Zé Moleza | TCC, monografias e trabalhos feitos. Pesquise já!

Você está em Trabalhos Acadêmicos > Humanas > Administração

Favoritos Seus trabalhos favoritos: 0

Publicidade

Trabalho em Destaque

Título: Tubos e conexões

Tubos e conexões Unoesc 2009 Sumário Introdução 1 Tubulações 2.1 Tubos de PVC 2.2 Tubos de Aço Carbono 2.4 Tubos de Cobre 2.5 Tudo de Polietileno (PE) 2.6 Tubos e Conexões de Ferro Fundido 2.7 Tubos de Concreto. 2.8 Tubos…

Sistema Monetário Internacional

Trabalho enviado por: Germano de M.M. Trevisan

Data: 22/04/2003

Sistema Monetário Internacional


No mundo moderno não existe uma moeda que sirva de referência única para as trocas internacionais. O que há, é uma concorrência entre as moedas de vários países, disputando espaço. Não havendo uma autoridade monetária internacional que monopolize a emissão de moeda ou que garanta seu valor, a condição para que uma moeda de um país seja mais ou menos aceita nas transações é a confiança de que o valor daquela moeda perdurará bom um período razoável.

Uma das formas de transmitir confiança é garantir a conversibilidade da moeda em outro ativo - geralmente o ouro, podendo, também, ser outras moedas. Neste caso, o país tem de conquistar credibilidade, e uma das formas para esta conquista é a sujeição de sua política monetária interna ás necessidades da conversibilidade. Vários países, com grande presença no comércio mundial, procedem dessa forma, na tentativa, como se disse, de consolidar suas moedas como instrumento das trocas internacionais, destacando-se, á frente das demais, o dólar dos Estados Unidos, devido, sem dúvida, ao peso da economia americana.

Assim, percebe que a economia mundial é oscilatória, surgindo, como será apresentado neste trabalho, as Instituições para Financiamento Internacional, que buscam fornecer aos países filiados os necessários recursos em divisas e técnicos, visando resolver os problemas financeiros e monetários dos mesmos.

 

1.0 - Evolução do Sistema Monetário Internacional

O Padrão-Ouro

Desde a época do mercantilismo, aos pagamentos internacionais já eram feitos com metais preciosos, mas o mesmo se consolidou, a rigor, após 1870, muito embora seja mais fácil determinar o período em que este se exauriu - em 1914, com o início da 1ª guerra mundial - do que com a data efetiva de sua criação.

A adesão de um país ao padrão-ouro exigiu o cumprimento, de sua parte, das seguintes medidas:

  • garantia de conversão de sua moeda em ouro;
  • liberdade de entrada e saída do ouro do país; e,
  • adoção de regras relacionando a quantidade de moeda em circulação ao estoque de ouro existente no país.

Sob o padrão-ouro as autoridades monetárias de cada nação fixavam o preço do ouro em termos da moeda nacional e se comprometiam a comprar e a vender qualquer quantidade à quantidade de ouro a tal preço. Este preço era condicionado à quantidade de moeda circulando e à quantidade de ouro estocado no banco central do país.

A partir desta relação de preços entre o ouro e a moeda nacional, tornava-se fácil estabelecer a taxa de câmbio entre duas moedas de dois países diferente - a chamada paridade de cunhagem. Uma vez assim fixada, a taxa de câmbio só podia variar acima ou abaixo desta paridade no montante do custo de embarcar ouro entre duas nações - os chamados "pontos do ouro".

Este sistema foi usado de forma generalizada na chamada "era dourada", de 1870 a 1914. Já na década de 20 e início de 30, seu uso foi esporádico, entrando em verdadeiro colapso durante a Grande Depressão.

O Ajuste do Balanço de Pagamento sob o Padrão-Ouro

O processo de ajuste sob o padrão-ouro pode ser descrito, sumariamente, da seguinte forma:

Se um país importava mais do que exportava, gerava-se um déficit no balanço de pagamentos, com conseqüente redução do estoque ou reservas de ouro. Assim, havia uma redução na quantidade moeda em circulação e, também, do nível de preços internos. A queda dos preços internos, melhorava a competitividade externa dos produtos do país, estimulando as exportações e reduzindo as importações, restaurando o nível de reservas em ouro do país.

Caso o país apresentasse superávit comercial, aumentava as reservas em ouro do país, aumentando, em conseqüência, a quantidade de dinheiro em circulação, elevando o nível de preços internos, reduzindo a competitividade externa dos produtos nacionais e as exportações, aumentando as importações, processo que continuava até que o ouro retornasse ao nível e o superávit fosse eliminado.

O Período entre as duas Grandes Guerras

Se o período de 1870-1914 foi visto como a idade dourada das relações econômicas internacionais, o período entre as duas grandes guerras pode ser chamado como o da "idade-negra". O início da 1ª Guerra Mundial fez com que os países envolvidos na guerra suspendessem a convertibilidade de suas moedas em ouro e proibissem as exportações de ouro, afim de proteger suas reservas deste metal.

Já durante a 2ª Guerra Mundial, era evidente a preocupação dos governos e economistas com a ausência de critérios e regras que regulassem a questão cambial, o que foi amenizado com o encontro de Bretton-Woods.

O Sistema Bretton Woods

Depois da 2ª Grande Guerra, o tratado de Bretton Woods (1994) criou um sistema de câmbio fixo para os países-membros do Fundo Monetário Internacional (FMI). Pelo novo acordo, cada nação deveria definir o valor da respectiva moeda em relação ao dólar que por sua vez era conversível em ouro. O Tratado de Bretton Woods caiu em 1971, quando o Presidente Nixon suspendeu a conversibilidade do dólar em ouro. Simultaneamente a esta medida , os Estados Unidos alteraram unilateralmente a paridade - isto é a taxa de câmbio - do dólar em relação às demais moedas européias e japonesa.

Os principais pontos desse novo sistema podem assim ser sumarizados:

  • Criação do Fundo Monetário Internacional: instituição voltada para a cooperação e assistência monetária de liquides paras os países com déficits em seus balanços de pagamento e do Banco Internacional de Reconstrução de Desenvolvimento (BIRD) - conhecido como Banco Mundial - instituição financeira, inicialmente voltada para financiar a reconstrução da Europa após a guerra, e depois, para o financiamento de projetos de desenvolvimento econômico.
  • Paridades fixas: Cada país ao se associar ao FMI, era obrigado a declarar a paridade de sua moeda em termos ou de ouro ou do dólar, assim o país se comprometia a defender a paridade comprando e vendendo dólares no mercado cambial externo

As taxas de câmbio de paridade podiam variar para mais ou para menos, dentro dos chamados pontos de sustentação ou pontos de intervenção. Os pontos de sustentação só se aplicavam à paridade das moedas com o dólar, não existindo obrigação às paridades de uma moeda com as outras.

Mas, mesmo se embasando em paridades fixas, o sistema sofreu vários realinhamentos nos anos seguintes à sua implantação até cair em 1971.

O Problema da Liquides Internacional e "O Dilema de Triffin"

R. Triffin publicou pioneiramente um artigo mostrando que as reservas monetárias internacionais sob o sistema de Bretton Woods não estavam se expandindo na velocidade desejável, questionando, ao mesmo tempo, se o sistema poderia gerar reservas em quantidade suficiente, sem comprometer seus fundamentos.

O argumento de Triffin: com o lento crescimento dos estoques em ouro, as reservas mundiais só poderiam aumentar se os países de moedas-chaves, incorressem em volumosos déficits no balanço de pagamentos a fim de prover o sistema monetário mundial de suficientes quantidades de moedas-reservas.

O mundo sob o sistema de Bretton Woods enfrentava um dilema: para evitar a escassez de liquidez, os Estados Unidos teriam de incorrer em permanentes e volumosos déficits externos, o que reduziria a confiança no dólar. Assim, concluiu Triffin, que era necessário achar um meio ou mecanismo para aumentar as reservas internacionais sem alimentar a instabilidade do sistema.

O Colapso do Sistema de Bretton Woods

O Sistema de Bretton Woods, funcionou razoavelmente bem até o final de 1960. Com o aparecimento de diversos problemas, entre eles o surgimento do processo inflacionário na segunda metade dos anos 60, com intensidade diferentes de país para país, tornando insustentável a manutenção de taxas cambiais fixas. Essas taxas favoreciam os países onde os custos internos tivessem se elevado menos.

O déficits do balanço de pagamentos dos Estados Unidos, agravados pelas maciças despesas americanas com a guerra do Vietnã, provocaram uma grande procura por ouro, nos mercados europeus, por parte dos possuidores de dólares.

Com seus estoques em dólares crescendo os bancos europeus, passaram a exigir dos Estados Unidos a conversão de em ouro de grandes volumes de dólares, o que acarretou no declínio...

Para ver o trabalho na íntegra escolha uma das opções abaixo

Ou faça login



Crie seu cadastro




Publicidade