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Título: Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber

Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber, aplicadas na Empresa Bradesco S/A. São Paulo 2009 Sumário 1Introdução 2Frederick Winslow Taylor4 2.1Princípios de Taylor 3Henry Ford 4Jules Henri Fayol 4.1Princípios Básicos 4.2Funções Administrativas 5Maximillian Carl Emil Weber 5.1Analise da Obra 5.2Princípios…


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Gêneros Literários

Trabalho enviado por: Marisol Emanuele Sena Gomes

Data: 22/04/2003

Gêneros Literários


Introdução

Muitas teorias e discussões há em torno dos gêneros literários. Os especialistas em teoria literária estão sempre à procura de soluções gerais, nem sempre possíveis ou aceitáveis nos casos particulares.

A palavra gênero etimologicamente significa família, raça ou conjunto de seres dotados de características comuns.

Portanto, que viria a ser gênero literário? De maneira muito simplificada, diríamos que gênero literário é um conjunto de obras dotadas de características comuns.

Desde Platão, os três gêneros fundamentais estabelecidos são: o lírico, o dramático e o narrativo.

Essa tripartição, com todos os matizes de que pode revestir-se, está psicologicamente fundamentada nas três faculdades essenciais da alma humana, fonte de toda mensagem verbal: a sensibilidade, a vontade e a inteligência. Como decorrência surgem, respectivamente, as três funções da linguagem, manifestada em qualquer obra literária: a expressão ou função expressiva (pela sensibilidade), o apelo ou função apelativa (pela vontade) e a representação ou função informativa (pela inteligência).

Entretanto, essa tripartição, perfeita e lógica na usa essência, pode tornar-se discutível e até errônea na prática, quando aplicada rigidamente a determinadas obras. È que na criação artística confluem as águas dessas três fontes, interpenetrando-se as funções da linguagem. E em certas obras predominará um gênero sobre outro, mas nunca haverá a expressão pura de um só gênero.

Os modernos críticos literários, notadamente Todorov, ensinam que os gêneros literários devem ser estudados indutivamente, a partir das características da obra e não a partir d nomes classificatórios.

Assim, fundindo a tripartição tradicional (lírico, épico e dramático) com as diferenciações apontadas pelas modernas teorias literárias, temos quatro gêneros básicos e suas respectivas formas:

I. Gênero lírico

II. Gênero narrativo

III. Gênero dramático

V. Gênero ensaístico

Gênero Lírico

Canção

Pus o meu sonho num navio

E o navio em cima do mar;

depois, abri o mar com as mãos,

para meu sonho naufragar.

Minhas mãos ainda molhadas

do azul das ondas entreabertas,

e a cor que escorre dos meus dedos

colores as areias desertas.

O vento vem vindo de longe,

a noite se curva de frio;

debaixo da água vai morrendo

meu sonho, dentro de um navio...

Chorarei quanto for preciso,

para fazer com que o mar cresça,

e o meu navio chegue ao fundo

e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito:

praia lisa, águas ordenadas,

meus olhos secos como as pedras

e as minhas duas mãos quebradas.

O poema "Canção", é um texto exemplar do gênero lírico.

Fundamentemos essa afirmação. O adjetivo lírico deriva de lira, instrumentos de força expressiva já empregado pelos gregos. Essa associação entre música e lirismo persistiu nas primeiras épocas da cultura artística ocidental e chegou até nossos dias.

A subjetividade lírica é estruturada com idéias, sentimentos, emoções, recordações, desejos, profundos estados de espíritos que em muitos casos roçam o indefinível e o inefável e que só podem ser expressos pela musicalidade, pela metáfora e pela poesia. Por essa razão é que o lirismo encontrou, durante a evolução histórica, a sua mais perfeita e generalizada forma de expressão no verso, com seu ritmo e rima próprios.

Se a prosa rejeita a rima, o verso busca, exatamente como instrumento de expressão das emoções, as quais se afirmam mais pela repetição e pela simbologia do que pela descrição ou pelo recurso à caracterização ambiental.

Conseqüentemente, no poema lírico, não há protagonistas, como na literatura de ficção, não há ambiente físico caracterizado, nem episódio, nem enredo, nem temporalidade definida. As emoções profundas do poeta, seu "eu", sua visão do mundo (e não mundo) são o que vale.

Poesia, na sua essência, independe da forma e dos estilos. Poesia é vida, e como tal sempre existiu e sempre existirá.

È importante lermos e analisarmos poemas para chegarmos a poesia. Para tanto precisamos nos familiarizar com a poesia, com a sua linguagem poética, com os artifícios líricos, com a linguagem figurada e com todos os recursos da musicalidade.


Gênero Narrativo

(romance, novela, conto e epopéia)

Entre os gêneros literários, o narrativo de ficção é aquele de maior difusão e envergadura na atualidade. Convém descobrir-lhe as características e as excelências, a fim de tirar sempre mais proveito das leituras de romances, novelas, contos e crônicas. Como? Duas mortes para o mesmo Quincas? Pois é isto mesmo. Segundo o relato do povo de que Jorge Amado se valeu para fazer essa novela do mesmo nome, Quincas morreu e foi velado na casa de sua irmã. Os amigos desse velho marinheiro estavam a sós no velório. Pois ele, segundo se conta, levantou-se e foi participar de uma peixada no saveiro. Ele que jurava morrer no mar, cumpriu finalmente seu juramento... ou, pelo menos, é o que se acredita.

A Morte e A Morte de Quincas Berro D’água

Quincas não respondia, aspirava o ar marítimo, uma de suas mãos tocava na água, abrindo um risco nas ondas. Tudo foi tranq6uilidade no inicio da festa: a voz de Maria Clara, a beleza da peixada, a brisa virando vento, a lua no céu o murmurar de Quitéria. Mas inesperadas nuvens vieram do Sul, engoliram a lua cheia. As estrelas começaram a apagar-se e o vento a fazer-se frio e perigoso. Mestre Manuel avisou:

Vai se uma noite de temporal, é melhor voltar.

Pensava ele trazer o saveiro par ao cais antes que caísse a tempestade. Era, porém, amável a cachaça, gostosa a conversa, havia ainda muita arraia no caldeirão, boiando...

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