina é que eles podem exibir uma ação peculiar do composto originário, enquanto outras são geralmente atenuadas. Por exemplo, o 3 - (beta-etilamino) pirazol é altamente eficaz ao estimular a secreção gástrica, sem produzir respostas cardiovasculares. Esse composto pode vir a revelar-se de valor nas provas de função gástrica.

AÇÕES FARMACOLÓGICAS

As primeiras ações farmacológicas da histamina faz-se sentir sobre o sistema vascular, músculos lisos e glândulas exócrinas.

Sistema Cardiovascular

Capilares: a histamina é um poderoso dilatador dos capilares. A ação sobre o mecanismo contrátil é direta, a resposta é independente da inervação, é antagonizada pela adrenalina, não é bloqueada pela atropina e é evitada apenas parcialmente pelos anti-histamínicos. Após as doses elevadas, os capilares dilatam-se a tal ponto que é alterada a sua permeabilidade. Isto resulta numa perda de proteínas plasmáticas e de fluido através da parede capilar para dentro dos espaços extracelulares. Quando a histamina alcança a circulação sistêmica, todos os capilares do organismo participam da reação. A dilatação dos capilares da pele é bastante evidente e é mais nítida na área ruborizada. A temperatura cutânea se eleva; Arteríolas: ocorre uma dilatação arteriolar; Coração: a histamina não tem ação cardíaca direta pronunciada. Quando se aumenta a concentração, o músculo é enfraquecido e podem surgir distúrbios da condução. É administrada de maneira contínua por via endovenosa havendo um aumento da freqüência do coração. Durante a administração intravenosa da histamina, o achado mais comum, além da taquicardia compensadora, é a diminuição da amplitude e, em alguns casos, inversão da onda T; este fato é atribuído ao aumento da pressão intrapulmonar. Pressão Arterial: a dilatação externa das arteríolas e capilares pela histamina ocasiona uma queda da pressão arterial sistêmica. Após as pequenas doses de histamina, a recuperação é rápida em seguida à esta queda. Choque Histamínico: após a administração de doses elevadas de histamina, a queda da pressão arterial pode ser pronunciada e persistente, e sobreviver o choque histamínico. A causa fundamental do choque é a excessiva dilatação dos capilares, que permite a saída de plasma da circulação e resulta numa diminuição do volume sangüíneo circulante. O coração diminui em conseqüência da estase de sangue nos capilares, da anidremia e do escasso retorno venoso.

Músculo Liso

Útero: a histamina estimula o órgão isolado, bem como o útero in situ. A ação é direta sobre o miométrio. Estimula o parto. Bronquíolos: a histamina causa constrição dos bronquíolos por uma ação muscular direta. O efeito da histamina sobre os bronquíolos das pessoas normais é desprezível, mas a substância tem uma ação constritora brônquica nos pacientes com bronquite, asma brônquica, efisema e asa cardíaca. Vesícula Biliar: a vesícula biliar isolada responde à histamina pela contração. Lueth e colaboradores em 1929 observaram no homem que ocorria a evacuação da vesícula apenas ocasionalmente após a administração de histamina. Esta evacuação foi devido a ação do ácido do estômago ao penetrar no duodeno, e não um efeito estimulante direto da droga sobre a musculatura da vesícula biliar.

Glândulas

Glândulas Gástricas: a histamina estimula muitas das glândulas de secreção externa, mas o efeito máximo faz-se sentir sobre as glândulas. No homem, a secreção de pepsina parece aumentar em quantidade proporcional à dos outros constituintes. O mecanismo pelo qual a histamina as glândulas gástricas não é conhecido. É independente da inervação, e uma fístula gástrica isolada responde tão prontamente quanto a mucosa gástrica inervada normalmente. A aplicação local da solução de histamina à mucosa gástrica também produz uma resposta secretora. A vasodilatação induzida pela histamina observada no estômago, é possível que seja uma fator fundamental para a secreção abundante, porquanto proporciona às glândulas um suprimento sangüíneo mais rico. Glândulas Salivares: a ação da histamina sobre a secreção salivar foi ligada a inervação colinérgica da glândula submaxilar, visto que a resposta pode ser potencializada pela eserina e abolida pela atropina. Secreção Intestinal: a histamina estimula até certo ponto a secreção pancreática. A ação é de duração breve. O medicamento também excita as glândulas musocas do trato intestinal.

MEDULA SUPRA-RENAL E GÂNGLIOS

A histamina pode causar a liberação de adrenalina da medula supra-renal, não tem pouca ou talvez nenhuma significação no indivíduo normal. Pode ocorrer um queda da pressão arterial, capaz de proporcionar uma resposta adrenérgica maior do que por uma ação direta da histamina.

AÇÕES DA HISTAMINA ENDÓGENA

Distribuição e Liberação da Histamina

A histamina distribui-se amplamente por vários tecidos, onde existe, aparentemente, em combinação com algum constituinte da célula. A quantidade de histamina combinada no organismo é de tal monta que a sua liberação total seria fatal. A substância encontra-se presente em grandes quantidades nos pulmões, pele e trato gastrintestinal de praticamente todos os mamíferos. A histamina pode ser isolada do sangue total, devido à sua presença nos leucócitos da série miolóide.

O Papel da Histamina na Anafilaxia

A possibilidade da histamina desempenhar um papel na anafilaxia foi primeiro mencionada por Dale e Laidlaw (1010) que notaram a semelhança entre os sintomas imediatos no choque anafilático e aqueles produzidos pelas altas doses de histamina.

Histamina e Cefaléia

A histamina revelou-se um agente valioso na investigação do mecanismo da cefaléia, uma cefaléia atribuível ao estreitamento das artérias da piamáter e diramáter pode ser produzida pela injeção da amina. Schumaker e Woff (1941) compararam a cefaléia induzida pela histamina com a cefaléia da enxaqueca e com aquela associada à hipertensão. Estes autores chegaram à conclusão que a cefaléia da histamina resulta em grande parte da dilatação e distensão das artérias cerebrais, enquanto que a cefaléia da enxaqueca tem origem semelhante nas artérias extracerebrais.

ABSORÇÃO, DESTINO E EXCREÇÃO

Mecanismo pelos quais a histamina é inativada no organismo. A amina pode ser inativada por:

1 - uma oxidase diamínica, que é também conhecida como histaminase;

2 - conjugação com o ácido acético;

3 - combinação intracelular.

A histaminase encontra-se presente em muitos tecidos do organismo, e especialmente abundante nos rins, fígado e parede intestinal. A acetilação da histamina é um processo enzimático que se assemelha a outras acetilações biológicas pelo fato de depender da coenzima A. A conjugação da histamina pode ser efetuada pelas bactérias intestinais e pelas enzimas existentes no fígado e outros tecidos. O homem excreta quantidades apreciáveis de histamina.


TOLERÂNCIA À HISTAMINA

Wells (1941) não pôde demonstrar um grau significante de tolerância nos animais que recebiam a amina durante períodos prolongados. Muitos pesquisadores notaram uma sensibilidade aumentada à histamina.

Toxicologia É rara e geralmente resulta de um erro da dosagem.

Sintomas: queda precipitada da pressão arterial; vasodilatação generalizada com uma elevação da temperatura da pele; intensa cefaléia; gosto metálico; vômitos; diarréia etc.

USOS CLÍNICOS

* Usos Diagnósticos

A histamina é útil para o exame da função gástrica; distúrbios neurológicos; medida da velocidade circulatória.

* Usos Terapêuticos

A administração de histamina preconizada para ao tratamento de doenças vasculares periféricas; doença de Ménière; cefalalgia histamínica e enxaqueca e alergia nascus.

1.2 GABA

SÍNTESE, ARMAZENAMENTO E FUNÇÃO

O GABA é formado a partir do glutamato pela ação da ácido-glutâmico-descarboxilase (AGD), uma enzima que tem sido utilizada com marcadores imuno-histoquímicos para mapear a distribuição dos neurônios GABA-sintetizadores no cérebro. O GABA é destruído por uma reação de transminação, na qual o grupo amino é transferido para o ácido a-oxaglutárico (para produzir glutamato), com a produção de semi-aldeído succínico e, em seguida, de ácido succínico. Esta reação e catalisada pela GABA-transminase (GABA-T), uma enzima difundida que parede estar localizada nas mitocôndrias. Os neurônios GABA-érgicos apresentam um sistema de captação de GABA ativo, e é este, e não a GABA-T, que remove o GABA após ele ter sido liberado. Considera-se que o GABA funcione como um transmissor inibitório em muitas vias diferentes do SNC. Os estudos mais detalhados foram realizados no cérebro, córtex cerebral, hipocampo e estriado. Na maioria das situações o GABA é encontrado em interneurônios curtos, sendo os únicos tratos GABA-érgicos longos aqueles que seguem para o cérebro e o estriado. A distribuição difusa do GABA e o fato de virtualmente todos os neurônios serem sensíveis ao seu efeito inibitório, sugerem que sua função é ubíqua no cérebro. Tem sido estimado que o GABA serve como um transmissor aproximadamente 30% de todas as sinapses no SNC.

RECEPTORES DE GABA

Quando foi reconhecida a...

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