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História da Educação de Porto Nacional – CSCJ

Introdução   Neste projeto de pesquisa abordaremos sobre a História da Educação em Porto Nacional, como procedeu a sua origem, as primeiras salas de aula, primeiras escolas e professores. Abordaremos a importância que teve a chegada e permanência das Irmãs

O LÚDICO COMO INSTRUMENTO DE EDUCAÇÃO: SONHO OU REALIDADE?

O principal propósito deste artigo foi analisar o papel do lúdico na educação infantil, apresentando as contribuições de Froebel, Piaget entre outros. O referencial teórico utilizado sobre o lúdico foi selecionado de um vasto numero de literaturas que abordam este

Inclusão Social: Um Estudo para a ampliação dos conhecimentos e potencialidades dos alunos portadores de necessidades especiais.

O presente projeto de pesquisa apresenta o tema: Inclusão Social: Um Estudo para a ampliação dos conhecimentos e potencialidades dos alunos portadores de necessidades especiais. O direito do aluno com necessidades educativas especiais e de todos os cidadãos à educação é um direito constitucional.
A garantia de uma educação de qualidade para todos implica, na realidade, dentre outros fatores, um redimensionamento da escola no que consiste não somente na aceitação, mas também na valorização das diferenças humanas que descobrimos no dia-a-dia.
Esta valorização que aqui se discute é efetuada pelo resgate dos valores culturais, os que fortalecem a identidade individual e também a coletiva, bem como pelo respeito ao ato de aprender e de construir e de se adaptar as diferenças com o intuito de apoiar o próximo num bem-estar social, com mais qualidade de vida na sua rotina.
Com essa pesquisa, explana-se o desejo de construção de uma sociedade mais inclusiva e compromissada com as minorias sociais, cujo grupo inclui os portadores de necessidades educacionais especiais.
Portanto, este tema foi escolhido porque muito se falam, discutem sobre a educação inclusiva; e a Proposta de Educação Inclusiva (1996) recomenda que todos os indivíduos com necessidades especiais sejam matriculados em turma regular, baseando-se no princípio de educação para todos que tem direito preconizado na lei.
Dessa forma, pretendeu-se enfatizar a educação inclusiva, e a problemática sobre os alunos com necessidades especiais dentro do contexto social da escola, verificando a atual realidade, fazendo um paralelo entre a teoria e a prática, isto é, a legislação vigente, os referenciais teóricos e o cotidiano dos alunos inclusos no ensino regular.

CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO

Diante das opções que selecionei, apresento a minha concepção de educação. Peguei de cada abordagem o que mais se encaixa no contexto educacional que vivemos com o intuito de aprimorar a prática pedagógica, que no meu ponto de vista está

O ENSINO DA FILOSOFIA NA ESCOLA

RESUMO A filosofia é um exercício que fazemos quase sem pensar. Quando observamos os fatos do mundo e tentamos deles nos abstrair, para ver um sentido, estamos filosofando. Para a criança e o jovem, guardadas as diferenças de complexidade de

Pesquisa Escolar

INTRODUÇÃO   Nota-se que a Educação deve ser plena, portanto deve romper a dicotomia “informar e educar”. A promoção dessas práticas e de sua apreciação crítica deve levar em consideração a vida cotidiana dos alunos, dos professores, da realidade local

RESUMO DAS PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES DO ORGANISMO: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

RESUMO DAS PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES DO ORGANISMO:    MEC    MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO      O Ministério da Educação e do Desporto exerce as atribuições do poder público federal em matéria de educação, cabendo-lhe formular e avaliar a política nacional de

FICHAMENTO DE RESUMO LETRAMENTO ACADÊMICO: MITOS, RITUAIS DE INGRESSO, PRÁTICAS E GÊNEROS TEXTUAIS E DISCURSIVOS.

A esfera universitária é constituída por estudantes, professores e funcionários, e, na
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terem vivido práticas de letramento na educação básica.

Portfólio 3º ciclo EJA (Educação de Jovens e Adultos)

Atividade no Portfólio Pensando nas evoluções e retrocessos da Educação de Jovens e Adultos em nosso país, responda no Portfólio, as seguintes questões:     Porque a Educação de Jovens e Adultos (EJA), não pode ser desconsiderada no cenário educacional?

USO DA TECNOLOGIA EM SALA DE AULA

1. INTRODUÇÃO

Nos dias atuais vive-se uma época de grandes demandas pelo avanço da tecnologia, pois com o desenvolvimento de novas tecnologias que tem permitido que o acesso à informação se torne mais rápido e fácil. Neste cenário, observa-se que, aos poucos, as tecnologias da informação e comunicação foram inseridas no processo de ensino e aprendizagem. Em outras palavras, pode-se dizer que o giz, o quadro negro, o caderno e os livros já não são mais as únicas ferramentas utilizadas em sala de aula. Assim, a tecnologia tem incrementado a carreira de muitos profissionais, inclusive a do docente. No entanto, a questão é: Como os atores educacionais estão se apropriando dessas tecnologias, não só do ponto de vista de seu manuseio, mas principalmente de sua utilização pedagógica, para que possam provocar impactos positivos na escola?
No contexto atual, observa-se também que há uma cultura audiovisual eletrônica proporcionando aos jovens informações, valores, saberes e outros modos de ler e perceber o conhecimento. Os complexos processos de comunicação da sociedade difundem linguagens e conhecimentos que descentram a relação escola-livro, âmago do sistema escolar tradicional que insiste em permanecer nos dias atuais. No entanto, em meio a toda revolução tecnológica ainda observamos professores que resistem e não fazem uso de qualquer tipo de tecnologia, nem mesmo os mais comuns como a TV e o vídeo.
Assim, frente a essa realidade, o objetivo deste estudo é o de analisar a importância de uso das tecnologias da informação e comunicação pelos professores e a sua eficácia no processo de ensino e aprendizagem na educação infantil assim como também na educação dos jovens.
Nesse sentido, o grande desafio pedagógico em termos de seriedade e criatividade que a educação precisa oferecer é de possibilitar a esse alunado uma educação que possa garantir seu espaço e sua inserção no mercado de trabalho, na participação ativa da política social do pais, como sujeitos mais críticos e participativos, por meio de uma educação que permita o acesso as novas formas de produção de conhecimento e de trabalho da sociedade.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 A DIFERENCIAÇÃO ENTRE TECNOLOGIA E INFORMÁTICA

Hoje, as tecnologias estão tão presentes em nossas vidas que até já nos acostumamos e nem percebemos que nossas atividades cotidianas mais comuns utilizamos produtos, equipamentos e processos, que não são naturais, mas que foram planejadas mente construídas na busca de melhores formas de viver.
Para KENSKI (2003, p. 18), tecnologia é o conjunto de conhecimentos e princípios científicos que se aplicam ao planejamento, à construção e a utilização de um equipamento em um determinado tipo de atividade. Ainda segundo a autora, as maneiras, os jeitos ou as habilidades especiais de lidar com cada tipo de tecnologia, para executar ou fazer algo, chamamos de Técnicas. São as tecnologias da inteligência definidas por LEVY (1993, p. 22), “como construções internalizadas nos espaços da memória das pessoas que foram criadas pelos homens para avançar no conhecimento e aprender mais”. São exemplos desse tipo de tecnologia, a linguagem oral, a escrita e a linguagem digital.
Nesse sentido, em épocas anteriores a aquisição de informação e conteúdos era oferecida exclusivamente nas escolas através dos professores que repassavam seu saber aos alunos. Eles precisavam deslocar-se regularmente até os lugares do saber para aprender. Nos dias atuais, o que se desloca através das redes virtuais, é a informação que pode ser acessada de qualquer lugar, desde que haja disponibilidade dos meios permitindo a pessoa a aprender sem necessidade da presença no especo físico da sala de aula.
Mas, no entanto, sabe-se que adquirir informações não significa construir conhecimentos. Para tanto, é necessário que o aprendiz atribua significados já existentes, às novas informações adquiridas e assim, processá-las, interpretá-las e transformá-las em conhecimento.
Em face de um mundo em mudanças, “imprevisível e assim sujeito a tantas variações e a tanta criatividade” (MORAES, 1997, p. 136), é necessário que a educação seja compreendida como um sistema vivo, em processo que troca energia com o meio, em que o conhecimento está em constante construção mediante interações, transformações e enriquecimento mútuos. A educação deve resgatar o sujeito-aprendiz como um ser integral, um ser que pensa que sente, que intui, que capta e expressa o mundo mediado pelo corpo que tem linguagens próprias.
Assim, uma alternativa para transformar o aluno em protagonista, no sujeito-aprendiz que constrói e reconstrói conhecimento e encontra sentido naquilo que está aprendendo é usar as tecnologias de informação e comunicação na educação. Sem dúvida, o grande desafio não será aprender a usar a tecnologia, mas usar a tecnologia para aprender, e assim, para se desenvolver como ser humano e viver uma vida de qualidade.

2.2 TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO E NO ENSINO

A tecnologia na educação inclui a utilização do computador no ambiente escolar. No entanto, nesse estudo, a tecnologia não se restringe apenas ao computar, inclui também, o uso de televisão, do vídeo, do rádio e do cinema na promoção da educação.
Segundo MORAN (2001), educar com novas tecnologias é um desafio que ETA agora não foi enfrentado com profundidade, são feitas apenas adaptações, pequenas mudanças. “Ensinar com novas tecnologias será uma revolução se mudarmos simultaneamente os programas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário, conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial”. (MORAN, 2001, 28).
Assim, estamos deslumbrados com o computador e a internet na escola e vamos deixando de lado os meios de comunicação audiovisuais, como se já estivessem ultrapassados, como se não fossem mais tão importantes ou como se já dominássemos sua linguagem. Não se pode esquecer que os meios de comunicação audiovisuais desempenham indiretamente um papel educacional importante. Os alunos chegam à escola trazendo um saber que é fruto da sua vivencia no interior da família, e, do contato com os meios de comunicação.
Ao chegar à escola, precisa interagir com os colegas e professores, entrar em contato com outros saberes e com outros processos, visando adquirir novos conhecimentos. Enfim, vindo à escola o aluno espera desenvolver-se e aprimorarem-se nos mais diversos aspectos da sua própria vida e na daquele coletivo em que se constitui a escola.
Por tudo isso, mais do que nunca, uma das principais condições para o desempenho do trabalho do educador, é a sua capacidade de entender as mudanças, identificar os problemas e as condições delas decorrentes, e apontar alternativas educacionais que concorram para uma educação voltada para a constituição da cidadania. Tecnologias como a televisão e o vídeo ainda têm um potencial enorme no processo de ensino e aprendizagem e podem contribuir para a transformação da prática docente.

2.3 UTILIZAÇÕES DO COMPUTADOR NO AMBIENTE ESCOLAR E DE APRENDIZAGEM

Para entender as diferentes formas de utilização do computador é necessário conhecer as concepções existentes sobre a relação informática e educação.
HERMINIO BORGES, citado por FONSECA (2006, p. 59), caracteriza em quatro formas a utilização do computar em um ambiente escolar.

 A informática aplicada à educação que é o uso de aplicativos da informática em tarefas administrativas. A informática é usada para o gerenciamento da escola no sentido da organização.

 A informática na educação que se caracteriza pela utilização do computador através de softwares desenvolvidos para propiciar suporte à educação. O aluno utiliza o computador para tirar dúvidas, fazer reforço, usando tutoriais ou mesmo consultando a internet;

 A informática educacional, onde o computador é utilizado como ferramenta para desenvolvimento de projetos em que grupos de alunos são orientados a desenvolver determinado tema, com o acompanhamento do professor;

 A informática educativa que se caracteriza pelo uso da informática como suporte ao professor, como um instrumento a mais em sua sala de aula;

Nesse sentido, a adoção da tecnologia e em especial o computador, pela escola é bastante variada, e de acordo com VALENTE (2005), oscila entre dois pólos: o computador como uma simples máquina de ensinar ou como uma ferramenta educacional de aperfeiçoamento e de possível mudança na qualidade do ensino.
Para tanto, é necessário que o professor conheça bem as potencialidades desses materiais, pois eles podem ter um uso bastante extenso, atendendo a quase todas as disciplinas, em vários aspectos do conhecimento e ainda usados de acordo com interesse e a capacidade dos alunos. Processadores de textos, bancos de dados, planilhas, editores eletrônicos, são aplicativos úteis, tanto para os alunos como para os professores.
A informática é um grande recurso de que a sociedade moderna dispõe para auxiliar na resolução dos mais variados tipos de problemas. Está presente em todos os leitores, desde os locais de trabalho até, os de entretenimentos por isso é quase impossível que alguém, nos dias atuais não tenha ouvido falar em informática.
Em relação à Educação, desde a década de 70, que os meios informáticos vêm conquistando espaços e efetuando mudanças na forma de produção de conhecimento. Como diz ALMEIDA (2000, p. 61), “tem-se estabelecido em um novo domínio da ciência que em seu próprio conceito traz embutida a idéia de pluralidade de inter – relação e intercâmbio crítico entre saberes e idéias”.
Com o processo de construção do saber informatizado ganha a escola, porque passa a ser um lugar mais atrativo para os discentes, ganha o professor, visto que deixa de ser aquele que ensina por meio da transmissão de informações e passa a ser mediador, criando situações de aprendizagem nas quais o aluno passa a encontrar sentido naquilo que está aprendendo.Neste contexto, ganha também o aluno que passa a ser o gestor de seu próprio aprendizado e ganha a coletividade como um todo, que se beneficiará dos resultados e das descobertas empreendidas pelos alunos.
Portanto, não se pode esquecer que tudo isso decorre de um processo em que há vários elementos envolvidos e várias etapas a serem seguidas. “Mesmo assim, é importante optar pelas mudanças e trabalhar com a informática educacional através de projetos, pois com ela,dar-se-á um destaque preferencialmente a aprendizagem em detrimento ao ensino, porque ouso do computador possibilita a ênfase à aprendizagem ao invés do ensino; à construção do conhecimento e não a instrução”. (VALENTE, 1999, p.20)
2.4 A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM

A educação para obter um ensino mais eficiente aperfeiçoou novas técnicas didáticas consistindo numa pratica inovadora e prazerosa. Dentre essas técnicas temos o lúdico, um recurso didático dinâmico que garante resultados eficazes na educação, apesar de exigir extremo planejamento e cuidado na execução da atividade elaborada. O jogo é a atividade lúdica mais trabalhada pelos profissionais atualmente, pois ele estimula as várias inteligências, permitindo que o aluno se envolva em tudo que esteja realizando de forma significativa.
Assim, a educação tem por objetivo principal formar cidadãos críticos e criativos com condições aptas para inventar e ser capazes de construir cada vez mais novos conhecimentos. O processo de ensino/aprendizagem está constantemente aprimorando seus métodos de ensino para a melhoria da educação. O lúdico é um desses métodos que está sendo trabalhado na prática pedagógica, contribuindo para o aprendizado do alunado possibilitando ao educador o preparo de aulas dinâmicas fazendo com que o aluno interaja mais em sala de aula, pois cresce a vontade de aprender, seu interesse ao conteúdo aumenta e dessa maneira ele realmente aprende o que foi proposto a ser ensinado, estimulando-o a ser pensador, questionador e não um repetidor de informações.
Ressalta-se que o termo lúdico etimologicamente é derivado do Latim “ludus” que significa jogo, divertir-se e que se refere à função de brincar de forma livre e individual, de jogar utilizando regras referindo-se a uma conduta social, da recreação, sendo ainda maior a sua abrangência. Assim, pode-se dizer que o lúdico é como se fosse uma parte inerente do ser humano, utilizando como recurso pedagógico em várias áreas de estudo oportunizando a aprendizagem do aluno. Dessa forma, percebem-se as diversas razões que levam os estudantes a trabalharem no âmbito escolar as atividades lúdicas.
Diante de tal pensamento que a estudiosa coloca, observa-se que o principal papel do educador é estimular o alunado à construção de novos conhecimentos e através das atividades lúdicas o aluno acaba sendo desafiado a produzir e oferecer soluções às situações às situações-problemas impostas pelo educador. Pois o lúdico é um dos motivadores na percepção e na construção de esquemas de raciocínio, além de ser uma forma de aprendizagem diferenciada e significativa.
Assim, um professor que adora o que faz que se empolgue com o que ensina e que se mostra sedutor em relação aos saberes de sua disciplina, que apresenta seu tema sempre em situações de desafios, estimulantes, instigantes, sempre possui chances maiores de obter reciprocidade do que quem a desenvolve com inevitável tédio da vida, da profissão, das relações humanas, da turma.
A atividade lúdica mais trabalhada nos dias atuais nas escolas pelos professores é o jogo, principalmente nas salas de aula do ensino fundamental por ter sua clientela na maioria das vezes formada por crianças. Sendo importante dizer que a palavra “jogo” foi utilizada para se referir ao “brincar”, se tratando de forma lúdica, levando em conta que o indivíduo não apenas se diverte jogando, mas também aprende.
Pois o objetivo principal do jogo como atividade lúdica é proporcionar ao indivíduo que está jogando, conhecimento de maneira gratificante, espontânea e criativa não deixando de ser significativa independente de quem o joga, deixando de lado os sistemas educacionais extremamente rígidos.
Diante de tudo que fora mencionado, pode-se dizer sem sombra de dúvida, que o lúdico é importante sim para uma melhoria na educação e no andamento das aulas, provocando uma aprendizagem significativa que ocorre gradativamente e inconscientemente de forma natural, tornando-se um grande aliado aos professores na caminhada para bons resultados.
E que é dever do professor mudar os padrões de conduta em relação aos alunos, deixando de lado os métodos e técnicas tradicionais acreditando que o lúdico é eficaz como estratégia do desenvolvimento na sala de aula.

2.5 O LUGAR DO CONHECIMENTO E DA INTELIGÊNCIA

Em todas as estâncias nas quais educadores para discutem sobre educação, parece haverem um consenso de que a Educação Básica deveria visar fundamentalmente à preparação para o exercício da cidadania. Caberia à escola formar o aluno em conhecimentos, habilidades, valores, formas de pensar e atuar na sociedade por meio de uma aprendizagem que seja significativa.
A despeito deste aparente consenso, em grande parte a realidade de nossas escolas continua dominada por uma concepção pedagógica tradicional, na qual se ensina uma grande quantidade de informações. São dados oriundos, geralmente, de uma base única e exclusiva do programa do livro didático, servindo momentaneamente e descartadas após a prova, não chegando sequer a modificar as concepções espontâneas que os alunos trazem de seu cotidiano.
Assim, é comum que os currículos escolares sejam organizados em torno de um conjunto de disciplinas nitidamente diferenciadas, dominadas por uma ritualização de procedimentos escolares muitas vezes obsoletos. São estratégias cujos conteúdos se apóiam numa organização rigidamente estabelecida, desconectada das experiências dos próprios alunos e na qual uma etapa é preparação para a seguinte.
Na essência, ainda temos uma escola, classificatória que, se não exclui por meio de reprovações, exclui por uma aprendizagem que não ocorre. Não estamos ainda preparados para as diferenças individuais. Falamos sobre classes heterogêneas, sonhando com a homogeneidade e, como conseqüência mais direta, criamos a categoria dos atrasados, dos excluídos, dos imaturos e dos carentes de pré-requisitos para estarem em nossas salas de aula. Tal cenário certamente passa distante do discurso sobre formação para a cidadania e, mais especificamente, da aprendizagem significativa.
De fato, para que uma aprendizagem ocorra, ela deve ser significativa, o que exige que seja vista como a compreensão de significados, relacionando-os às experiências anteriores e vivências pessoais dos alunos, permitindo a formulação de problemas desafiantes. São recursos que incentivem o aprender mais, o estabelecimento de diferentes tipos de relações entre fatos, objetos, acontecimentos, noções e conceitos, desencadeando modificações de comportamentos e contribuindo para a utilização do que é aprendido em diferentes situações.
Assim, espera-se que os conhecimentos escolares contribuam para a formação do cidadão e sejam incorporados como ferramentas, recursos aos quais os alunos irão recorrer para solucionar diferentes tipos de problemas de maneira exitosa. São situações que se apresentam aos estudantes nas mais variadas situações, não apenas num determinado momento da aula. A aprendizagem deve desenvolver-se num processo de negociação de significados.
Por outro lado, se os alunos não apreciam o valor dos conceitos escolares para analisar, compreender e tomar decisões sobre a realidade que os cerca, não se pode produzir uma aprendizagem significativa. Não queremos dizer que todas as noções e conceitos aprendidos pelos alunos devem estar ligados a sua realidade imediata, pois seria olhar para os conteúdos escolares de maneira muito simplista.
Na verdade, afirmar que os conteúdos veiculados pela escola devem servir para desenvolver novas formas de compreender e interpretar a realidade, questionar, discordar, propor soluções, ser um leitor reflexivo do mundo que o rodeia. Neste sentido, Pérez Gómez afirma que “o problema não é tanto como aprender, mas sim como construir a cultura da escola em virtude de sua função social e do significado que adquire como instituição dentro de uma comunidade social” (GÓMEZ, 1998, p. 95).
Sendo assim, para que o discurso da aprendizagem significativa passe à ação, para que haja integridade entre o processo de ensino e aprendizagem, é preciso mais do que novas metodologias, recursos didáticos e mesmo aparato tecnológico. Certamente, a condição mais básica para que as mudanças efetivamente ocorram é a melhoria da formação e das condições de trabalho do professor.
É preciso levar em conta que uma aprendizagem significativa não se relaciona apenas a aspectos cognitivos dos sujeitos envolvidos no processo. Ela está também intimamente relacionada a suas referências pessoais, sociais e afetivas. Neste sentido, afeto e cognição, razão e emoção se compõem em uma perfeita interação para atualizar e reforçar, romper e ajustar, desejar ou repelir novas relações, novos significados na rede de conceitos de quem aprende
Por isso, a aprendizagem não ocorre da mesma forma e no mesmo momento para todos. Interferem nesse processo as diferenças individuais, o perfil de cada um, as diversas maneiras que as pessoas têm para aprender. Tais aspectos nos remetem a muitas outras variáveis de interferências na aprendizagem significativa, dentre as quais desejamos destacar a concepção de inteligência que permeia o processo.
Assim, o processo de ensino e aprendizagem deve cuidar para ampliar as dimensões dos conteúdos específicos dos diversos componentes curriculares, incluindo ações que possibilitem o desenvolvimento e a valorização de todas as competências intelectuais: corporais, pictóricas, espaciais, musicais, inter e intrapessoais, além das lingüísticas e lógicas matemáticas.
Modificar a perspectiva sobre o conhecimento e a inteligência na busca por uma aprendizagem significativa tem conseqüências diretas e profundas na concepção e organização da vida em aula, supondo um desafio didático que envolve muito mais do que novas estratégias didáticas. Requer uma mudança na concepção de todos os elementos que interferem e determinam a vida e o trabalho na aula, indicando novas lentes para contemplar os alunos, selecionar conteúdos de ensino e, muito especialmente, a avaliação.
As relações envolvidas numa perspectiva de aprendizagem significativa não se restringem aos métodos de ensino ou a processos de aprendizagem. Na sala de aula, o conhecimento não é apenas transmitido pelo professor e aprendido pelos alunos. Ensinar e aprender com significado implica em interação, disputa, aceitação, rejeição, caminhos diversos, percepções das diferenças, busca constante de todos os envolvidos na ação de conhecer. A aprendizagem significativa segue um caminho que não é linear, mas uma trama de relações cognitivas e afetivas, estabelecidas pelos diferentes atores que dela participam.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A tecnologia da informação e comunicação para a educação tem dimensões mais profundas do que as encontradas na escola atualmente. Não se trata apenas de informatizar a parte administrativa da escola, ou de ensinar a informática para os alunos, isso eles aprendem sozinhos, experimentando, testando sua curiosidade.
Por crescerem em uma sociedade permeada de recursos tecnológicos, alguns alunos são hábeis manipuladores da tecnologia e a dominam com a maior rapidez e desenvoltura que muitos professores. Mesmo os alunos pertencentes a camadas menos favorecidas têm contato com recursos tecnológicos na rua, na televisão, na Lan House, etc., e sua percepção sobre tais recursos é diferente da percepção de uma pessoa que cresceu numa época em que o convívio com a tecnologia era muito restrito, ou que não dispõe de tempo ou oportunidade para um contato maior com os recursos tecnológicos.
Através deste estudo, verificou-se que, os professores consideram a utilização de diversos recursos tecnológicos em sala de aula com uma estratégia a mais para aproximar o aluno da sala e que facilita a interação entre os alunos, o professor e o conteúdo contribuindo para que os objetivos da Educação de Jovens e Adultos sejam atingidos com sucesso.
Especificamente, em relação à informática, reconhecemos que na escola investigada, ouso desse recurso está aquém da escola idealizada pelos teóricos e desejada pelos professores e alunos. Portanto, não basta modernizar o sistema educacional com máquinas e nem apenas adotar novos programas, métodos e estratégias de ensino. É preciso muito mais. É preciso organizações políticas, formação dos professores, um projeto político pedagógico, elaborado coletivamente e continuamente revisado atualizado e alterado segundo os interesses emergentes e a busca contínua por construir projetos interdisciplinares de trabalho.
Assim, é preciso usar as tecnologias não apenas como suporte de elementos externos, mas como uma possibilidade de contextualização da aprendizagem através do trabalho com problemas da realidade e do interesse dos alunos.
Mesmo reconhecendo que isso não depende só dos professores, caberá a ele mudar a realidade na escola, não permitindo que o laboratório de informática atenda apenas aos interesses de uma parcela de alunos muito menos que os computadores sejam utilizados apenas para o ensino básico de informática ao invés de vislumbrarem diferentes práticas educativas.
Os educadores têm que se preparar e prepararem os alunos para enfrentarem as exigências do mundo informatizado e não devem desperdiçar a oportunidade do laboratório que está sendo instalado. Quanto a sua formação, não se trata de fazer do mesmo um especialista em informática, mas de criar condições para que se aproprie gradativamente das formas de utilização dos recursos informatizados e gere novas possibilidades de sua utilização educacional.
Enfim, acredita-se que a incorporação da tecnologia da informação e comunicação à escola exige maior empenho dos professores, algo que não é somente adquirido em treinamentos técnicos ou em cursos em que os conceitos educacionais e o domínio do computador são trabalhados separadamente, esperando-se que os professores façam a integração entre ambos. É preciso um processo de formação continuada, que se realiza na articulação entre a exploração da tecnologia computacional, a ação pedagógica com o uso do computador e as teorias educacionais. O professor deve ter a oportunidade de discutir como se aprende e como se ensina. Deve também ter a chance compreender a própria prática e de transformá-la.
Portanto, conclui-se este trabalho expondo que sua elaboração foi interessante e que os objetivos foram alcançados, uma vez que aprofundamos conhecimentos sobre o uso das Tecnologias na educação e como isso pode contribuir com a nossa formação profissional. Logo, gostaríamos de expor que esta atividade contribuiu imensamente para o nosso desenvolvimento profissional, acadêmico e pessoal.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

APOSTILAS UNOPAR, Contendo as disciplinas do semestre.

ALMEIDA, F. J; Fonseca Junior, F. M. Projetos e ambientes inovadores. Brasília: Secretaria de educação a Distância – SEED/Proinfo – Ministério da Educação, 2000.

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LEVY, Pierre. As tecnologias da Inteligência- O Futuro do Pensamento na era da Informática – RJ: Editora 34, 1993.

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MORAES, M. C. O Paradigma educacional Emergente. Campinas: Papirus, 1997.

MORAN, J. M. Novas tecnologias e Mediação Pedagógica. Campinas: Papirus, 2001.

STOCCO, C. K. A aprendizagem significativa: o lugar do conhecimento e da Inteligência. 2012 Disponíveis em: http://mathema.com.br/reflexoes/aprendizagem-significativa-o-lugar-do-conhecimento-e-da-inteligencia-2/. Acessado:11.04.2017

VALENTE, J. A. Formação de Professores: diferentes abordagens pedagógicas. Campinas: UNICAMP- Nied: 1999.

VALENTE, J. A. Informática na educação Como, Para que e por que. In: Revista Brasileira de Ensino de Bioquímica e Biologia Molecular, 2006.

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