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Patrística e Escolástica

Trabalho enviado por: Flávio Ramos de Andrade

Data: 03/06/2003

A FILOSOFIA MEDIEVAL

RIO VERDE, 03 DE JUNHO DE 2003

O panorama histórico onde se desenvolveu o pensamento filosófico cristão apresenta aspectos controvertidos. Seus limites cronológicos são imprecisos: alguns historiadores iniciam a Idade Média com o Edito de Milão, em 313; outros, com o batismo de Constantino, em 337; outros, ainda, com a queda do imperador Rômulo Augusto, destronado por Odoacro, rei dos hérulos, em 476, quando se instalou o domínio dos bárbaros sobre o império romano do ocidente.

O final da Idade Média é, geralmente, fixado com a queda do império romano do oriente, em 1453, quando os turcos tomaram Constantinopla.

A noção de Idade Média também gera controvérsias; alguns a entenderam como mero intervalo cronológico entre duas culturas (a antiguidade clássica e o renascimento); outros, como um conceito cultural.

Foi considerada como intervalo cronológico, principalmente pelos renascentistas e os iluministas do século XVIII (como Voltaire, Gibbon e outros); para eles, a Idade Média foi vazia de arte, ciência e filosofia: foi a idade das sombras e das trevas.

Como conceito cultural, ao contrário, a Idade Média apresenta um ideal de vida cultural, política e religiosa, que deixou marcas estáveis na arte, na organização social e política e na cultura. Lembremo-nos, por exemplo, da construção das catedrais românicas e góticas, da fundação das primeiras universidades como Paris e Oxford, do império de Carlos Magno, da Suma Teológica de Tomás de Aquino e da Divina Comédia de Dante e consideraremos impossível pensar a Idade Média como uma longa noite de mil anos que se estendeu entre o classicismo e o renascimento.

Muitas formas de pensamento marcaram essa época. Ueberweg-Geyer aponta três características que parecem ter sido comuns às várias tendências da filosofia medieval e que contrastam com o pensamento antigo e moderno: 1) a estreita relação entre filosofia e religião, isto é, entre filosofia e teologia, que foi sintetizada na frase - philosophia ancilla theologiae (a filosofia é serva da filosofia); 2) a influência de Aristóteles em todos os campos (lógica, ética, filosofia natural e metafísica), como fator decisivo na formação do pensamento medieval; 3) a unidade de método (a questio e a disputatio), que é, ao mesmo tempo, método de exposição e de investigação.

Ehrle explica a unidade do pensamento medieval pela influência simultânea do cristianismo e do aristotelismo: a fé e a razão - Cristo e Aristóteles. Não resta a menor dúvida de que, tanto a revelação cristã como a razão aristotélica agiram em conjunto para a formação da visão do mundo do homem medieval.

O advento do Cristianismo originou novas concepções de vida, do homem e de Deus, que desafiaram o pensamento filosófico. Era necessário mostrar que seus problemas e respectivas soluções não contradiziam a razão, isto é, que a fé não se contrapunha à racionalidade, sem que com isso fosse preciso circunscrever a revelação divina aos limites da razão humana.

O pensamento clássico encontrara um desenvolvimento e amadurecimento tão grandes, que seria impossível ignorá-lo; no entanto, fazia-se necessária uma nova sistematização, elaborada a partir dos problemas já pensados pela filosofia pagã, conjugados com os agora propostos pelo Cristianismo. Assim, a filosofia cristã ocupou-se da assimilação das novas experiências no contexto da filosofia clássica.

O Cristianismo transporta o cerne da filosofia do cosmos para o homem - de cosmocêntrica ou geocêntrica, como na filosofia grega (principalmente a aristotélica),  passa a homocêntrica, descobrindo que o seu verdadeiro problema é o homem; assim, dois grandes temas irão nortear a filosofia medieval: o homem e Deus.

A filosofia cristã comportou dois grandes períodos: a filosofia dos Padres da Igreja, ou Patrística, que foi até o século V, e a filosofia dos Doutores da Igreja, ou Escolástica, que foi até o século XIV


Patrística

A Patrística se desenvolveu num ambiente altamente influenciado pela filosofia grega e dela se valeu para esclarecer e defender o novo conteúdo da fé. O Neoplatonismo, contemporâneo da Patrística, teve grande ascendência sobre os primeiros escritores cristãos. Encontramos, nessa época, duas tendências opostas: de um lado, os padres da Igreja oriental ou grega, que pretenderam harmonizar o pensamento grego com a religião cristã; de outro, os padres da Igreja ocidental ou latina, que combateram a cultura pagã.

A filosofia foi utilizada para defender a religião cristã dos ataques dos seus adversários pagãos e gnósticos (gnosticismo - ecletismo filosófico e religioso que gerou a heresia gnóstica: redução da criação e redenção cristãs a fenômenos naturais), e para prestar ajuda na justificação dos dogmas (pontos fundamentais e indiscutíveis de uma doutrina religiosa).

A Patrística não nos legou nenhum sistema filosófico cristão; a maioria das questões de que tratou derivou de polêmicas doutrinárias e de tentativas de sua resolução. Até Santo Agostinho, a Patrística foi ocasional e fragmentária.

Alguns representantes da Patrística:

Os primeiros padres da Igreja escreveram em defesa (apologia) da nova religião e por isso foram chamados de Apologistas.

São Justino, padre apologista grego, foi considerado o fundador da Patrística; viveu no século II e morreu mártir em Roma.

Entre os apologistas latinos, deve ser citado Tertuliano de Cartago que nasceu na metade do século II e morreu em Roma, em 240.

Dos apologistas da Igreja oriental devem ser lembrados Clemente (fins do século II - início do III) e Orígenes (século III), o maior dos pensadores cristãos anteriores a Agostinho.

As grandes discussões sobre os dogmas e a refutação das heresias foram, pouco a pouco, desenvolvendo a filosofia cristã e deram aos seus defensores a estatura de filósofos à altura dos seus antecessores na antiguidade clássica.


ESCOLÁSTICA

Do século V ao século VIII, com a queda do Império Romano, decaiu a produção intelectual, a ponto de podermos dizer que não se conhece nada de original no pensamento dessa época. Trata-se do período denominado Alta Idade Média, quando a Igreja cuidou de compilar em manuais os conhecimentos antigos. A filosofia, sem o concurso de homens que se dedicassem à especulação, ficou estacionária.                            

Pode-se caracterizar esse período por dois importantes fatores: 1) a expansão dos horizontes geográficos; 2) o avanço dos impérios asiáticos e do mundo muçulmano. Foi em Bizâncio, no Islã, e nos impérios asiáticos, que floresceram grandes civilizações e onde se conservou a cultura de Roma e da Grécia antigas. 

No século VIII, com o império carolíngeo, houve um primeiro ressurgimento da cultura ocidental; no entanto, o modus vivendi, não sofreu alterações sensíveis. No âmbito cultural, Carlos Magno promoveu a difusão das escolas e do que havia de disponível da cultura antiga, tendo em mente a aculturação e cristianização dos povos sob seu domínio. As abadias se encarregaram dos estudos, procurando imitar, o mais possível, os modelos antigos - a aplicação dos copistas salvou a maior parte da literatura romana. Essa atitude humilde foi muito importante para a recuperação e compreensão dos textos latinos.

O monge inglês Alcuíno, nos fins do século...

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