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Título: Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber

Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber, aplicadas na Empresa Bradesco S/A. São Paulo 2009 Sumário 1Introdução 2Frederick Winslow Taylor4 2.1Princípios de Taylor 3Henry Ford 4Jules Henri Fayol 4.1Princípios Básicos 4.2Funções Administrativas 5Maximillian Carl Emil Weber 5.1Analise da Obra 5.2Princípios…


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Estrutura e Funcionamento da Educação Básica

Trabalho enviado por: Adriana Marques de Freitas

Data: 22/04/2003

ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

VITÓRIA

2001


A EDUCAÇÃO NA TERCEIRA REPÚBLICA E A PRIMEIRA LDB (1945 - 1964)

INTRODUÇÃO

No período de 1945 a 1964 retornamos ao estado de direito, com governos eleitos pelo povo e marcados pela esperança de um progresso acelerado. Como veremos, ocorrem mudanças no modelo econômico. O desenvolvimento até então caracterizado pelo nacionalismo, começa a entrar em contradição com o processo de internacionalização da economia, por ocasião da instalação das multinacionais, no governo de Juscelino Kubitschek.

Na educação, um debate nunca visto tem como pano de fundo o anteprojeto da Lei de Diretrizes e Bases (LDB).

No início da década de 60, a discussão sobre a educação popular toma corpo com diversos movimentos importantes. Essa fecunda fermentação cultural é violentamente reprimida pelo golpe militar.


CONTEXTO HISTÓRICO

Depois da Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) começa o período democrático ou também chamada República Populista, e que se estende desde a deposição de Getúlio em 1945 até o golpe militar de 1964.

O governo populista revela-se ambíguo: se por um lado reconhece os anseios populares e reage sensivelmente às pressões, por outro desenvolve uma "política de massa" procurando manipular e dirigir essas aspirações.

Em 1946 o general Eurico Gaspar Dutra é eleito presidente. E novos senadores e deputados também são eleitos para a elaboração de uma nova constituição para o país.

A Assembléia Constituinte é composta pelos partidos PSD (Partido Social Democrático), UDN (União Democrática Nacional), PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e PCB (Partido Comunista), surgidos após a ditadura "Vargas".

Promulgada em 18 de setembro de 1946, a nova Constituição Brasileira, atendia mais os interesses dos empresários do que as classes trabalhadoras. E tinha como princípios básicos:

  • mantinha a República Federativa Presidencialista;
  • estabelecia cinco anos de mandato para o presidente e vice;
  • conservava a autonomia dos três poderes: Executivo, Judiciário e Legislativo;
  • direito ao voto para maiores de 18 anos, exceto analfabetos, soldados e cabos;
  • direitos trabalhistas;
  • direitos do cidadão (liberdade de pensamento, crença religiosa, expressão, locomoção e associação de classe).

Na economia o presidente Dutra, adota a política do liberalismo econômico, organizou o crédito bancário e liberou o câmbio, abrindo o país às importações de bens manufaturados no exterior. Preocupado com a inflação, Dutra resolveu coordenar os gastos públicos através do Plano SALTE (Saúde, Alimentação, Transporte e Energia), mas sem dinheiro o governo não conseguiu realizar grandes obras. O país então ficou a mercê das empresas estrangeiras, o governo não incentivou as indústrias nacionais.

Em 1951 a 1954 na volta de Getúlio Vargas a presidência, o governo continua interferindo na economia criando vários grupos industriais, estabelecendo o monopólio estatal do petróleo com a criação da Petrobrás, de acordo com o espírito nacionalista da época.

No período pós guerra, cristaliza-se a supremacia econômica dos EUA, cujo interesses imperialistas se chocam com o nosso modelo nacionalista. Não tarda então a invasão econômica e cultural americana. O governo de Vargas entra em crise , é atacado pela UDN. E nos dias 22 e 23 manifestantes exigem a renúncia de Vargas.

Na manhã do dia 24 de agosto Getúlio Vargas morre ao se suicidar com um tiro no peito, deixando uma carta-testamento para o povo brasileiro.

Novas eleições são feitas e Juscelino Kubitschek de Oliveira é eleito presidente em 1956 a 1961, o seu governo é marcado pelas indústrias multinacionais, como por exemplo, a automobilística, que entram para o Brasil definitivamente.

Visando o desenvolvimento o governo cercou-se de um grupo de economistas, ligados à Comissão Econômica da América Latina (Cepal) e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). Eles elaboraram um programa desenvolvimentista conhecido como Plano de Metas, com o objetivo de acelerar e aumentar a produtividade dos investimentos existentes e em novos investimentos de atividades produtoras. Acontecia também a construção de Brasília.

O crescimento decorrente da entrada do capital estrangeiro tem várias faces. Se por um lado amplia e diversifica o papel industrial, por outro o imperialismo norte-americano se faz sentir nos rumos econômicos e também políticos do país. Crescem as disparidades regionais, os centros urbanos começam a inchar, aumenta a inflação e as distorções da concentração de renda agravam a pobreza.

Depois de Juscelino, a tendência populista se expressa na liderança de Jânio Quadros (1961), que renuncia no início do mandato.

Seu vice João Goulart assume a presidência, herdeiro político de Vargas, o populismo já se encontra desgastado. As forças conservadoras e anticomunistas temerosas da instauração de uma "nova Cuba", depõem o presidente e instauram a ditadura militar.


A POLÍTICA EDUCACIONAL DOS GOVERNOS POPULISTAS

EURICO GASPAR DUTRA (1946 - 1950)

Derrubado o Estado Novo, o primeiro presidente eleito pelo voto popular foi o general Eurico Gaspar Dutra, do PSD (Partido Social Democrático).

Com a nova Constituição de 1946 estabeleceu como regra "o ensino ministrado pelos poderes públicos", embora livre à iniciativa particular, dentro dos limites da lei. Manteve-se também, o ensino religiosos obrigatório para os estabelecimentos e ministrado segundo a confissão religiosa dos alunos. Essa legislação educacional herdada do Estado Novo vigorou até 1961, quando teve início a LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional).

Dutra governou de 1946 a 1950, quando novas eleições reconduziram ao Palácio do Catete a figura carismática de Getúlio Vargas, sustentada pela coligação partidária PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e PSD.

GETÚLIO VARGAS (1951 - 1954)

Vargas se elegeu com 48,7% dos votos. Todavia, por não ter feito a maioria absoluta, teve sua vitória contestada pela ultraconservadora UDN (União Democrática Nacional), que procurou apoio dos militares para impedir a posse do ex-ditador. Os militares não intervieram, e Vargas voltou ao comando das massas populares que o apelidaram de "Pai dos pobres".

Todavia o "Pai dos pobres", quando em campanha eleitoral, apresentara uma plataforma política de reformas nacionalistas, de defesa das riquezas nacionais, de confronto com os grupos monopolistas externos. Getúlio por sua vez, não podia quebrar as promessas nacionalistas sob o risco de ferir as forças populistas e trabalhistas que o elegeram. Afinal, seu retorno ao poder simbolizava a restauração do populismo e do trabalhismo. Vargas como líder populistas não podia perder sua credibilidade. E embora não tenha rompido com o capital estrangeiro, Vargas assumiu o nacionalismo econômico.

Governando com coligação ampla de partidos, Vargas procurava seduzir até mesmo a UDN para a participação na sociedade política. Entretando, nos discursos no rádio e na imprensa escrita e nos palanques, falava em tom paternalista e demagógico aos trabalhadores, jamais, obviamente, mencionando suas negociações de bastidores com a burguesia. Nessa nova fase, Getúlio não hesitou em fazer profissão de fé democrática, dizendo ao povo que ninguém lhe poderia negar o direito do voto e, enfaticamente, afirmava aos trabalhadores: "Hoje estais com o governo. Amanhã sereis o governo".

Parcela da burguesia nacional jamais compreendeu que o aceno de Vargas à participação dos trabalhadores no poder governativo era retórica, que colaborava na política populista de diluir conflitos e promover a paz social. Foi justamente esta parcela da burguesia que, aliada aos empresários e financistas estrangeiros, fustigou o governo Vargas continuadamente.

O nacionalismo e o trabalhismo getuliano, que prometiam o desenvolvimento do capitalismo no Brasil com "bem estar social", deveriam levar o Estado a responsabilizar-se em maior grau para com a distribuição de educação para as classes populares. E, de fato, o próprio Getúlio, em 1940 afirmou: "A ascensão das massas aos bens da...

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