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Título: Tubos e conexões

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Os Fisiocratas

Trabalho enviado por: Vinicius de Carvalho Bittencourt

Data: 22/04/2003

FISIOCRACIA

A fisiocracia se constituiu numa corrente do pensamento econômico da Europa do século XVIII que defendia a idéia de que todo valor deriva da terra e só ela é capaz de produzir riqueza, assumindo uma posição clara de crítica ao mercantilismo.

Os fisiocratas pregavam a liberdade de mercado, acreditando que o auto-interesse individual está na base do funcionamento harmônico da economia, motivo pelo qual combatiam as medidas intervencionistas do governo e tinham como máxima o refrão "laissez-faire, laissez-passer" (deixa fazer, deixa passar), que apela para a liberdade da produção e do comércio.


CONTEXTO HISTÓRICO

A França, berço do liberalismo, vivia momentos difíceis. Os lavradores e burgueses levantavam-se contra a política absolutista da monarquia decadente. Os monopólios concebidos pelo rei eram alvo de profundas críticas. Os regulamentos das corporações que reuniam os artesãos urbanos não atendiam à mentalidade do florescente capitalismo industrial. A intranqüilidade política e a insolvência internacional foram agravadas pela perda da Índia e do Canadá, dois importantes elementos do império colonial francês.

O sistema tributário francês se transformou no principal ponto de apoio da crítica dos pensadores econômicos da época. Baseava-se em pesados encargos sobre os artífices, os mercadores e os lavradores, para permitir isenção aos nobres e ao clero.


O SURGIMENTO DA ESCOLA FISIOCRATA

Em meados do Século XVIII aparece na França o primeiro grupo de pensadores de questões econômicas, organizados formalmente em escola, os quais se intitulavam "economistas", mas que vieram a ser conhecidos como fisiocratas, adeptos da escola da fisiocracia, que se assume como grande crítica ao mercantilismo.

Os fisiocratas pregavam que todo valor deriva da terra e do trabalho, considerando proveitoso ter ouro e prata em abundância.

Entretanto, logo de início, os fisiocratas elaboram uma teoria pessimista sobre o futuro daqueles que se enriquecem às custas do comércio e da acumulação de ouro e prata, considerando que:

  • O aumento do rendimento leva a um aumento de consumo, elevando o volume das importações e, conseqüentemente, a acumulação de ouro e prata é menor do que o esperado.
  • O aumento das despesas leva a que o trabalho seja mais caro, vez que a procura pelo trabalho passa a ser maior que a oferta, tendo como conseqüência a elevação dos preços dos produtos. Com os produtos mais caros o país torna-se menos competitivo nos mercados externos, havendo uma tendência para a descida das exportações e um aumento das importações, recaindo no problema anterior.
  • A acumulação de dinheiro leva a que os mais abastados gastem em bens supérfluos e luxuosos, conseqüentemente o Estado empobrece gradualmente.

A escola fisiocrata era formada por um grupo heterogêneo de autores, tais como:

  • Jacques Turgot, que era secretário de finanças de Luis XVI, autor de reformas de inspiração liberal e propagandista da teoria do direito natural.
  • Marquês de Mirabeau, que cunhou a expressão mercantilismo.
  • Mercier de la Rivière, uma das principias figuras, com farta reflexão em filosófica política.
  • Du Pont de Nemours, que ajudou a difundir as idéias fisiocratas nos Estados Unidos.
  • François Le Trosne, jurista e economista que desenvolveu uma análise do valor em que considera fatores como utilidade, despesas na produção, raridade do bem e concorrência.
  • Nicolas Baudeau, que era o editor-chefe do jornal dos fisiocratas.
  • François Quesnay, que foi o líder do movimento, médico da corte de Madame de Pompadour e de Luis XV, autor da obra Quadro Econômico, a mais conhecida da escola fisiocrata.

O principal autor fisiocrata foi Quesnay. Para ele a propriedade é um direito que todos têm, e é natural, sendo o trabalho o fundamento desse direito.

Quesnay verificou que a distribuição da propriedade não era proporcional ao trabalho de cada um, havendo uma ordem social não natural que promovia as desigualdades.

As idéias fundamentais de Quesnay derivam da divisão de classes que ele fez da sociedade:

  • Classe produtiva, que seria aquela cujos gastos fossem reproduzidos por se beneficiarem de uma capacidade ativa da natureza, representada pelos que trabalham na terra.
  • Classe Estéril, que seria aquela cujos gastos transformam a matéria, mas não reproduzem, representada por aqueles que transformam os produtos da terra.
  • Classe dos Proprietários, que seria representada pelos donos da terra.


A RIQUEZA PROVÉM DO EXCEDENTE

Para Quesnay, somente efetua trocas aquele que dispõe de produtos supérfluos (excedente sobre a subsistência), por meio dos quais virá a obter...

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