Zé Moleza | TCC, monografias e trabalhos feitos. Pesquise já!

Você está em Trabalhos Acadêmicos > Sociais Aplicadas > Filosofia

Favoritos Seus trabalhos favoritos: 0

Trabalho em Destaque

Título: Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber

Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber, aplicadas na Empresa Bradesco S/A. São Paulo 2009 Sumário 1Introdução 2Frederick Winslow Taylor4 2.1Princípios de Taylor 3Henry Ford 4Jules Henri Fayol 4.1Princípios Básicos 4.2Funções Administrativas 5Maximillian Carl Emil Weber 5.1Analise da Obra 5.2Princípios…


Publicidade



Publicidade

Patrística e Escolástica

Trabalho enviado por: Flávio Ramos de Andrade

Data: 03/06/2003

A FILOSOFIA MEDIEVAL

RIO VERDE, 03 DE JUNHO DE 2003

O panorama histórico onde se desenvolveu o pensamento filosófico cristão apresenta aspectos controvertidos. Seus limites cronológicos são imprecisos: alguns historiadores iniciam a Idade Média com o Edito de Milão, em 313; outros, com o batismo de Constantino, em 337; outros, ainda, com a queda do imperador Rômulo Augusto, destronado por Odoacro, rei dos hérulos, em 476, quando se instalou o domínio dos bárbaros sobre o império romano do ocidente.

O final da Idade Média é, geralmente, fixado com a queda do império romano do oriente, em 1453, quando os turcos tomaram Constantinopla.

A noção de Idade Média também gera controvérsias; alguns a entenderam como mero intervalo cronológico entre duas culturas (a antiguidade clássica e o renascimento); outros, como um conceito cultural.

Foi considerada como intervalo cronológico, principalmente pelos renascentistas e os iluministas do século XVIII (como Voltaire, Gibbon e outros); para eles, a Idade Média foi vazia de arte, ciência e filosofia: foi a idade das sombras e das trevas.

Como conceito cultural, ao contrário, a Idade Média apresenta um ideal de vida cultural, política e religiosa, que deixou marcas estáveis na arte, na organização social e política e na cultura. Lembremo-nos, por exemplo, da construção das catedrais românicas e góticas, da fundação das primeiras universidades como Paris e Oxford, do império de Carlos Magno, da Suma Teológica de Tomás de Aquino e da Divina Comédia de Dante e consideraremos impossível pensar a Idade Média como uma longa noite de mil anos que se estendeu entre o classicismo e o renascimento.

Muitas formas de pensamento marcaram essa época. Ueberweg-Geyer aponta três características que parecem ter sido comuns às várias tendências da filosofia medieval e que contrastam com o pensamento antigo e moderno: 1) a estreita relação entre filosofia e religião, isto é, entre filosofia e teologia, que foi sintetizada na frase - philosophia ancilla theologiae (a filosofia é serva da filosofia); 2) a influência de Aristóteles em todos os campos (lógica, ética, filosofia natural e metafísica), como fator decisivo na formação do pensamento medieval; 3) a unidade de método (a questio e a disputatio), que é, ao mesmo tempo, método de exposição e de investigação.

Ehrle explica a unidade do pensamento medieval pela influência simultânea do cristianismo e do aristotelismo: a fé e a razão - Cristo e Aristóteles. Não resta a menor dúvida de que, tanto a revelação cristã como a razão aristotélica agiram em conjunto para a formação da visão do mundo do homem medieval.

O advento do Cristianismo originou novas concepções de vida, do homem e de Deus, que desafiaram o pensamento filosófico. Era necessário mostrar que seus problemas e respectivas soluções não contradiziam a razão, isto é, que a fé não se contrapunha à racionalidade, sem que com isso fosse preciso circunscrever a revelação divina aos limites da razão humana.

O pensamento clássico encontrara um desenvolvimento e amadurecimento tão grandes, que seria impossível ignorá-lo; no entanto, fazia-se necessária uma nova sistematização, elaborada a partir dos problemas já pensados pela filosofia pagã, conjugados com os agora propostos pelo Cristianismo. Assim, a filosofia cristã ocupou-se da assimilação das novas experiências no contexto da filosofia clássica.

O Cristianismo transporta o cerne da filosofia do cosmos para o homem - de cosmocêntrica ou geocêntrica, como na filosofia grega (principalmente a aristotélica),  passa a homocêntrica, descobrindo que o seu verdadeiro problema é o homem; assim, dois grandes temas irão nortear a filosofia medieval: o homem e Deus.

A filosofia cristã comportou dois grandes períodos: a filosofia dos Padres da Igreja, ou Patrística, que foi até o século V, e a filosofia dos Doutores da Igreja, ou Escolástica, que foi até o século XIV


Patrística

A Patrística se desenvolveu num ambiente altamente influenciado pela filosofia grega e dela se valeu para esclarecer e defender o novo conteúdo da fé. O Neoplatonismo, contemporâneo da Patrística, teve grande ascendência sobre os primeiros escritores cristãos. Encontramos, nessa época, duas tendências opostas: de um lado, os padres da Igreja oriental ou grega, que pretenderam harmonizar o pensamento grego com a religião cristã; de outro, os padres da Igreja ocidental ou latina, que combateram a cultura pagã.

A filosofia foi utilizada para defender a religião cristã dos ataques dos seus adversários pagãos e gnósticos (gnosticismo - ecletismo filosófico e religioso que gerou a heresia gnóstica: redução da criação e redenção cristãs a fenômenos naturais), e para prestar ajuda na justificação dos dogmas (pontos fundamentais e indiscutíveis de uma doutrina religiosa).

A Patrística não nos legou nenhum sistema filosófico cristão; a maioria das questões de que tratou derivou de polêmicas doutrinárias e de tentativas de sua resolução. Até Santo Agostinho, a Patrística foi ocasional e fragmentária.

Alguns representantes da Patrística:

Os primeiros padres da Igreja escreveram em defesa (apologia) da nova religião e por isso foram chamados de Apologistas.

São Justino, padre apologista grego, foi considerado o fundador da Patrística; viveu no século II e morreu mártir em Roma.

Entre os apologistas latinos, deve ser citado Tertuliano de Cartago que nasceu na metade do século II e morreu em Roma, em 240.

Dos apologistas da Igreja oriental devem ser lembrados Clemente (fins do século II - início do III) e Orígenes (século III), o maior dos pensadores cristãos anteriores a Agostinho.

As grandes discussões sobre os dogmas e a refutação das heresias foram, pouco a pouco, desenvolvendo a filosofia cristã e deram aos seus defensores a estatura de filósofos à altura dos seus antecessores na antiguidade clássica.


ESCOLÁSTICA

Do século V ao século VIII, com a queda do Império Romano, decaiu a produção intelectual, a ponto de podermos dizer que não se conhece nada de original no pensamento dessa época. Trata-se do período denominado Alta Idade Média, quando a Igreja cuidou de compilar em manuais os conhecimentos antigos. A filosofia, sem o concurso de homens que se dedicassem à especulação, ficou estacionária.                            

Pode-se caracterizar esse período por dois importantes fatores: 1) a expansão dos horizontes geográficos; 2) o avanço dos impérios asiáticos e do mundo muçulmano. Foi em Bizâncio, no Islã, e nos impérios asiáticos, que floresceram grandes civilizações e onde se conservou a cultura de Roma e da Grécia antigas. 

No século VIII, com o império carolíngeo, houve um primeiro ressurgimento da cultura ocidental; no entanto, o modus vivendi, não sofreu alterações sensíveis. No âmbito cultural, Carlos Magno promoveu a difusão das escolas e do que havia de disponível da cultura antiga, tendo em mente a aculturação e cristianização dos povos sob seu domínio. As abadias se encarregaram dos estudos, procurando imitar, o mais possível, os modelos antigos - a aplicação dos copistas salvou a maior parte da literatura romana. Essa atitude humilde foi muito importante para a recuperação e compreensão dos textos latinos.

O monge inglês Alcuíno, nos fins do século...

Para ver o trabalho na íntegra escolha uma das opções abaixo

Ou faça login



Crie seu cadastro




English Town