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Título: Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber

Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber, aplicadas na Empresa Bradesco S/A. São Paulo 2009 Sumário 1Introdução 2Frederick Winslow Taylor4 2.1Princípios de Taylor 3Henry Ford 4Jules Henri Fayol 4.1Princípios Básicos 4.2Funções Administrativas 5Maximillian Carl Emil Weber 5.1Analise da Obra 5.2Princípios…


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Paulo Freire – Vida, Obra, Métodos e Entrevistas

Trabalho enviado por: Jadson Teixeira Coimbra

Data: 26/10/2003


Paulo Freire - Vida, Obra, Métodos e Entrevistas


BIOGRAFIA DE PAULO FREIRE

Paulo Freire morreu no dia 2 de maio de 1997. Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921 em Recife, no nordeste do Brasil. Como estudioso, ativista social e trabalhador cultural, Freire conseguiu desenvolver uma prática de alfabetização antiimperialista e anticapitalista que serviu como base para uma luta mais ampla pela libertação.

Em sua primeira experiência, em 1963, Freire ensinou 300 adultos a ler e escrever em 45 dias. Esse método foi adotado em Pernambuco, um Estado produtor de cana-de-açúcar a 1.160 milhas do Rio de Janeiro. O trabalho de Freire com os pobres, internacionalmente aclamado, teve início no final da década de 40 e continuou de forma ininterrupta até 1964, quando um golpe de estado militar da direita derrubou o governo do presidente João Goulart, eleito democraticamente.

Freire foi acusado de pregar o comunismo, sendo detido. Ele ficou preso, por ordem do governo militar, durante 70 dias e foi exilado por seu trabalho na campanha nacional de alfabetização da qual ele fora diretor. De acordo com Moacir Gadotti, os militares brasileiros consideravam Freire "um subversivo internacional", "um traidor de Cristo e do povo brasileiro" e acusavam-no de desenvolve um método de ensino "semelhante ao de Stalin, Hitler, Perón e Mussolini". Além disso, ele foi acusado de tentar transformar o Brasil em um "país bolchevique" (1994). Os 16 anos de exílio de Freire foram períodos tumultuados e produtivos: uma estadia de cinco anos no Chile como consultor da UNESCO no Instituto de Capacitação e Investigação em Reforma Agrária; uma nomeação, em 1969, para trabalhar no Centro para Estudos de Desenvolvimento e Mudança Social da Universidade de Harvard; uma mudança para Genebra, na Suíça, em 1970, para trabalhar como consultor do Escritório de Educação do Conselho Mundial de Igrejas, onde desenvolveu programas de alfabetização para a Tanzânia e Guiné Bissau, que se concentravam na reafricanização de seus países; o desenvolvimento de programas de alfabetização em algumas ex-colônias portuguesas pós-revolucionárias com Angola e Moçambique; a ajuda ao governo do Peru e da Nicarágua em suas campanhas de alfabetização; a criação do Instituto de Ação Cultural em Genebra em 1971; um breve retorno ao Chile após o assassinato de Salvador Allende em 1973, o que fez com que o general Pinochet chamasse Freire de subversivo; sua breve visita ao Brasil, sob uma anistia política em 1979, e seu último retorno ao Brasil, em 1980, para lecionar na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e na Universidade de Campinas, em São Paulo.

Tais acontecimentos foram acompanhados de diversas obras, entre as mais notáveis Pedagogia do Oprimido, Ação Cultural para a Liberdade e Cartas à Guiné Bissau: Registro de uma Experiência em Processo. Em anos mais recentes, Freire trabalho brevemente como secretário de Educação de São Paulo, continuando seu programa radical de reforma na alfabetização para as pessoas desta cidade.

Com base no reconhecimento dos fundamentos das tradições populares e da importância da construção coletiva do conhecimento, os programas de alfabetização de Freire para trabalhadores rurais destituídos de poder são atualmente empregados em países de todo o mundo. Ao estabelecer um elo de ligação entre as categorias de história, política, economia e classe e os conceitos de cultura e poder, Freire conseguiu desenvolver uma linguagem de crítica e uma linguagem de esperança que trabalham conjunta e dialeticamente e que provaram ser úteis em ajudar gerações de povos desfavorecidos a se libertar.

Com uma pedagogia libertadora como a de Freire, os educadores e trabalhadores culturais nos Estados Unidos e em outros lugares – tanto homens quanto mulheres de diferentes etnias – têm uma oportunidade de participar de uma luta global pela transformação das relações de poder e privilégio existentes em prol de uma maior justiça social e liberdade do ser humano.

O notáveis na obra de Freire é que ela continua a ser vigorosamente utilizada por estudiosos em diversas disciplinas: teorias literária, composição, filosofia, etnografia, ciência política, sociologia, formação de professores, teologia, etc. Ele deu um novo significado à palavra "educador", flexionando o termo de modo a abarcar várias perspectivas: intelectual limítrofe, ativista social, pesquisador crítico, agente moral, filósofo radical, revolucionário político. Freire acreditava que o desafio de se transformar as escolas deveria se concentrar em superar a injustiça sócio-econômica ligada às estruturas políticas e econômicas da sociedade. Qualquer tentativa de se realizar uma reforma de ensino que alegue ser inspirada em Freire, mas que se preocupe apenas com os padrões sociais de representação, interpretação ou comunicação, e que não relacione este padrões com as medidas de redistribuição e com as estruturas que reforçam tais padrões, abstém-se das visões mais importantes da obra de Freire.

A abordagem de Freire estipula uma compreensão nítida dos padrões de redistribuição a fim de transformar as estruturas econômicas subjacentes responsáveis pelas relações de exploração. Freire também se preocupava com a prática de uma política da diversidade e da auto-afirmação – em suma, com uma política cultural –, mas não como um simples fim e si mesma, e sim em relação a uma política mais ampla de libertação e justiça social. Conseqüentemente, uma pedagogia freireana da libertação é totalizadora sem ser dominadora, pois sempre considera o "ato de saber" específico ou local como sendo um processo político que ocorre no campo de conflito mais amplo das relações captalistas de exploração. Portanto, uma pedagogia do oprimido envolve não apenas uma redistribuição de recursos materiais, mas uma luta por significados culturais em relação às diversas posições sociais de alunos e professores e a sua posição na divisão global da mão-de-obra.

O nome de Freire tornou-se um significador flutuante a ser ocasionalmente ligado a qualquer referente dentro do campo multifacetado da educação progressista? Até certo ponto isto já aconteceu. Os progressistas liberais sentem-se atraídos pelo humanismo de Freire; os marxistas e neomarxistas sentem-se atraídos por sua prática revolucionária e por sua história de trabalho com regimes políticos revolucionários; os liberais de esquerda sentem-se atraídos por sua utopia crítica; e os conservadores respeitam, a contragosto, sua ênfase na ética. Não há dúvidas de que sua obra será abrandada por seus seguidores – à medida que aspectos selecionados de seu corpus são apropriados de maneira acrítica e descontextualizada de seu projeto político mais amplo de luta pela realização de uma verdadeira democracia socialista – a fim de tornar mais adequada a diversos programas políticos conflitantes. Conseqüentemente, é importante ler Freire no contexto de todo o conjunto de suas obras, de Pedagogia do Oprimido a Pedagogia da Esperança. A globalização do capital, o movimento em direção a arranjos econômicos de especialização flexível pós-fordistas e a consolidação de políticas educacionais neoliberais exigem não apenas um engajamento vigoroso e contínuo na obra de Freire, mas uma reinvenção de Freire no contexto das discussões atuais sobre as tecnologias da informação, reestruturação econômica global e a luta para se desenvolver novas formas de luta revolucionária.

A pedagogia de Freire oferece um contexto poderoso a partir do qual se pode considerar a reconstrução da democracia e viver e lutar por uma melhor qualidade de vida para os oprimidos, para os não oprimidos e para as futuras gerações. Sua pedagogia lança o desafio pós-moderno de se encontrar novas formas de encararmos nossa própria fragilidade e finitude como cidadãos globais enquanto, ao mesmo tempo, buscamos a força de vontade e lealdade de esperança que farão com que continuemos a sonhar com a utopia na realidade.

Enquanto os futuros hagiógrafos de Freire estiverem discutindo no campo educacional para decidir o que representa o "verdadeiro" Freire e seu legado, a obra de Freire continuará a ser percebida nas vidas daqueles que o conheceram e que o amaram. Tão importante quanto isso é o fato de que sua obra continuará a influenciar gerações de educadores, estudiosos e ativistas em todo o mundo.

Sua pedagogia do oprimido ajudou-me, quando jovem, a desaprender meu privilégio como um indivíduo branco, do sexo masculino, anglo-saxão e a "descolonizar" minhas próprias perspectivas como um educador que leciona no ocidente industrializado. Comecei a ler Freire após lecionar cinco anos em uma escola em uma zona pouco privilegiada de minha cidade natal, Toronto, em meu país de origem, o Canadá. Ao tentar analisar minhas experiências de ensino nesta zona pouco privilegiada após ter deixado a sala de aula para fazer minha pós-graduação, a obra de Freire ajudou-me a reconhecer e a expressar minha própria cumplicidade na opressão que eu estava tentando ajudar meus alunos a combater. Em outras palavras, os escritos de Freire ajudaram-me a desaprender as influências de minha herança liberal que coloca tantos professores brancos na posição de "missionários" entre os desfavorecidos. A obra de Freire ajudou-me, ainda, a reconhecer de que forma o sistema educacional está situado dentro de um discurso e de um legado de imperialismo, patriarcado e eurocentrismo.

O mais importante é que a obra de Freire ajudou-me a desenvolver estratégias e táticas contra-hegemônicas de reforma educacional urbana. Trata-se de um projeto difícil, especialmente para muitos educadores brancos, do sexo masculino e que querem fazer algo diferente nos contextos metropolitanos da escolarização urbana contemporânea. Trata-se também de uma lição difícil para professores e futuros professores que vêm de classes privilegiadas.

Em 1996, tive o privilégio de dividir a tribuna com Paulo e Augusto Boal (que desenvolveu o "Teatro do Oprimido" baseado na obra de Freire) no Rose Theater, em Omaha, Nebraska. Foi a primeira vez que nós três fizemos uma apresentação juntos. Paulo foi notável durante nosso diálogo com a platéia, respondendo perguntas difíceis com a agilidade de um homem com metade de sua idade.

O que me impressionou mais em relação a Paulo foi sua humildade. Lembro-me da ocasião em que almoçamos juntos na casa de Freire em São Paulo. Ao tentar encontrar o banheiro, acabei entrando no quarto de Freire e fiquei perplexo ao encontrar dezenas de títulos de Doutor Honoris Causa na parede. Ele mantinha esses títulos com os quais fora agraciado restritos a seu próprio espaço pessoal, não tendo necessidade de revelá-los aos muitos hóspedes que generosamente convidava para visitarem-no. Ele também teve a bondade de ajudar a traduzir uma palestra que eu proferi na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, quando o tradutor oficial teve dificuldades com minha prosa. Uma semana após seu falecimento inesperado, Freire participaria de uma cerimônia em Cuba na qual Fidel Castro e agraciaria com um grande prêmio por sua contribuição à educação.

De acordo com seus amigos, este seria o prêmio mais importante da vida de Freire. Segundo consta, pouco antes de seu falecimento Freire disse algo neste sentido: "Eu nunca poderia pensar em educação sem amor e é por isto que eu me considero um educador, acima de tudo porque eu sinto amor...".

Como me comentou Márcia Moraes recentemente: "Freire não está abandonando a luta, ele está simplesmente mudando sua posição". Sentiremos sua falta.


O MÉTODO PAULO FREIRE

"Método Paulo Freire: princípios e práticas de uma concepção popular de educação"

1 - Introdução

Existem diversos e conhecidos trabalhos sobre o Método Paulo Freire. Não queremos reproduzi-los aqui. Buscaremos entender quais são os princípios e práticas deste Método já que o próprio Paulo Freire entendia tratar-se muito mais de uma Teoria do Conhecimento do que de uma metodologia de ensino, muito mais um método de aprender que um método de ensinar

Paulo Freire marcou uma ruptura na história pedagógica de seu país e da América Latina. Através da criação da concepção de educação popular ele consolidou um dos paradigmas mais ricos da pedagogia contemporânea rompendo radicalmente com a educação elitista e comprometendo-se verdadeiramente com homens e mulheres. Num contexto de massificação, de exclusão, de desarticulação da escola com a sociedade, Freire dá sua efetiva contribuição para a formação de uma sociedade democrática ao construir um projeto educacional radicalmente democrático e libertador. Assim sendo, seu pensamento e sua obra é, e continuará sendo, um marco na pedagogia nacional e internacional.

Ao longo de sua militância educacional, social e política, Freire jamais deixou de lutar pela superação da opressão e desigualdades sociais entendendo que um dos fatores determinantes para que ela se dê é o desenvolvimento da consciência crítica através da consciência histórica. Seu projeto educacional sempre contemplou essa prática,...

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