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CIRQUE DU SOLEIL – DIVERSIDADE: UM MODELO DE GESTÃO

Trabalho enviado por: Zé Moleza

Data: 10/01/2017

CIRQUE DU SOLEIL

DIVERSIDADE: UM MODELO DE GESTÃO

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
2010

RESUMO

O Cirque du Soleil é hoje o circo mais famoso do mundo, possui mais de vinte anos de existência e seus espetáculos já foram apreciados por mais de 80 milhões de pessoas, todo esse prestígio ocorre devido a sua cultura organizacional que é o elemento chave para fazer de seus espetáculos os mais belos de todos os tempos e sua forma de gerir e administrar a empresa, valorizando sempre os ideais de seus organizadores e o trabalho em grupo de todos os funcionários antes dos recursos financeiros e do marketing. O presente estudo teve como objetivo discorrer sobre a cultura organizacional do Cirque Du Soleil e sobre o modelo de gestão de pessoas adotado, tendo como metodologia a revisão bibliográfica e de publicações a  respeito. Mostrou-se relevante porque permitiram oferecer à sociedade um novo modelo de gestão de pessoas, apresentando quais são os quesitos para crescer, se desenvolver e superar a concorrência no mercado de trabalho em um tempo que está em constante mutação. Trata-se de um modelo que lida com a diversidade e inclusão social, tema atual e fundamental na construção dos valores empresariais, que revela uma tendência a ser adotada no mercado de trabalho.

Palavras-chave: Cultura Organizacional; Recursos Humanos; Estratégia Empresarial, Gestão de pessoas

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
1 UM SONHO QUE SE TORNA UM MODELO DE GESTÃO
2 GESTÃO DE PESSOAS, CRIATIVIDADE E COMPETITIVIDADE
3 OS DIFERENTES MODELOS DE GESTÃO PARA UMA EMPRESA
COMPETITIVA
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS

INTRODUÇÃO

No Mundo encontram-se diferentes modelos de gestão de pessoas, com exemplos clássicos de gestão, que vão desde empresas onde os funcionários são contratados sem considerar a sua origem, e precisam se habituar à cultura da empresa, envolvendo empresas onde apesar de se considerar o aspecto da diversidade, ainda caminha a passos lentos nas suas ações, e aquelas, onde se respeita os valores e a cultura dos funcionários na tentativa de criar um ambiente favorável à diversidade, não impondo uma cultura a ser seguida, mas criando uma cultura a partir da multiplicidade das pessoas envolvidas com o trabalho.

O Cirque du Soleil é hoje o circo mais famoso do mundo, possui mais de vinte anos de existência e seus espetáculos já foram apreciados por mais de 80 milhões de pessoas. Linda Gosselin, 2008 (Apud QUINÁLIA, 2009) vice-presidente de Recursos Humanos da empresa, durante o Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas – Conarh 2008 disse que:

A companhia é o resultado do investimento e do desenvolvimento de cinco grandes competências: paixão, responsabilidade, comprometimento, criatividade e trabalho em equipe. A paixão, explica Linda, é o que motiva cada um a dar o melhor de si, superando limites e levando essa alegria e essa energia a todos que estão ao redor; a responsabilidade dá a visão do conjunto e a noção de que cada integrante do grupo também é responsável pelo colega; o comprometimento coloca todos em direção aos mesmos propósitos; criatividade é ser capaz de se perguntar em que posso ser diferente e melhor; e trabalho em equipe são conciliares culturas e opiniões em favor de um trabalho comum.

Atualmente as empresas buscam melhorias internas, mas elas deixam de investir em um quesito fundamental que é o colaborador, preferindo muitas vezes investir em tecnologia e deixando as pessoas de lado.

Porém, sabe-se hoje que as empresas que investem em treinamentos, capacitações e não deixam o colaborador esquecido, tendem a fortalecer o comprometimento com a empresa e a conciliação da cultura e opiniões, fazendo com que o colaborador mostre-se mais satisfeito, e, portanto, mais produtivo.

“Além de ter de preservar nossa cultura, nossa capacidade de sermos criativos e nossos valores, procuramos assimilar também novas culturas e integrar os empregados de  culturas diferentes na organização, e o respeito é o elemento-chave” diz Linda (APUD QUINÁLIA, 2009).

Dessa maneira, o Cirque Du Soleil busca incentivar o espírito de colaboração e entrosamento entre as pessoas.

Outro ponto forte do modelo de gestão é não se preocupar em diferenciar seus serviços para eliminar o mercado do concorrente, como muitas empresas tendem a fazer, e sim, diferenciar a sua forma de administrar, preocupando-se apenas em promover algo diferente em relação às outras empresas, e dessa forma não ter concorrente. Seu foco é a própria equipe e não o concorrente.

O ambiente organizacional é de elevada produtividade, e as pessoas tendem a se sentirem satisfeitas, motivadas, envolvidas com o trabalho que realizam.

Segundo Maluf (2009), Marco D' Amico é o vice-presidente senior de Marketing do Cirque du Soleil e em entrevista ao Jornal e Carreira, do grupo Catho, resumiu em poucas respostas o que se espera de um empresário inovador: “Estudos mostram que competir em indústrias saturadas não é o melhor caminho para sustentar um bom negócio. A oportunidade real é criar os chamados ‘oceanos azuis’, abrir espaços, descobrir mercados ainda não disputados”.

A gestão de pessoas, que leva em conta a diversidade, torna-se indispensável e funciona como alavanca para ao processo de evolução e fonte de excelência. Cria a oportunidade de alinhamento da visão e missão, e abre espaço para as pessoas falarem o que pensam, promovendo uma melhoria no clima organizacional e nos resultados, tornando-a competitiva e líder no mercado.

Quando o indivíduo ingressa na Empresa, ele leva consigo uma série de condutas, pensamentos e posturas que em muitas vezes divergem das ações da Empresa (Missão, Valores e Cultura), tornando este um dos pontos para os conflitos e falta de motivação no ambiente de trabalho.

O presente estudo teve como objetivo conhecer o modelo de gestão do Cirque Du Soleil e identificar os pontos que o destacam, fazendo desse modelo algo a ser seguido.

A pesquisa qualitativa foi realizada com base na revisão bibliográfica e na publicação de artigos e textos da internet. Mostrou-se relevante porque propôs a reflexão sobre um novo modelo de gestão, que lida com a diversidade e inclusão social, temas que são atuais e pertinentes ao mundo empresarial.

No primeiro capítulo buscou-se explicar sobre a história do Cirque Du Soleil, desde o seu início até os dias atuais.

No segundo capítulo foi descrito o modelo de gestão de pessoas adotado pelo Cirque, assim como seus pontos fortes e suas fragilidades.

No terceiro capítulo foram apresentados outros modelos de gestão de pessoas que buscam, assim como o Cirque Du Soleil estimular o ser humano naquilo que ele tem de melhor, promovendo assim a política do ganha-ganha, ou seja, pessoas satisfeitas e empresa mais produtiva.

Concluiu-se que o Cirque Du Soleil possui um modelo de gestão que pensam no ser humano, valorizando seu potencial e o que ele tem de melhor naquilo que faz, mostrando a todos que fazem parte da empresa que elas são essenciais para que tudo dê certo e para que a mesma possa se destacar naquilo que faz. Se o ser humano se sente valorizado ele dará o máximo de si para esta seja a melhor, aumentando conseqüentemente, os recursos financeiros, o marketing e sua posição no mercado de trabalho. Assim, a melhor maneira de gerir uma empresa nos dias de hoje não é agir somente com a razão e sim, interagir a mesma com a emoção, pois assim é possível saber o que o público quer e o que a empresa precisa.

1 UM SONHO QUE SE TORNA UM MODELO DE GESTÃO

Em meados da década de 80 o sonho de Guy Laliberté transformou-se em realidade.

Teve inicio em Baie-Saint-Paul, uma pequena cidade que se localiza na região de Quebec no Canadá, uma companhia circense. Kadudias (2009) cita que:

“Quando chegou à hora de escolher um nome para sua trupe itinerante de acrobatas, Guy Laliberté pensou no nome Cirque du Soleil (literalmente, ‘Circo do Sol’) ao presenciar um pôr-do-sol no Havaí. Ao voltar, ele pesquisou o significado da palavra “sol” em um dicionário de símbolos e encontrou relações entre a palavra "juventude", "energia" e "dinamismo" - palavras que definem perfeitamente a trupe.”

O Cirque du Soleil, começou com pequenas apresentações e foi se aperfeiçoando, optando por não se apresentar como os circos tradicionais que tem em seus números apresentações de animais, globo da morte e etc. Sendo seu forte as pessoas e suas habilidades. Segundo Kadudias (2009), o Cirque du Soleil se destaca entre os demais por suas criatividade e inovações:

Em 1984 a cidade de Quebec celebrava os 450 anos do descobrimento do Canadá pelo explorador francês Jacques Cartier (1491-1557). Com isso, órgãos do governo precisavam de um show que pudesse abraçar todas as festividades pensadas e propostas para serem realizadas através da província. Com esse gancho, Guy Laliberté, juntamente com Daniel Gauthier, apresentou o projeto de um show chamado CIRQUE DU SOLEIL (Circo do Sol), sendo bem sucedido em convencer os organizadores e patrocinadores da festividade. A criação estava baseada em um conceito totalmente novo: uma extraordinária mistura teatral de artes circenses e de rua, apresentada em uma embalagem de fantasias extravagantes e loucas, sob luzes mágicas e acompanhadas de uma música original. O primeiro espetáculo foi apresentado inicialmente na pequena cidade de Gaspé, em Quebec. Dai pra frente à companhia se desenvolveu, juntaram cada vez mais artistas e o CIRQUE DU
SOLEIL foi tomando forma.

Na atualidade o Cirque está sendo reconhecido como uma das maiores empresas de entretenimento mundial, contando com suas performances e investindo nos artistas que integram essa itinerante trupe.

Seu diferencial em relação a outros circos é que eliminou os shows com a presença de animais, ganhando a simpatia da população que são contra os maus tratos infligidos aos pobres bichos. Também procurou talentos ao redor do mundo inteiro, os melhores, os mais originais, os mais criativos, construindo assim uma equipe inigualável.

O Cirque du Soleil seleciona pessoas capazes de levar espectadores ao delírio pelo que poderiam fazer de diferente, de excepcional.

Profissionais circenses, como malabaristas, contorcionistas, trapezistas, mágicos, mas também músicos, atores, administradores, todos os recursos humanos necessário para viabilizar uma grande empresa, uma imensa e complexa empresa. O circo busca, primeiro, encontrar as pessoas certas e só depois escrever, produzir, montar e ensaiar o primeiro espetáculo para ser apresentado ao mundo.

Devido a seu diferencial e inovação em suas apresentações o Cirque du Soleil passou de um show com 73 artistas em 1984, para mais de 3.500 empregados em 2000.

Para Kadudias (2009) e Maluf (2009) o Cirque possui uma equipe formada com mais de 40 nacionalidades diferentes, com 15 espetáculos apresentados simultaneamente, sendo oito espetáculos em turnê; seis espetáculos fixos residentes e um sazonal em Navo York, com Mil artistas apresentando-se diariamente pelo mundo e lucro anual estimado em US$ 600 milhões.

Seus principais espetáculos são Saltimbanco,...

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