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Título: Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber

Teorias de Taylor, Ford, Fayol e Weber, aplicadas na Empresa Bradesco S/A. São Paulo 2009 Sumário 1Introdução 2Frederick Winslow Taylor4 2.1Princípios de Taylor 3Henry Ford 4Jules Henri Fayol 4.1Princípios Básicos 4.2Funções Administrativas 5Maximillian Carl Emil Weber 5.1Analise da Obra 5.2Princípios…


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Dopagem no Esporte

Trabalho enviado por: Liliane

Data: 04/11/2004

Dopagem


INTRODUÇÃO

Doping, ou mais propriamente dopagem é o uso de qualquer substância proibida pela regulamentação esportiva normatizada pelo comitê olímpico internacional.

O doping começou acontecer em larga escala durante a Guerra Fria, quando o esporte era uma forma de propaganda e de luta pela hegemonia mundial. O bloco socialista, sempre mais fechado, a partir da década de 1950 passou a formar atletas vencedores em varias modalidades, que acabaram sendo mistificados como super atletas, produzidos nos mais sofisticados laboratórios da URSS. No entanto, hoje se sabe que os métodos de treinamento não eram o diferencial dos atletas soviéticos, mas, sim, a ingestão de hormônios masculinos, que são capazes de desenvolver o corpo em proporções que não poderiam ser atingidas de outra forma.

Devido ao uso abusivo de substâncias químicas proibidas, o Comitê Olímpico Internacional (COI) criou em 1967, uma comissão formada por médicos para combater o crescimento do doping. Através da análise da urina do atleta, facilmente coletada, é possível detectar as substâncias proibidas como os Narcóticos, Analgésicos, Betabloqueadores, Diuréticos, etc.

A partir de 1992, o COI passou a coletar amostras de sangue para investigar a presença de alguma droga que não tivesse sido detectada na urina.

Em 1999 foi criado o WADA, que desde então vem publicando uma cartilha de orientação aos atletas e toda a Comunidade Olímpica sobre o uso de medicamentos no esporte. A cartilha chegou em 2004 a sua quarta edição, aproveitando a ocasião da disputa por centenas de atletas brasileiros dos Jogos Olímpicos de Atenas, na Grécia.

A publicação traz a lista de substâncias e métodos proibidos, além de explicar os meios de controle de dopagem existentes e a legislação antidoping do COI, o texto toca ainda num ponto importante que é a utilização de suplementos alimentares.

O WADA, pretende, com o estabelecimento das leis antidoping no mundo e o endurecimento das penas, diminuir o uso de substâncias estimulantes para níveis aceitáveis.

O uso dessas substâncias sintéticas é considerado doping ofensivo ao esporte, portanto cabe o afastamento imediato do atleta e a perda da medalha até que seja julgado o processo. Se a competição está sendo regida pela federação internacional ou federação nacional, "confederação", cabe a federação aplicar a suspensão até que seja julgado pelo tribunal da modalidade. Em caso de jogos sul-americanos, pan-americanos e olimpíadas, o atleta além de perder a medalha será julgado pelo ato do doping, cabendo recursos em casos extremamente duvidosos sobre a ingestão da substância constatada no organismo do atleta, conforme normas do COI, ocasionando assim, sérias conseqüências à carreira do atleta, bem como a imagem da modalidade.


O USO DE MEDICAMENTOS NO ESPORTE

O aumento do uso de substâncias ou métodos proibidos, destinados a melhorar artificialmente o desempenho esportivo, tem motivado uma ação intensa das autoridades nacionais e internacionais. O objetivo desta atuação visa evitar uma vantagem desleal de um competidor sobre os demais, além de preservar os aspectos éticos e morais do esporte e, sobretudo, a saúde dos atletas.


ASPECTOS HISTÓRICOS DO DOPING

O problema do doping vem do homem para o esporte e não vai do esporte para o homem. O desejo do ser humano de se superar continuamente, tentando ser mais forte e mais potente, sem respeitar limites, pode ser evidenciado em todas as etapas da história da humanidade. Um autor eslovaco menciona que o primeiro caso de doping ocorreu no paraíso, quando Eva oferece a Adão a maçã, dizendo que se comesse o fruto proibido seria tão forte e poderoso quanto Deus.

Antigüidade

Na China, o Imperador Shen-Nung, cuja dinastia viveu cerca de 2.700 anos a.C., já conhecia os efeitos estimulantes da infusão de "machuang", uma folha que contém altas concentrações de efedrina, e era rotineiramente utilizada para aumentar a capacidade de trabalho.

De acordo com os relatos de Philostratus, já nos Jogos Olímpicos da Antigüidade, que foram iniciados no ano 800 a.C., os atletas bebiam chás de diversas ervas e comiam certos tipos de cogumelos buscando aumentar seu rendimento atlético nas competições.

10 Século XIX

No final do século XIX, quando o esporte começou a ser organizado de uma forma internacional, um alquimista da Córsega com o nome de Mariani produziu um vinho com folhas de cocaína, chamado de "Vin Mariani", e que se tornou bastante popular entre os ciclistas da época.

O pacifista francês Barão Pierre de Coubertin organizou os primeiros Jogos Olímpicos da Idade Moderna, no ano de 1896, em Atenas, capital da Grécia. Nesta época, os atletas já conheciam o

uso de estimulantes, particularmente a cocaína, a efedrina e a estriquinina, e as utilizavam em forma de pequenas esferas, chamadas de "bolinhas". Deste fato é que surgem os termos "usar bola" ou "emboletar-se".

De Atenas 1896 Até Amsterdã 1928

No período entre 1896 a 1932, nove Jogos Olímpicos foram organizados, excluindo-se apenas os anos da Primeira Guerra Mundial. Nesta época, o doping não era algo comum entre os atletas, estando apenas restrito ao ciclismo. A razão deste fato era a filosofia olímpica implantada por Coubertin, que fazia com que os atletas valorizassem mais a participação nos jogos do que a vitória.

De Berlim 1936 Até o México 1968

O primeiro político que utilizou os Jogos Olímpicos como instrumento de mercado para promover as suas idéias foi Adolf Hitler. Nos XI Jogos Olímpicos, realizados em Berlim no ano de 1936, ele buscou, através de uma organização monumental e da vitória dos atletas alemães, demonstrar o poderio e a força de sua organização política, além da supremacia da raça ariana. O atleta afro-americano Jesse Owens, vencendo várias medalhas de ouro na modalidade de atletismo, fez desmoronar os sonhos de Hitler, mas os Jogos Olímpicos estavam irremediavelmente contaminados. Vale a pena mencionar que Jesse Owens foi o primeiro atleta olímpico a promover a Coca-Cola, caracterizando a entrada do comercialismo juntamente com o uso político dos Jogos.

Durante e imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, duas substâncias extremamente eficientes em aumentar de modo artificial a performance dos atletas surgem no mercado: a anfetamina e os anabólicos esteróides. A anfetamina foi usada para melhorar a capacidade de combate de pilotos e comandos durante a guerra, eliminando a fome, a sede e a fadiga. Após o término desta guerra, os jovens soldados se convertem em atletas, e levam aos estádios o seu conhecimento sobre este estimulante. Os anabólicos esteróides foram utilizados no pós-guerra imediato, como uma alternativa para reestruturar o sistema muscular dos prisioneiros de guerra, encontrados em avançado estado de desnutrição. Para resolver este problema, médicos do exército americano consideraram inicialmente o uso do hormônio masculino testosterona, substituído mais tarde pela nandrolona, feita artificialmente, e mais eficiente em seu efeito anabolizante. Pouco tempo depois, o conhecimento de que esta substância podia aumentar a massa muscular chegou ao esporte através do levantamento de peso, passando após aos atletas das modalidades de arremesso, lançamento, saltos e velocidade.

De 1936 a 1964, seis Jogos Olímpicos foram realizados, excluindo o período da Segunda Guerra Mundial. Nesta época, foi evidente o uso do esporte como um instrumento da luta pela supremacia política, ademais de uma forma de promoção de raça, religião e formas de governo. Este fato modifica irremediavelmente os valores propostos por Pierre de Coubertin, tornando-se agora imperiosa a vitória para os atletas, e imperiosa a qualquer custo ou por qualquer forma. As substâncias mais utilizadas neste período foram a anfetamina, nos esportes de tipo aeróbico, e os anabólicos esteróides, depois de 1954, nos esportes de força e potência. O doping nos Jogos culmina com a morte de um ciclista finlandês por overdose de anfetamina em Roma (1960) e pelo uso massivo de esteróides anabolizantes em Tóquio (1964), que repercutiu de uma forma extremamente negativa para o Movimento Olímpico.

Buscando manter o ideal olímpico e preservar o espírito dos Jogos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) estabelece uma Co-missão Médica, dirigida pelo Príncipe Alexandre de Merode, e formada por especialistas em Medicina do Esporte e Toxicologia, estando entre eles três integrantes do Executivo da Federação Internacional de Medicina do Esporte (FIMS): Giuseppi Lacava (Itália), Ludwig Prokop (Áustria) e Albert Dirix (Bélgica). Participava também desta primeira comissão o médico-chefe dos Jogos Olímpicos do México (1968), Dr. Eduardo Hay. A Comissão Médica do COI atua pela primeira vez nestes Jogos, e a partir daí continuou realizando controles até os nossos dias. Cada Jogo Olímpico apresentava geralmente novas técnicas na área de doping, fato que obrigava a Comissão Médica do COI a modificar constantemente a lista de classes farmacológicas e métodos proibidos. Tal costume segue até os dias de hoje. No dia 1 o de janeiro de cada ano, após a aprovação e o endosso dados pela Agência Mundial Antidoping (AMA) é publicada uma nova lista.

De Munique 1972 Até Moscou 1980

De 1972 até 1980 foram realizados três Jogos Olímpicos. A primeira lista de classes farmacológicas proibidas apresentada pelo COI incluía apenas três tipos de estimulantes (estimulantes psicomotores, aminas simpaticomiméticas e estimulantes do sistema nervoso central), bem como os narcóticos analgésicos. Em 1975, pouco antes dos Jogos Olímpicos de Montreal, os anabólicos esteróides foram acrescentados à lista. Durante este período, os

casos positivos foram poucos, ainda que presentes em cada...

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