Zé Moleza | TCC, monografias e trabalhos feitos. Pesquise já!

Você está em Trabalhos Acadêmicos > Biológicas > Enfermagem

Favoritos Seus trabalhos favoritos: 0

Publicidade

Trabalho em Destaque

Título: Tubos e conexões

Tubos e conexões Unoesc 2009 Sumário Introdução 1 Tubulações 2.1 Tubos de PVC 2.2 Tubos de Aço Carbono 2.4 Tubos de Cobre 2.5 Tudo de Polietileno (PE) 2.6 Tubos e Conexões de Ferro Fundido 2.7 Tubos de Concreto. 2.8 Tubos…

Publicidade

A Assistência de Enfermagem ao Parto Normal Humanizado

Trabalho enviado por: Danila Mayara Lemos de Souza

Data: 16/10/2009

A Assistência de Enfermagem ao Parto Normal Humanizado

Faculdade JK
2009

 

 

 

1. INTRODUÇÃO

A gravidez e o parto são eventos sociais que integram a vivência reprodutiva de homens e mulheres. Este é um processo singular, uma experiência especial no universo da mulher e de seu parceiro, que envolve também suas famílias e a comunidade. A gestação, parto e puerpério constituem uma experiência humana das mais significativas, como forte potencial positivo e enriquecedora para todas que dela participam (BRASIL, 2001).

O preparo da gestante para o parto abrange a incorporação de um conjunto de cuidados, medidas e atividades que têm como objetivo oferecer à mulher a possibilidade de vivenciar a experiência do trabalho de parto e parto como processos fisiológicos, sentindo-se protagonista do processo (BRASIL, 2001).

Não é apenas a qualidade técnica da assistência à gestação, ao parto e ao puerpério, evidenciada por altas taxas de mortalidade materna e perinatal, que deixa a desejar. Talvez ainda mais grave seja a indiscriminada e inexorável transformação do nascimento e parto em fenômeno patológico, totalmente medicalizado e, portanto, tratado, sem brechas para sua realização como evento existencial e psicológico para mãe e filho e social para a família e sociedade (VOLOCHKO, 2000).

Este quadro favorece ao resgate da humanização na assistência hospitalar em clínicas e áreas de atuação de enfermagem, a começar pela obstetrícia como uma alternativa para a valorização do paciente enquanto ser humano e para o atendimento de suas expectativas e necessidades. Sem dúvida o momento exige a convergência dos esforços preventivos da equipe de assistência materno-fetal de forma que a ajuda no momento do parto resulte num atendimento mais global e satisfatório para a saúde física e emocional do binômio mãe/filho, pois humanizando o nascimento estamos humanizando a vida (MALDONADO, 2000; SILVA, 1999).

A humanização da assistência, nas suas muitas versões, expressa uma mudança na compreensão do parto como experiência humana e, para quem o assiste, uma mudança no “que fazer” diante do sofrimento da parturiente (DINIZ, 2005).

O termo humanização pode agregar diferentes significados. Segundo Ferreira (2001), a humanização é definida como o ato de tornar humano. É dar condição humana; humanizar, civilizar; tornar-se humano, humanizar-se. Já Merighi et al (2007), expressa uma mudança na compreensão do parto como sendo uma experiência humana, gerando interpretação de diversas influências no campo ideológico-cultural. Os principais sentidos atribuídos ao termo podem ser agrupados relacionando os aspectos de ordem técnica e ético-política. Um desses agrupamentos refere-se ao sentido de humanização relacionado com a assistência baseada em evidências científicas, que utilizam a tecnologia apropriada e inspirada no paradigma da desmedicalização da atenção ao parto e nascimento. O parto passa a ser compreendido como um evento “natural” e fisiológico, resgatando-se a competência instintiva feminina no processo parturitivo.

A enfermagem no cuidar compreende e fornece ao seu cliente/paciente o cuidado de acordo com as suas necessidades, sendo assim a equipe de saúde deve adquirir consciência na mudança de pensamento em relação à assistência (BRUNNER; SUDDARTH, 2006).

Para a humanização do parto adequado é fundamental o preparo da gestante para o momento do nascimento e esse preparo deve ser iniciado precocemente durante o pré-natal. Isto requer um esforço muito grande, mas plenamente viável no sentido de sensibilizar e motivar os profissionais de saúde da rede básica e fornecer-lhes instrumentos para o trabalho com as gestantes. Além dos aspectos técnicos propriamente ditos, o preparo para o parto envolve também uma abordagem de acolhimento da mulher e seu companheiro no serviço de saúde, incluindo o fornecimento de informações de onde e como o nascimento deverá ocorrer, o preparo físico e psíquico da mulher, uma visita à maternidade para conhecer suas instalações físicas, o pessoal e os procedimentos rotineiros do mesmo (BRASIL, 2001).

Reconhecer a individualidade é humanizar o atendimento, o que permite ao profissional estabelecer com cada mulher um vínculo e perceber suas necessidades e capacidade de lidar com o processo do nascimento. Tendo em vista a assistência de enfermagem à parturiente, o estudo do tema gera uma necessidade quanto ao melhor atendimento humanizado no momento do processo do trabalho de parto para uma qualidade de vida da mulher, assim como a intrínseca relação do enfermeiro atuante para assegurar o bem estar da cliente antes, durante e após o parto normal.

 

2. OBJETIVOS

 

2.1 Geral

• Identificar a opinião dos acadêmicos de Enfermagem do 7º semestre noturno da Faculdade JK sobre a assistência de Enfermagem ao Parto normal Humanizado.

 

2.2 Específicos

• Identificar se os acadêmicos de Enfermagem do 7º semestre consideram importante a Humanização da Assistência ao Parto normal.
• Identificar a opinião dos acadêmicos de Enfermagem do 7º semestre sobre as vertentes que embasam a assistência ao parto humanizado.
• Realizar revisão teórica sobre a assistência humanizada ao parto.

 

3. REFERENCIAL TEÓRICO

 

3.1 HUMANIZAÇÃO

O tema da humanização vem sendo utilizado amplamente na sociedade atual e em várias áreas do conhecimento humano, como educação, trabalho e saúde. No campo da saúde, o conceito de humanização surge como um princípio vinculado ao paradigma de direitos humanos, cujas raízes são encontradas na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que expressa a liberdade e o direito de cada um na sociedade (ONU, 1999).

Na área da saúde, observa-se a procura incessante por aspectos que humanizem a assistência na saúde mental, na obstetrícia, na neonatologia e, de forma mais ampla, na área da saúde coletiva, já que o tema da humanização “entrou no jargão do planejamento e da gestão do setor saúde” (ALEKSANDROWICZ; MINAYO, 2005).

Na enfermagem têm-se oportunidades de humanizar, desde os recém-nascidos aos idosos, homens e mulheres. Exemplifica-se essa oportunidade com a humanização do parto e nascimentos. Humanizar neste momento é respeitar um processo de dor natural, dando todo suporte emocional para amenizar o sofrimento, um simples toque nas mãos, um sorriso, um afago, apenas a presença para dizer que a parturiente não está só, já faz com que a mesma se sinta cuidada e assistida, diminuindo o seu estado de desespero. Outro fator importante é o posicionamento no qual a parturiente se sente mais confortável, seja ele de cócoras, de lado, deitada ou em pé. As camas de parto devem já estar preparadas de tal forma que no inicio do trabalho de parto, a mesma não precise ser deslocada e possa ficar esperando o momento oportuno para ter o bebê, sendo muito importante manter a privacidade, o respeito e dignidade desta parturiente.

O enfermeiro neste processo é fundamental, pois o mesmo assiste com freqüência todo este processo (BRASIL, 2001).

Humanizar o atendimento é tocar nas diferentes dimensões humanas, é considerar a afetividade, a amorosidade, e a capacidade criadora e a busca da felicidade como igualmente relevantes e como indissociáveis das demais dimensões. Por isso, a humanização é vivencial e é o sentido de viver e aos saberes acumulados tanto pela ciência quanto pelas tradições culturais locais e universais.

Em 1996, a OMS lançou as recomendações para a assistência ao parto, por intermédio de um guia prático que objetivou servir de referência para a implantação do parto humanizado nos serviços de saúde. Apesar de o foco primário deste documento ser o grupo de gestantes de baixo risco, a OMS ressalta que, “como o trabalho de parto e o parto de muitas gestantes de alto risco tem um curso normal, várias recomendações também se aplicam à assistência dessas mulheres”. Conhecido como Recomendações da OMS, o documento classifica as rotinas do parto em quatro categorias. Em uma ponta, coloca práticas que deveriam ser estimuladas, em virtude da sua utilidade e respeito à parturiente; em outra, estão aquelas que deveriam ser eliminadas, por seu caráter danoso ou ineficaz; na terceira, mostra condutas sem evidência suficiente para apoiar uma recomendação e que deveriam ser usadas com precaução; e na última, procedimentos usados regularmente, porém de maneira inapropriada. Estas categorias são descritas a seguir.

Categoria A: Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas:

a) Plano individual determinando onde e por quem o parto será realizado, feito em conjunto com a mulher durante a gestação e comunicado a seu marido/companheiro e, se aplicável, à sua família.
b) Avaliar os fatores de risco da gravidez durante o cuidado pré-natal, reavaliado a cada contato com o sistema de saúde, no momento do primeiro contato com o prestador de serviços durante o trabalho de parto e ao longo deste último.
c) Monitorar o bem-estar físico e emocional da mulher ao longo do trabalho de parto, no parto e ao término do processo do nascimento.
d) Oferecer líquidos orais durante o trabalho de parto e parto.
e) Respeitar a escolha informada pelas mulheres do local do nascimento.
f) Prever cuidados durante o trabalho de parto e no parto, onde o nascimento será possivelmente realizado, com segurança e confiança para a mulher.
g) Respeitar o direito da mulher à privacidade no local do parto.
h) Apoio empático pelos prestadores de serviço durante o trabalho de parto e parto.
i) Respeitar a escolha de companhia durante o trabalho de parto e parto.
j) Oferecer às mulheres informação e explicações sobre o que elas desejarem.
k) Não utilizar métodos invasivos, nem métodos farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto, e sim métodos como massagem e técnicas de relaxamento.
l) Fazer monitorização fetal com ausculta intermitente.
m) Usar materiais descartáveis ou realizar desinfeção apropriada de materiais reutilizáveis ao longo do trabalho de parto e parto.
n) Usar luvas no exame vaginal durante o nascimento do bebê, e na dequitação da placenta.
o) Dar liberdade na seleção da posição e movimento durante o trabalho do parto.
p) Encorajar posição não supina no parto.
q) Monitorar, cuidadosamente, o progresso do trabalho do parto, por exemplo, pelo uso do partograma da OMS.
r) Utilizar ocitocina profilática no terceiro estágio do parto em mulheres com risco de hemorragia pós-parto, ou que correm perigo em conseqüência da perda de até uma pequena quantidade de sangue.
s) Condições estéreis ao cortar o cordão.
t) Prevenir hipotermia do bebê.
u) Realizar, precocemente, contato pele a pele entre mãe e filho, dando apoio na iniciação do aleitamento materno dentro da primeira hora após o parto, conforme diretrizes da OMS sobre o aleitamento materno.
v) Examinar rotineiramente a placenta e as membranas ovulares.

Categoria B: Condutas claramente prejudiciais ou ineficazes e que deveriam ser eliminadas:

a) Uso rotineiro de enema.
b) Uso rotineiro de raspagem dos pelos púbicos.
c) Infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto.
d) Inserção profilática rotineira de cânula intravenosa.
e) Uso rotineiro da posição supina durante o trabalho de parto.
f) Exame retal.
g) Uso de pelvimetria radiográfica.
h) Administração de ocitócicos a qualquer hora antes do parto, de tal modo que o efeito delas não possa ser controlado.
i) Uso rotineiro de posição de litotomia com ou sem estribos durante o parto.
j) Contínuo uso de puxos dirigidos (manobra de Valsalva) durante o segundo estágio do trabalho de parto.
k) Massagens ou estiramento do períneo durante o segundo estágio do trabalho de parto.
l) Uso de comprimidos orais de ergometrina no terceiro estágio do trabalho de parto para prevenir ou controlar hemorragias.
m) Uso rotineiro de ergometrina parenteral no terceiro estágio do trabalho de parto.
n) Lavagem rotineira do útero depois do parto.
o) Revisão rotineira (exploração manual) do útero após o parto.

Categoria C: Condutas sem evidência suficiente para apoiar uma recomendação e que deveriam ser usadas com precaução, enquanto pesquisas adicionais comprovem o assunto:

a) Método não farmacológico de alívio da dor durante o trabalho de parto, como ervas, imersão em água e estimulação nervosa.
b) Uso rotineiro de amniotomia precoce no primeiro estágio do trabalho de parto.
c) Pressão no fundo uterino durante o trabalho de parto.
d) Manobras relacionadas à proteção ao períneo e ao manejo do pólo cefálico no momento do parto.
e) Manipulação ativa do feto no momento de nascimento.
f) Utilização de ocitocina rotineira, tração controlada do cordão ou combinação de ambas durante o terceiro estágio do trabalho de parto.
g) Clampeamento precoce do cordão umbilical.
h) Estimulação do mamilo para aumentar contrações uterinas durante o terceiro estágio do trabalho de parto.

Categoria D: Condutas freqüentemente utilizadas de forma inapropriadas:

a) Restrição hídrica e alimentar durante o trabalho de parto.
b) Controle da dor por agente sistêmico.
c) Controle da dor por analgesia peridural.
d) Monitorização fetal eletrônica.
e) Utilização de máscaras e aventais...

Para ver o trabalho na íntegra escolha uma das opções abaixo

Ou faça login



Crie seu cadastro




Publicidade