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Monografia: Avaliação educacional no processo ensino aprendizagem

Trabalho enviado por: Eliezer de Jesus Vieira

Data: 30/03/2009

Monografia: Avaliação educacional no processo ensino aprendizagem

Faculdades Integradas Módulo
2004

 

 



Folha de Rosto:

Avaliação educacional no processo ensino aprendizagem
Faculdades Integradas Módulo
200

Monografia apresentada como exigência para obtenção do título de Pedagogo pelo curso de Pedagogia das Faculdades Integradas Módulo

Orientador: Prof. (Nome)

 

Folha de aprovação: (dados pessoais)

Colocado logo após a folha de rosto, constituído pelo nome completo do(s) autor (es) do trabalho, título do trabalho e subtítulo (se houver), natureza (“Dissertação aprovada como exigência parcial para a obtenção do grau de Especialista em ........ à Comissão Julgadora das Faculdade__________________________”), data de aprovação, nome completo, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem.

 

Dedicatória: (dados pessoais)

Elemento opcional, colocado após a Folha de Aprovação.

 

Agradecimentos: (dados pessoais)

Elemento opcional, colocado após a dedicatória.

 

Resumo

Existe uma relação entre o que a sociedade deseja preservar e o sistema de avaliação que ela e a camada dominante acaba impondo para atuação na escola. No entanto, é possível modificar este cenário através de esforços das próprias instituições escolares, analisando a importância de levantar os aspectos sociológicos dos mecanismos que atuam no interior da escola que contribuem, mas não determinam, a perpetuação da sociedade dominante, como é o caso da avaliação.

O currículo determina qual saber é válido e qual não é, qual pessoa detém o conhecimento e qual não o detém. Por isso, qualquer modificação e reforma educacional, inclusive pertinentes à avaliação, tem que passar primeiro por uma modificação do currículo, da mesma forma que qualquer modificação social, na maneira de ver o conhecimento e a cultura, também atinge a grade curricular.

Os professores devem se organizar no sentido de transformar a concepção da avaliação classificatória, demonstrando os benefícios de uma avaliação global, mediadora e diagnóstica. Além disso, devem, em sua prática cotidiana, realizar um levantamento reflexivo das dificuldades e das conquistas dos alunos, possibilitando o redirecionamento da prática pedagógica.

A avaliativa enquanto mediação não se caracteriza como um momento do processo educativo, mas é integrante e implícita a todo o processo. Esta ação tem que ser freqüente e sucessiva, tendo como finalidade auxiliar o aluno, fazendo com que o mesmo tenha consciência de suas conquistas e dificuldades, e apontar novas alternativas possíveis de evolução na disciplina e na vida profissional.

 

Sumário

Introdução
1. Um Olhar Sociológico sobre a Avaliação Escolar
2. Avaliação e Curriculo
3. Os Obstáculos da Avaliação Mediadora: Desafios a Vencer
4. Avaliação e Construção do Conhecimento – Novas Técnicas, idéias e proscedimentos
4.1. Novas idéias sobre a avaliação no processo de ensino-aprendizagem
4.1.1. O erro não é fracasso, é construção
4.2. Testes e medidas: inimigos da avaliação mediadora
4.3. A prática da avaliação mediadora
Considerações Finais
Referências Bibliográficas

 

Introdução

Esse trabalho busca analisar as mudanças ocorridas nas áreas educacionais no que se refere ao ato de avaliar, que é a parte integrante da ação pedagógica, demonstrando que o ensino mudou e que a avaliação também precisa ser modificada, para atender às novas concepções de ensino.

Quando a escola não adequa o processo avaliativo às novas perspectivas de ensino, as conseqüências podem ser desastrosas, podendo desestimular a criança em relação ao ato de aprender.

Avaliar é uma responsabilidade de todos que participam da construção da aprendizagem.

Reconhecemos que torna-se difícil modificar uma prática existente há séculos e que nem todas mudanças são válidas, criando assim incertezas e angustias, tanto por parte dos pais quanto da equipe pedagógica.

A avaliação durante muito tempo serviu como instrumento de medir o conhecimento, muitas vezes de forma autoritário e mesmo se configurando em um cenário de mudanças, continua sendo um grande obstáculo no ensino.

Há uma necessidade de substituir uma concepção de avaliação punitiva e excludente por uma concepção de avaliação comprometida com o progresso e o desenvolvimento da aprendizagem.

A avaliação é um instrumento permanente do processo pedagógico, permitindo o professor replanejar e ao mesmo tempo identificar dificuldades, barreiras que deverão ser revistas na ação do processo ensino-aprendizagem.

Desenvolvemos este tema devido a grandes debates e discussões que ocorrem no processo ensino-aprendizagem, onde há necessidade de muitos educadores conhecerem realmente sua utilidade, repensando inclusive a avaliação no contexto educacional atual.

Procuraremos demonstrar que a avaliação não serve somente para classificar e julgar, mas como um instrumento pedagógico que proporciona que o aluno a avance na sua aprendizagem.

Através de pesquisa bibliográfica, analisaremos a avaliação escolar sob uma perspectiva sociológica, considerando os aspectos sociais nos quais a escola está inserida; a avaliação da aprendizagem no currículo escolar, destacando como o currículo interfere no processo de avaliação; o professor e a avaliação, demonstrando as posturas adequadas que o educador deve adotar durante o processo; técnicas avaliatórias e mudanças nas práticas e na mentalidade dos professores, que enfrentando novos desafios e assumindo compromissos poderá mudar a concepção da avaliação padronizada.

 

1. Um Olhar Sociológico sobre a Avaliação Escolar

Segundo Ludke (apud Souza, 1998) a avaliação faz parte da vida humana, embora aconteça de formas diferentes e com objetivos variados.

Na escola, o aluno ingressa forçosamente, sem ser consultado, é colocado em determinada turma totalmente estranha; sua vida torna-se disciplinada por diversas normas, comandadas pelos professores. No decorrer do processo, os alunos são submetidos à avaliação, por parte do núcleo escolar, inclusive dos próprios colegas que sempre comparam provas, exercícios e boletins. O educador também é avaliado pelos alunos, pais, colegas de profissão e pela direção da escola, que deve estar atenta ao trabalho desenvolvido. As escolas também são avaliadas pelos pais, alunos e órgãos superiores do sistema escolar.

De acordo com Hoffmann (2003), estes procedimentos padronizados não permitem que cada educando seja visto em seu desenvolvimento integral e singular, negando a heterogeneidade que os torna humanos e limitando o acesso à escola daqueles que não atendem os padrões exigidos. A escola tem como papel primordial fazer com que o aluno nela permaneça, além de favorecer o acesso a outros níveis de saber e a outros graus de ensino

Ludke (apud Souza,1998) destaca que o processo padronizado já descrito reflete nos educandos no sentido de serem impedidos de se desenvolverem de acordo com suas potencialidades individuais. Através de um estudo sociológico, busca-se detalhar e desvendar os componentes do jogo da avaliação, revelando o uso e abuso de suas regras e suas conseqüências.

Existe uma relação entre o que a sociedade deseja preservar e o sistema de avaliação que ela e a camada dominante acaba impondo para atuação na escola. No entanto, é possível modificar este cenário através de esforços das próprias instituições escolares. Bordieu (apud Ludke), autor da teoria da reprodução, em que os mecanismos sociais vigentes são reproduzidos pela escola e outras instituições para atender os interesses de da classe economicamente e politicamente dominante, destaca a importância de levantar os aspectos sociológicos dos mecanismos que atuam no interior da escola que contribuem, mas não determinam, a perpetuação da sociedade dominante, como é o caso da avaliação.

Hoffmann (2003) lembra que a história da avaliação é constituída de um forte reprodutivismo. As mesmas práticas se repetem há séculos e as tentativas de uma reflexão sobre elas são obstaculizadas por posturas comportamentalistas que colocam a culpa do fracasso em maus professores e em desatentos alunos por condições sociais e materiais que independem da escola. As dificuldades sentidas pelos professores encontram rápida explicação nas justificativas apontadas acima e a superação de tais práticas são dificultadas por tais conceituações e representações. Nas últimas décadas, pesquisas perseguem uma avaliação dita como objetiva e mensurável e os educadores buscam determinar critérios, normas e parâmetros que minimizem o caráter subjetivo da avaliação. No entanto, os examinadores ainda tendem a interpretar os critérios de correção de forma pessoa, a partir de sua compreensão do assunto e de outros aspectos, resultado em viabilidades dos graus e resultados conferidos ao teste por vários especialistas.

Eguita (apud Ludke, 1989) afirma que, quanto aos aspectos sociológicos, grande parte da responsabilidade se encontra nas mãos dos professores, que não têm consciência da importância de suas funções, uma vez que decidem sobre os conteúdos que vão ministrar, de acordo com o direcionamento do currículo e sobre como vai distribuir o tempo de trabalho, práticas que poderiam contribuir para a consolidação de uma escola transformadora e não simplesmente reprodutora e mantenedora da sociedade com seus problemas atuais.

Eguita (apud Ludke, 1989) destaca ainda que quanto mais se degradam às condições sociais dos setores populares, mais seletiva se torna à escola, mais difícil se torna à infância e a adolescência acompanhar o eletismo de processos excludentes. Ficam os estudantes pobres cada vez mais expostos aos preconceitos avaliativos que legitimam o fracasso escolar. A prática avaliativa nas escolas e universidades são um exemplo, que negam e desrespeitam as diferenças individuais dos educandos. O diferente é negativo, uma vez que se persegue a homogeneidade; os procedimentos avaliativos punem os desvios de padrão estabelecidos e premiam aqueles que se aproximam.

Este quadro legitima-se através do autoritarismo e arbitrariedade da avaliação, que busca um padrão uniforme, através de definições de critérios comparativos; poucos alcançam estes padrões pré-determinados e engrossam as estatísticas de uma escola seletiva e excludente, que ignora e desvaloriza as ricas experiências de vida e diferentes formas de pensar de muitas crianças e jovens considerados diferentes. É necessário a descentralização deste processo, para que se possa perceber o ponto de vista do outro, o que leva a relativizar os próprios critérios de julgamento.

Perrenoud (apud Ludke, 1998) destaca que cada instituição desenvolve suas características seguindo o padrão orientado por valores e normas e cada participante tem consciência que não pode se afastar das normas, correndo o risco de ser excluído do grupo e taxado de desviante. A avaliação exerce sobre o aluno uma pressão que se configura na autoridade do professor e da escola. Esta pressão se torna marcante com a divisão do ensino fundamental em dois segmentos, que apresenta inúmeros problemas, como exigências específicas para se aprovar em aluno mediante a comprovação de conhecimentos de uma determinada quantidade de saber, que deve ser adquirido em determinado período de tempo, representando um obstáculo para a inovação da avaliação, que reproduz a repressão e o controle.

Saul (apud Souza 1998) ressalta, assim, que não se tem uma visão global do rendimento, desenvolvimento e aprendizagem do aluno, tendo privilégios apenas os provindos de uma pequena faixa da sociedade. Trabalhar com a avaliação é importante, no sentido de se compreender que está vinculada a uma pratica educacional necessária para redirecionar a escola e as práticas pedagógicas, inclusive através da reorientação de um currículo ainda fragmentado e da formação específica e permanente de professores, abordando as novas tendências educacionais, fatores que devem constar no regimento escolar para garantir uma escola pública de qualidade.

A configuração de uma avaliação ideal deverá partir da reflexão e da pesquisa, considerando os hábitos e valores dos agentes avaliadores; do contrário, não será possível a apresentação de uma proposta inovadora e transformadora.

Enguita (apud Ludke 1998) salienta que é preciso considerar os aspectos técnicos da avaliação, ou seja, o que avaliar e como avaliar. Para rotular e classificar os alunos, basta aplicar apenas um instrumento de avaliação. Se o objetivo for prolongar o trabalho com os educandos, através de uma avaliação diagnóstica, será necessário o uso de diversos instrumentos para levantar dados individuais dos alunos, a fim de se fazer um diagnóstico de aprendizagem e reorientar a prática pedagógica.

Uma avaliação global pode envolver uma parcela muito maior de controle de aprendizagem efetivo sobre o aluno do que uma avaliação pontual e quantitativa.

Abramowicz (apud Souza, 1998) destaca que em uma sociedade democrática multicultural, todos devem participar do processo que concretiza esta organização social.

O conceito de participação, mesmo sendo polêmico e abrangente, ganhou ênfase no processo de democratização das relações sociais na família, na escola, na sociedade, resultado de uma evolução sócio-econômica e político-cultural que vem sofrendo nosso país, ganhando também espaço reflexivo no contexto escolar e no debate de formação acadêmica. Abramowicz (apud Souza, 1998) destaca ainda que pela ótica política, participação é qualidade política, que é criada pelo homem, histórica e culturalmente, envolvendo conteúdos e fins da vida humana, um processo de conquista de autopromoção, significando, enquanto conquista, que não se deve esperar que a participação venha de cima para baixo. Enquanto autopromoção, significa criar uma vida com o menor teor possível de desigualdade, opressão, exploração e injustiça em uma sociedade desejável que o homem é capaz de criar.

Do ponto de vista epistemológico, participar significa construir conhecimento, reintegrá-lo, recriá-lo. É uma construção coletiva, em parceria, exigindo criação permanente, reflexão conjunta, compartilhando-se interesses na ação. A educação é concebida como um processo em que o conhecimento é concebido por intermédio do diálogo permanente e da participação ativa, criativa e crítica, privilegiando os aspectos democráticos. Se a avaliação não fizer parte deste enfoque participativo, principalmente no que diz respeito ao diagnóstico de aprendizagem do aluno, a educação global perderá o sentido.



2. Avaliação e Curriculo

De acordo com Barbosa (1995), currículo, do ponto de vista pedagógico, é um conjunto estruturado de disciplinas e atividades, organizado com o objetivo de possibilitar que seja alcançada certa meta proposta e fixada em função de um planejamento educativo. Em perspectiva mais reduzida, indica a adequada estruturação dos conhecimentos que integram determinado domínio do saber, de modo a facilitar seu aprendizado em tempo real e nível eficaz.

Para o autor, o currículo não é um elemento neutro, uma vez que está envolvido com as relações de poder que ocorreram durante todo um processo histórico, quando destaca que o currículo se desenvolve a partir das necessidades históricas. Moreira (1995) afirma que o currículo se constituiu na virada do século XX nos Estados Unidos, como o currículo tradicional para preparar as crianças imigrantes para a cultura da classe média e para a economia que emergia na época.

Percebemos assim que a estrutura curricular é imposta de "fora para dentro", destacando os interesses da classe dominante. O tradicionalismo encaminha o currículo e esta concepção torna-se nítida ao observamos os conteúdos determinados e impostos que a escola deve trabalhar e as...

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