Zé Moleza | TCC, monografias e trabalhos feitos. Pesquise já!

Você está em Trabalhos Acadêmicos > Sociais Aplicadas > Geografia

Favoritos Seus trabalhos favoritos: 0

Trabalho em Destaque

Título: Expressionismos: Visão da Realidade: O poder expressionista da fotografia estética e em movimento

TIDIR – Expressionismos: Visões da Realidade: O poder expressionista da fotografia estática e em movimento Belo Horizonte 2009 Proposta Partiremos de duas proposições, sendo a primeira a de que, desde o início do cinema, a intensidade de imagens que diferenciam…


Publicidade



Publicidade

Geografia uma Pequena História Crítica

Trabalho enviado por: Marcelo Adriano de Moura

Data: 22/04/2003

Geografia uma Pequena História Crítica


Livro: Geografia uma pequena História Crítica

Autor: Antônio Carlos Robert Morais.


Capítulo I

O Objetivo da Geografia

A introdução desde capítulo vem a questionar - o que é geografia? – parece simples, mas refere-se a um conhecimento polêmico. Na antiguidade qualquer indivíduo poderia dar uma definição, sobre este significado , ou faria definições que eram adicionadas.

A definição mais usada do que é que é geografia, se refere ao estudo da superfície terrestre. Sendo a superfície da terra uma área privilegiada, caberia a geografia descrever e analisar todos os seus fenômenos. Para este autor, existe duas classes de ciências, as especulativas e as empíricas , dividindo a geografia em humana e física . Como a geografia é uma ciência diversificada e descritiva em que busca uma visão conjunta do planeta. Alguns escritores falam sobre outro significado da superfície terrestre , como a biosfera , ou a crosta terrestre . enfim a superfície da terra é uma das linhas do pensamento geográfico .

Outra definição da geografia se trata ao estudo da paisagem com elemento da discussão das formas morfológicas e o seu funcionamento. Esta seria um organismo com funções vitas de interação ecológica. A ecologia é introduzida na geografia buscando a interação dos fenômenos distintos de uma determinada porção do espaço.

Outra questão que propõem a geografia é o estudo da individualidade dos lugares como foi colocada pelos autores Heróddo e Estrabão nas regiões por onde andaram mostrando aspectos sociais e naturais, e assim, deram o ponto de partida para a geografia regional.

A geografia também é definida como estudo a diferenciação de áreas; na qual visa a individualização das áreas, e compará-las as outras. Outro sentido para a geografia se refere ao espaço. Este conceito é vago e torna um aspecto problemático, porque vem da explicação , o que se entende por espaço. Existe três possibilidades mais usadas, em tentar explicar o que venha a ser espaço: O espaço é uma forma de conhecimento sem especificar a geografia. Seria também um atributo dos seres, sendo que, nada existe sem o seu espaço. E o espaço também é um ser exclusivo do real, característico e dinâmico. Então existiria uma maneira de pensar o espaço como objeto da geografia, só depois da afirmação efetuada, buscando a lógica e localizando os fenômenos essenciais para a dimensão do espaço.

Outros autores definem a geografia como estudo da relação homem e meio, buscando explicar e relacionar entre sociedade e natureza. Assim, procuram mostrar a ação do homem transformando o meio e a adaptação a sua maneira. Estas várias definições sobre geografia nos mostram o leque de opções que se tem para definir a geografia e cada autor usa as suas definições próprias. Isso abarcou somente a geografia iradicional e não levou ao pensamento geográfico contemporâneo, mostrando a complexidade do problema de definir a geografia . A geografia renovada procura planejar e enfatizar o pensamento geográfico tradicional. a inexistência de um consenso sobre o pensamento geográfico e algo que persiste aos dias atuais . O encaminhamento no qual nos remete é o plano da geografia tradicional.


Capítulo II

O positivismo como fundamento da geografia tradicional

As varias definições do objeto do estudo da geografia é uma linha do pensamento da geografia tradicional, sobre o positivismo. O primeiro manifesto, esta no positivismo circunscrevendo o trabalho cientifico e dominando os fenômenos, restringindo aos aspectos visíveis do real e palpáveis. A análise destes fenômenos nos mostra que a geografia é uma ciência pautada na observação, na enumeração e na classificação de fatos referentes ao espaço. As concepções presentes nestas definições impediram a geografia de chegar a um conhecimento generalizado, que ultrapassasse a descrição dos fenômenos.

Outro manifesto positivista é a idéia de que existe um único método de interpretação comum entre as disciplinas, não aceitando a diferença entre ciências humanas e naturais. É um método originário das ciências desenvolvidas, pelas quais as outras deveriam orientar. Sendo que a geografia sempre procurou ser uma ciência natural dos fenômenos humanos, na qual o homem é um agente modelador do relevo, por usa ação com a força da erosão. Desta maneira a geografia é uma disciplina que procura interagir o homem e a natureza.

Outra linha de pensamento positivista: A geografia é uma ciência de síntese . Como uma disciplina que relaciona e ordena os conhecimentos produzidos por todas as outras ciências, servindo para encobrir a indefinição do objeto da geografia.

A continuidade do pensamento geográfico e compreendido numa visão expressiva como o principio da unidade terrestre dizendo que a terra é um todo e pode ser compreendido como um conjunto; há, também o princípio da individualidade: no qual cada lugar tem uma feição, que lhe e peculiar, própria e que não se reproduz de modo igual em outro lugar. Existes princípios que definem regras gerais no trato com objeto da geografia e são responsáveis pela continuidade da mesma. Os princípios citados fornecem sustentação da autoridade e legitimidade da geografia e são assimilados pelos menos crítico e por aqueles que fazem uma pesquisa sem avaliação detalhada.

Por todas estas razões, aparecem as dificuldades de explicar o que é geografia. se colocarmos perspectivas de fundamentação fora do positivismo clássico, abre a discussão sobre os caminhos trilhados e multiplica as dificuldades para definir esta disciplina. As pesquisas os trabalhos realizados com fundamento a estes "princípios" servem mais para dizer o que não é geografia, do que para definir o objeto.

A geografia discute fatos referentes ao espaço concreto definido e delimitável - a superfície terrestre. Só será geográfico um estudo que abrange a formação ou a transformação do espaço.

Diante destes vários fatores a pergunta – o que é geografia? , passa a ter uma nova definição. Passa do plano da abstração , quando a aceitação de que existem tantas geografias, quantas os métodos para interpretação.

Assim, há uma dependência da geografia com relação a uma postura política e social de quem faz a geografia. A explicação do que é geografia, passa do conteúdo de classe, subjacente a cada proposta, realizando uma história crítica do pensamento geográfico. alguns geógrafos militantes dizem que a geografia é uma prática social, referente ao espaço terrestre, sendo que está prática, deve ser analisada e investigada no estágio da luta ideológica, desenvolvida nesse campo de debate especifico, que é a geografia.


Capítulo III

Origem e Pressuposto da Geografia

A rotulação da geografia se deu dês da antiguidade clássica, especificamente ao pensamento grego. No entanto havia uma difusão deste termo, porém o conteúdo referindo era variado. Uma das delimitações do pensamento grego era com Tales e Anaximandro privilegiado o espaço e a discussão do formato da terra. Heródoto preocupava em descrever lugares, com fundamentos regionais. Isto sem falar nas questões tidas como geográficas, sem aparecer com esta designação, as relações entre o homem e o meio.

Dessa maneira, há uma dispersão do pensamento geográfico. No entanto tudo que se entende hoje como geografia não era apresentada com esta rotulação, esta situação permanece até o final do século XVIII. Porém existia autores que rotulavam os seus estudos como Cláudio Ptolomeu que escreveu a obra síntese geográfica resgatando o pensamento grego clássico, e também, Bernardo Varenius com a obra geografia generalis

que será um fundamento das teorias de Newton . Analisando estes autores, e seus temas tratados pouco tem em comum, com o que é considerado geografia .

No final de séc.XVIII não é possível padronizar o pensamento geográfico , era considerado geografia , os relatos de viagens , a o conhecimento existente sobre fenômenos naturais . A caracterização do conhecimento geográfico só vai ocorrer no final do séc. XIX . Neste instante a geografia passa ser autônoma e particular com o objetivo de avançar as relações capitalistas de produção .

A primeira questão proposta era a extensão real do planeta , ao conhecimento das formas dos continentes isto era a estrutura da idéia de conjunto terrestre . Essa questão se inicia som a história das navegações . O eurocentrismo é um processo que ocorre uma transição feudal-capitalista está relação faz expandir a ação das sociedades européias a todo globo terrestre. No final do séc. XIX , todos os pontos da superfície terrestre já haviam sido visitado .

Outra caracterização da geografia , era que os dados referentes aos pontos diversos da terra , já haviam sido levantados . Tal processo vem ocorrendo por causa do avanço do mercantilismo e com a formação dos impérios colonialistas . A ocupação dos territórios que eram descobertos , não era um processo simples , precisavam ser conuistados e criar e estabelecer constantes , aproximando-se destas áreas . O processo de exploração das colônias, através das atividades comerciais contribuíram para se fazer um levantamento técnico sobre os fenômenos naturais, o que gerou um interesse das metrópoles que procurou agrupar o material recolhido nos escritórios coloniais e na sociedade geográfica. Basicamente o processo de elaboração desse material era o fundamento da geografia.

O aperfeiçoamento das técnicas cartográficas era outra característica unitária. Esta representação era , necessária para o avanço do comércio e fundamental para as navegações . enfim com o avanço das técnicas de impressão , popularizou as cartas e os Atlas . o processo de expansão do modo de produção capitalista força as condições materiais para o sistema de geografia . Assim foram também no plano filosóficos e cientifico e as transformações ocorridas no plano econômico e político . Estes pressupostos referem-se a formulações, sobre os temas tratados pela geografia.

Com o surgimento das correntes filosóficas do século XVIII, propõe-se uma valorização do território geográfico , buscando compreender fenômenos naturais . A perspectiva de explicar os fenômenos , englobava tratados pela geografia . Todavia, havia discussão filosóficas tratando sobre temas geográficos. alguns autores com Kant ou Sibnez se dedicaram à filosofia do conhecimento , relacionando a questão do espaço . Outros autores como Hegel ou Herder fala sobre a influência do meio sobre as sociedades, estas formulações valorizaram a temáticada geografia.

Outra questão geográfica foi colocada pelos autores pensadores do iluminismo discutindo as formas de poder e a organização do Estado . Rosseau dizia que a democracia só podia existir em áreas menores porque em áreas extensas a forma de governo seria autocrática . Montesquieu em seu livro O Espírito das Leis, dedica um capítulo discutindo o pensamento determinista de que "o meio determina o caráter dos povos". Os trabalhos desenvolvidos pela economia política, atuaram no desenvolvimento dos temas geográficos, e foi responsável pela análise dos fenômenos da vida social, como a produtividade do solo, a diferenciação dos lugares , em termos de recursos minerais ; o aumento populacional entre outros . Essas teorias divulgaram estas questões, que constituiriam o temário clássico da geografia.

Enfim, com o aparecimento das teorias do Evolucionismo o temário geográfico vai ter um reconhecimento pleno. Este conjunto de teorias do destaque a explicação da evolução das espécies, a adaptação ao meio seria um dos processos fundamentais. Haeckel discípulo de Darwin desenvolveu a idéia de ecologia, isto é do estudo da inter – relação de elementos que combinam um determinado espaço.

No início do século X?X , os pressupostos da geografia , já estavam definidos . A Terra estava conhecida. A Europa dominava o comércio mundial. As ciências naturais desenvolveram conceitos e tórias, utilizadas pela geografia. O modo de produção capitalista foram os principais fatores que influenciou a sistematização da geografia. A burguesia pensava no sentido de transformar a ordem social existente. Por outro lado, a geografia estava em pleno domínio capitalista, e a burguesia já estava no domínio dos estados.

A geografia será filha das singularidades ocorridas pelo processo da transição feudal capitalista, onde surgiu o capitalismo. Os autores alemães Humboldt e Ritter são os pais da geografia, toda elaboração geográfica será sediada na Alemanha. E lá que surge as primeiras teorias e as primeiras propostas metodológicas; e também as primeiras correntes deste pensamento. O aparecimento da geografia e o desenvolvimento do capitalismo não é uma relação aleatória. No entanto cabe-nos discuti-la


Capitulo IV

A sistematização da geografia: Humbold e Ritter

A situação histórica da Alemanha, no inicio do século XIX, época em que se dá a eclosão da geografia. Está no processo tardio da penetração das relações capitalistas nesses países. Na Alemanha, o estado nacional não estava constituído, era um aglomerado de feudos, cuja ligação ainda reside alguns traços culturas comuns. Poder estava nas mãos dos proprietários de terras, a estrutura feudal estava inchada, Neste momento é que ocorre a penetração das relações capitalistas, sem romper com a ordem vigente. Tal introdução capitalista causa uns arranjos singulares, chamados por alguns autores de feudalismo modernizado.

Com a introdução do capitalismo altera a estrutura fundiária alemã. As terras passam para as mãos dos elementos pré-capitalista, que logo após torna-se capitalista; e o latifúndio que era uma economia fechada passa para uma economia de mercado. No entanto, as relações de trabalho não se alteraram, continua a mão-de-obra servil. Não há um desenvolvimento no comércio local, e as sua produção é destinada ao exterior. Há um pequeno desenvolvimento das cidades e também da burguesia, que não consegue impor seus interesses. A burguesia só consegue desenvolver com o apoio do estado que é comandado aristocracia agrária. Com a sedimentação do capitalismo e com expansionalismo napoleônico, surge nas classes dominantes alemãs, a idéia de unificação nacional, com congregado os principados alemães os reinos da Áustria e da Rússia. É nesta situação que se compreende a eclosão da geografia.Todos estes aspectos citados conferem a discussão geográfica. Temas como organização do espaço, apropriação do território, variação regional entre outros, eram discutidos palas classes dominantes da Alemanha.

As colocações iniciais do sentido da sistematização da geografia vão ser obras de autores prussianos ligados aristocracia: Alexandre Von Humboldt, conselheiro do rei da Prússia e Kal Ritter, vinda de uma família de banqueiros. Eles são contemporâneos e vivenciaram a revolução francesa, morreram em 1859, ocupando altos cargos da hierarquia universitária alemã.

Alexandre Von Humboldt, possuía informações naturalista e realizou várias viagens.Ele entendia a geografia como uma síntese de todos os conhecimentos relativos a terra. É de sua definição do objeto geográfico era: a contemplação de universidade das coisas, de tudo que consiste no espaço, concernente a substancia e forças, da simultaneidade dos seres materiais que consiste na terra.Assim a geografia seria uma disciplina sintética, preocupada com a conexão entre os elementos e buscando através destas conexões a causalidades existentes na natureza.

A obra de Ritter possuiu um caráter metodológico. Ela possuía uma formação em filosofia e história. Ritter defendia o conceito de sistemas naturais, isto é área delimitada dotada de uma individualidade. Sendo assim, a geografia de Ritter é um estudo de lugares, uma busca das individualidades destes. A sua proposta era antropocêntrica e regional, valorizando a relação homem – natureza. A obra desses dois autores vão ser as bases para os trabalhos posteriores, sejam para aceitá-las ou refutá-las as formulações colocadas por eles. Assim os autores posteriores criaram uma linha de pensamento, até então inexistente, dando-a geografia uma cidadania acadêmica. Apesar disso, não há uma formação de uma escola, deixam umas influências gerais, que será resgatada pela geografia tradicional.

As citações de Humboldt e Ritter são bem divulgadas. Vários geógrafos foram alunos deste último: E. Reclus, Semenov, Iyan –Shanskiy, F.Von Richthofen , entre outros. Mas na Rússia as ideais Humboldt e Ritter tiveram aplicação mais literal entre autores como Mushketow, Dukuchaev, Woiekov. Portanto foi na Alemanha que contribui para a sistematização do pensamento geográfico.

As geração seguintes se destaca mais pelo avanço empreendido nas sistematização dos estudos especializados. É o caso de W.Penk com a geomorfologia e de Hann e Koppen , com a climatologia. Dos autores alemães merecem destaques: O. Peschel e F.Von Richthofen. Para Peschel a geografia era um estudo das formas existentes nas paisagens terrestres. Richthofen realizou inúmeros trabalhos de campo, aprimorando técnicas de discrições. Estes ajudam a manter aberta a discussão teórica do pensamento geográfico, na Alemanha, nos outros países da Europa, a geografia continuam com o levantamento exaustivo sob os diferentes lugares da terra.


Capítulo V

Ratzel e a Antropologia

As formulações de Friedrich Ratzel também alemão e prussiano, publica as suas obras no último quartel do séc. XIX. A sua geografia foi um instrumento poderoso de legitimação dos designo expansionista do estado alemão, recém constituído, o que contribuiu para a unificação da Alemanha. Havia, porém movimentos para a unificação da Alemanha, como alianças e ações unificadas formadas pelas classes dominantes locais e centralizadas em um comando comum. A disputa do poder central era entre a Áustria e Rússia, o qual cominou uma guerra entre os dois reinos. A vitória d Rússia formou o estado prussiano imprimindo suas características na nova nação, formando uma organização militarizada, a direção do estado estava nas mãos da aristocracia. Ocorreu uma repressão social interna, como uma agressiva política exterior. As características prussianas foram passadas para a Alemanha, através de uma política cultural nacionalista, surgindo também guerra de conquistas empreendidas por Bismarck, o primeiro-ministro da Rússia e do império alemão.

A unificação tardia da Alemanha não impediu o seu desenvolvimento interno, porém a deixou de fora da partilha dos territórios coloniais. Daí veio o agressivo projeto imperial, com propósito de anexar novos territórios. Ratzel com a sua geografia expressa a elogio ao imperialismo no qual é um representante típico. Ele define o objeto geográfico como o estudo da influencia das condições naturais exercem sobre a humanidade. Ratzel concluiu estudos sobre a influência da natureza sobre os homens, dizendo que estas influências vão se exercer mediatizadas, através das condições econômicas e sociais. Para ela quando a sociedade se organizar para defender um território torna-se estado. Esta análise entre o estado e o espaço foi uma das questões privilegiadas da antropogeografia.

A geografia colocada por Ratzel privilegia o elemento humano, valoriza a formação de territórios, as migrações, a distribuição dos povos e dar raças da superfície terrestre, os estudos monográficos das áreas habitadas. Porém a sua obra, não teve grandes avanços, manteve-se em realizar a observação e a discrição dos procedimentos. Os discípulos de Ratzel constituíram a " escola determinista" de geografia ou a doutrina do "determinismo geográfico". Os autores dessas correntes definiram que "o homem é um produto do meio" empobrecendo as formulações de Ratzel. Ellem Semple geógrafa americana, aluna de Ratzel, foi responsável pala divulgação de suas sustentações nos Estados Unidos, Uma das suas teorias foi a que relaciona a regiões e relevo, nas regiões assim acidentadas regiões politeístas . As teorias de geógrafo inglês Elsworth Huntington eram mais elaboradas, este ator coloca as condições naturais mais hostis seriam propícias ao maior desenvolvimento, e que a tropicalidade é fruto do subdesenvolvimento.

Outra proposta de Ratzel que foram desdobradas era a geopolítico, dedicado a dominação dos territórios. Os autores mais conhecidos foram Kgellen, Mackinder e Kaushofen. O primeiro criou a geopolítico, o segundo trouxe a discussão para o nível de estados maiores, tratando sobre o domínio das rotas marítimas, as áreas de influência de um país, e as relações internacionais. O general alemão Karl Haushofer, amigo de Hitler, foi outro teórico geopolítico, deu um caráter bélico definido como estratégia militar.

A ultima perspectiva das formulações de Ratzel, foram a escola ambientalista, a qual propõe o estudo do homem e as relações aos elementos do meio em que ele de insere. É mais um determinismo do que um ambiêntalismo. A obra de Ratzel contribui em muito para a evolução do pensamento geográfico, a sua importância maior de trazer para o debate geográfico os temas políticos e econômicos colocados o homem no centro das análises .


Capítulo VI

Vidal de La Blache e a Geografia Humana

A grande escola da geografia formulada por Paul Vidal de La Blache se opõe às colocações de Ratzel. Para compreensão do processo de eclosão do pensamento geográfico, na França é preciso refletir sobre os traços gerais do desenvolvimento francês no século XIX.A revolução Francesa foi realizada pela burguesia, extinguindo os resquícios feudais, instalou seu governo atendendo os seus interesses. A centralização do poder estava garantida pela monarquia absoluta. Napoleão Bonaparte contribuiu para o desenvolvimento do capitalismo na França, que se rompeu com a Revolução Francesa, varrendo os elementos herdados do feudalismo. Esta revolução foi um movimento popular, comandado pela burguesia, dirigido pelos ideológicos dessa classe, gerando propostas progressistas instituindo uma tradição liberal no país que vai expressar posturas defendidas pela geografia Francesa. Com a consolidação do domínio burguês e das massas políticas vão produzir um acirramento das lutas de classes neste país. Por este motivo, a França foi o berço do socialismo militante, e onde a democracia burguesa primeiro se revelou. As jornadas de 1848 e da Comuna de Paris, e suas repressões fazem cair por terra a dominação burguesa. No entanto, são mantidos os discursos ideológicos. A França foi um país que transpareceu mais o avanço e a consolidação da burguesia, porém bastante distinta da Alemanha, também no aspecto ideológico e a geografia se manifesta nestas diferenças.

A França e Alemanha, no caso a Prússia na 2ª metade do século XIX,...

Para ver o trabalho na íntegra escolha uma das opções abaixo

Ou faça login



Crie seu cadastro




English Town