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Referencial teórico de Jogos e Brincadeiras Infantis

Trabalho enviado por: Maria Teixeira Amante

Data: 29/03/2008

Referencial teórico de Jogos e Brincadeiras Infantis

ISED
2008

 

 

 

Introdução

O brincar, as brincadeiras e os brinquedos são temas abordados por diversos especialistas em diferentes áreas do conhecimento, com objetivos variados, como; psicólogos, pedagogos, sociólogos que manifestaram e, continua manifestando, interesse pela atividade lúdica.

A importância do brincar como instrumento para educar já era citada pelos gregos e romanos e, desta forma, as relações entre brincadeira, educação e o desenvolvimento global da criança são antigas. Apesar de este fato ser reconhecido há muitos anos por pesquisadores e educadores ele é, muitas vezes, negligenciado no universo escolar, sendo substituído por tarefas “mais sérias”, pois no sistema educacional é enfatizada, excessivamente, a aquisição do saber, sendo esta a finalidade da educação.

Este é um pensamento equivocado, pois a atividade lúdica é uma importante aliada dos processos de aprendizagem, influenciando a parte intelectual, emocional e corporal da criança, pela qual é adquirida liberdade de expressão.

A ação é algo inerente ao homem desde o seu nascimento, e é através dela que o homem se desenvolve, experimenta, organiza a sua realidade interna e o seu mundo externo. Mostra a sua preocupação e a capacidade em como sobreviver, ter prazer, resolver problemas e se relacionar.

Uma das áreas do conhecimento, a educação, refere-se à experiência da ação como fator fundamental ao desenvolvimento de habilidades e à aprendizagem. Nesta área pode-se citar Piaget, que faz menção da criança como um ser que se desenvolve a partir de sua ação sobre o mundo e da interação com o meio físico e social.

Ele entende que, “o desenvolvimento psicológico não é dado à criança, naturalmente, ao nascer. É ela que irá construir, ativamente, seu desenvolvimento, a partir do crescimento orgânico (da maturidade neurológica e fisiológica), das experiências que vivência quando interage com o ambiente físico e social e de atividades internas denominadas equilibração”.

Segundo FREINET (1975), através da pedagogia pelo trabalho, também aponta que é a “ação” a base para a construção do pensamento e para e desenvolvimento intelectual.

Neste contexto, a ação infantil é traduzida pelo brincar, que tem como um dos principais elementos a fantasia. Ao realizá-la a criança cria uma realidade paralela, diferente da vida cotidiana, onde o lúdico se processa. É o mundo do “faz-de-conta” presente nas experiências infantis.

O termo lúdico vem da palavra latina “ludo”, que significa jogo, divertimento. Uma teoria quanto à sua função é de um treinamento para o desenvolvimento da inteligência, adquirida de forma prazerosa e descontraída. Assim, o brincar é próprio do ser humano, e tal postura se manifesta de forma marcante nas crianças.

O ser humano nasce numa cultura, mas não nasce com a cultura, que é aprendida socialmente. Quando algumas crianças brincam, por exemplo, de Banco Imobiliário com certeza estão, ludicamente, aprendendo alguns valores da sociedade capitalista. Assim sendo, a inserção do indivíduo em determinado contexto cultural se faz mediante a Educação, processo de assimilação, transmissão e recepção da cultura, realizada pelos mais diversos grupos sociais.

O lúdico mostra-se como uma das mais eficazes formas de ensino, de transmissão de valores culturais, porém a maior divergência relaciona-se quanto ao emprego de atividades lúdicas na educação envolvendo diretividade ou não diretividade da ação docente.

Segundo reportagem da Revista Presença Pedagógica (1998), há pesquisadores que defendem o lúdico como mediador no processo de ensino-aprendizagem, sendo ele um elemento catalisador. Para estes, a adoção de uma postura lúdica (brincadeiras, poesias, histórias, músicas, jogos...), associada a objetivos instrucionais serve para desenvolver comportamentos que propiciem a formação de estruturas cognitivas, psicomotoras e afetivas, capazes de dar suporte e embasamento aos conhecimentos formais, além de estimular habilidades para o aprendizado e criar espaço para a construção das atitudes necessárias ao pleno exercício da cidadania.

Contrapondo-se a estes, outros pesquisadores assumem uma postura essencialista, e defendem o lúdico enquanto lúdico, dissociado de objetivos instrucionais, enfatizando o resgate do prazer, do lazer; enxergando nessa ação uma possibilidade de transformação e construção de novos saberes e de uma nova realidade social.

O processo educativo traz toda uma possibilidade de vivência concreta do lúdico, enquanto divertimento, prazer, engajamento, participação. Por esta percepção, entende-se que o lúdico não é um método de ensino e sim o conteúdo. A institucionalização do lúdico seria uma tentativa de domesticar não somente o jogo, a brincadeira, como também, os próprios educandos e educadores.

A adoção de uma postura lúdica, então, apresenta-se como necessidade básica para um viver saudável e construtivo, onde os alunos tenham plena liberdade de criar, organizar e administrar os seus jogos e brincadeiras.

Logo, uma atividade lúdica pode, dependendo da maneira como é adotada, ser mais autoritária do que uma tradicional aula expositiva. É imprescindível, pois que se respeite a ludicidade própria das crianças para que esta tenha valor pedagógico e educativo.

Apresentando uma visão geral, com ou sem diretividade, o lúdico traz grandes vantagens para o processo de ensino-aprendizagem. Cria espaços para a manifestação do prazer de aprender, além de fornecer um novo campo para se ter prazer em ensinar.

Ele também fornece uma possibilidade de interação entre os alunos, oferecendo um caráter mais dinâmico ao aprendizado, fazendo da aula um local mais prazeroso, onde seja agradável estar.

A presença do lúdico no ensino é algo de extrema importância, é questão séria que necessita de dedicação, zelo e engajamento, para que se deixe do lado de fora da sala de aula “a sisudez, o mau humor e a seriedade que não estimulam nem facilitam o processo de ensino-aprendizagem”.

A importância desta forma de educar é que as crianças não receberão somente informações, mas viverão estas situações, tirando suas próprias conclusões, eliminando a necessidade de ser o educador quem indica o que elas devem observar e concluir. (Dohme, 2.003).

 

1 - A educação pré-escolar e a formação do homem:

Quem conta um conto...

Antes de se discutir o tipo de trabalho a ser desenvolvido pelos educadores deve-se pensar na finalidade da própria Educação para a formação do indivíduo. Se a intenção for formar seres meramente repetidores, a maneira de atuar será contrária à reflexão, à criatividade, à crítica e à troca de experiências, pois por esta concepção entende-se o conhecimento como algo pronto e acabado.

Mas, se a intenção é contribuir na formação de seres críticos, participativos, criativos e que nutrem o desejo de transformar a si próprio e a sociedade, a concepção que orientará a ação didática será a que favoreça a ampla troca de experiências através das várias linguagens do ser humano.

Segundo Nicolau (2002), “...a opção didática se subordina aos fins da educação visados pelas pessoas, grupos e instituições.” Assim sendo, o pensamento é algo valioso que precisa ser cultivado e estimulado desde muito cedo para que o indivíduo, gradativamente e livremente, construa a sua autonomia a partir de uma consciência crítica, sendo capaz de enfrentar desafios e resolver problemas.

Neste contexto, a Educação Pré-Escolar propicia as trocas de experiências das crianças entre si e destas com adultos. A criança necessita ter os seus valores, suas formas de expressão e comunicação, respeitados. Deve conviver com as diferenças aprendendo a respeitá-las sem rotulá-las.

Assim a ação desenvolvida na pré-escola deve complementar a que é desenvolvida pela família, atuando na formação integral do ser, nos aspectos intelectual, afetivo-social e psicomotor. É certo que, desde que vem ao mundo, o bebê interage de diferentes maneiras no ambiente físico e social que o cerca.

Entretanto, seu ingresso em uma instituição de caráter educativo o fará experimentar, forçosamente e de forma sistemática, situações de interações distintas das que vive com sua família. Ao separar-se de sua mãe/pai, para interagir com outros adultos e compartilhar o mesmo espaço e brinquedos com outras crianças, vai conviver com ritmos nem sempre compatíveis com o seu e participar de um universo de objetos, ações e relações cujo significado lhe é desconhecido.

Neste cenário, o brinquedo e o jogo (no caso as História Infantis) exercem um papel fundamental, atuando satisfatoriamente na aquisição de novas aprendizagens.

Segundo a concepção de Froebel, o criador do jardim de infância, a criança é capaz de um autodesenvolvimento: ela pode pensar por seus próprios meios, progredir e tudo o que conseguir captar nessa idade será importante para o seu desenvolvimento futuro.

Portanto, é preciso construir um sistema educativo que permita a criança um desenvolvimento...

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