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A Relação entre Trabalho, Educação e Cidadana no Campo

Trabalho enviado por: Josias Carvalhedo

Data: 04/12/2006

A RELAÇÃO ENTRE TRABALHO, EDUCAÇÃO E CIDADANIA NO CAMPO


RESUMO

Este artigo trata-se da relação Educação, Trabalho e Cidadania no Campo. É uma temática que na visão da Geografia agrária aborda a reprodução do modelo de organização fundiária do século XVIII, em detrimento a uma política que incentiva a permanência e o retorno do homem ao campo. Com base em bibliografias de autores especializados na área, o artigo apresenta uma breve descrição sobre a origem dos problemas sociais e educacionais no campo. Enfoca também que o camponês é vítima das atitudes do capitalismo que modifica e até mesmo destrói sua cultura. Nas considerações finais, apresenta uma abordagem geral sobre os fatores que determinaram e determinam o progresso e o regresso da sociedade camponesa.

Palavras-chave: Educação, Trabalho, Cidadania, Campo.

RESUMEN

Este artículo está sobre la educación, el trabajo y la ciudadanía de la relación en el campo. Ella es temática que en la visión de la geografía agraria acerca a la reproducción del modelo de la organización agraria del siglo XVIII, en el detrimento a una política que estimule la permanencia y la vuelta del hombre al campo. En base de bibliografías de autores se especializó en el área, los presentes del artículo una breve descripción en el origen de los problemas sociales y educativos en el campo. También se enfoca que el campesino es víctima de las actitudes del capitalismo que se modifica y aunque destruye su cultura. En el considerações final, presenta subir general en los factores que habían determinado y determina el progreso y la vuelta de la sociedad del camponesa.

Llave de las palabras: Educación, Trabajo, Ciudadanía, Campo.


INTRODUÇÃO

Neste artigo observa-se que o problema da falta de vinculo entre Educação, Trabalho e Cidadania no Campo, se define em um desafio de rodem estrutural, por se tratar de desvios de conduta (descumprimento de normas e leis), ou seja, comportamentos e atitudes corruptíveis que tiveram suas origens ainda no período colonial, e que ao longo ao longo dos tempos constituiu-se numa falha que cuja herança é histórica e cultural.

No decorrer dos tempos o país vivenciou momentos de muitas lutas, lutas estas que resultaram em fracassos e vitórias: dentre os fracassos pode-se destacar a falta de uma política que implementasse a reforma agrária em nosso país, fato que aliado a outros fatores inviabilizou e inviabiliza, até hoje, o desenvolvimento educacional da sociedade campesina.

Esta sociedade que sempre viveu e vive em constante situação de insegurança, situação esta que pode se vista por meio de diversos aspectos: falta de serviços estruturais (estradas, energia elétrica e às vezes água); falta de assistência social (educação, saúde, assistência técnica na área agrícola e financiamento bancário). A carência destes elementos contradiz a política que incentiva a permanência do homem no campo. Outro fato são as indefinições sobre a quem pertence à posse da terra, ao mesmo tempo em que os órgãos oficiais e as empresas privadas, desenvolvem programas de assentamentos e reassentamentos em áreas potências à geração de litígios políticos e judiciais.

Já na área das conquistas, destacam-se a LDB, Lei 9.394 de 20 de Dezembro de 1996, popularmente conhecida como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira. São conquista que ao longo de décadas foram gradativamente, através das articulações de movimentos organizados, normas, resolução e portarias sendo modificada, até chegarmos a este importante parâmetro legal, que se constitui num instrumento de grande valia para a educação no campo. É importante lembrar que em nosso país, as instituições, com exceção dos movimentos sociais e algumas ONGs, têm o costume de, ainda que com certa resistência, cumprir somente aquilo que é exigido por lei. Por tanto, à luz deste instrumento, somado com as experiências dos movimentos sociais, podemos desenvolver uma política de ensino-apredizagem voltado para a sociedade campesina.

Por ultimo, apresento os movimentos sociais que com apóio de igrejas, partidos políticos e ONGs, ao longo dos últimos cinqüenta anos se constituiu como entidades que contribuíram para a consolidação do regime democrático em nosso país, além de estarem sempre apresentando alternativas que visa à construção de um novo modelo de desenvolvimento para nossa sociedade.


1. BRASIL: A ORIGEM DO CAMPONÊS E DA EDUCAÇÃO NO CAMPO

Em 1500, com a chegada dos portugueses ao Brasil, tem inicio a apropriação e exploração da terra através da extração dos recursos naturais; do cultivo da Cana-de-açúcar e da agricultura de subsistência. Para isso foram utilizados os usos da mão-de-obra escrava indígena e da mão-de-obra escrava importada da África como afirma Palacin.

A produção de alimentos na lavoura era também oficio de escravos, em regime predominantemente familiar. Assim como os portugueses adotaram dos Índios as formas de cultivo, seguiram-lhes também o exemplo na repartição do trabalho entre os sexos. (PALACIN, 1981. p 77)

Observando estes aspectos, percebe-se que os portugueses ao chegarem no Brasil, não se apropriaram somente dos recursos naturais, mas também da cultura dos povos que aqui residiam. Nessa linha, a Geografia, através de um dos seus ramos, denominado de Geografia Agrária, aqui representada por Oliveira (1997), contribuiu para esclarecer melhor sob a origem do camponês e as relações que estabeleceram esta sociedade ao longo dos séculos. Para o autor, antes dos portugueses chegarem ao Brasil, já encontraram em pleno desenvolvimento um modelo de produção comunitária entre a população Indígena, um modelo de produção também chamado de comunismo primitivo, uma forma de produção e relação baseada numa estrutura comunitária, que naturalmente contribuiu de forma direta e indiretamente para a cultura e a origem do camponês brasileiro.

Basicamente, no Brasil, o camponês brasileiro surgiu a partir da relação sócio-cultural e sócio-econômica entre senhores de engenho, trabalhadores livres, escravos e indígenas que, através da agricultura de subsistência, produzido para o consumo da colônia e para o consumo próprio da família, estabelecia uma progressiva e contraditória relação, que segundo Tavares dos Santos, citado por Oliveira se dava da seguinte forma:

A reprodução da força de trabalho familiar efetiva-se pela procriação e complementação através...

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