Agência ANSA
ROMA - O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, disse nesta sexta-feira que o país deve se sentir orgulhoso pelo acordo firmado ontem pela Fiat com a montadora norte-americana Chrysler, que passará a ser administrada pelo grupo italiano.
- Hoje a Itália pode se sentir orgulhosa pelo reconhecimento que uma grande empresa nossa obteve na América do Norte e no mundo - disse.
Trata-se, segundo ele, "de um reconhecimento extraordinário para diretores, técnicos e todos os trabalhadores" da Fiat.
A Chrysler, terceira maior montadora dos Estados Unidos, pediu concordata após não conseguir chegar a um acordo com um grupo de investidores sobre suas dívidas. Desta maneira, conforme o plano da Casa Branca, sua atual estrutura será dissolvida para dar origem a uma nova empresa, que será administrada pela Fiat.
Paralelamente, os governos de Estados Unidos e Canadá farão um aporte de US$ 10 bilhões para que a companhia possa se reerguer. Num primeiro momento, a maior cota acionária da Chrysler, de 55%, ficará nas mãos do fundo de assistência médica dos funcionários da própria empresa, que era seu maior credor.
A Fiat terá 20% das ações, mas a participação poderá chegar a 35% caso o grupo italiano cumpra algumas metas de gestão. O governo norte-americano terá ainda 8%, e o canadense, 2%.
Para o presidente da Itália, a aliança entre a Fiat e a Chrysler, que foi anunciado em Washington pelo presidente Barack Obama, é também "a confirmação da importância da inovação e da plena valorização dos recursos humanos no mundo do trabalho italiano".
Na mesma linha, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse hoje que a parceria poderá dar um "empurrão" à indústria do país na batalha contra a crise econômica internacional.
Ontem, o premier já havia afirmado, em uma nota divulgada por seu gabinete, que o acordo ratifica o reconhecimento da "capacidade industrial alcançada pela Fiat" e "evidencia as sólidas relações econômicas e comerciais existentes entre Itália e Estados Unidos".
Já seu ministro do Desenvolvimento Econômico, Claudio Scajola, ressaltou que o fato de gerir a Chrysler tornará a Fiat mais forte, e que "uma Fiat mais forte no exterior será mais forte na Itália e fará uma Itália mais forte no mundo".
Ontem, ao anunciar o acordo, Obama afirmou que o processo de concordata deverá ser concluído rapidamente, dentro de no máximo 60 dias. Pelas condições estabelecidas, a Fiat fornecerá à Chrysler tecnologia para fabricar veículos mais eficientes.
fonte: JB Online