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Bactéria Chlamydia Trachomatis

Trabalho enviado por: Mariana Lobato

Data: 01/06/2005

Chlamydia trachomatis


Resumo

A família Chlamydiaceae é constituída de um gênero, Chlamydia com quatro espécies: C. trachomatis, C. psittaci, C. pneumoniae e C. pecorum. As três primeiras espécies são patógenos humanos bem conhecidos. As clamídias já foram consideradas vírus, visto que são pequenas o suficiente para atravessar filtros de 0,45 µm e são parasitas intracelulares obrigatórios. Entretanto, as clamídias possuem membranas internas e externas semelhantes às das bactérias Gram-negativas: contêm DNA e RNA; possuem ribossomos procarióticos; sintetizam suas próprias proteínas, ácidos nucléicos e lipídios; e mostram-se suscetíveis a numerosos antibióticos.Todavia, em contraste com outras bactérias, as clamídias carecem de uma camada de peptidoglicano.


Introdução

O gênero ao qual pertence a Chlamydia trachomatis é composto por espécie de bactérias com capacidade metabólica limitada e crescimento restrito ao meio intracelular, através de um ciclo reprodutivo peculiar. A Chlamydia trachomatis é um patógeno exclusivo de humanos. Em virtude do pequeno tamanho e do parasitismo intracelular obrigatório, as clamídias foram consideradas vírus. Entretanto, possuem parede celular característica, ribossomos, DNA, RNA e funções metabólicas que confirmam sua natureza bacteriana.


Fisiologia e Estrutura

As clamídias ocorrem em duas formas morfologicamente distintas: o pequeno corpúsculo elementar (CE) (300 a 400nm) infeccioso e o corpúsculo reticulado (CR) maior (800 a 1.000nm) não-infeccioso. As clamídias são infecciosas na forma de CE, mas não se multiplicam neste estado, isto é, podem ligar-se a receptores sobre as células infectada. O CR é a forma de multiplicação metabolicamente ativa das clamídias. Outros componentes estruturais importantes das clamídias incluem um lipopolissacarídeo (LPS) específico do gênero, que pode ser detectado por meio de um teste de fixação do complemento (FC), e antígenos espécie – e cepa-específicos na membrana externa. As clamídias são imóveis e não apresentam pili.

As clamídias multiplicam-se através de um ciclo de crescimento peculiar que ocorre no interior das células hospedeiras suscetíveis. O ciclo é iniciado quando os CE infecciosos fixam-se às microvilosidades das células suscetíveis, sendo a fixação seguida de penetração ativa no inteior da célula hospedeira. Uma vez internalizada, as clamídias permanecem no interior de fagossomas citoplasmáticos, onde prossegue o ciclo de multiplicação. A fusão dos lisossomas celulares com o fagossoma contendo CE e a destruição intracelular subseqüente dos microganismos são especificamente inibidas. A fusão fagolisossômica é impedida se a membrana externa das clamídias estiver intacta. Se a membrana externa for lesada, ou se as clamídias forem inativadas pelo calor ou recobertas com anticorpos, as bactérias são rapidamente destruídas após fusão fagolisossômica. Além disso, se outras bactérias forem fagocitadas juntamente com as clamídias, elas são eliminadas, de modo que a proteção não constitui um fenômeno generalizado.

Dentro de 6 a 8 horas após penetração na célula, os CE reorganizam-se em CR metabolicamente ativos. Os CR são capazes de sintetizar seus próprios DNA, RNA e proteínas, porém carecem das vias metabólicas necessárias para a produção de seus próprios compostos de fosfato de alta energia. As clamídias foram denominadas parasitas de energia devido este efeito. Algumas cepas também podem depender do hospedeiro para o suprimento de aminoácidos específicos. Os CR replicam-se por divisão binária, que continua nas próximas 18 a 24 horas. O fagossoma com CR acumulados é denominado inclusão e pode ser facilmente detectado com corantes histológicos. Aproximadamente 18 a 24 horas após a infecção, os CR começam a se reorganizar em CE menores e, entre 48 e 72 horas, a célula sofre ruptura, liberando os CE infectantes.

Chlamydia Trachomatis

C. trachomatis possui um espectro limitado de hospedeiros; as infecções são restritas aos humanos. A espécie foi subdividida em três biovariantes: tracoma, LGV (linfogranuloma venéreo) e uma terceira biovariante que representa o agente de pneumonie do camundongo. As biovariantes humanas foram ainda divididas em 15 sorotipos (comumente denominados variantes sorológicos, ou sorovariantes) com base em diferenças antigênicas na proteína da membrana externa principal (MOMP, major outer membrane protein). A biovariante do LGV consiste em três sorovariantes (L1, L2, L3), enaquanto as outras 12 sorovariantes (A, B, Ba, C a K) pertencem à biovariante do tracoma.


Patogenia e Imunidade

C. trachomatis pode infectar uma gama limitada de células. Os receptores para CE limitam-se primariamente a células não-ciliadas colunares, cubóides ou de transição, que são encontradas nas mucosas da uretra, endocérvix, endométrio, tropas de Falópio, reto, vias...

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