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Título: Tubos e conexões

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Barroco Brasileiro e Europeu

Trabalho enviado por: Tatiane Moraes Lima

Data: 22/04/2003

Barroco Europeu e Brasileiro


Barroco na Europa

A arte barroca nasceu na Segunda metade do século XVI, em Roma (Itália), e estendeu-se por toda a Europa e América Latina, onde foi trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis, assumindo características diversas ao longo do tempo e se desenvolveu durante os séculos XVII e XVIII, até o início do século XIX com três épocas: Maneirismo (1530-1640), Barroco (1570-1680) e Barroquismo (1600-1720). Recebe denominações locais: Marinismo (Itália), Eufuísmo (Inglaterra), Preciosismo (França), Cultismo ou Conceptismo (Portugal e Espanha).

Com o crescente alastramento do protestantismo, a Igreja Católica promove o movimento da contra-reforma. A época foi marcada por várias crises religiosas, e o Concílio de Trento, realizado em 1545 a 1563, teve como conseqüência uma grande reformulação no Catolicismo em resposta à Reforma protestante. A disciplina e a autoridade da Igreja de Roma foram reafirmadas, estabelecendo-se a divisão da cristandade entre católicos e protestantes utilizando o barroco como principal instrumento de afirmação e persuasão da fé cristã.

Nos Estados protestantes, onde havia condições favoráveis à liberdade de pensamento, a investigação científica iniciada no Renascimento pôde prosseguir. Já nos Estados católicos, desenvolveu-se um movimento chamado Contra-Reforma, que reprimiu as manifestações culturais ou artístico, que pudessem contrariar as determinações da Igreja. É quando a Companhia de Jesus, reconhecida pelo papa em 1540, passa a dominar quase que inteiramente o ensino, exercendo um papel importante na difusão do pensamento católico aprovado no Concílio de Trento.

A Inquisição, que se estabeleceu na Espanha e em Portugal ameaçava cada vez mais a liberdade de pensamento. O clima geral era de repressão e austeridade.

Em suas origens, o barroco esteve associado a uma pérola disforme e irregular, evidenciando a idéia de exagero, mau gosto e falta de lógica em relação ao estilo clássico do Renascimento. A exuberância de formas e a dramaticidade são suas características principais. O barroco recuperou o gosto pelo pictórico, pela movimentação das formas e pelo jogo incessante de planos, revelando a dualidade intrínseca do homem da época, ligado aos ideais humanistas mas preso à realidade do Absolutismo e da contra-reforma.


Arte

A exuberância da Arte Barroca foi considerada de mau gosto pelos neoclássicos do século XVIII. E foi, aproximadamente, a partir de 1750 que a palavra "Barroca" passou a ter sentido pejorativo, designando uma arte extravagante. Antes, apalavra Barroco era usada na ourivesaria para designar um certo tipo de pérola irregular.

Mas a idéia ou conceito de Arte Barroca significa uma reação, uma fuga às regras tradicionais da época do Renascimento. Assim, o barroco "foi movimento, ânsia de novidade, contrastes, audácia, misturas de todas as artes. Foi dramático, exuberante, teatral, apelava para o instinto, para os sentidos, para a fantasia, tendia para o fascínio". Era movimento. Extravagância. Dinamismo. Tanto nas concepções de espaço como nas concepções plásticas.

De qualquer forma, o sentido pejorativo acabou se fixando e foi só por volta de 1850 que a arte barroca começou a ser revalorizada.


Arquitetura

A arquitetura monumental, com exuberantes fachadas de mármore e ornatos de gesso, caracterizada pela projeção tridimensional de planos côncavos e convexos, serviu de palco ideal para as pinturas apoteóticas das abóbadas e as dramáticas esculturas de mármore branco que decoravam os interiores.

Na arquitetura barroca, os conceitos de volume e simetria vigentes no renascimento são substituídos pelo dinamismo e pela teatralidade. O produto deste novo modo de desenhar os espaços é uma edificação de proporções ciclópicas, em que mais do que a exatidão da geometria prevalece à superposição de planos e volumes, um recurso que tende a produzir diferentes efeitos visuais, tanto nas fachadas, quanto no desenho dos interiores.

A partir de 1630, começaram a proliferar as plantas elípticas e ovaladas de dimensões menores. Isso logo se transformaria numa das características arquitetônicas típicas do barroco. São as igrejas de Maderno e Borromini, nas quais as formas arredondadas substituíram as angulosas e as paredes parecem se curvar de dentro para fora e vice-versa, numa sucessão côncava e convexa, dotando o conjunto de um forte dinamismo.

Quanto à arquitetura palaciana, o palácio barroco era construído em três pavimentos. Em vez de se concentrarem em um só bloco cúbico, como os renascentistas, parecem estender-se sem limites sobre a paisagem, em várias alas, numa repetição interminável de colunas e janelas.

Arquitetura Barroca na Itália(séc. XVII)

Os grandes arquitetos italianos do século VXII viram-se a braços com um grande volume de encomendas. Os edifícios mais solicitados eram igrejas. Estas eram construídas segundo uma ampla variedade de plantas baixas, sendo a mais comum a de nave única, capelas laterais , abside simples e uma grande cúpula sobre um cruzeiro com arcos transversos baixos .

Dentre os vários edifícios construídos na Itália no século XVII, os teatros são os que apresentam maior originalidade.

A Itália seiscentista era um país de construtores e propiciou oportunidades para uma grande número de arquitetos talentosos. Muitos deles provinham da região dos lagos lombardos, que desde a Idade Média fornecia à Europa especialistas em edificações. Agora eram atraídos para Roma pela febre de construção que aí predominava. Por mais de cinqüenta anos Palazzo Bernini (1598-1680) fez predominar seu estilo, caracterizado pelos efeitos de grandiosidade decorrentes da clara distribuição de massas poderosas e da rica ornamentação policromada dos interiores.

O pintor Pietro da Cortona (1596-1669) também se dedicou à arquitetura, sobretudo no período final da sua vida. A esse espírito se opusera, ainda em vida de Bernini, o arquiteto Francesco Borromini (1599-1667). Borromini abandonou os efeitos de força em repouso, caros à Bernini, e adotou um estilo dramático, visando à expressão arquitetural do movimento; para tanto introduziu uma multiplicidade de curvas e contraturas e uma grande complexidade na distribuição dos espaços e não hesitou em transgredir as regras das antigas ordens ( que Bernini seguira respeitosamente), a fim criar novas proporções e novos motivos ornamentais. Em seus interiores, contudo abandonou a ornamentação policromada para favorecer o estuque branco, utilizando a escultura como parte integrante da arquitetura.

Na esteira dos exemplos dados por Roma, a arquitetura barroca propagou0se por toda a Itália, tendendo a exagerar o elemento de exuberância plástica e ornamental à custa dessa expressiva pujança dos volumes e do conjunto a que Bernini dava especial importância.

A influência da Espanha, que dominava politicamente a Itália meridional, encorajou os arquitetos sicilianos a desenvolveram um estilo monumental sobrecarregado de molduras e estátuas. Esse estilo atingiu sua maior opulência no extremo sul, em Lecce, onde Giuseppe Zimbalo criou vários edifícios profusamente ornamentados.

Arquitetura Barroca na Itália(séc. XVIII)

Quanto ao estilo da construção, os arquitetos deixam de lado os valores de simplicidade e racionalidade, e insistem nos efeitos decorativos. Outro fato importante que merece ser assinalado é o reconhecimento, nesse século, de que as cercanias imediatas da obra arquitetônica eram importantes para a beleza da construção. Disso resultou a preocupação paisagística com os grandes jardins dos palácios como em Versalhes.

Arquitetura Barroca na Áustria (séc. XVIII)

O estilo barroco imperial estava inteiramente configurado no final do século XVIII. Artistas italianos como os Carlone e Giovanni Zucalli contribuíram muito para isso, mas o barroco alcançou o apogeu na obra de dois grandes austríacos: Johann Fischer (1656-1723), nobilitado em 1697 com o título de Von Erlach, e Lucas von Hildebrandt (1668-1745). Devido a várias circunstâncias esses dois artistas estudaram "estilo grandioso" de Bernini e seus seguidores, mas também o estilo Borromini e de Grarino Guarini, com sua ênfase sobre o movimento. Já em 1688 no Palácio de Frain (Vranav), na Morávia, e em 1694 na Igreja dos Jesuítas, em Salzburgo, Fischer von Erlach tinha seu estilo próprio do qual produziria outro exemplos em Viena, na Karlskirche (1716) e na Biblioteca do Holfburg. Trata-se de um estilo eclético, que acumula massas e multiplica efeitos para obter uma expansão dos espaços, objetivo evidenciado pelo amor do artista à planta elíptica. Seu fausto pretendia expressar a majestade imperial. O estilo de Hildebrandt era um pouco menos carregado e mais sensível a cadências rítmicas; nos palácios Mirabell, em Salzburgo, e Kinsky, em Viena, ele criou o tipo de palácio principesco cujo tema central é uma grandiosa escadaria. O príncipe Eugênio Sabóia encomendou-lhe a construção de se Palácio de Verão no Belvedere, uma versão barroca de certas formas francesas.

Arquitetura Barroca na Espanha (séc. XVII)

Foi a igreja que dominou a arte de construir. A arquitetura espanhola aderiu lentamente ao barroco, com tendência a retomar as formas maneiristas. Os jesuítas contribuíram com o movimento. A passagem decisiva do maneirismo para o barroco ocorreu por volta de 1640. A barroquização da fachadas teve lugar entre 1640 e 1670, na forma de imitação em pedra da decoração em madeira que adornava os interiores da igrejas. Em Compostela e na Andaluzia, o retábulo barroco, com suas colunas salamônicas e remoinhos de acantos, foi aperfeiçoado por volta de 1660.

A arquitetura barroca espanhola floresceu em plena liberdade desde 1680 até o final do século e continuou expandindo-se durante o século XVIII, quando a Espanha permaneceu imune ao rococó.

Arquitetura Barroca na Espanha (séc. XVIII)

A arquitetura nesse período estava tão estreitamente vinculada às outras artes monumentais – sobretudo a talha em madeira, como se vê nos retábulos, que é difícil dissociá-la delas. O barroco setecentista na Espanha foi criação de duas famílias: a dos Figueroa, em Sevilha, e a dos Churriguera, em Madri e Salamanca.

O estilo dos Churriguera distingue-se pelos cuidados que tiveram em reter em suas obras monumentais uma cadência dominante - na qual se percebe indiscutivelmente a influência do estilo plateresco de Salamanca.

A família Figueroa introduziu em suas igrejas sevilhanas uma multiplicidade de colunas e molduras de toda espécie, misturando motivos clássicos com os de origem mudéjar, o qual era muito diferente das nobres cadências dos Churriguera.

Em Compostela o emprego de granito impôs aos arquitetos um uso quase exclusivo de molduras, das quais eles conseguiram tirar alguns efeitos suntuosos.

Adornou-se a cidade inteira com igrejas, praças e palácios, e envolveu-se a velha catedral romântica numa espécie de relicário barroco. As obras começaram em fins do século XVIII. A fachada das duas torres sineiras – o obradorio – foi construída entre 1738 e 1750 por Fernando de Casas y Novoa. Somente a Catalunha permaneceu praticamente imune à arte barroca. O mais extravagante monumento erigido na Espanha setecentista é El Transparente, em Toledo (1721-1732), um espécie de capela de mármore multicor, estuque e pintura no deambulatório da catedral, atrás do altar-mor. É obra de Narciso Tomé e foi celebrado em verso como a oitava maravilha do mundo.

Por toda a Espanha os retábulos foram enriquecidos com uma decoração cada vez mais densa, às vezes incluindo espelhos. As mais esplendorosas criações desse tipo são os retábulos (1770) de um arquiteto português, Caytano da Costa, na igreja de San Salvador, em Sevilha.

Arquitetura Barroca nos Países Baixos (séc. XVIII)

Na segunda metade do século o classicismo pouco a pouco refreou a exuberância barroca na arquitetura. Em Bruxelas o vasto complexo formado pela Place Royale e pelo Parque deve-se ao francês Barnarbé Guimard, o que projetou no estilo neoclássico.

As casas dos burgueses ricos, alinhadas ao longo dos canis de Amsterdã, apresentam fachadas barrocas em pedra e no interior possuem eventualmente uma decoração em estuque que as converte em autênticos palácios. A reação neoclássica surgiu por volta de 1770.

Arquitetura Barroca na Inglaterra (séc. XVII)

Foi no campo da arquitetura que a Inglaterra indiscutivelmente deu sua maior contribuição para o repertório mundial de formas criadas pelo que se chama de período barroco. A linha geral de desenvolvimento foi no sentido do classicismo, mas não de modo tão exclusivo quanto se costuma dizer, pois os arquitetos ingleses voltaram-se com freqüência para outras formas mais ricas que às eram decididamente barrocas. Inigo Jones (1573-1652) iniciara sua carreira com um tipo de trabalho que poderia facilmente tê-lo levado ao barroco: era cenógrafo de máscaras, tipo de espetáculo teatral que estava causando sensação na corte inglesa. Inigo Jones foi o verdadeiro fundador da moderna Escola Inglesa de Arquitetura; em 1615 tornou-se superintendente das obras reais e em 1618, membro permanente da Comissão de Edificações criada para recomendar projetos de desenvolvimento de Londres.

Sir Christopher Wren (1632-1723) em uma viagem a Paris teve decisiva influência sobre seu desenvolvimento. Ali conheceu Bernini e examinou com profundo interesse os palácios já existentes ou em construção. Regressou a Londres com tendência a um estilo ornado, o qual alterou o rumo estabelecido para a arquitetura inglesa por Inigo Jones e, levando-se em conta a latitude setentrional de Londres e o puritanismo inglês, pode ser chamado de barroco. As tendências barrocas de Wren acentuam-se ainda mais em St. Paul no projeto dos cadeirões do coro talhados por Grinling Gibbons e profusamente decorados.

Nossa panorâmica da arte inglesa do século XVII deve incluir primeiro quartel do século XVIII. Não só exige a data da morte de Wren, como nesse momento o estilo barroco - que parecia propagar-se livremente sob a influência de dois arquitetos, Nicholas Hawksmoor (1664-1736), seguidor de Wren, e John Vanbrugh (1664-1726) - passou a enfrentar a reação neopaladiana. Foram responsáveis pelo projeto e construção das mais barrocas das grandes residências de campo inglesas. Apesar de tudo, sente-se que essa linguagem arquitetônica é oposta ao temperamento inglês; está ausente ao impulso...

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