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A Importância da Literatura Infantil na Sala de Aula

Trabalho enviado por: Eliezer de Jesus Vieira

Data: 25/09/2009

A Importância da Literatura Infantil na Sala de Aula

Faculdades Integradas Módulo
2004

 

 

 

Sumário

Introdução
1- Conceitualização de literatura infantil
1.1. Características da Obra Literária infantil
1.2. Literatura Infantil: Um pouco de sua História
1.2.1. O Século XVII
1.2.1.1. Perrault
1.2.1.1.1. Os Contos de Perrault
1.2.2. O Século XVIII
1.2.3. O Século XIX
1.2.3.1. Os Irmãos Grimm
1.2.3.2. Andersen
1.2.3.2.1. As Fábulas em Andersen
1.2.3.2.2. O Folclore em Andersen
1.2.3.3. Andersen, Perrault e Grimm
1.2.4. Alguns Autores Consagrados do Século XIX ao Século XX
1.2.5. As Tendências da Literatura Infantil Atual
2- A Literatura Infantil No Brasil
2.1. Os Precursores da Literatura Infantil Brasileira
2.2. Monteiro Lobato: O Grande Escritor da Criança
2.2.1. Aspectos Morfológicos da Obra de Monteiro Lobato
2.2.2. O Folclore em Monteiro Lobato
2.2.3. A Fábula em Monteiro Lobato
2.2.4. O Histórico, o Mitológico e o Mundo em Monteiro Lobato
3- A Importância Da Literatura Infantil Na Sala De Aula
3.1. Função da Literatura Infantil
3.2. Como Incentivar o Hábito de Leitura
3.3. Algumas Questões Básicas da Literatura Infantil
3.4. O Bom Livro Infantil e Critério para sua Escolha
3.5. A Literatura e os Estágios Psicológicos da Criança
3.6. A Literatura e Educação
3.7. A Literatura Infantil e a Fantasia
3.8. Caracteres da Imaginação Infantil, a Mentira e a Fabulação
3.9. Finalidades Didáticas, Psicológicas, Sociais e Morais da Literatura Infantil
3.10. Literatura Didática e Recreativa
3.11. Literatura Recreativa: A Arte de Contar e a Capacidade Sugestiva
3.12. A Narrativa para Crianças
3.13. Estudos sobre Interdisciplinaridade
3.1.3.1. Interdisciplinaridade
3.1.3.2. A Literatura Infantil e a Interdisciplinaridade
4 – considerações finais
Referências Bibliográficas



Resumo


Nesta pesquisa procurei enfatizar a importância da literatura infantil na sala de aula e verificar as várias possibilidades de se trabalhar com ela. Os temas mais trabalhados, no decorrer dos estudos foram: Literatura Infantil e seus aspectos didáticos e históricos, abrangência, características e a interdisciplinaridade.

Também constatei que entre os vários autores pesquisados, muitos defendem a prática de contar histórias, acreditando na sua eficácia na aprendizagem durante o processo educacional, e são quase infindáveis os benefícios que o hábito de leitura pode trazer para a formação da criança. Dentre esses benefícios estão: melhor capacidade para entender o mundo, maior senso crítico, facilidade para interpretar, narrar, construir argumentos e desenvolver textos críticos e até conhecimento da língua e da grafia das palavras. Os especialistas em literatura infantil, afirmam que a literatura ajuda a trabalhar emoções como angustias, medos, paixões e dúvidas destacando assim a sua grande importância.

Segundo MACHADO (2001, p.22), seria o de “permitir, sonhar, enfrentar medos, vencer angústias, desenvolver a imaginação, viver outras vidas, conhecer outras civilizações”. Sendo assim, fica aqui a minha contribuição, para que esse trabalho possa acontecer melhor e mais vezes em todas as salas de aula.

 

Introdução

A Literatura Infantil é, o que há de mais real e próximo do mundo de fantasia dos pequenos, ela sem dúvida passa ensinamentos morais, mas acima de tudo colabora para a formação ética e psicológica da criança.

É através da fantasia que as crianças aprendem a interpretar e assimilar a realidade, pois para elas contos de fadas são histórias de maravilhas, de rir, de chorar, de ter medo. Também é por meio da identificação com os personagens que a criança tira as “lições” de que precisa, buscando não apenas compreender o universo que as rodeia, mas também soluções para os conflitos que se apresentam.

Mas mesmo assim, a literatura infantil ainda é vista por alguns professores, como um acidente dentro do programa do curso normal, deixando estes para trás, uma das principais fontes que salientam a imaginação e a fantasia, que não prejudicam a realidade, mas que alimentam a inteligência, aperfeiçoam o caráter e purificam o espírito.

O objetivo desta pesquisa foi refletir às possibilidades de se trabalhar a literatura infantil em sala de aula, verificando assim a sua importância e abrangência no processo educacional.

O capítulo I esclarece a conceituação de literatura infantil, suas características, e sua história desde o século XVII, passando por Perrault, irmãos Grimm e Andersen, também se referindo as tendências da literatura infantil atual.

O capítulo II baseia-se na literatura infantil no Brasil, e seus precursores como Monteiro Lobato, enfatizando a importância de sua obra para as crianças.

O capítulo III descreve a importância da literatura infantil na sala de aula, como incentivar este hábito, algumas questões básicas da literatura infantil, sua função, critérios para a escolha de um bom livro infantil, falando também sobre os estágios psicológicos da criança, sobre literatura e educação, fantasia, imaginação, enfatizando as finalidades didáticas, psicológicas, sociais e morais da literatura infantil, sem esquecer de sua importância recreativa e da arte de contar histórias com capacidade sugestiva.

Tudo isto, levou-me a refletir sobre interdisciplinaridade, e sua parceria com a literatura infantil na sala de aula, concluindo assim, a pesquisa.

A pesquisa foi fundamentada teoricamente em vários autores especialistas no assunto, como: CARVALHO, CUNHA, FAZENDA E GÓES. Procurei justificar a prática pedagógica, com base na teoria, de como a literatura infantil pode auxiliar no processo ensino-aprendizagem, de forma significativa, facilitadora e divertida.

Este trabalho é apenas o inicio de uma caminhada que pode formar um indivíduo crítico, ativo e perspicaz, e espero que o leitor, deste trabalho, possa abrir seus horizontes, que pesquise e leia cada vez mais sobre este mundo maravilhoso que é a Literatura Infantil.

 

Capítulo - 1

 

Conceituação De Literatura Infantil.

Literatura é a arte de ouvir e dizer, portanto, nasce com o homem. A capacidade de ouvir e falar do homem são os pontos de partida da aprendizagem.

Pode-se dizer que a Literatura Infantil – Mitos, histórias, poesias, ou qualquer outra forma de expressão – foi e continua sendo uma conquista do homem e da humanidade. È da Literatura Infantil que nascem todas as outras Literaturas, pois ela é a base, é como uma chave mágica que vai abrindo gradativamente as portas do conhecimento e da possibilidade da criança, até que ela chegue a sua formação integral.

A Literatura é algo que nasceu, desenvolveu-se e cresceu, assim como o homem, sendo logo o trajeto para se chegar, da literatura Infantil à literatura adulta. Mas todo esse trajeto foi muito necessário por toda a mensagem que se traz. Se Quintiliano, já dizia que a leitura agrada, comove e instruí, pode -se afirmar que não há melhor maneira de ensinar.

As histórias infantis devem ser uma atividade doméstica, além de sê-la na escola, pois educam mais do que qualquer outra, as crianças. Mas é imprescindível que saiba escolhê-la, tendo assim, a necessidade de conhecer a literatura que se identifica e que desperta interesse e curiosidade das crianças. Além disso, deve-se tomar cuidado com a tonalidade da voz ao contar uma história, já que as crianças, principalmente as mais novas, encontram prazer em ouvir, sendo que a palavra tem seu valor pelo som que produzem. A primeira manifestação humana é o condicionamento emocional.

Devido à criança ser criativa, necessita uma boa “base”, para assim criar, construir e destruir a hora que quiser, realizando-se por inteira.

A imaginação da criança tem uma atividade interior que dá condições a ela de criar símbolos.Por isto é que ela deve ser sempre orientada e aproveitada, já que é uma forma de desenvolvimento intelectual.

A literatura Infantil enriquece a imaginação da criança, oferecendo uma maneira da criança libertar-se utilizando seu raciocínio.

Seja ouvindo ou lendo uma história, a criança estará iniciando e desenvolvendo sua crítica, e selecionando seu “estoque” de literatura infantil.

Além de ser uma recreação, a literatura Infantil consegue passar para as crianças valores humanos e estéticos. Então, a Literatura deve ser algo prazeroso, que seja de total interesse da criança, tanto intelectual, emocional, social, etc. Por isso que não se deve dar a uma criança uma leitura qualquer, sem conhecê-la, pois poderá se tornar algo sem sentido e até mesmo prejudicial.

Infelizmente a imaginação do homem está consumida pela ciência, pela técnica, por perder o próprio sentido humano. O homem está praticamente condenado a permanecer e morrer no tédio.

O que poderia restar do homem se lhe tirassem a capacidade de sonhar, de criar e de imaginar?

É preciso que o homem sonhe através desses sonhos preencha seus vazios, libertando-se e criando meios para lidar com a realidade.

 

1.1. Características Da Obra Literária Infantil

A obra literária para a criança é essencialmente a mesma obra de arte para o adulto. Defere desta apenas na complexidade de concepção: a obra para criança será mais simples em seus recursos, mas não menos valiosa.

Todos imaginam ser mais acessível à criança deturpando sua linguagem para aproximá-la dos erros infantis, o autor também força uma simplicidade, não só na arquitetura, mas, sobretudo na linguagem, cujo artificialismo não passa despercebido dos meninos.

A Puerilidade é fruto de um engano, por parte do sujeito falante: o ativo e o passivo. A língua que usamos para nos comunicar, as construções e as palavras que empregamos, constituem o domínio ativo da língua.

È claro que o conhecimento passivo é mais amplo que o ativo. O autor que usa a puerilidade, pensando só assim sendo entendido pela infância , esquece-se de que ela pode não usar determinadas construções, mas é perfeitamente capaz de compreendê-las .

Psicologicamente não se justifica o estilo pueril, a criança precisa de dois tipos de livros – os que estão exatamente de acordo com o seu adiantamento e os outros pouco mais avançados. Essa dose progressivamente maior de dificuldades é que na leitura, como em todas as atividades educativas, faz o aluno sentir-se interessado em empenhar-se, resolver o problema e desenvolver-se.

O tom moralizador é outra faceta dessa puerilidade, o autor acha que a criança é incapaz de chegar a conclusões, de ter posições de perceber os arranjos da trama para levá-la a criar um comportamento.

Parece agradar de modo especial à criança a obra que apresenta imaginação. E para as muito pequenas, que não sabem ler ou lêem pouco, o desenho das palavras é desagradável, um livro sem ilustrações nada lhes diz, é importante a gravura o texto deve ser pequeno.

Mas não basta ter ilustrações para agradar a criança: o importante não é só ser bem feita, como também ser sugestiva, dar as crianças oportunidades de recriar, imaginar, ir além do próprio desenho.

Há outros elementos a se considerar sob o aspecto de durabilidade, custo final e valor gráfico, tipo de papel, tipo de capa; a forma de acabamento determina em produto mais ou menos belo, mais ou menos durável, mais ou menos caro, esses são aspectos importantes na avaliação da obra.

Com relação à editoração de livros para criança, seria ideal o mesmo cuidado com o texto e a ilustração. Muitas vezes há um grande interesse quanto à parte material e um descuido com a reação ao texto: vem exprimido em algum canto da página, mal escrito, mal concebido. E quem sai perdendo é sempre a criança.

 

1.2. Literatura Infantil: Um Pouco Da Sua História

 

1.2.1. O século XVII

A Literatura Infantil só existe por causa da criança e da escola, pois sem escola os livros não estariam ao alcance de todos. Mesmo que essa literatura voltada para a criança, tenha seu inicio no século XVII, foi com a chegada da burguesia, nos fins do século XVIII e começo do século XIX, que realmente firmou o seu lugar entre os bem-nascidos.

A história da Literatura Infantil baseia-se no apelo da criança, e foi no século XVII que ela tem seu inicio com Perrault e Comenius.

Antigamente, as escolas eram Fundações e comunidades e as crianças eram tratadas como homens em miniaturas.

Nestas comunidades ficavam juntas crianças de todas as idades e a elas nada era ensinado, Foi quando no século XV, separam-se as crianças mais novas das mais velhas, e assim, há uma evolução da escola. Apesar disso, ainda não havia um modelo infantil e as crianças continuavam com um comportamento de adulto. Essa separação serviu apenas para proteger a criança e a juventude dos mendigos e vagabundos, até o século XVIII, quando começa a discriminação das classes sociais. Com esta separação surgiram dois tipos de ensino: o que era voltado para aristocracia e para a burguesia, e o que era voltado para o povo.

Assim, o século XVIII, serviu apenas para separar as crianças dos adultos. A escola que teve domínio no século XV ao século XVIII, que tinha um ensino único e que depois foi substituído por um ensino duplo, constituiu no século XVIII, o Sistema Educacional da França, que facilitou uma troca entre as diferentes classes sociais, e que também permitiu uma maior aproximação com o que vinha do povo, que é da onde vem o folclore, do qual surgiu a Literatura Infantil. As histórias que eram contadas por todos que constituíam o folclore, e que correspondia à preferência da criança, foram as primeiras expressões da literatura infantil, e de Charles Perrault, que foi seu primeiro criador.

 

1.2.1.1. Perrault

Foi no século XVII, com os clássicos de fadas, de Charles Perrault, que se dá o inicio da Literatura Infantil, e por isso Perrault foi chamado de criador da literatura da criança.

Perrault em suas histórias infantis, fala sobre a sociedade em que viveu. Seus personagens são de todas as classes sociais, desde pobres, plebeus a reis poderosos.

Assim, como todo escritor infantil, Perrault, através de suas histórias faz criticas sutis sobre a sociedade, que depois com o tempo, são esquecidas e transformadas em histórias divertidas sem que se leve em conta seu conteúdo crítico.

Essas histórias maravilhosas, além de fazerem da França o reinado da fantasia, fizeram Perraut o mago do reino. No mesmo século de Perrault, encontram-se Fénelon, que escreveu muitos livros para a juventude, a fim de educar e instruir seu discípulo. Inspirava-se nos antigos clássicos fabulistas, mas muito mais em La Fontaine. Em uma de suas obras, a Ilha dos Prazeres, descreve um lugar que é feito de doces, onde se reencontrava a juventude. Apesar disso, habitantes desse lugar eram maus e possuíam vícios. Então é através dessa obra que Fénelon mostra que o excesso de vida fácil e ociosa torna os homens inúteis e incapazes, como os da sua ilha maravilhosa. Apesar de suas obras serem apenas instrutivas com intuito didático e moralista, já apareciam fadas.

Além de Perraut, Fenélon e La Fontaine, o século XVIII traz consigo os autores como Mme, D´Aulnoy e Condessa de Murat. Foi também neste século que Johan Amos Komensky ou, como é conhecido Comenius, na Alemanha, cria o primeiro livro ilustrado para crianças, que era uma enciclopédia em figuras, chamada Orbis Pictus (O Mundo Visível).

 

1.2.1.1.1. Os Contos De Perrault

Foi com Perrault que a França deu-nos os primeiros contos de fadas, em 1697, esses contos apareceram primeiramente em nome de seu filho, Pierre d’Ármancourt, e depois receberam o nome de seu autor verdadeiro que é Charles Perrault.

Os contos de Perrault, assim como os de Grimm e de Andersen, são conhecidos das crianças por fazerem parte de suas vidas afetivas, antes mesmo das letras do alfabeto e é por isso que antecedem a alfabetização.

Portanto, Perrault no século XVII, recupera o folclore dos contos de fadas, através de seu livro Contes de ma Mère L`Oye (Contos de mamãe Gansa), que atingiu e ainda atinge crianças do mundo todo. Dentre suas obras, Perrault escreveu onze contos, sendo sete italianos, um de IL Decamerone (O Decamarão), Giovanni Boccaccio e seis de Basile, O Pentamerão, sua fonte afetiva. Os outros quatro que restam são fontes diferentes. De O Decamarão, Perrault colheu o conto Griselda, enquanto que de Basile, colheu os seis a seguir: A Gata Borralheira, O gato de Bodas, O pequeno Polegar, A Bela Adormecida, Os onze contos de Perrault, apenas cinco não foram tirados de Pentamerão de Basile: Os três desejos, Chapeuzinho vermelho, A Barsa Azul, Riguete de Crista e o conto já citado Griselda.

 

1.2.2. O século XVIII

Na segunda metade do século XVIII, a literatura caracteriza-se pela busca do conhecimento, deixando de ser um jogo verbal, por causa do iluminismo, que reagia ao imaginismo e à gratuidade literária, sendo que instruir era sua palavra de ordem. No século XVIII foi criada uma nova Literatura, que atendia aos valores da burguesia, que naquele momento tava em ascensão e da explosão pedagógica. Sendo assim, o educador era o pedagogo, e o livro infantil, transformou-se em um verdadeiro manual de Ciência.

A criança que depois de ser separada do adulto, e considerada uma criança, com a criação das primeiras escolas, tem na segunda metade do século XVIII, com a revolução industrial a ascensão da burguesia, o seu lugar conquistado na família e na burguesia.

Apesar da literatura Infantil ter nascido dos contos de fadas, só foi dirigida a criança a partir da sociedade burguesa, que descobre a criança como um ser especial.

Na sociedade burguesa cria-se o hábito de ler, individualmente ou para grupos diferentes, nascendo à preocupação de adequar os textos para crianças, dando lugar à especificação da Literatura Infantil. A família, que antes se preocupava em se socializar, agora começa a dar mais afeto a criança da infância – mas isso era só um privilégio das crianças bem nascidas, pois as mal-nascidas continuavam exibindo sua miséria, trabalhando, ou melhor, sendo explorada em empregos que lhes eram impostos. Foi à Inglaterra a primeira a explorar trabalho da criança, porém, também, foi a primeira a lutar contra esse crime.

Com discriminação que separava as crianças pobres das crianças ricas, no século XVIII, o ensino foi dividido em duas classes: para o povo e para a burguesia e aristocracia, tendo com isso uma filosofia da educação, onde estudar e aprender eram privilégios de uma só classe.

Foi graças a Rousseau, um revolucionário da educação, que no século XVIII, pode-se descobrir a individualidade antes de ser adulta, a partir daí a literatura toma um novo rumo, criando-se a escola da natureza, que foi responsável pelas aventuras (Robinson Crusoé, As viagens de Gulliver, entre outras). Este século teve uma busca constante de conhecimento, e a literatura perseguiu esse conhecimento, isso indica que a literatura Infantil, não era para as crianças. Não visava o interesse da criança e sim, as idéias que os adultos queriam colocar em prática na educação.

Pode-se notar que a Literatura Infantil visava a formação pedagógica e a ética, e foi por esse motivo que a aventura, com sua ação e movimento, teve grande êxito causando grande interesse das crianças e compensando-as da carga de ensinamentos.

Foi então no século XVIII, que se cultiva uma nova Literatura Infantil, mais voltada para os jovens, apesar disso, não nasceu neste século e sim, no século XVIII, com Perrault e outros, como a Condessa de Murat.

A Literatura Infantil iniciou-se na Inglaterra, com as aventuras de Daniel Defoe, que põe em prática a filosofia de Rousseau, que é o pai da Pedagogia Moderna, a aventura conciliou a preocupação pedagógica com a ação exigida pelo gênero e que correspondia aos interesses dos jovens leitores.

A fábula no século XVIII, também foi difundida por todo o mundo juntamente com a Aventura, e juntas suavizaram a avidez da Literatura que estava carregada de acontecimentos científicos, didáticos, moralistas e que não era de interesse das crianças.

Foi no século XVIII que ocorreu as grandes revoluções, como a Revolução científica, que gera a Revolução Industrial, culminando com a revolução Francesa, por isso sua literatura infantil não era ligada a fantasia, embora a maior revolução desse século tenha sido descoberta da criança, por Rousseau. Neste século, a literatura foi voltada para os jovens. . O século do Iluminismo foi para os contos de fadas, um desafio, pois foram desprezados e afastados da vida social, só retornando a Alemanha através dos irmãos Grimm.

Na Espanha a Literatura Pedagógica, preocupava-se mais com o aspecto moralista, tem sua representação predominante na Fábula, que foi consagrada pelos fabulistas espanhóis Don Tomás de Iriarte e Don Felix María Samaneigo.

Portugal era influenciada pela França, da segunda metade do século das luzes, porém a literatura para as crianças e adolescentes foi representada apenas por algumas fábulas de dois poetas: Francisco Manuel do Nascimento, com a tradução de La Fontaine, e Manoel Maria Barbosa du Bocage, que escreveu fábulas modernas de sua autoria.

A América assim como os outros países (menos o Brasil), da inicio a sua Literatura...

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