Paulo Ricardo Moreira, Jornal do Brasil
RIO - Após 18 anos na Globo, Mylena Ciribelli estreia na Record neste domingo, ao meio-dia, no comando do Esporte fantástico. Em entrevista à coluna Ponto TV, do Caderno B, ela diz que o investimento da Record em esporte e a possibilidade de cobrir os principais eventos esportivas do mundo pesaram na sua decisão de mudar de emissora. Contratada por quatro anos, Mylena garante ainda que sua saída da Globo foi amigável: “Muitos amigos que tenho lá me ligam para desejar boa sorte nessa nova etapa da minha carreira”.
O que a levou a aceitar o convite da Record?
- O fato de a Record ser a única emissora brasileira a ter os direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno/Vancouver, em 2010; Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011; Olimpíadas de Londres, em 2012; e dos Jogos Pan-Americanos de 2015 (ainda sem sede definida) foi preponderante para eu aceitar o convite. Além de ancorar o Esporte fantástico, vou ter a possibilidade de trabalhar, in loco, na cobertura dos principais eventos esportivos do mundo.
O investimento da emissora na área pesou na sua decisão?
- Conforme eu mencionei anteriormente, o alto investimento no segmento esportivo da Record pesou muito na minha decisão. A Record vai me proporcionar uma experiência única, que é cobrir os principais eventos esportivos do mundo. É a realização profissional de todo jornalista esportivo.
A Globo não tinha interesse em renovar seu contrato? Por quê?
- A Globo tinha interesse em renovar comigo. Porém, o fato de eu poder cobrir os eventos esportivos foi de fundamental importância para eu assinar com a Record.
Como avalia sua passagem de 18 anos na Globo? Qual o balanço?
- Foram 18 anos excelentes. Aprendi muita coisa na Globo. Se hoje sou uma profissional competente e qualificada, devo à Globo. O balanço desse longo período é altamente positivo.
Sua saída foi amigável? Ou ficou algum ressentimento?
- Totalmente amigável. Muitos amigos que tenho lá me ligam para desejar boa sorte nessa nova etapa da minha carreira profissional.
Na Record, você é a estrela do esporte. Na Globo, esse espaço é dividido por mais gente. Como se sente nesta nova situação?
- O fato de o Esporte fantástico contar com a apresentação de Mylena Ciribelli gera credibilidade, sim. Porém, faço parte de um grande projeto que tem tudo para ser vitorioso. Quero poder contribuir com minha experiência.
Sua primeira viagem pela Record foi ao Canadá. O que gravou lá?
- Viajei para o Canadá e para os Estados Unidos. Gravamos matérias com algumas personalidades do esporte brasileiro que vivem e treinam por lá. Não posso revelar os nomes e nem os detalhes dessas entrevistas. É surpresa para o programa de estreia (amanhã, ao meio-dia). Além dessas entrevistas exclusivas, vamos mostrar a preparação de Vancouver, no Canadá, para os Jogos Olímpicos de Inverno do ano que vem. A Record vai transmitir o evento com exclusividade.
Vai viajar outras vezes e fazer reportagens? O que já tem pautado?
- Vou viajar outras vezes, sim. Mas, no momento, estamos totalmente focados no programa de estreia. Passei quase duas semanas produzindo algumas matérias especiais no exterior. Voltamos com um excelente material. Garanto que os telespectadores do Esporte fantástico vão acompanhar ótimas reportagens. O programa de estreia vai exibir uma matéria exclusiva dessa minha primeira viagem.
Na Globo, você quase não saía do estúdio. Por quê?
- Na Globo, eu apresentava o programa e também produzia matérias na rua. Eu nunca deixei de fazer matérias. Agora na Record, vou poder me dedicar às matérias pertinentes ao evento que eu vou ancorar, como agora, quando fomos ao Canadá já antecipando os Jogos de Inverno.
No novo programa, você participa do processo de produção e edição? Tem liberdade para isso, para opinar?
- Todos na Record me receberam muito bem. Logo que eu cheguei à emissora, já fui para o Canadá e para os Estados Unidos produzir matérias. Voltei no final da última semana. Ou seja, ainda não tive tempo para sentar e participar do processo de produção do Esporte fantástico. Mas, com certeza, vou estar interada de cada detalhe do programa. Tenho total liberdade para isso. A equipe, de aproximadamente 60 pessoas, é maravilhosa e está trabalhando bastante para colocar um excelente programa no ar.
Já conhecia Reinaldo Gottino, seu parceiro de apresentação? Como fica o entrosamento no ar, sendo esta a primeira vez que trabalham juntos?
- Não conhecia o Reinaldo Gottino. O mais importante é estar ao lado de um profissional experiente. O entrosamento vai aparecer com o tempo. É um processo natural.
Qual sua expectativa para estreia neste domingo e o que espera do futuro na Record?
- A expectativa é a melhor possível. A Record montou uma equipe altamente qualificada para colocar o Esporte fantástico no ar. O programa de estreia vai exibir matérias exclusivas, eventos ao vivo e muitas outras atrações. O futuro na Record me empolga muito. Ter a oportunidade de cobrir os maiores eventos esportivos do mundo será uma realização profissional. Estou muito feliz.
fonte: JB Online