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Título: Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber

Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber, aplicadas na Empresa Bradesco S/A. São Paulo 2009 Sumário 1Introdução 2Frederick Winslow Taylor4 2.1Princípios de Taylor 3Henry Ford 4Jules Henri Fayol 4.1Princípios Básicos 4.2Funções Administrativas 5Maximillian Carl Emil Weber 5.1Analise da Obra 5.2Princípios…

Juscelino e a Construção de Brasília

Trabalho enviado por: Júnior Aguiar

Data: 20/02/2006

Juscelino Kubitschek e a Construção de Brasília


A mudança da Capital da República para o Planalto Central não era uma idéia nova. Os constituintes de 1891 estabeleceram, nas Disposições Transitórias, essa determinação que, não tendo sido executada em toda a Velha República, foi renovada na constituição promulgada em 1934. Igualmente a carta de 1946 conservou aquele propósito, determinando a nomeação, pelo presidente da República, de uma comissão de técnicos que visassem estudos localizando, no Planalto Central, uma região onde fosse demarcada a nova capital.

Em maio de 1892, o governo Floriano Peixoto criou a Comissão Exploradora do Planalto Central e entregou a chefia a Louis Ferdinand Cruls, astrônomo e geógrafo belga radicado no Rio de Janeiro desde 1874. Essa comissão tinha como objetivo: conforme disposto na constituição, proceder à exploração do planalto central da república e à conseqüente demarcação da área a ser ocupada pela futura capital. O grupo, de vinte pessoas, sai do Rio em 9 de Junho de 1892 e chega a Petrópolis, Goiás, no dia 1º de agosto. Do Rio até Uberaba, no triangulo mineiro, de trem. Daí em diante a cavalo. O relatório final é apresentado em 1894:

Em resumo a zona demarcada goza, em sua maior extensão, de um clima extremamente salubre, em que o emigrante europeu não precisa da aclimação, pois encontrará aí condições climatéricas análogas ás que oferecem as regiões as mais salubres da zona temperada européia. (...) É inegável que até hoje o desenvolvimento do Brasil tem se, sobretudo localizado na estreita zona de seu extenso litoral, salvo, porém, em alguns dos seus estados do sul, e que tem beneficiado desse desenvolvimento. Entretanto, como demonstra a exploração à qual procedeu esta comissão, existe no interior do Brasil uma zona gozando de excelente clima, com riquezas naturais, que só pedem braços para serem exploradas.

As razões que determinavam, naquela época a mudança eram diversas. Antes do Governo de Rodrigo Alves, a febre amarela era endêmica no Rio de Janeiro: o motivo sanitário preponderava. Achavam conveniente a mudança da Capital para um lugar mais saudável. Também havia razões de ordem estratégica. Com o tempo, todas elas perderam sua motivação. A febre amarela foi erradicada. Com o progresso da arte da guerra, já não havia mais a invulnerabilidade de um ponto mais distante. Contudo, a idéia permaneceu. Em Minas, os inconfidentes já haviam preconizado também a idéia. Apenas variavam as fórmulas. Uns achavam que a capital devia ser estabelecida em Ouro Preto. O jornalista Hipólito José da Costa, redator do Correio Brasiliense, jornal editado em Londres, defendia e justificava a transferência da capital para o interior, às cabaceiras do rio São Francisco. Em 1821, José Bonifácio, nas suas instruções ao Governo provisório de São Paulo, aconselhava a mudança para um sítio sadio, ameno, fértil e regado por algum rio navegável. O povo de Goiás como o de Mato Grosso formaria coeso em torno do candidato que prometia a mudança da capital da república para o planalto central.

Juscelino enfrentava, porém, um problema. Ele tinha que estabelecer o plano de metas em trinta itens. Foi obrigado acrescentar mais um: o da construção da capital.

Disputando a presidência como candidato da coligação P.S.D. – P.T.B., no dia 4 de abril de 1955, no seu primeiro comício em Jataí (GO), Juscelino decidiu fazer a mais óbvia das promessas de campanha: jurou que iria "cumprir a Constituição". De acordo com JK, ao final do comício em Jataí, "uma voz forte se impôs" e o interpelou. "O senhor disse que, se eleito, irá cumprir rigorosamente a constituição. Desejo saber se pretende pôr em prática a mudança da capital federal para o Planalto Central". Embora considerasse a pergunta embaraçosa e já tivesse seu Plano de Metas, JK respondeu que construiria a nova capital. Dessa pergunta surgiu um desafio. Juscelino sabia que a idéia da interiorização da Capital vinha de longa data. Era dentro desses precedentes que Juscelino Kubitschek respondia ao desafio. Aparte daí, a construção da nova Capital da República (Brasília) virou a "meta-síntese" de seu governo.

Em suas memórias, conta as dificuldades que enfrentou para construir a nova capital. Dutra, na presidência da republica, estabelecera o local. Foi assim que Juscelino, dando prosseguimento à sua promessa, procurou conhecer a região que seria a futura Brasília. Chamou o jurisconsulto Francisco Clementino de Santiago Dantas e lhe pediu que elaborasse a mensagem e o respectivo projeto de lei:

Art. 4º - A Capital da união será transferida para o planalto central do país.

Parágrafo 1º - Promulgado este ato, o presidente da república, dentro de sessenta dias, nomeará uma comissão de técnicos de reconhecido valor para proceder ao estudo da localidade da nova capital.

Desejava que uma vez aprovado, fosse um diploma legal completo, capaz de cumprir todas as fases da execução da transferência, sem que se visse obrigado a recorrer de novo ao congresso. A precaução era justificada. O Brasil acabava de viver uma das fases mais tempestuosas de sua história. A campanha presidencial deixara o congresso dividido e Juscelino tinha de enfrentar uma oposição grande e aguerrida. A saída da capital do Rio de Janeiro seria explorada, politicamente. A mensagem e o projeto de lei elaborado por Santiago Dantas, tudo previam. Apenas a data de transferência continuava, como estabelecia a constituição, para ser fixada pelo congresso.

Juscelino, antes da remessa da mensagem, tomou algumas providências de natureza política. A mais importante delas foi transferir a iniciativa da proposição para o Governo de Goiás, o Estado mais estreitamente vinculado ao problema. Conversou com o governo José Ludovico, que aceitou com entusiasmo a sugestão. Não só atuaria junto aos representantes do seu Estado, no sentido de criar um ambiente favorável à idéia, como Goiânia acentuando o caráter regionalista da iniciativa. Tudo combinado, a cerimônia foi marcada para o dia 10 de abril de 1956.

Os transportes aéreos viviam numa fase deficiente. A presidência da Republica dispunha de um velho aparelho "DC-3", que levava dois dias do Rio a Belém do Pará. A viagem apresentou sérios embaraços. Ficaram perdidos durante algum tempo, mas, conseguiram sobrevoar Goiânia. Devido ao aparecimento de uma nuvem, não foi possível a aterrissagem naquele local. O avião desceu em Anápolis, distante meia hora, onde posou sem novidades. Foi providenciada a vinda do prefeito e do chefe político. Assim, a assinatura da mensagem presidencial não foi com a solenidade preparada, em ambiente limitado, assistido por meia dúzia de curiosos, na cidade de Anápolis. De qualquer maneira, estava assinada a mensagem.

Ao assumir a...

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