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Monografia: A geometria no ensino da matemática das Séries Iniciais do Ensino Fundamental

Trabalho enviado por: Marlene Aparecida Viana Abreu

Data: 07/05/2010

Monografia: A geometria no ensino da matemática das Séries Iniciais do Ensino Fundamental

UNIPAC
2008

 

 

 

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO
I- IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NO ENSINO DA MATEMÁTICA DO ENSINO FUNDAMENTAL
II- O ENSINO DA GEOMETRIA E A UTILIZAÇÃO DO TANGRAN
2.1. Geometria na escola
2.2. Histórico do jogo tangran
2.3. O uso do tangran no ensino da geometria
2.4. Confecção do tangran a partir de folha de papel
III- A PRÁTICA DO ENSINO ATRAVÉS DO LÚDICO
CONSIDERAÇÃOES FINAIS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

RESUMO

Este trabalho tem como tema o ensino da geometria nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Pra tanto foram entrevistadas professoras e alunos da fase IV de duas escolas, uma privada e uma pública. Pode-se observar através desta análise que tanto os alunos quanto as professoras de ambas as escolas sentem que as atividades lúdicas são fundamentais no ensino da geometria, e da matemática, em geral.

Sabe-se que a educação matemática deve sempre estar voltada para a necessidade que o aluno tem de construir sua lógica operatória, e, conseqüentemente as estruturas mentais dos números e das operações elementares. A análise da oficina de geometria desenvolvida pelas professoras da fase IV revelou o interesse de aprender de forma lúdica. A proposta desse projeto foi de desenvolver o raciocínio na criança por meio de jogos, de estratégia, trabalhando, também, a estimativa, a construção e o cálculo mental. Acredita-se que no processo de desenvolvimento de estratégias de jogo o aluno envolve-se com o levantamento de hipóteses e conjecturas, aspecto fundamental do pensamento cientifico, inclusive matemático. Assim sendo, é preciso envolver o aluno para que ele se sinta encorajado a refletir sobre suas ações e sem medo de aprender a pensar, explorar e descobrir.

Concluí-se, portanto que jogar em grupo é uma conquista social cognitiva muito importante na educação das crianças, tendo que ser desenvolvida nas fases iniciais e estimulada ao longo do tempo, para que o objeto real da brincadeira seja concretizada de acordo com as finalidades dos processos educacionais. Enfim, constatamos que o trabalho feito primeiramente com atividades variadas tem sua importância na construção do conhecimento da criança.

Palavras- chave: Matemática – geometria – lúdico – aprendizagem

 

INTRODUÇÃO

A Matemática, por exercer um papel importante na cidadania, precisa estar ao alcance de todos devendo ser meta prioritária do trabalho docente através dos jogos e atividades lúdicas nas séries iniciais do ensino fundamental. O conhecimento matemático construído de forma prazerosa poderá favorecer ao educando a estruturação do pensamento, desenvolvimento do raciocínio lógico, da capacidade expressiva, da sensibilidade estética e de sua imaginação.

Este trabalho tem por objetivo analisar o processo de ensino – aprendizagem da Matemática, ressaltando a importância da geometria e atividades lúdicas contextualizadas na vida prática do educando. Para tal fim, será utilizado o referencial teórico composto pelos autores Kamii, (1994); Macedo,(2005); Golbert, (1997); Rabelo, (2004); Kishimoto, (2005) e outros. Será feita também uma pesquisa de campo em duas escolas, uma privada e uma pública para compreender como acontece a aprendizagem da matemática na prática.

Assim sendo, a investigação bibliográfica e de campo deste trabalho será no sentido de compreender a importância do lúdico no ensino da Matemática no Ensino Fundamental.

A opção por este tema se dá devido a observação de que a atividade lúdica como fonte de aprendizagem ainda não é prática efetiva no cotidiano escolar. Propõe-se, então, um aperfeiçoamento da prática docente, através da criação de momentos que oportunizem à criança o exercício do seu direito de ser criança.

Percebe-se na prática que o jogo desenvolve a afetividade, as representações mentais, a manipulação dos objetos, o desempenho das ações físicas e a interação com os outros; por isso, o jogo contempla varias formas de representação da criança, contribuindo para a sua aprendizagem e desenvolvimento.

Jogos e brincadeiras envolvem conceitos e habilidades que precisam ser trabalhadas com as crianças em situações extra classe ou mesmo em sala de aula. Essas atividades desenvolvem a atenção, a memorização, a percepção espacial, noções básicas de cores e formas geométricas.

Com os jogos e brincadeiras, as crianças formam e transformam conceitos. Elas são parceiras da aprendizagem, cabendo ao professor respeitar as características individuais e a forma de pensar e agir de cada criança.

No que se refere a Matemática, podemos dizer que tanto os jogos como as brincadeiras favorecem o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo, social e moral. A brincadeira de roda, por exemplo, desenvolve a noção de tempo, noção de espaço, a possibilidade de trabalhar com seqüências através das letras e ritmos das músicas e, em algumas rodas especificamente, podem desenvolver noções referentes a números, tais como a contagem e a noção de par. O jogo, na educação matemática, passa a ter o caráter de material de ensino quando considerado promotor da aprendizagem. A criança colocada diante de situações lúdicas aprende a estrutura lógica da brincadeira e deste modo aprende também a estrutura lógica matemática presente. Nesta perspectiva, o jogo, por ser livre de pressões e avaliações cria um clima de liberdade, propício à aprendizagem e estimula a moralidade, o interesse, a descoberta e a reflexão.

Esse relatório final do trabalho será estruturado da seguinte forma: no primeiro capitulo será esclarecido sobre a importância dos jogos no ensino da Matemática no Ensino Fundamental. No segundo capitulo, abordarei sobre o ensino da Geometria e a utilização do Tangran. No terceiro capitulo, demonstrarei os resultados da pesquisa de campo através do titulo: a prática de ensino através do lúdico e, por fim, as considerações finais que essa investigação possibilitou-me distinguir.



CAPÍTULO I: A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NO ENSINO DA MATEMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL

Por que trabalhar com jogos no ensino da Matemática?

O lúdico, jogo e brincadeira, é característica fundamental do ser humano. Nossa tendência é fazer, tudo o que nos dá prazer. A criança aprende melhor brincando, e todos os conteúdos podem ser ensinados através dos jogos e das brincadeiras. Os jogos têm regras a serem seguidas, mas permitem muitas combinações e respostas dos jogadores.

Para Kamii & Linda Joseph , (1994, p.135)

Jogos podem ser usados de modo a incentivar ou dificultar o desenvolvimento da autonomia. Como a autonomia na qualidade de objetivo da educação é vista como fundamental em nossas classes de instrução matemática, na Hall – Kent, consideramos muitos jogos, sejam eles encontrados comercialmente ou criados pelos professores, pois podem ser usados para estimular e desenvolver a habilidade de a criança pensar de forma independente, contribuindo para o seu processo de construção de conhecimento lógico – matemático.

Sendo assim, o jogo é um excelente instrumento de aprendizagem, capaz de despertar o interesse das crianças, oferecendo-lhes um espaço para colocarem suas idéias em “movimento”, contrapondo-as às de seus colegas e educadores.

Com os jogos, abrem-se campos amplos para as interações cooperativas, as trocas de pontos de vista entre as crianças. Estas, com pensamentos diversos, informam, perguntam, analisam, conseguindo avançar muito mais em seus processos de aprendizagem do que conseguiriam individualmente. Por isso, o trabalho coletivo, mais do que interativo é socializador, partindo do fato de que a criança socializada consegue realizar atividades num âmbito maior, ampliando seus conhecimentos com informações obtidas de outra criança.

O professor que incentiva o desenvolvimento da autonomia nas crianças está dando oportunidade para o desenvolvimento moral, social, político e intelectual. No dia a dia, as crianças formulam seus próprios problemas, dentro das ambigüidades da realidade, e imaginam como resolvê-los a seu modo. As situações da vida diária dão oportunidade de estruturarem e definirem problemas gerais, e seu aprendizado lógico. Apresenta também oportunidades para as crianças estruturarem e definirem problemas dentro das ambigüidades do mundo real. Ao contrario, folhas de exercícios apresentam problemas pouco originais, incentivam obediência, passividade e aplicação mecânica de técnicas. Seu uso reforça a heteronomia natural da criança de tal modo que retarda o desenvolvimento da sua autonomia.

Neste sentido, o professor deve priorizar as situações e vivências da vida diária da criança e não ficar preso somente a exercícios gráficos. Sabemos que estes também são necessários, principalmente porque precisamos instrumentalizar os alunos para demonstrar seu pensamento de forma gráfica, estabelecendo relações através do registro dos números, aplicando formalmente os seus conhecimentos matemáticos, daí a importância do registro dos jogos e outras situações em sala de aula.

Segundo Rabelo (2004, p. 55 )

Na matemática não interessa apenas a capacidade de uma criança reproduzir graficamente por memorização, apenas os algoritmos para a resolução de um problema para a qual tenha sido treinada. Mais do que isso, interessa sua capacidade de criar e produzir soluções e estratégias coerentes e coesas para resolver o problema, isto é, interessa que ela seja capaz de criar e coordenar relações.

Na utilização de jogos em sala de aula, o papel do aluno centra-se nas atividades de observação, relacionamento, comparação, levantamento de hipóteses e argumentação; ao professor, cabe apenas a tarefa de orientar a busca de soluções para as jogadas. Assim, sendo em uma dinâmica de grupo, é fundamental para o desenvolvimento cognitivo do aluno, especialmente em séries iniciais.

Os jogos pedagógicos podem ser usados antes da apresentação de um conteúdo, para despertar o interesse da criança, ou no final, para fixar a aprendizagem, desenvolvendo, também, atitudes e habilidades.

Pressupõe-se que este processo atenda as necessidades cognitivas na fase escolar. Para Luckesi (1999, p. 27) “à escola cabe trabalhar para o desenvolvimento das capacidades cognitivas do educando em articulação com todas as habilidades hábitos e convicções do viver”.

O desenvolvimento do educando depende diretamente do educador que o acompanha, ele é o mediador da aprendizagem, devendo estar atento às diversidades dos alunos, no entanto, uma grande parte dos profissionais da educação não estão preparados para atender às necessidades destes alunos por estarem apoiados em métodos mecânicos e abstratos totalmente fora da realidade da criança onde seus corpos são submetidos ao silêncio e uma disciplina rígida.

De acordo com o pressuposto acima, Santos (1998, p. 22) ressalta que:

O que se vê no interior da escola, é uma aprendizagem apoiada em métodos mecânicos e abstratos, totalmente fora da realidade da criança, em que o corpo é apenas objeto de manipulação dos professores à serviço dos “conteúdos”, escolares, predominando durante as aulas a imobilidade, o silêncio e a disciplina rígida .

Por meio dos jogos, o aluno desenvolve seu autoconhecimento e o conhecimento dos outros. Para os pequenos, os jogos representam ações que eles repetem sistematicamente e que tem um sentido funcional, possibilitando a compreensão do conteúdo, gerando satisfação e formando hábitos que se estruturam num sistema. Brincar é envolvente, interessante e informativo, a criança vive um contexto de interação onde o brincar é agradável por si mesmo, aqui e agora e ao mesmo tempo sério uma vez que supõe atenção e concentração.

Freud ( 1987) em " O poeta e a fantasia" diz:

Não deveríamos procurar os primeiros traços das atividades poéticas já nas crianças? Talvez devêssemos dizer: cada criança em suas brincadeiras comporta-se como um poeta, enquanto cria seu mundo próprio, ou, dizendo melhor: enquanto transpõe os elementos formadores de seu mundo para uma nova ordem, mais agradável e conveniente para ela.

Na ótica da teoria da psicologia genética, tendo Piaget como uma das principais expressões, " o brincar representa uma atividade por meio da qual a realidade é incorporada pela criança e transformada quer em função dos hábitos motores ( jogos de exercícios) quer em função das necessidades do seu eu ( jogo simbólico) ou em função das exigências de reciprocidade social ( jogos de regras)".

A técnica do jogo em psicanálise foi elaborada por Melanie Klein, Ana Freud e outros que aprofundaram o simbolismo inconsciente do jogo.

Logo, é importante entender o lugar que o jogo ocupa para que possa ser usado de forma adequada. Ele só é educativo quando o educador o desenvolve com o objetivo e intencionalidade, caso...

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