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Monografia: Inclusão Aluno Deficiente Visual na Educação Física Escolar

Trabalho enviado por: Evandro da Silva Rocha

Data: 20/04/2009

Inclusão do Aluno Deficiente Visual na Educação Física Escolar

2007

 

 

Resumo

Este trabalho tem o objetivo a inclusão dos deficientes visuais nas aulas de Educação Física Escolar. Mostrar para os alunos deficientes visuais que eles fazem parte da sociedade e que eles têm os mesmos direitos como a de outras pessoas consideradas “normais” perante a sociedade. Sabe-se que a uma grande dificuldade para implantarmos a inclusão na Educação Física Escolar pela falta de especialização do docente na área de educação especial, o que deixa muitos profissionais com receio em trabalhar com deficientes de modo geral e não só o deficiente visual. Também demonstro como o deficiente vê a sua inclusão junto ao meio em que convivem, suas limitações como deficiente, a atividade física escolar e o que gerou a perda de sua visão. Portanto, este estudo possui como objetivo geral investigar quais as dificuldades o aluno deficiente visual enfrenta na Educação Física Escolar em relação a atividade física.

Esta pesquisa será realizada através de uma analise descritiva de levantamento,com uma abordagem qualitativa.Foi desenvolvido em uma Instituição federa, com alunos do segundo segmento do Ensino Fundamental. A coleta de dados ocorreu através de um questionário semi-estruturado.

Palavras-chave: Deficiência Visual, Educação Física Escolar Inclusiva, Sociedade.

 

Sumário

Resumo
1. Introdução
1.1 Problematização
1.2 Objetivo geral
1.3 Objetivo especifico
1.4 Relevância do estudo
1.5 Questões a investigar
2.Revisão de Literatura
3. Metodologia do Estudo
3.1. Tipo de pesquisa
3.2. Local
3.3. Fonte de Informação
3.4. Coleta e Análise de Dados
4. Análise dos dados
5. Considerações Finais
Referências
Anexos

 

1. Introdução

A inclusão do aluno deficiente visual na escola tem como finalidade à interação do deficiente aos não deficientes de deficiência visual não só no meio escolar, mas perante a sociedade onde há ainda um grande preconceito para com os deficientes.

O tema a ser abordado refere-se a uma situação que nos possibilita lutarmos contra alguns preconceitos, deficientes visuais e não deficiente lado a lado nas atividades de Educação Física Escolar, na sociedade e entre outros.

Um dos grandes desafios enfrentados pelos professores de Educação Física em sua prática docente refere-se à adoção de uma postura adequada para o trabalho com turmas especiais. Apesar de muitas vezes, de acordo com o vigente em legislação, as turmas serem compostas por aulas diferenciadas para deficientes e não deficientes visuais muitos docentes optam por não uni-los durante as atividades e, por vezes, diferenciam as atividades de acordo com a deficiência.

Sabemos que encontraremos muitas dificuldades para implantarmos atividades esportivas para deficientes visuais, pois os preconceitos existem até mesmo pelos próprios pais dos alunos.

Desta maneira, as atividades recreativas e rítmicas poderiam ser consideradas como meios mais eficazes para promover esta socialização dos alunos que a educação física escolar tanto prioriza. Normalmente são realizadas em grupos, aos quais obedecem ao princípio da cooperação entre seus componentes, estimulando assim a criança em sua apreciação do comportamento social, domínio de si mesmo, autocontrole e respeito ao próximo.

Uma das grandes responsabilidades do professor é tentar buscar um equilíbrio entre a aula desejada pelos alunos, e a aula por ele planejada.

O caminho para a transformação passa por negociações entre professor e alunos, que dependem de uma aproximação do professor, o conhecimento dos alunos e da cultura escolar vigente, para que se possa posteriormente planejar e efetivar as desejadas mudanças.

A Educação Física Escolar Especial sendo bem ensinada pode alcançar ótimos resultados dentro da escola e, principalmente, na sociedade se os futuros profissionais se empenharem em alcançar estes objetivos, ultrapassando as barreiras que os impedem de colocar em prática estes ideais de unificação das aulas, podendo mostrar para os alunos e para a sociedade que os deficientes visuais e os não deficientes visuais podem caminhar juntos com respeito mútuo.

 

1.1. Problematização

Quais as dificuldades o aluno deficiente visual enfrenta na educação física escolar?

 

1.2. Objetivo Geral

- Investigar de que forma a Educação Física Escolar inclui o aluno deficiente visual na atividade física.

 

1.3. Objetivos Específicos

- Verificar as dificuldades dos alunos em interagir com demais alunos durante as aulas de Educação física.
- Investigar opiniões de alunos sobre as mudanças que a inclusão na educação física escolar trouxe para sua vida.

 

1.4. Relevância do Estudo

A Relevância deste estudo consiste em valorizar a inclusão de atividades mistas nas escolas, rompendo com o preconceito social, e proporcionando aos deficientes visuais a sua participação nas aulas de educação física, fazendo com que todos interajam nas atividades escolares.

1.5. Questões a Investigar

Investigar a inclusão do aluno deficiente visual nas aulas de educação física, na sociedade, se durante as atividades do dia a dia o deficiente visual apresenta variações de humor referentes às suas limitações. E se a participação dos deficientes visuais em grupos sociais acontece de forma inclusiva.

 

2. Reviso de Literatura

 

2.1. Deficiência Visual

A deficiência visual inclui dois grupos de condição visual: cegueira e visão subnormal. Para fins educacionais e de reabilitação são utilizados os seguintes conceitos da Fundação Dorina Nowill para cegos-FDNC (2000):

Cegueira: ausência total de visão até a perda da capacidade de indicar projeção de luz.

Visão subnormal: condição de visão que vai desde a capacidade de indicar projeção de luz até a redução da acuidade visual ao grau que exige atendimento especializado.

Ainda segundo essa Fundação, a deficiência visual seja ela total ou visão subnormal pode afetar a pessoa em qualquer idade. Bebês podem nascer sem visão e outras pessoas podem tornar-se deficientes visuais, em qualquer fase da vida, desde os primeiros dias de vida até a idade avançada. A deficiência visual ocorre independentemente de sexo, religião, crenças, grupo étnico, raça, ancestrais, educação, cultura, saúde, posição social, condições de residência ou qualquer outra condição específica. Pode ocorrer repentinamente de um acidente ou doença súbita, ou tão gradativamente que a pessoa atingida demora a tomar consciência do que está acontecendo.

Deficiência visual e a perda total ou parcial, necessitando ao seu portador recursos específicos para a sua alfabetização (MOQUEIRA, 2000).

Em toda a sociedade a deficiência visual interfere em habilidades e capacidades, e afeta não somente a vida da pessoa que perdeu a visão, mas também membros da família, amigos, colegas, professores, empregadores e outros.

Em 2002, Cidade, Freitas e outros, citados pela Revista Digital efdeportes, concluíram que as deficiências visuais podem ser congênitas ou adquiridas, algumas podem resultar na deficiência visual, direta ou indiretamente; outras não necessariamente. Há diversos tipos de classificação: legal, médica educacional, esportiva, Falaremos um pouco de cada uma delas.

 

2.1.1. Classificação Legal

Esta classificação permite à pessoa o direito aos atendimentos previstos pela lei, e obtenção dos recursos junto à previdência social, estabelecendo o exercício da cidadania, variando de acordo com a Constituição de cada país.

Segundo a Associação Brasileira de Desportos para cegos-ABDC (2003), Abaixo seguem as leis federais que surgiram no segmento da Constituição de 1988, a chamada Constituição Cidadã, que estabeleceu uma condição de igualdade entre as pessoas, de acordo com as características de cada um, e como tal, as pessoas com deficiência, o pleno exercício da cidadania e da integração social.

Leis no âmbito do desporto 10264 (Lei Piva) e 9615 (lei Pelé), de 16 de julho de 2001. A lei 10264, conhecida como Lei Piva foi sancionada pelo Ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, estabelecendo que 2% da arrecadação bruta das loterias federais do País sejam repassados ao Comitê Olímpico Brasileiro-COB (85%) e Comitê Paraolímpico Brasileiro-CPB (15%).

A Lei 7853, de 24 de Outubro de 1989, dispõe sobre o apoio às pessoas com deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - CORDE. Institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes, e dá outras providências.

A Lei 9394, de 20 de Dezembro de 1996, estabelece as...

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