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Título: Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber

Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber, aplicadas na Empresa Bradesco S/A. São Paulo 2009 Sumário 1Introdução 2Frederick Winslow Taylor4 2.1Princípios de Taylor 3Henry Ford 4Jules Henri Fayol 4.1Princípios Básicos 4.2Funções Administrativas 5Maximillian Carl Emil Weber 5.1Analise da Obra 5.2Princípios…

A INCLUSÃO DIGITAL DA TERCEIRA IDADE

Trabalho enviado por: Zozel do Nascimento

Data: 22/03/2007


A INCLUSÃO DIGITAL DA TERCEIRA IDADE

UNIPAM - Centro Universitário de Patos de Minas
2007

Capítulo 1 – INTRODUÇÃO

Esta pesquisa vem do pressuposto de que, educar na terceira idade, significa participar da construção de um novo ator social. Considera-se fundamental pensar no idoso como uma pessoa apta, a se desenvolver e contribuir, como cidadão no mundo em que vive, sendo assim capaz de envelhecer, saudável e feliz. Por isso, a Informática na Terceira Idade pode ser um fator fundamental para um envelhecimento saudável e feliz.

A inclusão digital pode ser vista como um caminho de grande relevância para a inclusão social. Uma pessoa integrada com o universo digital terá condições de adquirir novas práticas associadas à busca e a construção do conhecimento, ampliando as possibilidades de sua integração social e acesso a canais de comunicação que poderão proporcionar uma ampla relação pessoal com pessoas de qualquer parte do mundo, amenizando o estado depressivo que na velhice vem junto com a solidão.

Contrapondo-se ao mito, de que a informática é uma atividade reservada somente aos jovens, relegando os considerados “velhos” a margem do uso do computador, o projeto em uma visão holística, entende que uma sociedade sustentável não pode deixar de lado nenhum grupo social e que o conhecimento e a comunicação é um direito de todos para o exercício pleno da cidadania, garantindo o crescimento profissional e pessoal.

Por isso, faz-se necessário priorizar o desenvolvimento de modelos de capacitação em tecnologia digital para pessoas idosas, a fim de expandir o acesso deste grupo a esses recursos e promover a sua inclusão digital, proporcionando novas possibilidades que ampliem a relação e comunicação do idoso com as novas tecnologias, através de um modelo que venha respeita as limitações desta idade.

O projeto de inclusão digital para 3ª idade, se propõe à atender o maior número de usuários, inserindo-os na atual sociedade informatizada através de cursos básicos de informática e acesso à sala de internet, visando a capacitação ou reintegração de idosos no mercado de trabalho ou simplesmente proporcionar cultura e entretenimento.

Este TCC tem por objetivo pesquisar os benefícios e apontar soluções para ajudar a melhorar a inclusão digital do idoso num processo crônico-degenerativo, bem como sua inclusão social na sociedade informatizada.

1.1 – O CONTEXTO DO IDOSO NO MUNDO DIGITAL

A tecnologia invadiu as casas, empresas, instituições de todos os tipos. A sociedade como um todo está se tornando informatizada. Os recursos da imprensa, rádio, TV, telefone, fax, vídeo, computador e Internet são disseminadores de culturas, valores e padrões sociais de comportamento. Todos esses artefatos fazem com que a comunicação seja intermediada pela máquina e não pela voz humana.

As mudanças transparecem nas diversas dimensões de viver na sociedade tecnologizada. Com a sofisticação dos recursos da tecnologia, torna-se maior a amplitude de acesso à informação, assim como a qualidade de veiculação e recepção se mostra em diferentes níveis de mídia. O acesso fácil e rápido, quase que instantâneo, à informação relativiza a questão do tempo e do espaço. As informações infiltram-se por todos os lados, quase que não precisamos ir atrás delas, pois elas passam a se apresentar a nós exaustivamente, intervindo nas nossas relações e comportamentos. O ambiente familiar, antes convergente e constituído em volta das figuras da mãe e do pai, fica diluído entre os mitos eletrônicos, que são endeusados e assumem a tutoria da infância.

Nossas concepções de mundo estão sendo delineadas pelas informações que recebemos por meio das mídias eletrônicas. A TV, além de informar, seleciona, exibe e interpreta o que acontece (Lomas, 2001: 147).

Uma fábrica de sonhos e emoções que invade a vida dos indivíduos, conformando subjetividades, interiorizando comportamentos-modelo da sociedade, atuando no inconsciente do sujeito espectador que capta as mensagens dentro dessa visão, que é uma versão do mundo fragmentada e filtrada pela tela.

Para Lomas, a mídia age a partir a informação textual, verbal e das imagens para persuadir e manipular o espectador com a intenção de fazer saber, fazer crer, fazer parecer verdade, fazer sentir (2001:149).

Na sociedade contemporânea, a socialização incorpora as relações produzidas pela rede de interconexões de pessoas entre si, mediadas pelas Tecnologias da Comunicação e Informação.

A mídia e a publicidade focam perspectivas da realidade, intervindo na construção de identidade, culturas e relações pessoais. Preocupa-nos a discrepância que surge entre o que as mídias anunciam de horizontes e leituras de universos e os valores educativos que são discutidos e tratados nas instituições educacionais. Há uma emergente necessidade de preparar cidadãos que saibam ler, interpretar, analisar criticamente as informações recebidas e selecionar as significativas para si e para o uso coletivo. A população de um modo geral está carente de recursos técnicos e educacionais para enfrentar e lidar com um futuro que caminha na ambigüidade do local e global, do espaço físico e virtual.

A geração nascida no universo de ícones, imagens, botões e teclas transita com desenvoltura na operacionalização, nesta cena visionária de quase ficção científica, mas a outra geração, nascida em tempos de relativa estabilidade, convive de forma conflituosa com as rápidas e complexas mudanças tecnológicas, cuja progressão é geométrica.

Para Pretto, o analfabeto do futuro será aquele que não souber ler as imagens geradas pelos meios eletrônicos de comunicação. E isso não significa apenas o aprendizado do alfabeto dessa nova linguagem (1996:99).

A nova geração é introduzida nesse universo desde o nascimento e por isso sua intimidade com os meios eletrônicos ocorre numa relação de identificação e fascinação (Pretto, 1996). A geração dos idosos de hoje tem revelado suas dificuldades em entender a nova linguagem e em lidar com os avanços tecnológicos até mesmo nas questões mais básicas como os eletrodomésticos, celulares, os caixas eletrônicos instalados nos bancos. Conseqüentemente, aumenta o número de idosos iletrados em Informática, ou analfabetos digitais, em todas as áreas da sociedade.

Esse novo universo de relações, comunicações e trânsito de informações pode se tornar mais um elemento de exclusão para o idoso, tirando-lhe a oportunidade de participar do presente, marginalizando-o e exilando-o no tempo da geração anterior, relegando sua função social à memória, ao passado. Para inserir-se na sociedade tecnologizada, ele precisa ter acesso à linguagem da Informática, dispondo dela para liberar-se do fardo de ser visto como alguém que está ultrapassado e descontextualizado do mundo atual.

Há uma necessidade em dominar os recursos do computador devido à sociedade ter se tornado informatizada, atingindo todos os âmbitos, e permeando o cotidiano dos indivíduos nas mais variadas faixas etárias. É preciso prevenir a exclusão dos indivíduos idosos por desconhecerem a nova linguagem que se dissemina também nas conversas sociais.

O perfil de idoso mudou muito nos últimos tempos. Apesar de ser um universo heterogêneo, pode-se dizer que, na época dos nossos avós, o idoso recolhia-se ao seu aposento e vivia o resto da vida dedicado aos netos, à contemplação da passagem do tempo pela fresta da janela, a reviver as memórias e (re)lembrar e (re)contar as lembranças passadas. Relegava-se a pessoa idosa ao passado, ao ontem, não reservando um espaço digno e louvável ao indivíduo na velhice, no tempo presente. Havia (e ainda há) uma exclusão das pessoas idosas na construção do presente e do futuro da humanidade. O futuro foi sempre considerado dos e para os jovens. Então, quais os espaços de ser na velhice?

Hoje, desponta um novo tempo, pois os/as idosos/as têm uma vitalidade grande para viver projetos futuros (em curto prazo), contribuir na produção, participar do consumo e intervir nas mudanças sociais e políticas. Cabe aos educadores a responsabilidade de pesquisar e criar espaços de ensino-aprendizagem que insiram os/as idosos/as na dinâmica participativa da sociedade e atendam ao desejo do ser humano de aprender continuamente e projetar-se no vir a ser.

Com o aumento da população idosa nos últimos tempos, conseqüentemente, aumentou também o número de idosos iletrados em Informática, ou analfabetos digitais, em todas as áreas da sociedade, gerando uma demanda por cursos direcionados para o ensino dos recursos básicos sobre o computador.

Muitas empresas oferecem cursos básicos de Introdução à Informática, porém, poucas destinam cursos específicos para a faixa etária da terceira idade.

Algumas universidades abertas para a terceira idade oferecem curso de introdução sobre os recursos do computador dentro do seu leque de opções, porém, como as pesquisas sobre o impacto da aprendizagem e utilização do computador pela terceira idade são escassas no Brasil, acredita-se que os cursos ainda não apresentem uma metodologia de ensino e aprendizagem específica para o idoso.

As pesquisas mostram que existem diferenças entre as faixas etárias na forma da apropriação e no domínio da habilidade operacional do computador. Estudos que comparam jovens, adultos e idosos na interação com a máquina apontam a importância do dimensionamento de estratégias de ensino e aprendizagem delineadas de acordo com as características e condições da população, respeitando o ritmo e tempo para aprender, as limitações físicas (auditivas, visuais) e cognitivas (memória, atenção) etc.

Na Internet um site traz um estudo interessante sobre o idoso e a relação de aprendizagem com o computador, do qual foram extraídas algumas questões: "Coming of age: the virtual older adult learner", por Donald A. King (1997), apresentado numa conferência de Educação Continuada no Canadá. O estudo pretendeu identificar as necessidades de aprendizagem das pessoas de 55 anos e mais para ajudá-las a superar seus medos e resistências às novas tecnologias. A pesquisa contou com uma revisão de área para responder à pergunta: como a terceira idade aprende as novas tecnologias. Alguns pontos de destaque:

• as pesquisas sobre idosos e computadores ainda são iniciais;

• instrução assistida por computador é bem aceita pelos idosos;

• idosos apresentam muitas razões para aprender as novas tecnologias;

• idosos apresentam dificuldades específicas para aprender.

As dificuldades para a aprendizagem do computador pelos idosos podem ser superadas, utilizando-se estratégias específicas como:

• seguir etapas gradativas de aprendizagem;

• auxílio na medida da necessidade;

• seguir no próprio ritmo;

• freqüentes paradas;

• boa iluminação;

• caracteres e fontes grandes;

• classes pequenas;

• mais tempo para a execução das tarefas e repetição delas.

Os resultados da pesquisa de King (1997) apontam especificações sobre o tipo de hardware e software e técnicas de ensino:

• Hardware - atenção deve ser dada a:

• Tamanho do monitor e iluminação;

• Teclado com design especial;

• Mouse com design especial;

• Qualidade de impressão;

• Tamanho e cor da área de trabalho no monitor;

• Qualidade do assento.

• Técnicas de Ensino - idéias para otimizar o ensino:

• começar com jogos, Internet e e-mail;

• ter outros idosos para ajudar;

• pedir aos idosos que escrevam e avaliem o currículo;

• utilizar as experiências de vida dos idosos;

• preparar material de apoio com caracteres grandes e fortes;

• manter um ritmo lento, abrir para troca.

Para King (1997), o advento da tecnologia provê a pessoa da terceira idade com oportunidades para se tornar um aprendiz virtual, fornecendo educação continuada, educação a distância, estimulação mental e bem-estar. A tecnologia possibilita ao indivíduo estar mais integrado em uma comunidade eletrônica ampla; coloca-o em contato com parentes e amigos, num ambiente de troca de idéias e informações, aprendendo junto e reduzindo o isolamento por meio da experiência comunitária.

É relevante investigar quais as abordagens adequadas para introduzir o idoso no universo da Informática e construir estratégias metodológicas educacionais para preparar a população da terceira idade (ativa ou aposentada) no domínio operacional dos recursos computacionais. É necessário gerar a alfabetização na nova linguagem tecnológica que se instala em todos os setores da sociedade e promover a inclusão do idoso nas...

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